sábado, 13 de setembro de 2008

HABACUQUE, TODOS OS CRENTES, E O DESEJO DE UM AVIVAMENTO

HABACUQUE, TODOS OS CRENTES, E O DESEJO DE UM AVIVAMENTO

HABACUQUE 3.2

Definição de avivamento ou reavivamento por John Stott: Trata-se de “... uma visitação inteiramente sobrenatural do Espírito soberano de Deus, pela qual uma comunidade inteira toma consciência de Sua santa presença e é surpreendida por ela. Os inconversos se convencem do pecado, arrependem-se e clamam a Deus por misericórdia, geralmente em números enormes e sem qualquer intervenção humana. Os desviados são restaurados. Os indecisos são revigorados. E todo o povo de Deus, inundado de um profundo senso de majestade divina, manifesta em suas vidas o multifacetado fruto do Espírito, dedicando-se às boas obras” (A verdade do Evangelho, p. 119).

Os crentes gostariam mesmo de serem tomados por um avivamento? É interessante observar, que o avivamento é marcado por coisas que se abandona por outras que são retomadas.
Podemos dizer que trocamos a insubmissão pela submissão; a indisciplina, pela disciplina; a tristeza, pela a alegria; a preguiça, pelo ânimo; a falta de Deus (mesmo que alguns declarem tê-lo), por sua presença constante; a vida sem igreja, pela necessidade de comunhão.

Antes de qualquer coisa, é preciso deixar claro, que qualquer avivamento tem como princípio o próprio Deus, se não for assim, não passará de fogo de palha.

I – ATRAVÉS DA PALAVRA DE DEUS QUE TRATA A NOSSA VIDA

1. A palavra trata a nossa vida, pois estabelece a rota a seguir. Quando Jesus diz: Eu sou o caminho, podemos acreditar que Ele mesmo estabeleceu a rota a ser seguida. Basta que acreditemos nisso.
2. A Palavra de Deus só terá valor para o cristão se for aberta. Não digo, estiver aberta, pois não se trata de um amuleto. É desnecessário deixá-la aberta nos supostos salmos mágicos.
3. A Palavra é para ser lida e ouvida. Quando a lemos, Deus fala conosco. É preciso que desenvolvamos o hábito de ouvir Deus falando pela Palavra.
4. Vai ficar difícil o avivamento com as bíblias fechadas. Crente de Bíblia fechada, se quiser demonstrar avivamento, tudo não passará enganação.
5. Para alguns crentes a Bíblia não passa de um tesouro perdido. Paulo cobra de Timóteo: “aplica-te à leitura”. E o jovem pastor, era tão humano e pecador como eu e você.
6. Se você tiver a facilidade de não só ler, mas também de guardar na memória o que foi lido, melhor ainda, exercite essa capacidade.
7. Deus vai tratar a nossa vida através da sua Palavra. E a sua Palavra é viva e eficaz (Hb 4.12).

II – PELA CONSCIÊNCIA DE TER ABANDONADO A PALAVRA DE DEUS .

1. Josias, que começou a reinar em Judá, com oito anos, aos vinte e seis, restabelece a Palavra de Deus em seu reino (2 Rs 22,23).
2. A O Livro da Lei foi encontrado na Casa do Senhor (22.8). Matthew Henry, diz que o Livro: “deve ter sido negligentemente guardado e esquecido, como e esquecido, como alguns fazem com as suas bíblias ao lançá-las em quaisquer lugares”
3. O escrivão Safã, o leu diante do rei (v.10). Ao ouvi-lo, o rei rasgou as suas vestes (v.11).
4. Josias rasgou as vestes por causa do pecado dos seus pais, que não deram ouvidos às palavras do Livro da Lei.
5. O rei impactado pela mensagem da Lei, colocou o palácio em polvorosa. Fico imaginando o rei Josias chamando, aos gritos: ‘Hilquias, Aicão, Acbor, Safã e Asaías, venham aqui imediatamente!’ (v.12).
6. Naqueles dias havia profetas. Eles foram até a profetisa Hulda, por ordem do rei Josias (v.14). E Deus falou através da profetisa Hulda (VV. 16-20).


III – É PRECISO COLOCAR A PALAVRA DE DEUS NO LUGAR DEVIDO.
1. O resgate do prazer pela Palavra. Davi tinha a revelação pela Palavra como perfeita (Sl 19.7).
2. Da mesma forma, Josias teve muito interesse pela Palavra de Deus. O interesse pela Palavra, o fez convocar a todos até a Casa do Senhor (23.1,2).
3. O rei, como líder do povo, colocou-se à frente para renovarem a aliança com o Senhor.
4. Mas nenhuma aliança, nenhum propósito foi feito sem que se ouvisse o que dizia o Livro (v.2b). Muitas vezes queremos fazer coisas sem ouvir o que nos diz Deus pela Sua Palavra.
5. Primeiro o rei fez propósitos diante de Deus, e em seguida o povo jurou fidelidade a aliança com o Senhor (v.3).
6. Nos dias de Josias, houve queima geral (vv. 4-25).
7. Para que haja avivamento, é necessário que além de buscarmos a Palavra de Deus, façamos uma reavaliação das coisas que julgamos importantes, mas na verdade, atrapalham a nossa fidelidade ao Senhor.


CONCLUSÃO

Se como Habacuque, quisermos de fato um avivamento devemos deixar Deus trabalhar em nossa vida.
Parafraseando o que disse alguém: “Deixa Deus trabalhar”

Pr. Eli da Rocha Silva
IBJH 14/09/2008

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A IGREJA VIVENDO HOJE COM OS OLHOS NO AMANHÃ

A IGREJA VIVENDO HOJE COM OS OLHOS NO AMANHÃ

TEXTO 1 TS. 5.1-11


I – É O TIPO DE IGREJA DEVIDAMENTE INSTRUÍDA

1. Paulo disse que não precisava mais gastar tempo ensinando aquilo que os crentes já sabiam; por conta disto, não escreveria mais a eles a respeito de tempos e épocas (v.1 a). De alguma forma eles já tinham recebido instrução, de Paulo ou de outro pregador escatológico (2 Pd 3.10). Embora Pedro tenha escrito sua carta 15 anos depois de Paulo.
2. Paulo não queria escrever, mas não deixou de lembrá-los dos fatos que envolveriam a parousia. A vinda, chamada aqui de o Dia do Senhor, seria de modo inesperado: como o ladrão que vem de noite.
3. As pessoas correm atrás da paz; fazem movimentos para a paz; criam slogans: “Eu sou da paz”. Todos em ansiedade por paz. Os crentes também apreciam a paz. Paulo mandou que tivéssemos paz com todos (Rm 12.18).
4. Quando as pessoas pensarem ter alcançado a paz eis que lhe virá repentina destruição. A mulher quando está próxima de dar à luz, continua com as suas atividades rotineiras, mas de repente, pára tudo, é hora de correr para o hospital. Assim, tão repentinamente quanto dar à luz, será a vinda do Dia do Senhor.
5. A mulher não escapa de ter que dar á luz. Da mesma forma, os homens não escaparão da realidade do Dia do Senhor.

II – É O TIPO DE IGREJA QUE NÃO VIVE COMOS OS DEMAIS, EM TREVAS.

1. Mais uma vez o apóstolo parece conhecer os seus leitores. Ele sabia que o Dia não os apanharia de surpresa, pois eles não eram das trevas (v.4).
2. Paulo estava tratando com os filhos da luz e filhos do dia (v.5). E gente com estas características, deveria ficar acordada em relação à vida espiritual. Deveriam viver em vigilância, não se embriagando como aqueles que querem esquecer o hoje.
3. Nos que somos do dia, assim nos diz Paulo, devemos estar devidamente equipados:
• Agindo com sobriedade, aqui, como sinônimo de vigilância (O que não estiver sóbrio não consegue suportar o peso da armadura);
• Devidamente revestido da couraça da fé e do amor, que nos impede de vacilar, somos impelidos à frente, sem vacilar.
• Ninguém faz a nossa cabeça. Temos sobre ela a esperança da salvação.
4. A igreja, por não viver como os demais, que não têm esperança, consegue enxergar em meio às dificuldades que tem razões para continuar.

III – É O TIPO DE IGREJA QUE ANDA COM QUEM LHE DA GARANTIA.

1. Se há um destino de perdição para os filhos das trevas (v.3), para os crentes o destino é a salvação, como presente de Deus na mediação de Jesus Cristo.
2. O destino é a providência de Deus para os que crêem, mas só para estes. Não é um presente para o incrédulo, pois este, não saberia valorizá-lo.
3. A união perfeita da igreja com aquele que morreu por ela é tão intensa, que não gera nenhum tipo de preocupação (v.10).
4. O que fazer então diante de tão grande garantia divina? Paulo nos enche de responsabilidade: Consolai-vos (exortem-se, NVI) uns aos outros e edificai-vos reciprocamente (v.11).
5. Na exortação, no consolo, entendemos que a vida cristã só pode ser vivida plenamente se houver encorajamento mútuo (mutualidade).
6. Paulo usa o conceito da construção civil para nos mandar edificar uns aos outros. O verbo significa construir uma casa. Nós somos cooperadores na edificação da casa do Senhor que é o nosso irmão. O próprio Jesus disse que o Pai e Ele viriam e fariam no crente morada (João 14.23).
7. Se eu, ao invés de construir o meu irmão, estou ajudando a demoli-lo, o Senhor vai pedir a prestação de contas. É bom que pensemos sobre isso.

Pr. Eli Rocha Silva

IBJH 09/09/2007

COMO UM PAI, JOÃO ESCREVE COISAS QUE PRECISAMOS SABER

COMO UM PAI, JOÃO ESCREVE COISAS QUE PRECISAMOS SABER

TEXTO: 1 JOÃO 5.13, 18-20

INTRODUÇÃO
Os pais têm a responsabilidade da orientação; não basta colocar o filho no mundo.
Será que de alguma forma Deus cobrará dos pais o quanto foram negligentes na orientação dos seus filhos?
O apóstolo João age como um pai, ensinando aos filhos as coisas que eles devem saber.
Os “filhos” de João são os crentes de todas as épocas. Alguns entendem que a epístola trata das diversas fases da vida cristã.

I – O MODO CARINHOSO DA FILIAÇÃO CRISTÃ.

1. A maneira de tratar os seus leitores, nos mostra a forma carinhosa de João conduzir os seus ensinos. Para ele, todos eram de fato crianças, embora, ele fale de jovens e de pais.
2. Agostinho, teólogo católico, entendia que João falava dos três estágios da vida cristã: os filhinhos, são os recém-nascidos; os jovens, são os já desenvolvidos e vitoriosos na luta espiritual; e, os pais, são os já amadurecidos na vida cristã com profundidade e estabilidade.
3. João usa seis vezes a palavra teknía e duas vezes a palavra paidia. Teknía demonstra a ligação entre pai e filho, a partir da capacidade de gerar. O pai que gerou e o filho gerado, têm relacionamento e proximidade.
4. A carta foi escrita para pessoas que são filhas de Deus (tékna Theou=filhos de Deus) (1 Jo 3.1,2).
5. Mas também João diz que existem os tékna tou diabólou, isto é, os filhos do diabo. Aqueles gerados pelo diabo. E quem é o filho do diabo? “Todo aquele que não ama seu irmão” Lamento dizer, mas se você não ama a seu irmão, você é filho do diabo (1 Jo 3.10). Se não quiser continuar sendo filho do diabo, reconcilie-se com seu irmão.
6. Paulo chama Timóteo de seu verdadeiro filho na fé , tékno en pístei (1 Tm 1.2). Alguém que foi gerado da fé.
7. João está tratando com os filhos de Deus; crentes novos e crentes velhos.


II – JOÃO NOS ESCREVEU PORQUE PRECISAMOS SABER

1. João também chama os crentes de paidía. Por um momento, João vê os crentes como crianças, e como tais, precisam de instrução.
2. Como filhos gerados por Deus, somos feitos novamente crianças. Todo crente novo é uma criança. E João escreve a um grupo de pessoas, e as chama carinhosamente de crianças (1 Jo 2.14, 18).
3. E para os filhos, que são crianças, jovens e adultos João diz: “Estas coisas vos escrevi a fim de saberdes que tendes a vida eterna” (1 Jo 5.13).
4. A vida eterna é a herança dada aos que são filhos. O Espírito Santo nos diz que temos direito à herança, porque de Deus somos filhos (Rm 8.16).
5. Mas, só adquirimos esse direito depois de termos crido “em o nome do Filho de Deus” (v.13).
6. Como crianças (paidía), os leitores de João deviam ser ensinados com o uso da melhor didática, e mais que isto, com pedagogia (A palavra Pedagogia tem origem na Grécia antiga, paidós (criança) e agogé (condução)(Fonte: Wikipédia).

III – COMO FILHOS DE DEUS, SAIBAMOS QUE:

1. Deus nos ouve quando a Ele recorremos. Ele de fato ouve e responde as nossas orações, inclusive o irmão que pecar (1 Jo 5.14-17)
2. Os nascidos de Deus não vivem em pecado (v.18) e nem mais para o pecado, porque para ele morremos (Rm 6.11). Somos guardados por Deus e o maligno não nos toca.
3. Nós somos de Deus. Mesmo estando em um mundo que jaz no maligno, vivemos a vida de Deus. Israel estava no Egito mas era de Deus (v.19).
4. “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo” (v.20). João, que andou com Jesus, recebeu do próprio Senhor entendimento para saber que Ele era o verdadeiro.
5. Já naqueles dias havia falsos cristos; nestes dias também os há. O crente precisa discernir em meio à nova onda evangélica, os que são filhos de Deus e os que são filhos do diabo.
6. Outra coisa que nos ensina João, o que é de extrema beleza. Ele nos diz aonde estamos: “E estamos no verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo”.
7. Os filhos de Deus não se confundem, pois conhecem o Pai. Tudo é questão de filiação, de relacionamento.
8. Não precisamos fazer um DNA para sabermos se somos filhos ou não, o próprio Espírito Santo que somos.


CONCLUSÃO

Que todos nós vivamos na certeza da nossa filiação divina.
Somente através dessa filiação podemos morar na casa do Pai.
Amém.

Pr. Eli da Rocha Silva

IBJH 10/08/2008

A MINHA FUNÇÃO NA IGREJA QUE AJUDAREI A ESTABELECER AQUI

A MINHA FUNÇÃO NA IGREJA QUE AJUDAREI A ESTABELECER AQUI
TEXTO: 1 Cor. 12: 1,4-11

I – QUERO ENTENDER A DINÂMICA DA DIVERSIDADE

1. Devo entender que há diversidade de capacitações, e que todas elas provêm do mesmo Espírito. Logo, não há conflito no seu exercício. O nosso Deus não é Deus de confusão (v.4).
2. Devo entender que há diversidade nos serviços. Que há serviço para todos. Que há muita coisa a ser feita. Há sempre lugar para novos servos. Que nenhuma pessoa deva ficar com os braços cruzados, mas o Senhor (Kyrios) é o mesmo (v. 5).
3. Devo entender que diversidade nas realizações, nos trabalhos, nas operações, nos resultados. São muitas coisas para fazer. Mas, com tanta diversidade, os membros não ficam batendo cabeça, pois “o mesmo Deus é quem opera tudo em todos” (v.6).
4. Há uma justa operação de cada membro, na ação do Espírito, para que tudo que seja realizado tenha um fim proveitoso (bem comum, NIV )(v.7). O Espírito se expressa através dos crentes, para que estes contribuam para o crescimento do corpo de Cristo, a Igreja.
5. A doutrina do Espírito Santo no que se refere à distribuição dos dons, nunca foi para dividir, mas para a edificação dos crentes no corpo de Cristo. A divisão, causamos por ignorância (v.1).

II – QUERO ENTENDER COMO SER ÚTIL NO CORPO

1. COMO DEVO SERVIR? Buscando, sempre, Glorificar a Deus e edificar as pessoas.
2. SERVIR COM PERFIL DE SERVO: O servo reconhece a sua insuficiência; O servo age com humildade; O servo sabe ser responsável na execução da tarefa recebida.
3. Moisés e o perfil de servo. Quem sou eu? Assim perguntou Moisés a Deus (Ex. 3.11).
4. Moisés tinha estado no Egito; conhecia todos os caminhos, as entradas e as saídas. Mesmo assim, diante do tamanho da tarefa, pergunta: “Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?.
5. Diante da consciência de sua pequenez, percebemos o contraste e a distância do EU SOU.
6. Moisés não estaria sozinho, pois o Senhor mesmo prometera: “Eu serei contigo” (v.12).
7. Nós nunca seremos suficientemente aptos para a realização de qualquer obra para Deus. Sempre ficará atrás de nós a marca do pouco que podemos fazer (Lc. 17.10).
8. Saber-se pequeno, insuficiente, incapaz de por si mesmo fazer alguma coisa, o servo útil qualifica-se para a missão.


III – QUERO ENCONTRAR A MINHA FUNÇÃO NA IGREJA

1Co 12:8 Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
1Co 12:9 a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
1Co 12:10 a outro a operação de milagres; a outro a profecia; a outro o dom de discernir espíritos; a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação de línguas.
1Co 12:11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer.

1. “A um...palavra da sabedoria”(v.8). A palavra da sabedoria está ligada à área do aconselhamento cristão, e permite ao discípulo ouvir atentamente outro discípulo e ajudá-lo, orientando-o de acordo com a Palavra de Deus, ou ainda respondendo sabiamente à inquirições do mundo (Lc. 21.12-15)
2. “A outro...palavra do conhecimento”(v.8). Este dom habilita o discípulo a pesquisar e sistematizar os ensinos da Palavra de Deus. A diferença entre o dom de sabedoria e o de ciência (ou conhecimento) é que o primeiro diz respeito à capacidade para orientar com bons conselhos (e isso é algo que não se aprende nem nas melhores universidades do mundo) e o segundo diz respeito à capacidade para entender aquilo que a Palavra de Deus está dizendo.
3. “A outro...a fé” (v.9). Esta fé não é a fé que nos traz a salvação. É a profunda convicção da ação do poder de Deus que alguns discípulos possuem como dádiva divina, mesmo que as circunstâncias estejam completamente desfavoráveis (Hc. 3.17-19). Os discípulos possuidores desse dom são capazes de agradecer a Deus por algo que ainda não aconteceu, como se já tivesse acontecido (Mc. 11.22-24).
4. “E a outro...dons de curar”(v.9). O termo empregado aqui possui a idéia de cura de modo milagroso. Há outro termo no idioma grego para “cura” mediante tratamento, de onde originou-se a palavra “terapia” em nossa língua. Por falar de “dons de curar”, parece que cada cura deve ser considerada um dom específico. Esse dom é concedido por Deus diante de situações dificílimas impossíveis de soluções humanas. Devemos tomar cuidado, pois em nossos dias existem muitos “falsos profetas” se aproveitando do sofrimento das pessoas, prometendo curas milagrosas que realmente não acontecem.
5. “A outro, operações de milagres” (v.10). Em nosso dias, ainda que os milagres não sejam propalados, Deus, pelo seu poder, ainda recebe glória por intervir de maneira soberana no curso dos acontecimentos humanos, para cumprir os seus desígnios, usando meios que desafiam qualquer explicação puramente racional. Ele pode usar qualquer discípulo para executar seu plano.
6. “A outro, discernimento de espíritos” (v.10) Trata-se de uma capacitação especial, dada pelo Espírito Santo, para distinguir entre o verdadeiro, e o falso, entre a verdade e a mentira. Deus concede esse dom para que outros discípulos sejam protegidos contra as astutas ciladas de Satanás (I Jo. 4.1-6).
7. “A um, variedade de línguas (ἑτέρῳ δὲ γένη γλωσσῶν=outros gêneros, tipos, de línguas)”(v.10). Gêneros, pode significar línguas de outros países e dialetos. (Atos 2.8 ἐγεννήθημεν= que temos nascido). É o dom que aparece como o menor de todos. Além de aparecer como um dos últimos da lista, Paulo gastou bastante tempo para estabelecer a inferioridade desse dom em relação ao dom de profecia. Esse é o único dom que beneficia somente àquele que o possui (I Cor. 14.4,17).
8. “E a outro, a interpretação de línguas” (v.10). O Espírito Santo também capacita alguns discípulos para discernir o significado de uma declaração feita em outra língua e comunicá-la à igreja, para edificação de todos (I Cor. 14.5).

CONCLUSÃO

Diante da exposição das capacitações dadas à igreja, concluo através da Bíblia, que a soberania na distribuição é do próprio Espírito.
Assim sendo, quero me colocar à disposição do Espírito Santo para usar-me conforme lhe apraz. (v.11)

Pr. Eli da Rocha Silva

A PREGAÇÃO DA CRUZ É LOUCURA E SALVAÇÃO.

A PREGAÇÃO DA CRUZ É LOUCURA E SALVAÇÃO.

TEXTO: 1 CORÍNTIOS 1.18-31


I- POR UM INSTANTE PREGAR A CRUZ PARECE LOUCURA (V.18-21)

1. Pensar sobre a cruz nunca será fácil para nenhum de nós. Mas não é possível deixarmos de falar sobre a cruz. A cruz foi-nos um bem necessário, conquanto pareça ser um mal.
2. A cruz trouxe reconciliação. O abismo que nos separava de Deus era do tamanho da cruz de Cristo.
3. Na apresentação do livro ‘A Cruz de Cristo’ de John Stott (Vida), os editores escrevem: “O símbolo universal da fé cristã não é o presépio nem a manjedoura, mas a rude cruz. Muitos não entendem o significado nem o motivo por que Cristo teve de morrer”.
4. A cruz de Cristo que propôs no corpo da sua morte, a nossa reconciliação, é inconcebível para o mundo. Não é possível compreender um líder que se deixa matar. Portanto, a palavra da cruz na passa de tolice para os que se colocam como inimigos do evangelho.
5. Com a morte de Cristo, o evangelho não deixou de ser novas de alegria, como disseram os anjos aos pastores de Belém. A palavra da cruz, para nós, os salvos, é o poder de Deus (v.18).
6. Alguns a têm como loucura. Trata-se de um tema incompreensível para os que se perdem. Incompreensível, porque acham que os defensores a cruz são insensatos.
7. O homem natural não foi suficientemente maduro, ou sábio, para entender Deus, Ele se deu a conhecer pela loucura da pregação.
8. A pregação da cruel morte de cruz é o próprio Cristo.

II – PREGANDO A CRUZ E O SEU MOTIVO (v.22-25).

1. A cruz nos mostra o próprio Cristo; Ele é o motivo da cruz.
2. Paulo tomava cuidado para que, em nenhum momento, em sua pregação, pudesse anular a força do argumento da cruz.
3. O que deve atrair os homens não é a capacidade de persuasão daquele que prega, mas o sentido, a essência da cruz: Cristo crucificado.
4. Os judeus queriam sinais e os gregos, filosofia; Paulo lhes apresenta o incompreensível, a razão da sua própria loucura: Cristo crucificado (2.2).
5. Ele não quis debater no vazio da filosofia, na se apoiou no seu próprio conhecimento, mas deixou-se levar pelo Espírito e pelo poder de Deus (2.3-5).
6. Ao expor o motivo da cruz, Paulo pode falar sobre a expiação. Jesus levando a nossa culpa.
7. Falou sobre a propiciação dos nossos pecados. Jesus foi propício a nós, isto é, Ele foi favorável ao pecador (Ver Rm 3.25).
8. Demonstrou que estava patente na cruz, a nossa justificação. Na justificação ele absolveu de vez o pecador, não lhe atribuindo nenhuma pena. Na havia a ser pago.
9. A cruz de Cristo, nos encaminha para a glorificação. Não haverá glorificação para aquele que não aceitar o trajeto da cruz (Rm 8.30).

III – ALCANÇADOS PELA CRUZ, FAZEMOS DELA A NOSSA PREGAÇÃO

1. Neste novo aspecto somos todos paulinos: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (2.2). Todos nós assumimos o tema principal da loucura da pregação: A cruz de Cristo e o Cristo da cruz.
2. Pode parecer filme de terror, mas alguém cantou: “À sombra da cruz há um deleite singular”. Podemos analisar assim esta frase: As gotas do sangue que caem da cruz, representam para mim o antegozo do eterno. Ou como o próprio Paulo definiu em Romanos 8.18.
3. Paulo faz um apelo, uma súplica aos crentes de Corinto: “Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação” (v.26). Aprouve a Deus escolher os simples deste mundo para serem os portadores da palavra da cruz (v.26-29).
4. Os crentes deveriam observar bem o que Deus fez por eles: “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus” (v.30). À parte de Cristo, fora do alcance da mensagem da cruz, ninguém pode ser de Deus.
5. A vocação me trouxe salvação e responsabilidade. Muitas querem a salvação, mas procuram omitir-se da responsabilidade. Qual a responsabilidade jogada sobre nós? A própria mensagem da cruz.
6. Aquele que não defende a cruz de Cristo, pode tornar-se inimigo da cruz de Cristo (Fp 3.18). De que lado você está, de que lado você quer ficar? O destino dos inimigos da cruz de Cristo é a perdição (Fp.3.19).
7. Alguém que abraçou a mensagem da cruz cantou: “Sim eu amo a mensagem da cruz Te morreu eu a vou proclamar”. Que possamos fazer este o nosso cântico. Amém
Pr. Eli Rocha Silva

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Gálatas 6.7,8 HAVERÁ RETRIBUIÇÃO

HAVERÁ RETRIBUIÇÃO

GÁLATAS 6.7,8

I- NÃO DEVEMOS NOS ENGANAR (v.7)

1. “Não vos enganeis”. Como palavra de orientação e de alerta, o autor da carta manda que não nos enganemos. É possível, sim, que alguém engane a si mesmo, fazendo do errado certo e do certo errado. Ou fazer o errado deliberadamente.
2. Alguém pode enganar a si mesmo, quando acha que o fato de ser bom lhe garante benefícios diante de Deus.
3. Alguém pode enganar a si mesmo, quando pensa que práticas religiosas lhe dão garantia diante de Deus; o próprio Jesus ensinou que não (Mt 7.21-23).
4. Mas Paulo conclui o seu próprio pensamento: “De Deus não se zomba”. Não adianta pensar ‘Deus não está nem aí com isso ou com aquilo, ou, Ele tem mais com o que se preocupar’. A notícia ruim é que Deus esta aí sim e está preocupado com todas as coisas. Não há nada que fuja ao interesse de Deus.
5. O verbo grego mukterizo, que vem de mykter "nariz", significa "virar o nariz para cima, isto é, tratar com desprezo". Alguém com o nariz empinado é alguém soberbo. O soberbo zomba de Deus, pois acha que não terá que prestar contas. Deus não será ridicularizado. Não será tratado com menosprezo. Era o que os fariseus faziam com Jesus (Lucas 16.14).
6. A lei natural; o que rege todas as coisas: “Pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”.

II – SEMEAR PARA QUEM? PARA A CARNE.

1. Semear para a carne, é uma atitude de alimentá-la. Alimentar um monstro que em algum tempo trará resultados desastrosos, isto é, devorará o seu nutridor.
2. Caim semeou para a carne: nutriu inveja, ódio, despeito; como resultado colheu o homicídio.
3. Acã semeou para a carne: cobiçou, roubou, escondeu, enganou: como resultado, colheu sua própria morte e a da sua família.
4. Judas semeou para a carne: cobiçou, arquitetou, se vendeu e vendeu seu Mestre; como resultado, colheu o desprezo e a morte por suicídio.
5. O alerta é: “Pois aquilo que o homem semear; isso também ceifará”.
6. “Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção” (v.8a). No sentido cristão, eterno sofrimento no inferno.

III – SEMEAR PARA QUEM? PARA O ESPÍRITO.

1. Semear para o Espírito, é a atitude de disponibilizar-se para Ele. Quando nos colocamos à Sua disposição nos tornamos úteis à causa do evangelho.
2. Estevão semeou para o Espírito e, diante da sua própria morte, foi acalentado por gloriosa visão.
3. Filipe semeou para o Espírito e, deixando-se conduzir por Ele, pregou ao etíope, batizou-o e depois disso ‘veio a achar-se em Azoto; e passando além, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesaréia’ (Atos 8.26-40).
4. Maria semeou para o Espírito, e por ficar aos pés de Jesus, o Mestre disse que ela escolheu a melhor parte (Lucas 10.38-41).
5. João semeou para o Espírito, e na ilha Patmos, foram-lhe reveladas coisas maravilhosas registradas no Apocalipse, que até hoje, ainda não entendemos.
6. O alerta é: “Pois aquilo que o homem semear; isso também ceifará”
7. “Mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna” (v.8b).

CONCLUSÃO

Se não devemos nos enganar, pois de Deus não se zomba;
E tudo o que for semeado será colhido,
Para quem vamos semear?

Pr. Eli da Rocha Silva
IBJH Culto Res. Dusolina