sábado, 17 de outubro de 2009

É PRECISO INTERPRETAR CORRETAMENTE OS TEMPOS

É PRECISO INTERPRETAR CORRETAMENTE OS TEMPOS

LUCAS 12.54-59


I – OS EXPERTS EM MUDANÇAS DO TEMPO (CONHECIMENTO NATURAL)

1. O lavrador de antigamente seguia, por visualização ou por tradição, os tempos para que pudesse iniciar o seu plantio. Hoje, são usados mapas meteorológicos, índices pluviométricos e de aridez, registro de temperatura, indicação de ventanias e outros (Mesmo assim, muitas vezes as previsões vão por água abaixo).
2. Jesus diz (v.54) aos seus ouvintes que eles tinham a capacidade de entender as mudanças de tempo e clima apenas observando: Uma nuvem vinda do ocidente (Mar Mediterrâneo) era sinal de chuva; talvez estivesse aí o tempo de plantar (Ec 3.2).
3. (v.55) O vento sul, trazia o calor do Neguebe (denominação de uma região desértica que fica no Sul da Palestina, abaixo da linha das cidades de Belém e Hebrom. Este lugar é amplamente árido e seco); talvez fosse o tempo de colher (Ec 3.2).
4. Não há da parte de Jesus nenhuma crítica aos conhecimentos meteorológicos dos seus ouvintes, pelo contrário, Ele acentua o quanto eles são entendidos: “E assim acontece...e assim ocorre).
5. As pessoas são dadas a quererem saber coisas do futuro através da meteorologia (questão de segurança), outros pela astrologia (curiosidade e crendices). Recentemente ouvi algumas irmãs (de outra igreja) conversando, e uma irmã grávida falou de alguém que, através da lua na data da fecundação seria possível saber o sexo do bebê. Dá para acreditar? Vai orar minha irmã!
6. Esse tipo de gente crente é bem possível que Jesus mandaria plantar batatas. Aliás, era o tipo de gente que vivia querendo aprender com o Mestre, vivia querendo aprender, vivia querendo aprender...


II – OS IGNORANTES DO NOVO TEMPO QUE CHEGOU (DESCONHECIMENTO ESPIRITUAL)


1. Jesus que não era de ferro e nem tinha sangue de barata, não aguentou e mudou o tom: “Hipócritas! Vocês sabem interpretar o aspecto da terra e do céu. Como não sabem interpretar o tempo presente?” (v.56). Com certeza Jesus não falou hipócritas como se diz: eu te amo.
2. As multidões ainda não tinham entendido o que estava acontecendo naquele tempo (kairós): ‘A presença de Jesus é o sinal dos tempos, a conclamação urgente de Deus a uma decisão...a maior parte do povo ainda não percebeu o significado de sua presença entre eles’ (Tolbert comenta Lucas, Broadman).
3. Algumas pessoas nem percebem que coisas novas estão acontecendo, que as velhas já passaram. Presas às coisas do passado, alguns crentes ainda não conseguem discernir para as suas vidas o tempo de Deus. Jesus os questiona as multidões: “Como então não sabeis discernir este tempo?”
4. Tolbert (Broadman) comentando Lucas disse: “Este tempo, ou melhor, o tempo presente, é um novo e decisivo período no tratamento de Deus para com o homem. Tempo (kairós) é uma palavra que tem importantes conotações religiosas. Significa, basicamente, o importante momento decisivo, como é determinado por Deus. É um auspicioso momento de oportunidade, porque Deus chama o povo a arrepender-se. Mas é também um momento carregado de possibilidades de perigo e tragédia. O kairós é também um momento passageiro. Hoje Deus se comunica com eles na pessoa de Jesus; amanhã ele já se terá ido, e o kairós terá passado”.
5. O grande perigo em relação ao tempo é a procrastinação. Procrastinar é a mania de deixar para amanhã. Alguém escreveu o seguinte: “Há muitas maneiras de não atingir o sucesso, mas uma das mais seguras será a procrastinação. Quem procrastina está de fato a sabotar-se a si próprio”.
6. Procrastinar, empurrar com a barriga, deixar para amanhã, é o risco que ninguém pode correr quando o assunto é o seu destino eterno.




III – DECIDIR ENQUANTO SE ESTÁ A CAMINHO, POIS AINDA HÁ TEMPO

1. Jesus convida os seus ouvintes a uma reflexão: “E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo?” (v.57).
2. Jesus usa outro termo para dizer aos ouvintes que é preciso aproveitar as oportunidades: “Quando, pois, vais com o teu adversário ao magistrado” (v.58) Temos aqui a palavra ‘adversário’, que para muitos intérpretes trata-se da figura do credor e do devedor.
3. A sugestão é que se faça as pazes ainda a caminho dos tribunais; enquanto ainda é tempo. Tolbert diz: “Um devedor inteligente devia fazer toda sorte de esforços para resolver o seu problema, com o homem a quem devia, antes que o caso fosse levado à corte”.
4. Jesus está alertando a todos quanto ao tempo de fazer acertos. O convite, ou a sugestão a todos, é que o momento é de promover a paz com Deus. Paulo disse algo a respeito disso: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1).
5. Aqueles que não aproveitarem o tempo da oportunidade para acertar as contas, se depararão com o Justo Juiz que decretará a sentença. Diz Leon Morris: “Os pecadores não deviam poupar esforço algum para ficarem de bem com Deus. Quando Ele finalmente condena um homem, a penalidade será aplicada até as últimas conseqüências”.
6. A proposta de Jesus é que todos devem livrar-se dos embaraços do pecado e procurar o perdão de Deus.

CONCLUSÃO

É importante que saibamos interpretar os tempos para podermos tomar atitudes enquanto é tempo.
Alguns, por faltar tempo, dizem que se tiver um tempinho pensarão a respeito das coisas de Deus.
É triste dizer que muitos, por não terem dado um tempo, já sem tempo estão para tomar decisão.

PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera –S.Paulo - SP

NOVO TEMPO - NOVO TEMPLO

AMADOS IRMÃOS E AMIGOS,
NÓS DA IGREJA BATISTA EM JARDIM HELENA ESTAMOS VIVENDO UM NOVO TEMPO, E ESSE NOVO TEMPO REQUER DE NÓS UM NOVO TEMPLO.
NO DIA O8 DE OUTUBRO FOI ASSINADO O CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE DOIS LOTES ADQUIRIDOS PELA IGREJA (500 M2).
ESPERAMOS QUE MUITO BREVE O NOSSO ENDEREÇO PASSE A SER AV. NAGIB FARAH MALUF (JD. HELENA)PROX. ESTAÇÃO JOSÉ BONIFÁCIO DA CPTM.
PEDIMOS AS ORAÇÕES DE TODOS, POIS DURANTE 35 MESES ESTAREMOS PAGANDO A PARTE FINANCIADA.
LOUVAMOS A DEUS PELAS BÊNÇÃOS CONCEDIDAS.
AMÉM
PR. ELI DA ROCHA SILVA
NOSSO ATUAL ENDEREÇO: RUA ENGº ROMEU BELLUOMINI, 142 - JD. HELENA - CJ. JOSÉ BONIFÁCIO - ITAQUERA

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

TEU CHAMAR NÃO VOU RESISTIR

TEU CHAMAR NÃO VOU RESISTIR
Êxodo 3, 4; Isaías 61-8; Atos 9.1-19

Quando alguém diz que não vai resistir ao chamado está querendo dizer o seguinte: 1) A chamada é irresistível, pois Deus chama definitivamente; assim, atenderá prontamente; 2) Poderá também significar que, mesmo que tente demover Deus de tal intenção, haverá um momento que o chamado cede.


I – MOISÉS E O DIREITO À CONTESTAÇÃO

1. Moisés disse ao próprio Deus da sua incapacidade (Êxodo 3.11). Deus ouviu, respeitou Moisés, mas não abriu mão dele.
2. Em dado momento, Moisés se coloca diante de Deus como alguém que poderia significar perda de tempo e investimento (Êxodo 4.10). Deus novamente insiste com Moisés com argumentos irrefutáveis (v.11,12). Deus propõe a Moisés o que Jesus proporia aos discípulos séculos mais tarde (Lucas 12.11,12). Na verdade, o que foi dito a Moisés valeu para os discípulos e vale para nós também.
3. Moisés estava decidido a não atender o chamado de Deus, e lhe diz: “Ah, Senhor! Peço-te que envies outro que queiras enviar” (4.13). Por cinco vezes Moisés relutou contra Deus e o chamado específico (Êxodo 3.11, 13; 4.1, 10, 13).
4. Mas parece que Moisés extrapolou no seu direito de contestar, e quase Deus ‘perde a paciência’ com ele: “Então a ira do Senhor acendeu-se contra Moisés” (Êxodo 4.14).
5. Mas Deus que é cheio de misericórdia e graça, fez algumas concessões a Moisés (v.14-16). Moisés por fim pode dizer: Teu chamar não vou resistir.

II – ISAÍAS, O ÚLTIMO DA LISTA

1. O próprio Isaías se coloca como o último da lista: “Sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de lábios impuros” (Is. 6.5). Qual igreja cometeria a loucura de chamar alguém assim para servir-lhe? Ainda bem que a igreja não se preocupa com o que fomos antes da conversão!
2. Houve da parte de Isaías coragem em dizer das suas origens; houve da parte de Deus o interesse de qualificá-lo mesmo sabendo das suas origens (v.6,7). A qualificação foi sem anestesia mesmo: “E tocou-me a boca com a brasa”(v.7). Algumas vezes o chamado é feito de forma dolorosa, e em nada diferente é o cumprimento da missão (profeta Jonas).
3. Aqui repito o que já disse em março de 2009: “Alguém devia ser enviado a cumprir uma tarefa. A questão era: A quem enviarei? Tudo era uma questão de disponibilidade, talvez não fosse tanto de capacidade. Podemos ver em Isaías a disponibilidade e a qualificação. Não quero confundir qualificação com experiência e maturidade no exercício da função. A qualificação de Isaías, para mim, está no versículo sete: “A tua culpa foi tirada, e o teu pecado, perdoado” (v.7)”.

III – PAULO, CREDENCIADO PELO SENHOR

1. O chamamento de Paulo é emblemático, é exemplar, é sui generis. Paulo, quando Saulo, era o tipo de gente que todo crente quer distância e muita distância.
2. Quando ainda era Saulo, ele esteve presente no apedrejamento de Estevão “E as testemunhas puseram as suas roupas aos pés de um jovem chamado Saulo” (At 7.58); “E Saulo aprovou a sua morte” (8.1).
3. Saulo era um jovem impetuoso no cumprimento das coisas em que acreditava: “Saulo, porém, assolava a igreja; entrando pelas casas, arrastava homens e mulheres e os colocava na prisão” (8.3).
4. Saulo parecia estar enlouquecido contra os crentes; ele estava decidido a dar um basta, um ponto final ao crescimento da igreja: “Saulo, porém, ainda respirando ameaças de morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote (9.1) e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso encontrasse alguns do Caminho, tanto homens como mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém (v.2)”.
5. O que Saulo não sabia estava para acontecer: Deus mudaria o escrito da sua história. Vamos imaginar que Saulo já tenha se programado da seguinte forma: ‘Já liquidamos com o tal do Estevão e já coloquei muitos na prisão; agora vou a Damasco, sufoco esse movimento religioso, e estando bem na fita, logo chego a um posto de destaque entre os bons do Império’. Os sonhos do jovem Saulo.
6. Saulo não sabia que seria dirigido, não pelas coisas que pensava serem as melhores, mas pelas que diriam a ele que deveriam ser feitas (v.6). Mas o que houve com Saulo para tão radical mudança? O Caminho apareceu-lhe no caminho para Damasco (v.3-6).
7. Ao encontrar-se com Jesus, os planos e a vida de Saulo mudaram, e o próprio Senhor disse a respeito dele: “Porque ele é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios, reis e israelitas; pois eu lhe mostrarei quanto lhe é necessário sofrer pelo meu nome” (v.15,16).
8. Fico imaginado Saulo (Paulo) dizendo:
a. Dá-me paixão pelas almas, Senhor
b. Quero amar como amas, oh Deus
c. Eu abro mão dos meus sonhos e planos
d. Prá realizar tua vontade em mim.
e. Teu chamar não vou resistir
f. Meu querer é tua vontade cumprir
9. Depois de todas essas coisas Saulo pode dizer, já como Paulo: “Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” (Fp 1.20). Por Ti, darei minha vida.

CONCLUSÃO

Deus nos chama para a salvação e para o serviço (modo geral).
Mas Deus chama alguns de um modo específico, irresistível e intransferível (Moisés até que tentou!).
Que possamos entender e atender quando Deus nos chamar.
Amém.

PR. Eli da Rocha Silva – 11/10/2009
Igreja Batista em Jardim Helena

domingo, 20 de setembro de 2009

CRISTO VAI HOJE PASSAR

CRISTO VAI HOJE PASSAR

Foram muitas as vezes que Jesus se deparou com alguém que sabia que não iria mais vê-lo; basta apenas que façamos um tour pelos quatro evangelhos para nos certificarmos disso. Para essas pessoas tratava-se de uma oportunidade única.
Podemos dizer que nada mudou em vinte séculos; as pessoas precisam ser informadas que Cristo vai hoje passar.
O hino 245 do Cantor Cristão levanta três questões que devem fazer parte da nossa reflexão diária: 1. Há hoje alguém esperando para Jesus encontrar? 2. Há inda alguém duvidando do seu poder de salvar? Há inda alguém demorando para Jesus aceitar? Para as três questões podemos responder Sim! A nossa proposta é discorrermos sobre alguns casos de pessoas que não deixaram para amanhã.

Primeiro Caso – A cura de um leproso (Lucas 5.12,13).

Para Lucas era apenas um homem anônimo. O que o diferenciava das demais era o fato de ser um leproso (“tomado pela lepra”).
Ao ver Jesus aquele homem compreendeu que estava ali, diante dele, quem poderia torná-lo limpo. Ele humildemente apela à vontade de Jesus (“Se quiseres”). Jesus quis, e o homem ficou limpo.

Segundo Caso – O centurião de Cafarnaum (Lc 7.1-10)

“Tendo ouvido falar de Jesus” (v.3). Quantos não têm ouvido falar de Jesus, mas não fazem disso a diferença!
Não foi assim com aquele centurião (chefe de cem soldados); ao ouvir falar Jesus ele mandou uma comitiva, solicitando que Ele viesse até sua casa para curar o seu servo ‘a quem muito estimava’.
Jesus ficou admirado com a fé do centurião, e concede aquilo que ele pediu (v.9,10).



Terceiro Caso – A filha de Jairo (Lc 8.40-42,49-56)

Jairo estava com a sua única filha, de doze anos, enferma à beira da morte (v.42). Jairo prostrado aos pés de Jesus implora em favor da sua filha, pedindo que Jesus fosse até sua casa (v.41).
Quando Jesus chega à casa de Jairo a menina já estava morta, mas o Senhor pegando-a pela restaurou-lhe a vida (v.54,55).

Quarto Caso – A cura de uma mulher com hemorragia (Lc 8.43-48)

No trajeto até a casa de Jairo (v.42b), uma mulher que há doze anos sofria de uma hemorragia, tocou a borda do manto de Jesus; e a sua hemorragia estancou imediatamente (v.44). A mulher não conseguiu ficar todo o tempo no anonimato; Jesus lhe diz: “Filha, a tua fé te salvou; vai em paz” (v.48).
São usadas em relação à mulher três palavras que refletem tudo o que aconteceu com ela. 1) Ela recorreu a muitas pessoas que não puderam curar (Therapeutênai); 2) Ela depois de tocar em Jesus, declara-lhe que fora curada (iáthe – teve a saúde restaurada); 3) Jesus diz à mulher: “A tua fé te salvou”. Jesus não usa nenhuma palavra relacionada à cura física (Therapeuo, iaomai ou hugies), mas sésokén (salvo) (Certo comentarista disse que a palavra sesoken (da raíz sozo=salvar) tem uma alegre ambigüidade. Pode significar sarado, restaurado e salvo). Ao encontra-se com Jesus a mulher recebeu a cura física e a cura espiritual. Ela não deixou para amanhã.

Quinto Caso – A cura de dez leprosos (Lc 17.11-19)

Caso entendamos que há cura sem salvação e salvação sem cura, isso pode ser visto claramente neste texto. Jesus disse que dez foram os purificados (v.17). Mas apenas a um deles Jesus diz: “A tua fé te salvou (sesoken)” (v.19).

Sexto Caso – O cego de Jericó (Lc 18.35-43)

O cego de Jericó não deixou para amanhã a possibilidade de ser curado. Quando Jesus se aproxima da cidade, o cego, após clamar é trazido até o Senhor. Jesus lhe pergunta o que ele quer que seja feito. O cego quer tornar a ver (v.41). Jesus cura o homem, e este salvo (sesoken), passa a ser um seguidor de Jesus (v.42).

Sétimo Caso – Zaqueu, o publicano (Lc 19.1-10)

Zaqueu, diferente das personagens anteriores, era rico; podia ter um dos melhores planos de saúde em Jericó; mas algo lhe faltava: precisava conhecer Jesus. Ele soube que Jesus estava na cidade; seria hoje ou nunca; amanhã podia ser muito tarde.
Por ser de pequena estatura, Zaqueu corre à frente da multidão e sobe em uma figueira para ver o Mestre passar (v.4). Jesus manda que ele desça da árvore porque que pousar em sua casa (v.5).
Os invejosos de plantão murmuraram, dizendo que Jesus foi ser hóspede de um homem pecador (v.7).
Zaqueu tocado pela presença do seu hóspede, o próprio Jesus, declara diante de todos que a partir daquele encontro estava mudado (v.8).
Jesus, diante de todos, e para tristeza dos invejosos disse: “Hoje, houve salvação (sotería) nesta casa” (v.9). Jesus declara também a missão do Filho do Homem: “Buscar e salvar (sôsai) o perdido” (v.10).

Para terminar:

O leproso, o centurião, Jairo, a mulher com hemorragia, os dez leprosos, o cego de Jericó e Zaqueu não deixaram para amanhã. Essas personagens sabiam que não podiam esperar outra oportunidade. E você vai deixar a sua decisão para quando?
Lembre-se: o Mestre vai hoje passar.

PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jardim Helena – 20/09/2009

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

AS BEM-AVENTURANÇAS NA VIDA DAQUELE QUE SERVE A DEUS

AS BEM-AVENTURANÇAS NA VIDA DAQUELE QUE SERVE A DEUS


O crente é diferente do incrédulo. Não é um absurdo acreditarmos nesta verdade. Não é diferente por que tenha feito algo para sê-lo; é diferente por que Deus fez nele a diferença.
As bem-aventuranças retratam o perfil daquele que serve a Deus e sabe que deve esperar Nele.


(Mateus 5:3) - Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;

Na sua humildade o crente reconhece a soberania de Deus.
Promessa: “Deles é o reino dos céus”.

(v.4) - Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;

O crente não se conforma com a miséria do mundo, sendo assim, é consolado pelo Senhor. Mas, é muito mais abençoado quando ele aprende a chorar a sua própria miséria.
Promessa: “Serão consolados”.

(v.5) - Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;

A pátria que o crente almeja é bem diferente desta que está tão acostumado. Trata-se de uma pátria que serão cidadãos dela apenas aqueles que conseguem viver a mansidão ainda nesta.
Promessa: “Herdarão a terra”.

(v.6) - Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;

Todos os dias somos sobressaltados por injustiças praticadas, sendo que algumas delas contra nós mesmos. Mas o crente não toma nada a força e nem se iguala aos injustos na busca do direito. Deus satisfará plenamente de justiça aqueles que esperam Nele.
Promessa: “Serão fartos”.

(v.7) - Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;

O crente não deve se fechar diante das necessidades do seu próximo. Ele deve mover o seu coração em favor daqueles que vivem em situação difícil, e alguns, até completa miséria. A maior miséria do homem é o seu próprio pecado.
Promessa: “Alcançarão misericórdia”.

(v.8) - Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;

A vida cristã deve ser o exercício da pureza. Com o crente passa até ser regra principal. Há até um imperativo em relação à vida de pureza: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pd 1.16).
Promessa: “Verão a Deus”.

(v.9) - Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;

O crente é pacificador por natureza, porque em Cristo obteve a paz com Deus (Rm 5.1). É inconcebível um crente que ama a guerra. Caso haja um crente assim, é duvidoso que ele mesmo tenha alcançado a paz com Deus.
Promessa: “Serão chamados filhos de Deus”.

(v.10) - Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;

O crente é feliz quando for perseguido por fazer a vontade de Deus.
Promessa: “Deles é o Reino dos céus”

(v.11) - Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.

Ser crente pode representar um “alto custo”. Jesus disse aos discípulos que eles não estariam isentos de sofrerem perseguição por causa Dele. Em recente artigo na revista Ultimato, Ricardo Barbosa escreve: “O chamado de Cristo para sermos seus discípulos, com seu ‘alto custo’, é o único caminho possível para a liberdade. A única opção para a verdadeira humanidade. A única esperança para a nossa sociedade enferma. Se seguir a Cristo exige muito, lembre que não segui-lo vai lhe custar muito mais”.


PR. Eli da Rocha Silva,
Igreja Batista em Jardim Helena 18/09/2009

sábado, 1 de agosto de 2009

O JOVEM É A SENTINELA DO SEU PRÓPRIO CAMINHO

O JOVEM É A SENTINELA DO SEU PRÓPRIO CAMINHO

SALMO 119.9

Quando afirmamos que o jovem é a sentinela do seu próprio caminho, queremos dizer que ele o guardará do modo como bem lhe convier.
Mas, ser jovem (adolescente) significa também, viver a plenitude das incertezas, das incompreensões de si mesmo. Acrescente-se a isso tudo a administração das outras incompreensões.
Aqui, deixo transparecer um pouco do que nós mesmos vivemos em nossa juventude. A nossa juventude passada na igreja na década de 1970 (Parece que foi ontem!). Nós adultos, fomos jovens um dia.
Como jovem que viveu a igreja, e isso desde o rol de berços (No interior do Paraná nem existia isso), aprendi desde cedo que eu deveria ser a sentinela do meu próprio caminho.
Embora a maioria das traduções use a expressão ‘purificará o seu caminho’, estou usando uma versão alternativa que traduz ‘guardará’ para a palavra hebraica zakah (ser claro, puro, limpo) (NIBB). Assim sendo, uso o texto da seguinte forma: “Como o jovem guardará puro o seu caminho?”.

I – O DRAMA JÁ COMEÇA NO ESTABELECER DO PRÓPRIO CAMINHO

1. A juventude é o tempo das definições e indefinições. Foi assim com todos os que passaram por essa fase. Alguns decidiram com mais firmeza o seu próprio caminho; outros viveram incertezas diante das muitas possibilidades e dos diversos conselhos. (Nós adultos gostamos de aconselhar (geralmente para que sejam como nós mesmos)).
2. Desde muito pequenos somos induzidos à escolha dos melhores caminhos. Não raro os pais dizem para os seus pequenos: “Não passe por aí; passe por ali”. São as primeiras escolhas, e elas, por indução.
3. Mas nós crescemos, e os nossos pais já não nos induzem como faziam. Começamos assim, a decidir pelo que julgamos ser o melhor para nós mesmos.
4. Para alegria de todos os jovens, quero dizer que, os pais nunca deixarão de dar um palpite em sua vida. Peça você ou não; queira você ou não. Os pais têm o divino direito de opinar, reclamar, e de indicar um melhor caminho sempre. O filho crescido não perde a qualidade de filho.
5. Digo então para qualquer jovem: deixe os seus pais o seu drama quando for estabelecer o seu próprio caminho. Não faça dos seus pais o inimigo da hora.


II – ESTABELECIDO O CAMINHO, QUEM SE JUNTA A MIM NESSA TRILHA?

1. Caminho ou trilha. O caminho dá maior ideia de amplitude, de largueza, de espaço. Mas, muitas vezes, parece mesmo que estamos na trilha, ou seja, apertados em um trajeto que parece nos levar sozinhos. Engano, nunca se anda sozinho neste mundo. E ainda bem que isso nunca acontecerá.
2. Deixe a sua trilha e corra livre por um caminho amplo, preenchido por aqueles que ajudam a escrever sua história. São eles: Deus, a família, a igreja, a sociedade e o Estado.
3. Na família você chega para fazer a diferença. Antes de você a família era menos alegre. Na família somos dependentes sendo disciplinados para a independência. Quando a Bíblia diz que é preciso ensinar à criança o caminho em que deve andar, está sugerindo que haverá um dia de plena independência. Na verdade somos todos interdependentes.
4. Na igreja aprendemos a ser melhores. A igreja tem a característica de fazer pessoas melhores. Alguém me disse esta semana: ‘Depois que ele passou a frequentar a igreja, melhorou muito’. O jovem crente tem parcela do seu conhecimento, das suas atitudes, das coisas que faz e deixa de fazer moldadas pela sua convivência na igreja. A igreja é formadora de bons cidadãos; e a sociedade agradece.
5. Na sociedade vemos o fruto da família e da igreja. O que o jovem representa na sociedade é o resultado das suas próprias decisões, mas que por não andar sozinho na trilha do caminho, deixou-se moldar por valores da família e da igreja. Embora não o faça, é bom pensarmos: ‘O Estado agradece’
6. O Estado agradece, porque o jovem formado em família, com reforço da igreja, saberá respeitar as suas normas, regras e leis.


III – GUARDANDO PURO O CAMINHO DA JUVENTUDE.

1. Diante de um mundo que oferece tantas opções, não tinha como o salmista não ficar preocupado; o salmista anônimo estava preocupado com a juventude. A família, a igreja e o Estado deixarão de existir com o fim da juventude.
2. Vamos pensar na preocupação do salmista: “Como o jovem guardará puro o seu caminho?”. A preocupação antiga é a mesma de hoje; nós temos a mesma preocupação do salmista. Qual dos pais de hoje não têm preocupação com os seus filhos?
3. A preocupação do salmista era tanto social como religiosa. Mas sabemos que a religiosa falava mais alto nas suas perturbações. O jovem que recebe e pratica a instrução bíblica tem muito mais chance de sobreviver em um mundo perverso e corrompido. Veja o seguinte dado: “A “onda jovem”, fenômeno de crescimento populacional na faixa etária entre 15 e 24 anos detectado pelos demógrafos, tem aspectos preocupantes. Pesquisas indicam o crescimento da violência provocada por jovens que tem como principais vítimas a própria juventude com uma média de 42 mortes por dia. Nunca fomos tão jovens, tão violentos, tão sem emprego e tão sem educação. Nunca, numericamente, o Brasil teve tantos habitantes na faixa etária entre 15 e 24 anos. Nunca tantos jovens ficaram sem acesso a escola e, em conseqüência, a empregos dignos. Com isso, agrava-se uma atmosfera propícia ao aumento da violência, violência esta de que os jovens não apenas são os principais atores, mas as primeiras vítimas”. (Fonte: www.sinpro-rs.org.br).
4. Ainda outro dado: “A ONU estima que 7.400 pessoas sejam infectadas diariamente pela Aids no mundo, 45% delas têm entre 15 e 24 anos.
Um total estimado em 2,7 milhões de pessoas contrai o HIV a cada ano em todo o mundo. São 500.000 jovens infectados diariamente por DSTs (excluindo o HIV). Mais da metade das novas infecções por HIV ocorrem entre jovens dos 15 aos 24 anos” (Fonte:www.abcdaids.com.br).
5. A preocupação do salmista, que são as nossas também, devem continuamente fazer eco em nossas mentes. Mas o próprio salmista oferece a solução para as incertezas do tempo de juventude: “Vivendo de acordo com a tua palavra”. A palavra de Deus jamais deverá cair em desuso na vida de qualquer jovem crente.
6. É menos importante se você usa a Bíblia impressa ou arquivos microprocessados. O que importa mesmo é que o jovem deixe Deus falar ao seu coração.
7. A igreja de hoje, não espera nem mais nem menos, do que esperaram o salmista e Paulo dos jovens dos seus dias. Disse Paulo a Timóteo: “Ninguém te menospreze por seres jovem, mas procura ser exemplo para os fieis, na palavra, no comportamento, no amor, na fé e na pureza” (1 Tm 4.12).



CONCLUSÃO

Os jovens têm tudo para realizar a obra do Senhor: têm vigor, força, dons e talentos. Mas para que sejam úteis à obra na casa de Deus e no Seu reino, precisam ser as sentinelas do seu próprio caminho.
Estabelecido o caminho, os jovens devem buscar ajuda na família, na igreja e entre amigos sinceros, para que não caminhem sós a trilha da vida.
Que Deus abençoe a nossa juventude.
Amém.

PR. Eli da Rocha Silva 02/08/2009
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP