sexta-feira, 1 de maio de 2009

MATEUS 7.24_A BASE PERFEITA PARA ESTABELECER A FAMÍLIA

A BASE PERFEITA PARA ESTABELECER A FAMÍLIA
MATEUS 7.24


Todos (ou a grande maioria) querem fazer parte de uma família. Quando vemos reportagens sobre orfanatos, sempre vemos uma criança em busca de um lar; isto, porque o homem é um ser gregário, Deus não o criou para viver na solidão.
A maneira como Deus resolveu a solidão do homem foi criando uma companheira, e a partir daí, a família. Alguém pode alegar que o homem não era tão solitário assim, pois Deus estava no Éden com ele. Até concordo, mas, Deus criou o homem com necessidades humanas que só seriam atendidas por outro humano.
Além de ver que não era boa a solidão do homem, Deus tinha um propósito para a Terra por Ele criada; então Ele diz: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a” (Gn 1.28). Sendo fecundos, o homem e a mulher encheriam a terra; sendo fecundos, eles formariam a sua família, e consequentemente, muitas outras famílias.
Saibam os homens ou não, Deus criou a família com propósitos definidos; propósitos não se de fecundação e multiplicação e sujeição, mas de relacionamento e de vida espiritual, e Caim e Abel entenderam muito cedo este último propósito (Gn.4.3,4).
A Terra foi ficando cheia pela multiplicação dos homens e de seus descendentes (Gn 6.1) até chegar aos nossos dias.
Ainda hoje há por parte das pessoas o desejo de constituir família; este é o sonho da juventude, e também daqueles que já não tão jovens assim.
Eu e minha filha estávamos indo para o trabalho e vimos um senhor conversando com uma mulher no portão e dizia: ‘Como é triste fazer a comida, arrumar a casa fazer outras coisas e ser sozinho’. Achamos que ele estava ‘chavecando’ a vizinha. Mas é verdade, como é difícil não ter com quem compartilhar.
Mas, quem quiser constituir família, tem que buscar bases sólidas para sua edificação.

I – ESTABELECENDO A FAMÍLIA ATRAVÉS DE UMA BOA ESCOLHA

1. Muitos são os textos que podemos ser usados para pensarmos sobre a família, mas se a idéia é a sua constituição, por que não pensarmos primeiro na sua base?
2. Jesus falando no sermão do monte, disse que o prudente é estabelecer a casa sobre a rocha. Pensando sobre o que Jesus disse, concluímos que a rocha é o melhor lugar para se estabelecer o lar (falaremos disso mais à frente).
3. Deus nos deu a possibilidade de não ficarmos sós; bondosamente criou-nos para fazermos companhia a alguém. Mas a escolha da companhia é nossa. Oramos a Deus, pedimos orientação, mas por fim, a escolha é nossa mesmo.
4. Jacó, seguindo as orientações de sua mãe, foi estabelecer-se com o seu tio Labão em Harã (Gn 27.43). Chegando lá ele fez a sua escolha: Raquel (Gn 29.5-11; 18); Jacó escolheu a mulher da sua vida.
5. Qualquer um (uma) que queira constituir família deve começar fazendo uma boa escolha. Nem sempre o que se vê é a melhor escolha; nem sempre o que se sente é a melhor escolha; escolher é mais complicado do que se pensa. Mas, nem tudo está perdido, é preciso continuar buscando a boa escolha.

II – ESTABELECENDO A FAMÍLIA SOBRE BONS VALORES SOCIAIS

1. Falar sobre valores não é tão fácil assim, pois que tem valor, ou é um valor para um pode não ser para outro. Alguém pode dizer: ‘a base da família é uma boa educação’, que pode ser uma visão familiar, ou educacional, no sentido de formação.
2. São pelos menos três sentidos para a educação: O primeiro, podemos pensar com formação no lar, de onde aprendemos as seguintes expressões: ‘Como ele é educadinho’, ou, ‘como ele é mal educado!’; no segundo, a boa educação para enfrentar o mundo, o preparo para a vida profissional, a visão de futuro para os filhos, ou para nós mesmos; e, o terceiro, a educação como um valor cristão.
3. Nem todos pensam na educação cristã como um valor que pode modificar o destino de alguém, mas nós os crentes, temos obrigação de pensar assim a respeito do futuro dos nossos filhos. Há pais crentes que ensinam tudo para os filhos, menos que eles devem ser bons crentes; eles são colocados em cursos de todo o tipo: informática, balé, inglês, natação e outros, mas não os levam para participar da EBD. Que tipo de valor eles estão querendo para os seus filhos?
4. Existem outros valores que podem ser trabalhados na família, que trarão resultados para a vida do filho ou filha, que não devemos deixar de lado; são eles: amor, respeito, compreensão, união (sinergia), liberalidade e serviço. Muitos lares formam filhos individualistas, mesquinhos, unhas de fome, e mais um bocado de coisas que não prestam. Não é esse tipo de procedimento que a Bíblia requer daqueles que constituem família.
5. A família que prima pelos bons valores cristãos e de sociabilidade, entregarão ao mundo pessoas preparadas para toda boa obra, e como resultado, os homens glorificarão a Deus (MT 5.16).

III – ESTABELECENDO A FAMÍLIA SOBRE A ROCHA

1. Quem já morou em casa de pau a pique (parede feita de varas entrecruzadas e barro), e hoje mora em casa de alvenaria sabe muito bem o sentido da expressão ‘edificou a sua casa sobre a rocha’. Há fases na vida que só sobra casa de pau a pique, assim é preciso enfrentar a situação.
2. Mas existem pessoas que, mesmo tendo a possibilidade de começar bem, fazem questão de iniciarem pelo erro; a estas, Jesus chama de insensatas (v.26).
3. Nós crentes entendemos perfeitamente a ideia de se construir sobre a rocha. Para nós, construir sobre a rocha significa edificar a família sobre Cristo e seus valores.
4. Os valores de Cristo podem muitas vezes ser diferentes dos nossos valores. Existem certos ditos populares que podem nos induzir a uma tomada de posição errada; são eles: ‘A ordem dos tratores não alteram o viaduto’, ou, ‘a ordem dos fatores não alteram o produto’. Mas o melhor de tudo é sabermos estabelecer os valores de Cristo como prioridade. O próprio Jesus quis deixar a ordem dos valores estabelecida para os seus discípulos de ontem e de hoje (MT 6.33).
5. E triste, mas é preciso dizer: muitos pais sofrem, e muitos outros sofrerão, porque não souberam estabelecer valores prioritários na vida dos filhos.
6. Os valores de muitos pais cristãos passam por fundos de aplicação e de previdência, poupança e ações, mas nada de mandamentos, estatutos e ordenanças bíblicas. Muitos nem sabem que está escrito que devemos ensinar a criança no caminho em que deve andar (PV 22.6).

CONCLUSÃO

A CBB nos fez pensar sobre a família e os desafios de um novo tempo. Então, que concluir falando ainda sobre valores para a família cristã:
1. Não perder a consciência a respeito dos valores espirituais;
2. Fundamentar-se no amor e nos relacionamentos saudáveis;
3. Estabelecer-se em laços de compromisso e zelo por sua durabilidade;
4. Não se deixar levar por crise de autoridade no lar;
5. Não perder de vista em Quem deve confiar.
Que Deus nos abençoe.

PR. Eli da Rocha Silva 03/05/2009
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP

quinta-feira, 30 de abril de 2009

SALMO 6 -A BUSCA PELAS MISERICÓRDIAS DE DEUS

A BUSCA PELAS MISERICÓRDIAS DE DEUS

SALMO 6


v.1 – Nós que conhecemos as pessoas, temos muito receio da disciplina com ira. Alguns pais ‘pegaram pesado’ quando aplicaram a correção nos filhos em momento de raiva.
Talvez seja por causa disso que o salmista quer ser disciplinado quando Deus estiver com o coração brando e manso. Se é que podemos dizer isso a respeito de Deus.
v.2 – O regente do coro tinha a difícil responsabilidade de transformar toda essa dor em cântico. A Bíblia de Estudo Vida, traz que o acompanhamento deveria ser com instrumentos de cordas em tom de oitava. Não sei se oitava para baixo ou para cima.
Para baixo seria um som grave, chamado de peito, expressando a dor de Davi, para ser cantado quase em sussurros (Na verdade eu divaguei agora!). Para doer mais ainda a canção, é melhor que se toque em tom menor.
v.3 – O salmista Davi estava em petição de miséria, a sua alma estava perturbada; a sua vida emocional parece que estava um lixo. As emoções são verdadeiras gangorras: levam-nos para cima, e muitas vezes, rapidamente para baixo. Se fosse hoje, recomendaríamos um conselheiro emocional (psicólogo) para o rei Davi.
v.4 – “Volta-te”. Parece que Deus havia se virado contra o rei (não como seu inimigo); na verdade, o rei se sentia desamparado; e ele precisa ser rapidamente socorrido, senão as coisas iriam de mal a pior. “Salva-me”: O rei quer ser livre e ser salvo. Quando as muitas águas querem afogar alguém, o grito é apenas um sussurro para ser tocado em Lá menor. Ele não pediu pouco.
v.5 – Davi que não era nada pouco esperto (ops??), o que queria mesmo era viver um pouco mais. Parece até aqueles votos que fazemos do tipo: deixe-me viver que te servirei melhor. Faz-nos lembrar gente crente que não faz nada para Deus, mas insiste com Ele para continuar a viver.
v.6 – As dores muitas vezes querem nos fazer desistir. Como todo poeta, Davi se mostra exagerado. Por mais que ele morasse em uma região muito quente lá pelas bandas do Oriente, é difícil imaginarmos essas torrentes de águas lacrimosas. Ele estava mesmo destilando seu estado de alma.
v.7 – Consigo enxergar um rei melancólico; sem vontade de sair de casa; fechado em si mesmo; olhos marejados e vermelhos de chorar. Parabéns rei Davi, consigo vê-lo como um cara normal. É verdade, os adversários nos fazem envelhecer mais rápido porque pensamos mais tempo neles.
v.8 – Mas chega um momento de quebrar as cadeias, quebrar os maus relacionamentos, dizer um basta e arrumar a situação: “Apartai-vos de mim”. O rei sacudiu a poeira e deu a volta por cima; ele diz isso da seguinte maneira: “Porque o Senhor ouviu a voz do meu lamento”. O rei arrumou a desordem emocional em que esteve enfiado.
v.9 – Em tom de nova esperança, alegria e talvez até de desabafo, o rei espalha para meio mundo ouvir: “O Senhor ouviu a minha súplica; o Senhor acolhe a minha oração. Como é gostoso quando sentimos isso também; que depois de passarmos por dores e aflições dizermos como disse Davi: “O Senhor ouviu...o Senhor acolhe”.
v.10 – Já recuperado, o rei nem parece o chorão do versículo sete; ele quer mais é que seus inimigos paguem por terem sido seus inimigos. Davi agora está bem; está recuperado. Posso até parecer irreverente, mas eu diria que ele ‘já pode ir para a galera’.

Com tudo que refleti acima, chego à seguinte conclusão: não há nada melhor do que buscar pelas misericórdias de Deus.
(Amados, é que hoje estou desabafando o desabafo de Davi)
PR. Eli Rocha Silva
30/04/2009 (Casa da Iolanda)

terça-feira, 28 de abril de 2009

SALMO 4 (DAVI)- ORAÇÃO EM MEIO À ANGÚSTIA

SALMO 4 (DAVI)

ORAÇÃO EM MEIO À ANGÚSTIA


(v.1) Responde-me quando eu clamar, ó Deus da minha justiça! Na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.

1. Davi apela ao Deus da sua justiça, Àquele que estabelece o seu direito. Deus é o juiz sobre toda a Terra, mas tem um cuidado especial com aqueles que o servem.
2. Os inimigos de Davi eram motivo de sua angústia, mas o Senhor alargou os seus horizontes, alargou os seus caminhos, deu-lhe um escape.
3. Davi pede que Deus o ouça porque o buscou em momentos de aperto, mas era comum buscá-lo nos melhores momentos. Assim deve ser a nossa atitude para com Deus


(v.2) Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira?


1. Tem-se a impressão que Davi fala como um profeta de Deus: “Ó mortais, até quando convertereis minha glória em vexame?”. Como profeta, Deus falava através de Davi aos homens que não consideravam o poder da presença do Senhor.
2. Ao amarem a vaidade, os homens buscavam os prazeres fugidios da vida; a busca das coisas que passam rapidamente por nós, e no final, não sobra nada.
3. Ao buscar a mentira, os homens querem encontrar as coisas que possam favorecê-los sem se importar se atropelam ou não as outras pessoas.

(v.3) Sabei que o Senhor separou para si aquele que é piedoso; o Senhor me ouve quando eu clamo a ele.
1. Se Davi estava tinha problemas com os seus inimigos, eles deviam saber que Deus tem cuidado daqueles que separou para si; o piedoso é aquele que busca e teme ao Senhor.
2. Em meio aos bilhões de pessoas no mundo, Deus separa para si aqueles que têm fé Nele e o servem.
3. Havia uma certeza no coração de Davi: o Senhor atendia as suas petições. Não é demais nos lembrarmos, que Ele também atende as nossas.

(v.4) Irai-vos e não pequeis; consultai com o vosso coração em vosso leito, e calai-vos.

1. “Irai-vos e não pequeis” (Ef 4.26). Algumas atitudes nossas podem ser prejudiciais a nós e também a outros. Não é pecado termos certos tipos de emoções, inclusive a ira, mas todas devem estar sob controle.
2. Se nos deixarmos levar pela ira cairemos no mesmo erro de Caim. Nenhuma das nossas emoções devem nos levar ao descontrole das ações.
3. Se após um momento de ira, tivermos a oportunidade de respirarmos fundo, de chegarmos em casa, de sabermos que haverá um outro dia, a noite deve ser de reflexão: “Consultai o coração no travesseiro e aquietai-vos”. Uma boa noite de sono pode esfriar a nossa cabeça.

(v.5) Oferecei sacrifícios de justiça, e confiai no Senhor.


1. A NVI traz: “Ofereçam sacrifícios como Deus exige”. Aquele que teme e serve ao Senhor deve cumprir os mandamentos estabelecidos por Ele.
2. Todo sacrifício deve ser resultado de um coração arrependido que se volta confiante para Deus.
3. Podemos aplicar à nossa relação com Deus, na visão que temos do NT: adoração, evangelismo e contribuição.

(v.6) Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? Levanta, Senhor, sobre nós a luz do teu rosto.

1. “Muitos dizem”. O mundo está cheio de incrédulos, de céticos. Mas quero acreditar que na igreja não encontramos tais tipos.
2. Davi roga a ação do Senhor no meio do povo; talvez o seu desejo fosse que toda a dúvida fosse dissipada; que o Senhor iluminasse as mentes dos incrédulos.

(v.7) Puseste no meu coração mais alegria do que a deles no tempo em que se lhes multiplicam o trigo e o vinho.

1. Davi descreve o seu estado pessoal: “Encheste meu coração de alegria”. O Senhor era a razão da alegria do rei.
2. Davi descreve o tipo de alegria que sentia, contrastando com a dos seus inimigos: “Alegria maior do que a deles que têm cereal e vinho à vontade.”.
3. A alegria que temos no Senhor é sempre maior do que a abundância de bens.

(v.8) Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança.

1. Depois de transitar entre a sua oração e fala aos seus adversários, Davi só quer descansar do dia estafante: “Em paz me deito e durmo”. Parece que não aconteceu nada; o rei deixa os seus temores com o Senhor e dorme como um bebê no seio da mãe.
2. Como seria bom se todos nós abandonássemos os tranqüilizantes, tranqüilizados pelos fortes braços do nosso Pai, sussurrando em seus ouvidos: “Porque só tu, Senhor, fazes com que eu viva em segurança”.

PR. Eli da Rocha Silva
IBJH (Dusolina) 28/04/2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

REFLEXÕES NA PRIMEIRA CARTA DE JOÃO (1.1-5)

REFLEXÕES NA PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

CAPÍTULO 1

(v.1) O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida

1. João nos leva à lembrança os primeiros versículos do evangelho que leva o seu nome como autor: “No princípio era o Verbo” (v.1). Aqui temos a afirmação que o Verbo, conhecido historicamente como Jesus, já estava antes de todas as coisas.
2. O escritor elenca as prerrogativas do apostolado (Atos 1.21-22): “O que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam”.
3. “O Verbo da vida”. Nele todas as coisas foram criadas (João 1.3; Col. 1.16). O Verbo que se manifesta em carne, é o mesmo que dá vida e faz com que todas as coisas passem a existir.


(v.2) (pois a vida foi manifestada, e nós a temos visto, e dela testificamos, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e a nós foi manifestada);

1. “A vida foi manifestada”. Stott em seu comentário escreve: “O Eterno penetrou no tempo e foi manifestado aos homens” (pg.52).
2. Tendo vivido bastante (cerca de 100 anos), João passa a testemunhar do que ele mesmo viu a outro plenário, outra geração, outros novos discípulos, por volta dos anos ‘85 e 100 d.C’ (NIBB).
3. A proclamação evangélica de João tinha a força do testemunho de quem esteve com o Verbo manifestado em carne (João viu, sentiu, apalpou e esteve ao pé da cruz). O centro da sua anunciação era a vida eterna disponibilizada pelo Pai.


(v.3) sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que vós também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.

1. Os anunciadores precisam ser fiéis quando da transmissão do evangelho: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos”. Não podemos mudar uma vírgula da mensagem evangélica que deve pregada.
2. O propósito da pregação evangélica: “Para que vós também tenhais comunhão conosco”. A mensagem evangélica não é exclusivista, mas inclusivista. A mensagem é para pessoas de todas as épocas; a mensagem traz para a comunhão aqueles que estavam fora.
3. A comunhão que João propõe aos seus leitores não se reflete apenas em encontros de confraternização e de mesas abastecidas, que rapidamente caem no esquecimento, mas de participação nas coisas relacionadas ao Pai e ao Filho, tais como arrependimento, fé, salvação e posse da vida eterna.


(v.4) Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo seja completo.

1. As informações anteriores, e as que virão, têm um fim a ser alcançado: “Para que o nosso (vosso) gozo seja completo”. Não era do feitio de João escrever como alguém que praticava um hobby, um passatempo, mas sim, com um fim almejado: a comunicação da vida eterna e a comunhão.
2. O conhecimento de Cristo através do evangelho traz aos seus ouvintes alegria plena. Isso é o resultado da comunhão que passamos a desfrutar com o Pai e o Filho, na iluminação do Espírito Santo.
3. A alegria plena não é resultado das coisas que conseguimos na vida. Alguém pode perder tudo, mas não perder a alegria que é fruto do Espírito (1 Ts 1.6).
4. O gozo, ao qual João se refere, é fruto de uma vida dedicada a Deus, pois não foi sem sofrimento que os crentes de sua época vivenciaram a fé. O próprio João se viu privado da comunhão dos crentes quando preso na ilha de Patmos.

(v.5) E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e nele não há trevas nenhumas.

1. O apóstolo não formulou uma mensagem propriamente sua, mas se reservou a transmitir o que havia ouvido.
2. A mensagem que anunciou foi a que Deus é luz. João fala acerca de algo essencial de Deus; uma expressão de Si mesmo. Sendo luz, de Deus emana luz, não pode vir Dele algo diferente da luz: “Nele não há trevas nenhumas”.
3. Ao escrever o Evangelho, João descreve Jesus como a luz que veio iluminar a todo homem (1.6-9).
4. O próprio Jesus diz de si mesmo: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8.12).

PR. Eli da Rocha Silva
IBJH 15/04/2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

A PRESENÇA QUE NOS DÁ CORAGEM PARA ATRAVESSARMOS AS TEMPESTADES DA VIDA

A PRESENÇA QUE NOS DÁ CORAGEM PARA ATRAVESSARMOS AS TEMPESTADES DA VIDA


MARCOS 4.35-41

Não sei se realmente somos corajosos diante das dificuldades. É possível que a dificuldade crie em nós a coragem para lutar.
Ninguém está pronto para enfrentar qualquer coisa que seja, pois nunca se sabe de antemão, onde se dará o campo de batalha.
Podemos não saber como se dará a batalha, mas sabemos que temos em Jesus um forte aliado e um defensor presente.
Mas é preciso dizer que a sua presença não nos isenta das crises e das lutas. Isso tudo pode até ser usado para um fim útil.


I – A PRESENÇA DE JESUS NÃO AFASTOU A POSSIBILIDADE DA CRISE

1. Quem disse que os que têm a companhia de Jesus não entram em crise, não sofrem doenças, não ficam endividados e não passam por luto. Todos nós gostaríamos que fosse assim, mas sabemos que não é.
2. Marcos diz que os discípulos levaram Jesus com eles (v.36). Não levaram Jesus como um amuleto contra riscos e perigos, mas como Mestre.
3. A natureza seguiu o seu curso normal, e um grande vendaval se levanta, atingindo o barco e colocando em risco os seus ocupantes (v.37).
4. Aquele homem especial, que estava no barco com os discípulos, não impediu a natureza de se manifestar. O salmista mesmo disse: “Os céus manifestam a glória de Deus”.

II – A PRESENÇA DE JESUS NOS DÁ ESPERANÇA DIANTE DA CRISE

1. Os discípulos eram homens simples, mas eram homens dos mares. Quantas vezes, mesmo antes de conhecerem a Jesus, já deviam ter eles navegado pelo Mar Mediterrâneo, Mar Morto e o Mar da Galiléia.
2. Jesus estava confortavelmente dormindo sobre uma almofada, e o barco indo a pique. Jesus não fazia nada antes da sua hora (João 2.4).
3. Os discípulos, mestres em navegação, já não tinham forças para conter a crise. Assim acontece conosco também: há um momento quando não mais suportamos a crise. Se não suportamos mais a crise, não adianta ficarmos tentando criar soluções. Não adianta alimentarmos quem não podemos domar.
4. Os discípulos tiveram que interromper o descanso de Jesus: “Mestre, não te importas que pereçamos?” (v.38). Quantas vezes nós já fizemos a mesma pergunta? Quantos já não sentiram a sensação de estarem sozinhos em meio a crise.
5. Mesmo que venham as tempestades, quando tudo parece que vai a pique, podemos recorrer a alguém que nos garante estar sempre presente.

III – A PRESENÇA DE JESUS DISSIPA A CRISE E ESPANTA OS TEMORES

1. Jesus toma o leme da situação; o barco não ficará mais à deriva. Os marinheiros-pescadores-discípulos não iam perecer; ainda não era a hora deles.
2. Jesus é a presença que repreende os ventos e cala os mares. As águas do mar da vida, mesmo que sejam gigantescas, não nos afogarão.
3. Jesus é a presença que faz cessar o vento e traz calmaria (v.39).
4. Mas Jesus é aquele que também nos chama à firmeza de fé: “Por que estais tão amedrontados Ainda não tendes fé?” (v.40). Jesus estava mal de acompanhantes! Além de medrosos, os discípulos não demonstraram que tinham fé; pelo menos Jesus não percebeu que tivessem.
5. Durante muitos anos cantamos: ‘Com Cristo no barco tudo vai muito bem, vai muito bem’. Hoje quase não cantamos mais. Será que já aprendemos a controlar o barco, a ponto de não precisarmos mais de Jesus? Creio que continuamos sendo péssimos pilotos; não dá para deixarmos Jesus fora do nosso barco.

CONCLUSÃO

Que possamos perceber sempre a presença gloriosa de Jesus em nossa vida.
Além de sabermos que Ele está presente, devemos deixá-lo como nosso timoneiro.
Amém

PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo – SP – 14/04/2009

sábado, 11 de abril de 2009

PEDRO, JOÃO, MARIA MADALENA E OS DISCÍPULOS DE EMAÚS

PEDRO, JOÃO, MARIA MADALENA E OS DISCÍPULOS DE EMAÚS
JOÃO 20.1-18; LUCAS 24.13-35


I – TRAGADOS PELA FALTA DE ESPERANÇA


1. A notícia dada por Maria Madalena completava o quadro com a tristeza que faltava: “Tiraram do sepulcro o Senhor e não sabemos onde o puseram” (v.2). Se a tristeza da morte já é dolorosa, imagine somar a isso a falta do corpo daquele a quem se ama.
2. Alguns dos discípulos correram até o túmulo para se certificarem do ocorrido. A verem a cena, eles acreditaram em Maria Madalena; de fato, o corpo do Senhor não estava mais ali.
3. Até aquele momento os discípulos ainda não tinham compreendido a Escritura, que era necessário ressuscitar ele dentre os mortos (v.9). Parece que não compreender a Escritura não era um problema apenas dos discípulos daqueles dias; quantos entre nós ainda não compreendem as Escrituras, ou até nós mesmos.
4. Sem o corpo do Mestre; com completa falta de esperança, voltaram os discípulos outra vez para casa. Muitas vezes só nos resta o refúgio do lar quando não temos mais esperança. Quando já não há o refúgio do lar, as pessoas movidas pelo desespero, que é a falta da esperança, tomam atitudes que marcarão para sempre as suas vidas.
5. Os discípulos carregaram sobre si o peso das incertezas, das incompreensões dos fatos e da ausência real do Mestre. Eram poucas horas sem o Mestre, mas em suas mentes já estava projetada uma eternidade. A dor da ausência amplia a idéia de tempo. Foi assim com eles; não é diferente conosco.


II – A SOLIDÃO DO JARDIM AINDA É O MELHOR LUGAR

1. Nada como respirar os ares da manhã em um jardim! Não era bem isso que estava fazendo Maria Madalena naquele lugar silencioso, marcado pela frieza das circunstâncias. Mas voltar para casa não fazia muito sentido; as coisas estavam arrumadas desde a sexta-feira; as louças estavam todas brilhando e em seus devidos lugares. Por que voltar para casa?
2. Maria Madalena ficou ali, o choro era o seu consolo. A entrada do túmulo onde estivera Jesus era o ambiente propício para se desmanchar em lágrimas; ainda anestesiada por tudo o que havia acontecido, ela quer dar a última olhadinha antes de voltar para casa, afinal, não poderia ficar ali todo o tempo. Era preciso continuar vivendo a dor.
3. Ao olhar para dentro do túmulo (v.11), Maria Madalena viu dois anjos. Triste como estava, não sei se ela pode aperceber-se de quem eles se tratavam. Como também não pode aperceber-se que falava com Jesus, tendo-o como um jardineiro (vv. 13-15).
4. Jesus se dirige a ela, mas não a chama mais de Mulher (v.15), mas de Maria (v.16). Aquela não era a voz de um jardineiro, mas a doce e suave voz do Mestre. Maria extasiada pela suave presença de Jesus o chama de Raboni (expressão hebraica, que significa Mestre).
5. Mais uma vez Maria Madalena seria a portadora não só de novas notícias, mas de boas-novas: “Então, saiu Maria Madalena anunciando aos discípulos: Vi o Senhor!” (v.18).

III- O RESSURRETO ESTAVA ENTRE NÓS E NÃO O PERCEBEMOS.

1. Lucas escreve em seu evangelho a experiência vivida por dois discípulos de Jesus; texto que conhecemos como ‘Os discípulos no caminho de Emaús’ (Lc 24.13-35).
2. Eram dois discípulos que estavam entretidos com os últimos acontecimentos em Jerusalém; eram dois discípulos entretidos e entristecidos (v.17). Estavam tristes porque com Jesus, o Nazareno, havia morrido, e com ele, as esperanças de Israel (v.21).
3. Sem que eles percebessem de quem se tratava, aceitaram a companhia de um estranho que também se dirigia para Emaús. Mas aquele companheiro de viagem parecia ‘meio alienado’, pois só ele parecia não saber o que acontecera nos últimos dias (v.19).
4. Como o estranho ‘não sabia’ dos últimos acontecimentos, eles trataram de fazer o relatório completo (v.19-24).
5. O companheiro de viagem, que parecia não conhecer os fatos, mostra-lhes conhecer as Escrituras, começando por Moisés...(v.27).
6. Tendo chegado na casa, os discípulos convidam o estranho para pernoitar em sua casa ‘porque já é tarde e o dia declina’, o acompanhante aceita de pronto, ‘E entrou para ficar com eles’ (v.29).
7. O acompanhante, à mesa, toma o pão dá graças, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu (v.30). Naquele exato momento eles se apercebem que durante todo o tempo tinham consigo a preciosa presença de Jesus (v.31). A eles restava apenas dizer: o ressurreto estava entre nós e não o percebemos.
8. Saber que Jesus estava vivo mudou o ânimo daqueles dois discípulos; já não havia razão de ficar à mesa; a noite que chegara com o declinar do dia já não causava tanto pavor, pois era preciso mesmo, descer rapidamente até Jerusalém (11 Km?) (v.33); eles precisavam, como fez Maria Madalena, contar as boas-novas de grande alegria: “O Senhor ressuscitou”.

CONCLUSÃO

A morte nos traz tristeza, mas a ressurreição nos enche de alegria e esperança. Podemos concluir com as palavras de Paulo: “Assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma nova vida. Se desse modo fomos unidos a Ele na semelhança da sua morte, com toda a certeza o seremos também na semelhança da sua ressurreição” (Rm 6.4,5 KJ)
Amém.
Pr. Eli Rocha Silva
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo –SP 12/04/2009