domingo, 8 de março de 2009

O IMAGINÁRIO DE LEMUEL E A VIDA REAL

O IMAGINÁRIO DE LEMUEL E A VIDA REAL

PROVÉRBIOS 31


Quando falo ‘imaginário de Lemuel’, estou apenas pensando na resposta ao rei que pergunta: “Mulher virtuosa, que a achará?”.
Mas quando lemos o que ele diz sobre tal mulher, não dá para não pensar em algumas mulheres.
Mas por que pensar em algumas mulheres? Por que não pensar apenas naquelas que nos cercam? Estamos rodeados por muitas mulheres. Muitas delas de importância direta em relação a nós.
Quem são essas mulheres? Elas têm vários nomes; mas para mim seus nomes são: mãe, sogra, esposa (mulher), filhas, tias, irmãs, companheiras, professora, médica, e assim vai.
Algumas delas fizeram a nossa história:
A mãe. Que mulheres maravilhosas. Sem essa mulher nada seríamos. Além de nos dar a vida (participação direta no processo), continua a nos dar de sua vida.
A sogra. Igualmente maravilhosas, as mulheres sogras, têm a coragem de nos deixar levar suas filhas conosco e para nós. Filhas que foram cuidadas com carinho, com zelo, com desprendimento e muitas vezes às duras penas.
As filhas. As filhas são aquelas que nos ensinam a arte de sermos pais. Nunca seríamos pais sem a compreensiva e valiosa contribuição delas.
A professora. Eta mulher que dispensa falação! Tive uma professora chamada Dona Cida; ela cuidou de ensinar-me as primeiras letras. Do seu nome só sei isto: Professora Cida.
As outras mulheres. Muitas são as outras mulheres que passam pela nossa vida; mulheres que deixam as suas marcas impressas na tábua do coração.
Quero dizer ao rei Lemuel que muitos encontraram a mulher virtuosa, cujo valor excede ao das jóias preciosas. Basta apenas que o rei Lemuel pare para ouvir o Alberto falando da Maria José Xavier; o Aleksandro, da Vânia; o Antonio Soares, da Raimunda; o Antonio Leite, da Alessandra; o Augusto, da Creusa; o Arnaldo, da Bete; o Benê, da Susi; o Ricardo, da Silvana; o Deoclides, da irmã Cida; o PR. Eli, da Sueli; o Elto, da Cida Brito; o Emerson, da Denise; o Eraldo, da sua Imaculada; o Gerson, da Janinha; o Hugo, da Jane; o PR. Joaquim, da Ana Maria e o José Arnaldo, da Paixão.
Ah! Se o rei Lemuel não tiver muita pressa, ele pode ainda dar um tempo para ouvir o Milton, falando da Vânia; o Juarez, da Zezé; o Leandro, da Bete; o Levi, da Ieda; o Manuel, da Eunice; o Necivaldo, da Fátima; o Paulo, da Diva; o Rogério, da Daniela; o Ronnie, da Ana Paula; o Rodolfo, da Lucilene; o Rubens, da Evanda e o Wanderson, da Viviane.
O rei poderia ainda conhecer outras mulheres da nossa comunidade. Mulheres solteiras, mulheres viúvas, mulheres divorciadas e meninas mulheres. A minha intenção não seria a de cansar o rei Lemuel.
Aliás, o rei que deu ouvidos à sua mãe, e assim, aprendeu com ela, nos deixa algumas coisas para pensarmos.

I – A FIGURA DO MARIDO ELOGIADOR (v.29).

1. Esse marido, contado pelo rei Lemuel, era elogiador, era romântico. Nós maridos ficamos devendo no quesito romantismo (Nota zero para a maioria).
2. Muitas mulheres têm virtudes, mas a elogiada pelo marido supera a todas.
3. Sem querer ser chulo, esse marido diz para que todos ouçam: ‘A melhor grama está no meu quintal!”. Tal marido está dizendo que reconhece o valor de sua mulher.
4. Não tenho nenhum receio em dizer que a minha mulher preenche o que se diz do verso onze ao vinte e sete. Com certeza assim diriam os outros maridos também (Com a devida contextualização, claro!).

II – COISA PARA SE PENSAR... (v.30).
1. De repente o rei Lemuel muda o discurso para advertir. Advertir quem? Talvez algum jovem que estava pensando em se casar. Quais são os critérios de escolha de uma esposa? Talvez muitos digam ser o coração. Mas muitos escolhem pelo que se vê.
2. Quais virtudes buscar na mulher para ser esposa? O rei diz que a ‘beleza é enganosa, e a formosura é vaidade’. Se ele disse isso mil anos antes de Cristo, imagine o que ele diria hoje, quando estamos na era do silicone e do Botox.
3. Mas o rei fala de um tipo de mulher que será elogiada: a que teme o Senhor. O seu marido e filhos se esmeram em louvá-la, em fazer celebração. As mulheres de um modo geral, que temem ao Senhor, devem ser elogiadas.
4. Vivemos em dias de pouco temor ao Senhor; o que se espera das mulheres cristãs é que nunca percam esse temor.

III – O QUE O REI ENSINA PARA TODOS OS HOMENS (v.31).
1. A mulher virtuosa é digna de recompensa. Ela deve usufruir do seu trabalho. Uma tradução aproximada da KJV seria: “Dê a ela do fruto das suas mãos”. Ela deve viver da tranqüilidade proporcionada pelo seu trabalho.
2. Quantos casos de injustiça. Quantas mulheres trabalham para formar um patrimônio com seus maridos, e sem mais nem menos, se vêem espoliadas dos seus bens. (Vi na TV sobre uma mulher, cujo marido arrumou outra, e voltou em casa para pegar utensílios domésticos). A mulher descrita pelo rei construiu um patrimônio com o seu marido (v.16).
3. Por tudo que fez e representa a mulher virtuosa, o seu trabalho, a sua dedicação, ela deve ser elogiada em público.
4. O seu marido é respeitado na porta de julgamento, quando se assenta entre os anciãos (v.23). O quanto essa mulher virtuosa contribuiu para o sucesso do seu marido é impossível medir. Mas, como se diz: “Junto com um grande homem, há uma grande mulher”. Ali, na porta da cidade, no lugar de julgamento, entre os seus pares, a mulher virtuosa devia ser elogiada pelo marido.

CONCLUSÃO

Que Deus abençoe essas mulheres virtuosas que nos ajudam a escrever a nossa história.
Sejam elas casadas, viúvas ou meninas mulheres, que saibamos valorizá-las.
Quantas meninas mulheres têm sofrido em nossos dias. Que a violência contra elas possam acabar. Que elas também recebam as nossas homenagens neste Dia Internacional da Mulher.
Amém.

PR. Eli da Rocha Silva
08/03/2009 – Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP

sábado, 7 de março de 2009

7- Lições em Romanos 15.1-13

7- Lições em Romanos 15.1-13

Cristo, nosso exemplo de abnegação (NIBB)

(v.1) - Ora nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.
1. Não sei em que momento da vida cristã nós chegamos à consciência de que ‘somos fortes’. Mas caso saibamos que chegamos, esse poder adquirido nos fará responsáveis pelos outros que ainda não chegaram à mesma consciência.
2. O nosso poder (dinatoi) nos faz devedores (opheílomen) aos que ainda estão sem poder (adinatoi). Paulo tinha isso como uma dívida dos crentes fortes para com os crentes fracos (Ver Rm 1.14).
3. Um ponto difícil é justamente deixarmos de lado aquilo que nos agrada, em favor do nosso irmão. Ou seja, abrirmos mão do nosso de bem-estar, por conta daquele que ainda não nos alcançou.

(v.2) - Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo, visando o que é bom para edificação.
1. A questão não é só deixar de agradar-nos a nós mesmos, mas ser ativo no sentido de agradar ao próximo.
2. Não se trata de atender às vontades, aos caprichos daquele que ainda é fraco na fé, mas de atendê-lo naquilo que servirá para o seu crescimento, naquilo que for bom para a sua edificação (oikodomén). Consequentemente, todos ganharão com isso.

(v.3) - Porque também Cristo não se agradou a si mesmo, mas como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam. 1. O exemplo para as atitudes do cristão é o próprio Cristo; razão de sermos cristãos.
2. Cristo não agradou a si mesmo. Se por um momento pediu que o cálice não fosse por Ele tomado, em seguida consentiu que a vontade a ser feita fosse do Pai (Lc 22.42); podendo apegar-se à gloria que tinha, não fez isso (Fp. 2.6,7).

(v.4) - Porquanto, tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que, pela constância e pela consolação provenientes das Escrituras, tenhamos esperança. 1. Sendo Cristo o nosso exemplo, não é demais pedir aos crentes que sejam pacientes com os irmãos mais fracos; coisa que o próprio Cristo fez em relação a todos nós.
2. Quaisquer que sejam as tribulações (até mesmo dentro da própria igreja), os ensinos trazidos pelas Escrituras nos fazem avançar mantendo a esperança.
3. A paciência e o consolo que nos vêm das Escrituras nos ajudam na caminhada cristã.

(v.5) - Ora, o Deus de constância e de consolação vos dê o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus. 1. Deus nos fala pelas Escrituras, que é a Sua própria Palavra, e nos fala também pelo que Ele mesmo é.
2. Não é difícil percebermos que falta tolerância entre os crentes. Muitos crentes não se suportam. Se aprendermos a tolerância, certamente saberemos não agradar a nós mesmos.

(v.6) - Para que unânimes, e a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
1. É possível que todos na igreja saibam que devem glorificar a Deus, mas a falta de unidade (um só coração – NIV) pode ser obstáculo para a adoração conjunta.
2. A adoração de crentes em guerra vale o mesmo que uma nota de três reais. Fazer a paz não é coisa fácil, mas não fica bem aos adoradores viverem ‘se mordendo e devorando uns aos outros’ (Gl 5.15).

(v.7) - Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de Deus.
1. Limitamos a questão do acolhimento aos crentes locais; aos que fazem parte da nossa comunidade. É verdade que Paulo estava tratando das questões locais, de Roma.
2. Muitas vezes temos dificuldades no acolhimento dos crentes de outras igrejas, de outras denominações; parece que há uma dificuldade em acolher o crente que professa a mesma fé, mas não a mesma prática.
3. “Como também Cristo nos recebeu”. Na verdade, Cristo recebeu um ‘bando’ de pessoas mortas em delitos e pecados. Em síntese, ninguém melhor que ninguém.
4. A diferença é que, uma vez acolhidos, por termos sido resgatados de nossa vã maneira de viver, passamos a viver a vida que glorifica a Deus, por meio de Cristo Jesus.

(v.8) – Digo, pois, que Cristo foi feito ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos pais;
(v.9) - e para que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia, como está escrito: Portanto eu te louvarei entre os gentios, e cantarei ao teu nome.
(v.10) - E outra vez diz: Alegrai-vos, gentios, juntamente com o povo.
(v.11) - E ainda: Louvai ao Senhor, todos os gentios, e louvem-no, todos os povos.
(v.12) - E outra vez, diz também Isaías: Haverá a raiz de Jessé, aquele que se levanta para reger os gentios; nele os gentios esperarão.
1. A salvação é universal, isto é, estendida a todos. Cristo veio para os que eram seus (judeus) (v.8), mas também para os demais (os gentios) (v.9).
2. Em Abrão (que é Abraão) todas as nações serão abençoadas (v.10-12).
3. A igreja em Roma, possivelmente, era constituída de crentes judeus e gentios, pois havia trânsito de pessoas entre as nações (Atos 2.8-11).

(v.13) - Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz na vossa fé, para que abundeis na esperança pelo poder do Espírito Santo.
1. Paulo termina a seção com uma oração. A sua oração expressa o seu desejo em relação aos crentes da comunidade em Roma.
2. O seu desejo é que os crentes sejam cheios, sejam plenos de alegria e paz na fé; sem as discussões próprias daqueles que se acham melhores que os outros.
3. “Para que abundeis”, ou “Para que sejais ricos”. Caso os crentes não seguissem os conselhos de Paulo, corriam o risco de continuarem pobres e sem esperança; mas, se fossem maduros o suficiente para atendê-lo, os benefícios de uma vida dirigida pelo poder do Espírito Santo.

PR. Eli da Rocha Silva
08/03/2009 – Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP

domingo, 1 de março de 2009

ANTES DE SERVIR, É PRECISO DIZER: ESTOU AQUI.

ISÁIAS (6.8) E MARIA (LC 1.38)



INTRODUÇÃO

Acho interessante a postura de duas personagens bíblicas: Isaías e Maria. Ambos, em seu tempo e ministério, antes de serem usados por Deus, disseram o que o Senhor queria ouvir.
A Campanha de Missões Mundiais 2009 adotou o tema: Então usa-me, Senhor.
Como soa aos nossos ouvidos a palavra ‘então’? De preferência, que não seja com uma conotação negativa, denotando a última esperança.
É ruim quando fazemos algo, quando não há mais quem queira fazer; ‘então’, vamos lá e fazemos.
Isaías e Maria entenderam perfeitamente o chamado. Eles cumpriram as suas tarefas porque puderam dizer: estou aqui.


I – ISAÍAS DISSE: ESTOU AQUI (ISAIAS 6.8)
1. Mesmo que o texto bíblico apresente outras expressões, o que Isaías disse foi: estou aqui.
2. Estou aqui significa que é possível me envolverem na tarefa. Alguém devia ser enviado a cumprir uma tarefa. A questão era: A quem enviarei?
3. Tudo era uma questão de disponibilidade, talvez não fosse tanto de capacidade. Lembro-me que muito pouco sabia quando fui chamado. Continuo sabendo pouco, mas já aprendi algumas coisas.
4. Podemos ver em Isaías a disponibilidade e a qualificação. Não quero confundir qualificação com experiência e maturidade no exercício da função. Quando me formei no curso de Ciências Contábeis, fui chamado para uma entrevista em uma empresa, para que eu fosse o seu contador. Na entrevista, expliquei que eu tinha qualificação, mas não tinha prática; entrei na empresa e fiquei seis anos.
5. A qualificação de Isaías, para mim, está no versículo sete: “A tua culpa foi tirada, e o teu pecado, perdoado”. Hoje, achamos que, por ter feito a faculdade de teologia, as pessoas já estão qualificadas para o ministério. Na verdade, elas podem estar habilitadas, que não significa que estejam qualificadas.
6. Isaías estava qualificado, mas somente após ter dito ‘aqui estou eu, envia-me’, é que ele passou a fazer parte do plano estabelecido pelo Senhor.
7. Assim deve acontecer comigo e com você; é preciso que se diga apenas ‘aqui estou eu, usa-me.

II – MARIA DISSE: ESTOU AQUI (LUCAS 1.38)
1. Com Maria não foi diferente. Ela se coloca disponível para Deus para que se cumprisse o plano já estabelecido.
2. A missão era dramática, mas ao mesmo tempo sublime. Dramática, porque, como Maria mesma diz: “Como isso poderá acontecer, se não conheço na intimidade homem algum?”. Como aparecer grávida sem ser casada naqueles dias?
3. Mas a missão seria sublime, pois como disse o anjo: “Aquele que nascerá será santo e será chamado Filho de Deus” (v.35).
4. Em Maria vejo disponibilidade e qualificação. Disponibilidade, pois ela mesma disse: “Aqui está a serva do Senhor; cumpra-se em mim a tua palavra” (v.38).
5. Quanto à sua qualificação, assim disse o anjo: “Alegra-te, agraciada; o Senhor está contigo” (v.28), “Encontraste graça diante de Deus” (v.30). Maria foi a escolhida entre todas as mulheres de sua época. Ela achou graça diante de Deus para o cumprimento de tão sublime tarefa.
6. Depois a própria Maria canta: “O meu espírito exulta em Deus, meu Salvador; porque deu atenção à condição humilde de sua serva” (vv. 47,48).
7. Assim deve acontecer comigo e com você; é preciso que se diga apenas ‘aqui estou eu, usa-me.

III – EU E VOCÊ PODEMOS DIZER: ESTAMOS AQUI?
1. A obra continua urgente e as perguntas são as mesmas: “A quem enviarei? E quem há de ir por nós?”
2. E verdade que quando Deus chama, é uma pena que o irmão não tenha vindo para ouvi-lo! Parece que o chamado e a responsabilidade de fazer são sempre dos outros.
3. É certo que não teremos outras Marias no sentido de gerar o Salvador, mas a história da salvação continua dependendo de pessoas que digam: “Aqui está a serva do Senhor”.
4. Não teremos outro profeta messiânico, mas Deus continua esperando pessoas que digam como Isaías: “Aqui estou eu, envia-me”.
5. Jesus lamentou que poucos são os ceifeiros (Lc 10.2). Hoje, a lamentação parece ser a mesma; poucos são os que dizem: “Então usa-me, Senhor”.
6. Quando vejo os meus conhecidos, amigos e parentes indo para o inferno, seria muito bom se eu dissesse: “Então usa-me, Senhor”.
7. É preciso disponibilidade, pois como salvos, já estamos qualificados e habilitados para a missão.
8. Que todos possamos dizer: estamos aqui

Que Deus nos abençoe.

PR. Eli da Rocha Silva 01/03/2009
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Lições em Romanos (6)_14.13-23

Lições em Romanos (6)_14.13-23

A liberdade e o amor (Subdivisão NVI- Nova Versão Internacional)


(v.13) - Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão.

1. Se o julgamento é de prerrogativa divina, não nos cabe continuar fazendo esse tipo de coisa. Paulo é categórico em sua posição: “Não nos julguemos mais uns aos outros”.
2. Há um propósito, que devemos estabelecer como atitude, que passa por um julgamento (krínate), ou uma disposição pessoal de não por tropeço ao nosso irmão.
3. Como se disséssemos: Você que julga, então julgue a você mesmo, deliberando não colocar diante do irmão qualquer armadilha para fazê-lo tropeçar.

(v.14) - Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nada é de si mesmo imundo a não ser para aquele que assim o considera; para esse é imundo.
1. Se nenhuma coisa por si mesma é impura, conclui-se que não há nada que deva ser rejeitado.
2. Aqueles que julgavam a si mesmos fortes na fé, como o próprio Paulo, pois ele mesmo diz: “Eu sei...que nada é de si mesmo impuro”, tinham a livre consciência de que de todas as coisas podiam participar.
3. Agora, aquele que acha que é imundo, tudo bem; não vamos entrar em discussões e muito menos dividir a igreja (v.1)

(v.15) - Pois, se pela tua comida se entristece teu irmão, já não andas segundo o amor. Não faças perecer por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu.
1. Todo crente maduro deve saber, que a sua liberdade não é motivo para a falta de amor para com o irmão; não devo fazer aquilo que entristece o meu irmão.
2. Mesmo que a discussão estava restrita às práticas e rituais do AT, em relação ao comer e beber, é possível aplicarmos a todas as coisas que possam fazer fraquejar o irmão.
3. Nestes dias de Carnaval, é sabido de muitos, que alguns grupos evangélicos saem com blocos na avenida. E aí, como julgar isso? Eu me julgo fraco diante disso. Ainda não sou suficientemente maduro para aceitar.

(v.16) Não seja pois censurado o vosso bem;
1. Aquele que julgar as ações dos fortes poderá partir para a censura, a blasfêmia e a difamação daquilo que o crente forte acha correto.
2. A minha atitude, em deixar de fazer algo que para mim não é motivo de recriminação, poderá ser muito útil, e até uma demonstração de maturidade. Na verdade, é melhor não criar no irmão uma atitude blasfema, o que seria muito ruim para o tal.


(v.17) porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo.
1. Precisamos ter plena consciência dos objetivos do Reino, que com certeza, passa longe da nossa dieta nutricional.
2. Ainda hoje há muita ‘briga’ entre os crentes quanto ao comer e ao beber. Toda a polêmica que gira em torno desse tema causa um distanciamento entre alguns.
3. O Reino consiste na justiça, na paz e na alegria no Espírito Santo. Como seria bom se vivêssemos a amplitude do Reino em nossas vidas. Crentes alegres têm prazer de estar juntos vivendo a comunhão da igreja. Por que estragarmos isso com as nossas rabugices religiosas?


(v.18) Pois quem nisso serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens.
1. Agradabilidade e aceitação. Temos que lembrar sempre que as nossas relações são tanto na vertical como na horizontal: Deus e o próximo.
2. Como servos (escravos) fiéis a Cristo, agradamos a Deus e somos bem vistos pelos homens. Mas, se formos infiéis daremos motivo para a censura e a reprovação (v.16).
3. Não que procuramos aprovação dos homens, mas temos responsabilidades com as nossas obras diante deles (MT 5.16).

(v.19) Assim, pois, sigamos as coisas que servem para a paz e as que contribuem para a edificação mútua.

1. Paulo prega o bom relacionamento entre os irmãos (e de nós para com os de fora). ‘Sigamos as coisas que servem para a paz’. Não é difícil sairmos de uma vida que promova a paz para a promoção da guerra; basta que deixemo-nos contaminar pelas coisas que nos cercam.
2. Devemos também nos esforçar pela busca do crescimento (edificação) mútuo. Por se tratar de mutualidade, o esforço que eu faço pelo meu irmão trará resultados para mim mesmo, e o dele para comigo, resultados para si mesmo. Com a mutualidade ninguém sai perdendo.



(v.20) Não destruas por causa da comida a obra de Deus. Na verdade tudo é limpo, mas é um mal para o homem dar motivo de tropeço pelo comer.
(v.21) Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece.
(v.22) A fé que tens, guarda-a contigo mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.
(v.23) Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque o que faz não provém da fé; e tudo o que não provém da fé é pecado.

1. Ninguém destrua a si mesmo e nem o próximo por causa da comida. O mal não está naquilo que se come, mas no escândalo ou tropeço que podemos causa ou ser para o outro (v.20,21)
2. A fé com liberdade pode ser conservada pelo crente, entretanto, Paulo não deixe de advertir sobre o cuidado que devemos ter: “Feliz aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova” (v.22).
3. Se o crente fraco quiser imitar o forte, sem estar convicto do que deve ou não fazer pode cometer pecado. Ninguém deve fazer as coisas com base na fé dos outros, mas na sua própria convicção (v.23)

Que Deus nos abençoe.

Pr. Eli da Rocha Silva 25/02/2009
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP

sábado, 21 de fevereiro de 2009

PELO SIM, PELO NÃO, O MELHOR É DESCER ATÉ O JORDÃO

PELO SIM, PELO NÃO, O MELHOR É DESCER ATÉ O JORDÃO

MATEUS 3.5-12



João não suportou a ‘cara de pau’ dos fariseus e saduceus que desciam até ele para serem batizados.
Era muito fácil descer até o Jordão, como também é fácil descer às águas do batistério.
Parece que os religiosos queriam mesmo era estar bem; pelo sim, pelo não, o melhor é ver de perto o que ensina João.
Não é muito diferente nos dias de hoje. Quantas igrejas estão abarrotadas de pessoas que são batizadas, mas com o nível de comprometimento com a vida cristã próximo, ou até abaixo de zero.
O crente nível zero é aquele que não faz, mas também não atrapalha; estando ou não, a diferença não se faz notar. Não estou dizendo que todos devam ter cargos na igreja, mas que todos têm funções a desempenhar nela.
O crente nível abaixo de zero, é o oposto, ele não faz, mas sabe muito bem atrapalhar. E quando faz, deve ser notado, elogiado e enaltecido. O seu compromisso com o Reino de Deus é menos que o compromisso com o time do coração (ou qualquer outra coisa).
João teve que falar duramente contra os religiosos que queriam estar bem com o céu. Ou seja, pensavam que o cumprimento de algumas obrigações religiosas lhes daria salvo conduto; que poderiam passar os portais do céu sem serem incomodados.
Se eles pensavam que já estavam bem, João faz saber que é preciso mais que descer até o Jordão.

I – É PRECISO PRODUZIR FRUTOS (V.8).

1. Não era o bastante ser batizado, nem no Jordão e nem em lugar algum. O Jordão para muitos crentes hoje é um rio de águas sagradas; ser batizado nele dá ao batizando um ‘quê’ especial, que se perguntar do que se trata, nem ele mesmo sabe.
2. É certo que, daqueles que iam até João, muitos eram batizados porque tiveram genuíno arrependimento, com confissão de pecados.
3. Ocorria, entretanto, que muitos dos fariseus e saduceus não demonstravam nenhum arrependimento ao virem ao batismo; outros fariseus e saduceus, certamente, arrependeram-se de seus pecados. O que João fazia não se tratava de iniciação em uma nova religião; havia um propósito muito maior.
4. João, ao perceber (horao)(NIBB), o que estava acontecendo, dá aos fariseus e saduceus o devido tratamento: “Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira futura?” (v.7). João não só os via descer até o Jordão, como também percebeu as reais intenções daqueles candidatos.
5. Após chamá-los de filhos do Diabo, a serpente enganadora, João disse o que eles deviam fazer: “Produzi frutos próprios daqueles que realmente mudaram a mente”. As intenções, de estarem bem com Deus e com o povo, não eram de gente que renunciava uma vida de pecados.
6. Isto é o que se espera de todo crente, que ele produza frutos dignos de alguém que realmente mudou. Se não houve mudança, não houve conversão. Alguém ou alguma coisa, sempre convertida de algo que era para algo que é.

II – É PRECISO SABER QUE HÁ UMA SENTENÇA (V.10).

1. João que conhecia bem os seus compatriotas fariseus e saduceus, diz a eles que não adiantava se apegarem à descendência Abraâmica.
2. Os filhos de Abraão também eram pecadores. Assim disse Davi: “Em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). Davi não estava defamando sua mãe, mas dizendo o que Paulo escreveu mais tarde: “(Todos pecaram”) (Rm 3.23).
3. Como pecadores que eram, aqueles religiosos, mesmo filhos de Abraão, deviam saber que a sentença estava decretada. Deviam saber que o algoz estava pronto para entrar em ação: “Já está posto o machado à raiz das árvores” (v.10). Há pouco tempo. É preciso ser decisivo. Basta apenas uma ordem para que rolem as árvores.
4. Não dá mais para investir em árvores que não produzem bons frutos. Qual agricultor vai gastar tempo e dinheiro com plantas ruins? O fruto é parte da natureza da árvore; portanto, o fruto definirá o seu destino.
5. Uma vez extirpada a árvore que não produz bons frutos, ela não deverá ficar à vista; não deverá tomar espaço: “É...lançada no fogo” (v.10).
6. Um juízo terrível paira sobre as cabeças daqueles que não dão bons frutos. Não estamos pensando em evangelização, em número de pessoas que alguém alcançou para Cristo, mas de testemunho de vida cristã.

III – É PRECISO SABER QUE HAVERÁ A APLICAÇÃO DA PENA (V.11-12)

1. João entra imediatamente em um novo tema. Ele passa a explicar algo sublime, que com toda a certeza, de difícil compreensão para aqueles seus ouvintes.
2. Primeiro, ele explica o seu batismo: era com água, para arrependimento.
3. Em seguida, falou a respeito do outro batizador, mais poderoso que ele, que batizaria com o Espírito Santo e com fogo.
4. João era pequeno diante do outro batizador; ele não se sentia digno nem de levar as suas sandálias.
5. O outro batizador, que é Jesus, batizará com o Espírito Santo. Ele imprimirá na vida do crente o selo de legítimo proprietário. O Espírito Santo daria uma nova dinâmica à religião, ou melhor, criaria uma religião com uma nova dinâmica.
6. A obra de Jesus demarcaria, de forma muito evidente, aqueles que fazem parte do novo grupo, daqueles que não fazem.
7. Os batizados com o Espírito fariam parte do grupo seleto: “Recolherá o seu trigo no celeiro”. Há para os salvos uma gloriosa expectativa quanto ao fim do mundo.
8. Embora haja várias interpretações sobre a expressão fogo, em relação ao tipo de batismo, vamos ficar com o contexto: “Mas queimará a palha com fogo que não se apaga” (NIBB). Há para os perdidos uma horrenda expectativa quanto ao fim do mundo.


CONCLUSÃO

Se alguém pensa como os fariseus e saduceus, que entendiam que o melhor era estar bem com todos, as coisas são mais sérias do que se possa imaginar.
Em nossos dias, como naqueles dias, é preciso saber a respeito do final dos tempos. João apregoa o início de um novo tempo, mas introduz temas relativos ao fim de todas as coisas.
Jesus mesmo se encarregara de separar as pessoas em dois grupos: os reservados ao celeiro e os reservados para o fogo.
É preciso que demos frutos, que mostrem a mudança radical que foi operada em nossa vida.

PR. Eli da Rocha Silva – 22/02/2009
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera - São Paulo - SP

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Lições em Romanos (5)_14.1-12

Lições em Romanos (5)_14.1-12
Texto: Almeida Revista e Corrigida
Os Fracos e os Fortes (Subdivisão NVI- Nova Versão Internacional)

(v.1) - ORA, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas.
1. Como traz a subdivisão, há na igreja os crentes fortes e os crentes fracos na fé. A fraqueza, fragilidade ou debilidade, por ser motivo de alguém se novo na fé, ou de ser imaturo, mesmo sendo crente ‘velho’.
2. Paulo estava escrevendo para uma igreja de crentes novos. Fossem judeus de Roma, ou gentios, a verdade é que a fé evangélica era coisa nova entre eles. Embora, é possível, que já houvesse entre eles crentes já experimentados.
3. A preocupação era de relacionamento (comunhão uns com os outros) e também doutrinária; de usos e costumes e forma de alimentação.
4. Na igreja de hoje alguns crentes podem também levantar situações controvertidas tais como o levantar de mãos, bater palmas, fechar os olhos enquanto louva, dar um ‘glória a Deus’, ou dizer Aleluia, etc
5. A idéia principal é que a igreja, com os crentes amadurecidos, deve ser agente de agregação dos que ainda são, ou que sempre serão fracos na fé.
6. Quantos aos fracos por serem novos na fé, podiam ficar desanimados, perdendo o ânimo para continuar; e os fracos, mesmo de há muito na fé evangélica, podiam permanecer na igreja, mas alijados dos demais.

(v.2) - Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes.
1. Havendo os fortes e os fracos dentro do grupo, a primeira divisão se dá quanto à comida.
2. “Um crê que de tudo se pode comer”. O crente forte não vai gastar o seu tempo discutindo se come ou não come. A sua fé é a sua base. Tendo Deus criado todas as coisas, o crente que participa de tudo que se coloca na mesa, participa sem restrições.
3. O que é fraco alimenta-se apenas de legumes. Aqui o foco são as restrições impostas pelo Antigo Testamento, que alguns ainda não tinham melhor discernimento (Ver Nota NKJV).

(v.3) - O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu.
1. Os crentes devem praticar a tolerância. Não era preciso que os crentes entrassem em discussões amalucadas, querendo cada um ser melhor que o outro.
2. Os crentes fracos não deviam ser desprezados, e nem os que se julgavam fortes ser julgados. Uma comunidade em pé de guerra e fonte de escândalo para os descrentes.
3. Imaginem após o término dos cultos, os crentes saindo carrancudos (os desprezados) e os fortes, indignados por terem sido julgados.
4. Paulo dá um cala-a-boca: “Deus o aceitou”. Na verdade, havia um julgamento de ambas as partes.

(v.4) - Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio SENHOR ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.
1. Este versículo me leva a lembrar, quando alguns crentes (denominações) nos criticavam por termos televisão, ou por sermos batistas. Eles se julgavam melhores em todos os sentidos, e tentavam nos depreciar.
2. Paulo está censurando os crentes chamados de fracos, que tinham o costume de criticar e julgar os fortes, que viviam a fé cristã com muito mais liberdade.
3. Deus é Senhor de ambos, seja forte ou fraco. Não nos cabe julgar aqueles a quem Deus aceita, senão incorremos no erro de sermos juiz do próprio Senhor.
4. Quando eu era jovem, entrei na casa de um pastor e o vi deitado no sofá assistindo futebol. Achei o cúmulo. Pensei comigo mesmo: ‘Ele devia era estar evangelizando’. Eu o julguei, e se pudesse, a condenação estava decretada. Coitado de mim!

(v.5) - Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.
(v.6) - Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o SENHOR não come, e dá graças a Deus.

1. O que Paulo espera dos crentes é que ajam com convicção, pois tudo que não é por fé é pecado (v.23).
2. Quem entende que não deve guardar o sábado (como entendia o judeu), ou que comer carne de porco (costelinhas salgadas!) não afeta a sua fé, muito bem; mas que esteja seguro em sua própria mente, ou seja, que ela mesma (a mente) não lhe condene. Comendo ou não, o importante era ter um coração grato.
3. Eu por exemplo, tenho dificuldade em comer galinha ao molho pardo; mas não julgo a quem come. Até os quarenta e sete anos, nunca tinha ido ao cinema (fui ensinado a não ir), mas não condenava quem ia (já fui uma vez).

(v.7) - Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si.
(v.8) - Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.
(v.9) - Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.


1. O que cada crente deve ter em mente é que está sob o senhorio de Cristo, assim sendo, a sua maior dedicação está em agradá-lo.
2. A morte e a ressurreição de Cristo, à vista de todo poder ou principado, ratificou o Seu direito de soberania sobre todas as coisas.

(v.10) - Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.
1. Tenho a impressão que Paulo queria mesmo era trazer a paz entre os crentes de Roma.
2. Os fracos e os fortes foram questionados. Eles pensavam ser mais do que realmente eram.
3. Com qual cara haveremos de comparecer diante do tribunal de Cristo, se diante de coisas menores não conseguimos conservar a comunhão?

(v.11) - Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus.
(v.12) - De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.

1. Aplicando Isaías 45.23 ao julgamento que virá sobre todos, Paulo quer mostrar aos dois grupos de crentes, quer seja o dos fracos ou dos fortes, cada pessoa dará conta de si mesmo a Deus.
2. Repito o que já disse em outra oportunidade: Na verdade, somos apenas pessoas carentes de Jesus. É por isso que, quando nos achamos tão fortes, basta uma única palavra que nos magoe, o nosso castelo parece ruir.

Que Deus nos abençoe.

Pr. Eli da Rocha Silva 15/02/2009
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP