sábado, 19 de dezembro de 2009

ELES NÃO ENTENDERAM O ESPÍRITO DO NATAL

ELES NÃO ENTENDERAM O ESPÍRITO DO NATAL


LUCAS 24.21A


Assim como os dois discípulos no caminho de Emaús, muita gente ainda não entendeu o espírito do Natal.

Os dois discípulos disseram das suas expectativas em relação a Jesus: “Nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel”.

A respeito da redenção eles estavam corretos. Mas, estavam incorretos, na questão 'tempo' e 'consumação', pois não perceberam que, verdadeiramente Jesus proveu a redenção. Vamos dizer que, eles não entenderam o ‘tempo’ e a ‘consumação’ da redenção.

Tem muita gente que ainda não entendeu o ‘tempo’ e a ‘consumação’ da redenção.

O tempo da redenção, diz respeito a Jesus nascer na plenitude dos tempos, ou seja, na hora fixada por Deus.
Quanto ao tempo, para muitos o tempo do Natal é de apenas poucos dias; ele dura menos que a ressaca das festas e das comilanças.
Mas o Natal deve ser duradouro, pois o objeto da sua própria existência é eterno.
Devemos dizer Não ao Natal do endividamento, e sim, ao Natal que nos solta de tudo que é vaidade, passageiro e sem significação. Jesus é o Natal que nos liberta. Ele mesmo disse: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.


Os discípulos de Emaús não se aperceberam que o Redentor veio; também não perceberam que o bebê nascido em Belém, anunciado pelos profetas, morto pelo seu povo, ressuscitado ao terceiro dia, andava lado a lado com eles, ouvindo suas lamúrias e suas decepções.
Pobres discípulos de Emaús; pobres homens desses nossos dias, que não entenderam ainda que o Natal é ‘consumação’.
Não consumação com efeito consumista, mas consumação com efeito de redenção, de resgate, de pagamento que liberta. Jesus disse: “Tudo está consumado”.
O empresário poderá dizer ao fechar o balanço, tudo está consumado, pois tudo foi consumido. O crente fecha o balanço que é a sua própria vida e diz: Glória a Deus! Tudo está consumado, a salvação se efetivou, a salvação aconteceu, o Redentor veio aqui, viveu entre nós e para si nos resgatou.

Que este Natal seja libertário para todos.
Que este Natal seja a consumação individual, que nos transporta dos pés da manjedoura para os pés da cruz.

Amém.

PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jd. Helena – Itaquera S.Paulo

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Como Preparar Sermões Expositivos

LIDERANÇA


Como Preparar Sermões Expositivos

Estratégia para aprimorar as Sagradas Escrituras

Por: John Stott



DESENVOLVENDO O TEMA

Havia um pastor episcopal que era muito preguiçoso e há muito tempo já havia desistido de preparar os seus sermões. Sua congregação era de pessoas de pouco cultura, Ele tinha o dom da oratória, de modo que era muito fácil para ele pregar sem qualquer preparação. Além de preguiçoso, ele também era muito piedoso, de modo que racionalizava sua preguiça como muitas vezes os piedosos fazem. Ele fez um voto muito solene: jamais voltaria a preparar os seus sermões, falaria de improviso e confiaria que o Espírito Santo lhe daria o que falar. Por alguns meses, tudo correu muito bem.

Certo dia, faltando 10 minutos para as 11 horas, na manhã de domingo, um pouco antes de o culto começar, quem entra pela porta da igreja? O bispo. Era uma visita de surpresa. Ele sentou-se num dos bancos. O pastor ficou imaginando o que deveria fazer. Não havia preparado o seu sermão. Pensou que podia enganar a congregação, mas sabia que não conseguiria enganar o visitante. Ele foi até ao bispo, cumprimentou-o e lhe disse: "Acho que devo explicar-lhe uma coisa. Alguns anos atrás eu fiz um voto de que nunca iria preparar os meus sermões, mas confiaria no Espírito Santo". "Está tudo bem", disse o bispo, compreendendo muito bem a situação. O culto começou, mas, no meio do sermão, o bispo levantou-se e saiu. Quando o culto terminou, o pastor foi para o vestíbulo da igreja. Encontrou sobre a mesa um bilhete com a letra do bispo e nele estava escrito o seguinte: "Eu te absolvo do teu voto".

Agora quero contar-lhes outra história, desta vez, de um pastor presbiteriano arrogante. Este pastor morava ao lado da igreja. Ele costumava vangloriar-se de que todo tempo que precisava para se preparar era o tempo que gastava para ir de casa à igreja. Você pode imaginar o que os presbíteros fizeram. Mudaram a casa para 8 km de distância. Assim, ele tinha mais tempo para preparar os sermões.

Agora, para os batistas eu queria citar o caso de Spurgeon ter como hábito vir ao púlpito despreparado. Dizer isso de Spurgeon seria um erro imperdoável!

Espero que concordem comigo que temos que preparar nossos sermões. Como fazer isto? É uma questão muito subjetiva. Não há maneira única de preparar sermões. Cada pastor tem que fabricar o seu próprio método. Seria um erro simplesmente copiar um do outro. No entanto, penso que a maioria passa por 5 estágios na preparação depois de ter escolhido o texto. É sobre esses que quero falar-lhes. Vamos partir do princípio de que você já tenha escolhido o texto.

1. estágio - Meditar sobre o texto

É necessário ler e reler o texto bíblico. Depois tem que lê-lo e relê-lo mais uma vez. É preciso fazê-lo girar em sua mente, vez após vez. É necessário ruminá-lo como o animal bovino rumina o capim. Sugá-lo como o beija-flor suga a flor. Chupá-lo como uma criança chupa uma laranja, até que não haja mais nada para tirar dela. É preciso preocupar-se com o texto como um cachorro preocupa-se com o seu osso. Essas são algumas metáforas que mostram como você pode envolver-se com o texto.

Talvez você esteja se perguntando: o que significa a palavra "meditar"? Acho que é uma combinação de estudo e oração. Gosto de passar o tempo de meditação ajoelhado, com a Bíblia aberta à minha frente, não porque eu adore a Bíblia, mas porque adoro o Deus da Bíblia. A posição de estar de joelhos é uma posição de humilde expectativa. À medida que eu estudo aquele texto, usando a mente que Deus me deu, estou clamando ao Espírito Santo por iluminação. Meditação é estudo regado com oração.

Conheço pastores que são grandes estudantes. Precisavam ver as suas bibliotecas. As paredes estão cobertas de livros. E sobre suas mesas há pilhas e pilhas de comentários, de dicionários e de chaves bíblicas. Parecem estar sempre afogados em livros. Eu admiro seu estudo, mas eles não oram muito.

Eu conheço pastores que cometem o erro oposto. São grandes homens de oração, mas não estudam muito. Vamos manter juntos estudo e oração. 2Timóteo 2.7 é um grande texto. Nele, Paulo escreve: "Considera o que digo, porque Deus te dará compreensão em todas as coisas". Nós fazemos a nossa parte, que é estudar ou considerar, e Deus dá o entendimento. Não devemos separar aquilo que Deus uniu.

Enquanto você medita, é bom fazer perguntas a si mesmo. Pergunte-se: "O que o texto quer dizer?", "O que o texto diz?". Primeiro, você estará tratando do significado do texto e, em segundo lugar, você estará tratando da mensagem do texto para o dia de hoje.

Precisamos perguntar-nos as duas coisas. Precisamos perguntá-las na hora certa. Muitos pastores estão tão ansiosos em conseguir uma mensagem para hoje, que não se disciplinam em descobrir o significado do texto, e não chegam a descobrir a sua mensagem para os dias de hoje. Precisamos manter os dois juntos, em equilíbrio.

Não posso falar agora sobre interpretação bíblica, mas quero dar-lhes um princípio básico. Foi enunciado por um homem chamado E.D. Hirsh. Seu livro é chamado "Validade na Interpretação". Nesse livro ele não trata apenas de intepretação bíblica.

Os princípios são os mesmos quando você interpreta qualquer documento. Pode ser um documento literário, um documento legal ou um documento bíblico. O grande princípio é o seguinte: O texto quer dizer aquilo que seu autor quis dizer. Portanto, a pergunta é: "O que o autor quis comunicar quando ele escreveu?".

Devemos pensar sobre as palavras e o que elas significaram quando ele as usou. Não podemos interpretar até ouvirmos o que o autor quis dizer com suas palavras. Eu lhes imploro que não omitam esse estágio da sua preparação. É uma disciplina essencial para cada um de nós. Mas também não podemos parar aí.

Uma vez entendido o significado do texto, vamos descobrir o que ele diz para nós hoje. Podemos pensar sobre as pessoas em nossa congregação e nos perguntar: "o que o texto tem a dizer para eles?". Nesses dois estágios não há qualquer substituto para o tempo.

Dê a si mesmo tempo para meditar. Não corra para pegar os comentários cedo demais. Faça a sua meditação própria, com a Bíblia aberta, de joelhos, usando
a iluminação do Espírito, usando a sua mente. Durante todo esse tempo vá escrevendo seus pensamentos. Não precisa haver uma ordem particular para isso. Qualquer pensamento que venha à sua mente é digno de ser escrito. Aqui chegamos, então, ao segundo estágio.

2. estágio - Isole o pensamento dominante

Todo texto tem um tema principal. Devemos meditar sobre ele até que esse princípio central surja. Qual é a ênfase principal da Palavra de Deus nesta passagem? O que Deus está dizendo neste texto? Nosso dever é meditar e orar para penetrarmos neste texto; até que nos submerjamos nele; até que ele passe a controlar a nossa mente e a colocar em fogo nosso coração; e até que nos tornemos servos do texto.

Alguns pregadores não são servos, mas senhores do texto. Eles torcem e manipulam o texto de modo a fazê-lo dizer o que eles querem. Temos que nos arrepender quando fazemos isso com a Palavra de Deus. Devemos permitir que a Palavra de Deus nos controle e não controlar a Palavra de Deus.

3.° estágio - Prepare o material para ajudar o pensamento dominante

Há duas coisas que vão ajudar nisto. A primeira é negativa e a segunda positiva. Em primeiro lugar, seja impiedoso em rejeitar o que é irrelevante. O que temos diante de nós até agora é uma porção de idéias que, sem pensar, nós escrevemos e aqueles pensamentos dominantes que já deixamos bem claros. Temos agora que colocar em ordem todo esse material de modo que ele se subordine e siga o pensamento dominante.

Muitos de nós achamos essa tarefa muito difícil. Talvez tenhamos idéias cintilantes, talvez tivemos pensamentos abençoados que anotamos no papel e queremos arrastá-los para o sermão de qualquer maneira. Não o faça! Tenha a coragem de deixá-los de lado. Eles se tornarão úteis em alguma outra ocasião. Mas se eles agora não servem ao pensamento dominante, deixe-os fora. Isso exige grande determinação mental. Em segundo lugar, devemos subordinar o material de modo que ele sirva ao tema.Isso me leva a dizer algo sobre estrutura, palavras e ilustrações.

Todo sermão tem que ter uma estrutura. Muitos pregadores, é claro, têm três pontos. É possível ter apenas dois, ou quatro, ou até mesmo 5, como acontece comigo agora. Mas é impressionante a frequência com que nós voltamos aos três pontos. Há uma condição que é essencial para uma boa estrutura: Ela deve ser natural e não artificial.

Alguns de vocês já devem ter ouvido falar de Alexander Maclaren. Foi um grande pastor batista na lnglaterra, no século passado. Algumas de suas exposições da Bíblia ainda são impressas hoje. Ele era especialista nesta estrutura natural. Os amigos costumavam dizer que ele guardava algo em seu bolso. Era um pequeno martelo dourado. Com esse martelo dourado ele batia sobre o texto. À medida que ele batia sobre o texto, esse se abria nas suas divisões naturais. É disto que todos nós precisamos: de um martelinho dourado.

Mudando a metáfora, as divisões do texto têm que se abrir como as pétalas de uma rosa abrindo-se ao sol. É importante que dividamos a Palavra de Deus naturalmente, não impondo uma estrutura artificial sobre o texto.

As palavras também são extremamente importantes. Todos percebemos isso quando temos que mandar um telegrama. Temos apenas 12 ou 15 palavras e passamos muito tempo preparando a nossa mensagem de modo que nossas palavras não sejam mal entendidas.

Cremos que Deus Se deu ao mesmo trabalho. Creio na inspiração verbal da Bíblia, ou seja, que a inspiração se estendeu às mesmas palavras que Deus escreveu. Se as palavras foram tão importantes para Deus, tem que ser importantes para nós.

Não estou sugerindo aqui que leiamos os nossos sermões. Creio, porém, que é uma boa disciplina na nossa preparação, que escolhamos bem as palavras que vamos usar para expressar os nossos pensamentos. Além de exatas, as palavras têm que ser simples. Não tem sentido falar como se tivéssemos engolido um dicionário.

Sejamos simples no nosso palavreado e também vívidos, de modo que as palavras transmitam uma imagem mental às pessoas que estão ouvindo. Quero particularmente exortar os pregadores mais jovens a levarem bastante tempo escrevendo e preparando o sermão. Só depois de termos feito isso durante 5 ou 10 anos é que vamos aprender a colocar os nossos pensamentos em palavras claras.

Agora, as ilustrações. Eu sei que uma das minhas fraquezas na área da pregação é que não uso ilustrações suficientes. A mesma coisa acontece com meus livros. Depois que um dos meus livros havia sido publicado, um amigo me escreveu profundamente crítico quanto àquela obra contendo tão poucas ilustrações: "Seu livro é como uma casa sem janelas; é como um bolo sem frutas".

Achei que as observações do meu amigo foram muito rudes, mas, infelizmente, elas eram bem exatas. Por isso todos nós precisamos de ilustrações. Qual o propósito de uma ilustração? É tornar concreto o que é abstrato.

Alguns minutos atrás eu escrevia sobre meditação. "Meditação" é uma palavra abstrata. Muitas pessoas nem sabem o que é meditação, de modo que eu tentei torná-la uma palavra concreta. Eu lhes dei quatro imagens sob forma de palavras. Devemos ruminar o texto, como uma vaca rumina o capim. Penetrá-lo, como um beija-flor penetra a flor. Preocuparmo-nos com ele como o cachorro se preocupa com seu osso.

Passamos da vaca para o beija-flor, do beija-flor para a criança, da criança para o cachorro. Cada uma dessas coisas era uma imagem em sua mente. Eu usei essas ilustrações deliberadamente, a fim de transformar o que era abstrato em algo concreto.

Há um provérbio oriental que explica isso: "eloqüente é aquele que consegue transformar o ouvido em olho, de modo que os seus ouvidos possam ver aquilo que ele fala". Portanto, temos que usar a nossa imaginação, para que as pessoas vejam o nosso pensamento.
Data: 14/12/2009 10:17:51
Fonte: www.creio.com.br

sábado, 12 de dezembro de 2009

VAMOS CANTAR...ESTÁ CHEGANDO O NATAL!

VAMOS CANTAR...ESTÁ CHEGANDO O NATAL!


O Natal é uma das datas mais esperadas. Não só pelos presentes que recebemos (quando alguém se lembra de nós), mas também pelas coisas que podemos dar.
O Natal é o dia do nascimento de alguém. Oh! Que alegria o seu natal! é o que cantamos dominicalmente. Quando alguém nasce recebe presentes, e os pais dão lembranças aos que visitam o bebê.
O Natal nos lembra Jesus. O Natal não deve lembrar apenas presentes, mesa farta e encontro de familiares, roupa nova para estar na igreja. O Natal deve nos lembrar Jesus. Para o crente todo dia é dia de lembrar Jesus.
Jesus, Deus que se fez menino para vir habitar conosco.
O Natal de Jesus se deu em uma pequena vila chamada Belém Efrata, pequena entre as milhares de Judá (Mq 5.2).


1) LUGAR PARA CRISTO.

Não havia lugar de luxo para deixarem Jesus nascer. A hospedaria estava lotada; havia apenas um presépio que poderia ser alugado com algum desconto. Quis Deus que Jesus já começasse sem ter onde reclinar a cabeça. O lugar do seu nascimento foi em um presépio, que o dicionário diz ser ‘lugar onde se recolhe o gado; curral; estábulo’. Local naturalmente aromatizado.
Não havia lugar adequado para nascer o menino; Maria transformou o presépio, naturalmente aromatizado, no melhor lugar para por o menino. Maria, delicadamente, envolveu-o em panos, e deitou o seu bebezinho no ‘tabuleiro em que se põe comida aos animais no estábulo’ (Manjedoura). (Lc 2.1-7). (A IGREJA CANTA 31 CC (1,2))




2) CRISTO EM BELÉM
PASTORES TAMBÉM

Naquela mesma região havia pastores que estavam no campo, à noite, tomando conta do rebanho (Lc 2.8). Não sabemos quantos eram. Não sabemos sobre o que conversavam, se faziam revezamento durante a noite, se jogavam paciência ou não para passar a noite, até que chegasse o dia.
Sabemos que, alta noite, Luz celeste do Senhor, os cercou com resplendores. Os pastores ficaram apavorados. Talvez se fossem nós hoje, que vivemos apavorados diante de tanta criminalidade, faríamos uso do famoso pernas para que te quero?!.
Mas o anjo do Senhor diz a eles: Não temais (‘Acalmem-se, acalmem-se, respirem fundo...’). Estou trazendo boas notícias, notícias de alegria. É que hoje, na cidade de Davi, vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor (Lc 2.10,11). (A IGREJA CANTA 32 CC (1,2)).

3) NATAL

De repente muda o cenário, não se trata de um anjo apenas, mas uma grande multidão do exército celestial apareceu junto ao anjo, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele ama (v.13,14).
Todo o temor se dissipou, os corações voltaram à calma. A harmonia do canto angelical traduziu em novas cores aquele novo cenário. (A IGREJA CANTA 27 CC).

4) NASCEU O REDENTOR

Os anjos tendo cumprido a missão se retiraram. Os pastores reflexivos ainda, se confabulam, fazem uma rápida assembléia extraordinária e decidem: Vamos já até Belém para ver isso que aconteceu e que o Senhor nos revelou (v.15). Havia tanta pressa, e todos queriam participar daquele momento de proclamação, que fico imaginando: o que eles fizeram com o rebanho? (Se fossem todos irmãos, certamente deixariam o caçula para cuidar dos lobos!).
Quando eles chegaram ao local, viram que os anjos lhes contaram toda a verdade, todos os fatos puderam ser comprovados: Nasceu o Redentor. (A IGREJA CANTA 28 CC).

5) NOITE DE PAZ

Quando os pastores entraram, viram o bebê no seu bercinho, e de tão alegres e eufóricos que estavam, começaram a falar todos ao mesmo tempo. Maria coloca o indicador nos lábios e em gestos e sons suaves lhes diz: ‘Falem baixinho, o bebê dorme!’. É noite de paz. Em uma noite de paz nós ouvimos até os grilos que cantam suas suaves canções. A cantoria da sapaiada parecem cantigas de ninar. É Maria nos dizendo: falem baixinho, o bebê dorme! (A IGREJA CANTA SUAVEMENTE 30 CC).

6) LUGAR PARA CRISTO

Por que veio Jesus? Por que veio de modo tão simples? A sua vinda foi simples, a sua vida também. Jesus deixou o seu reino de luz, e baixou a este mundo tão vil.
A respeito de Maria, Lucas escreve que ela via tudo, ouvia a todos, mas guardava todas essas coisas, meditando sobre elas no coração (v.19, 51b); assim foi com os pastores e com os doutores. Maria estava cuidando do Salvador do mundo.
Jesus veio para revelar-nos amor (Jo 3.16). Jesus nasceu para morrer em favor de todos os crentes. Mas Jesus continua o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele convida as pessoas nos seguintes termos: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve".
Jesus ainda quer achar lugar; para todos que disserem: “Em minha alma há lugar; ó vem já!”, Jesus dirá: “Um lugar Te darei Eu nos céus”. (A IGREJA CANTA 31 CC (3,4)).
Que assim seja: que Cristo encontre nestes dias muitos corações para nascer.

PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jardim Helena – S Paulo - SP

sábado, 28 de novembro de 2009

AS MARCAS DA CARREIRA CRISTÃ

AS MARCAS DA CARREIRA CRISTÃ

GÁLATAS 6.11-17


Na indústria e comércio a marca é tudo. Algumas empresas, mesmo que deixem de operar, conservam a marca para futura negociação. Não se pode abandonar uma marca imediatamente, é preciso fazer uma transição. Novamente: a marca é tudo. Uma boa marca simboliza respeito; a ruim gozação.
Nós também somos levados pelas marcas; lamentamos quando, por razões financeiras e contenção de gastos, por desemprego, temos que abandonar as boas marcas. Pode ser muito grave deixar de comprar o remédio de marca trocando-o por um genérico.
Paulo quis falar de outro tipo de marca aos gálatas; ele falou das marcas que autenticavam o seu apostolado. Não de uma marca que se leva na memória, em canudo (diploma), em referências pessoais, mas no corpo.
O apóstolo parte para o confronto. Parece que ele não tinha nada a perder! Não tinha mesmo, pois ‘o morrer é lucro’ (Fp 1.21). O apóstolo tomou a cruz de Cristo como sua e não fazia questão nenhuma de ‘descer’ da cruz.
A carta aos gálatas teve momentos de acidez; Paulo ‘pegou’ pesado contra os judaizantes, contra os circuncidadores de crentes.
Paulo propõe para si mesmo alguns motivos que marcam a sua profissão de fé.


I - GLORIAR-SE NA CRUZ COMO MARCA DA CARREIRA CRISTÃ (v.14)

1. Fazer um prosélito devia ser motivo de aplausos, de ufanização (gloriar-se). Os fariseus queriam que os gentios fossem circuncidados (At 15.1-5). A circuncisão era uma cirurgia (sem anestesia!) como a cirurgia de fimose.
2. Ser judaizante era a prática de convencer alguém a aderir ao judaísmo, ou apelar à circuncisão para ser salvo.
3. No passado, quando ganhávamos alguém para Cristo, havia um grupo que perguntava ao novo crente se ele foi batizado com o Espírito Santo (com o sinal de falar em línguas estranhas). Coitados dos crentes anteriores aos pentecostalizadores, morreram todos sem o batismo no Espírito Santo!
4. Havia da parte dos proselitistas da galácia um tipo de ostentação (v.12). Possivelmente se achavam melhores que os demais; eram filhos de Abrão, eram todos do pacto.
5. Sendo a circuncisão a forma de ser salvo (At 15.1), o circuncidado deve viver sob a Lei. Mas os próprios circuncidados, que se tornaram circuncidadores não guardavam a Lei de Moisés (v.13).
6. Paulo, que foi cincuncidado ao oitavo dia (Fp 3.5) não tinha por que gloriar-se nisso. Ele mesmo diz: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.14).
7. Qualquer motivo de alegria, de jubilo e de satisfação seria apenas no caso de vivenciar a cruz de Cristo; vivenciar nele mesmo, Paulo, e através daqueles que fossem alcançados pela mensagem da cruz.
8. Hoje muito pouco se fala da cruz. O assunto principal são quantos apartamentos, carros, dinheiro o indivíduo conseguiu. Há uma pregação de prosperidade sem a cruz. Trata-se da prosperidade apenas para este mundo. Caiu no esquecimento a pergunta da parábola dita por Jesus: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será?” (Lc 12.20).


II - O SER NOVA CRIATURA COMO INÍCIO E MARCA DA CARREIRA CRISTÃ (v.15)

1. Paulo quer ensinar que a circuncisão cumpriu o seu tempo, teve o seu valor, foi um sinal entre Deus e o seu povo, mas, cumpriu o seu tempo (Gl 5.1-5).
2. O ensino é que em Cristo ter sido circuncidado ou não é de pouca importância (Gl 5.6). Em Cristo foi inaugurado um novo tempo.
3. A marca do novo tempo é ser nova criatura. No novo tempo não há a obrigação de se fazer isto ou aquilo. O novo tempo não é marcado com rituais estabelecidos pela Lei.
4. Quem está em Cristo é nova criatura (2 Co 5.17), assim, Nele ficam abolidos sinais do antigo pacto (circuncisão e sacrifícios).
5. Se a circuncisão fazia um judeu (judaizava); ser nova criatura faz um crente. O novo criado é incluído no corpo de Cristo. Não mais o Israel antigo, cheio de alianças, faça e não faça; agora, o Israel de Deus, composto de judeu e de gentios.
6. A sentença para o novo ser criado é: “As coisas velhas já passaram”. Ficaram para trás os rituais, os cabritos e o sangue derramado no propiciatório. A boa notícia é: “Eis que tudo se fez novo”.
7. A nova criatura não se efetiva pela troca do rosto ou do nome, mas da renovação da nossa mente e da formação de Cristo em nós (Matthew Henry). A nova criatura não muda de endereço, não quebra seus cartões (aprende a usá-los), não despreza os amigos antigos (vê neles a razão do seu trabalho), não troca de matrimônio (faz renovação de pacto).
8. A nova criatura se efetiva na prática de valores novos: bebia (não bebe mais); vivia da prostituição (não vive mais); era cambalacheiro (passa a ter credibilidade); não queriam vê-lo nem pintado de ouro, agora é aceito como barro mesmo, coisa que todos nós somos.



III - LEVAR NO CORPO AS MARCAS DE JESUS COMO MARCA DA CARREIRA CRISTÃ (v.17).

1. É melhor encerrar a carta: “Quanto ao mais, ninguém me moleste”; “De agora em diante”. Não me causem mais problemas. Paulo precisou escrever a carta para combater os judaizantes porque os crentes se deixaram enrolar, e certamente, isso lhe trouxe alguns dissabores.
2. Para os judaizantes, acostumados com marcas externas, o apóstolo poderia mostrar algumas; ele trazia no corpo as marcas de Jesus.
3. Quando Paulo diz não me moleste, ele não está pedindo clemência, não está ‘amarelando’, está apenas dizendo que as marcas que traz no corpo são mais que suficientes para autenticar o seu apostolado.
4. Trazer no corpo as marcas de Jesus não o fazia maior ou melhor que qualquer apóstolo, mas o qualificava para continuar sofrendo pelo seu Salvador.
5. Para quem quer sinais, nada melhor que os sinais da carreira cristã. Mas os sinais, as marcas que Paulo e outros apóstolos levaram sobre si é o que menos queremos.
6. O evangelho atual (pregado por muitos) não fala de marcas, e sim de facilidades. Eu mesmo já incorri em erro, ao pensar que elegendo evangélicos em todas as esferas políticas, o país melhoraria, a corrupção acabaria. Eu estava pensando em facilidades!
7. Paulo não buscava facilidades, ele buscava oportunidades; muitas vezes as oportunidades vêm carregadas de dificuldades (estou fazendo referência ao testemunho cristão).


CONCLUSÃO

A carreira cristã tem sido de tiro curto para muitos, não dura mais que a primeira dificuldade. Não significa que a semente do evangelho não nasceu, é que há muitas pedras no caminho.
Que o evangelho continue sendo a razão de ser e menos a de ter. Como disse Paulo: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1 Cor 15.19).
Que Deus nos abençoe na compreensão das realidades espirituais, num mundo que se dirige apenas pelas questões materiais.
Amém.

PR. Eli da Rocha Silva – 29/11/2009
Igreja Batista em Jardim Helena

terça-feira, 10 de novembro de 2009

QUANDO NOS RESTA APENAS ESPERAR

QUANDO NOS RESTA APENAS ESPERAR

DANIEL 6.1-28


I – DE CATIVO A UMA POSIÇÃO IMPORTANTE NO REINO PERSA

1. Daniel chegou à posição importante na condução dos negócios do reino de Dario (v.2). Daniel foi colocado como um dos três presidentes.
2. Havia em Daniel ‘um espírito excelente’, o que fez com que se destacasse dos demais (v.3).
3. Daniel era fiel e homem sem culpa ou erro (v.4). Não havia como alguém acusá-lo de qualquer deslize ou de infidelidade nas coisas que era responsável.
4. A fidelidade a Deus levou Daniel a ser fiel também com as coisas dos homens, deste mundo.

II – A FIDELIDADE DO SERVO DE DEUS QUE SE DESTACA PODE LHE TRAZER DIFICULDADES TEMPORAIS.

1. Dario intencionava colocar Daniel na posição de primeiro-ministro (v.3). A intenção do rei não foi vista com bons olhos pelos demais (v.4). É bom lembrarmos que Daniel era um estrangeiro na Babilônia (1.1-7).
2. Como os homens do mal não viam do que acusar Daniel, persuadiram o rei, a estabelecer um decreto que, apenas a ele as pessoas poderiam recorrer no espaço de trinta dias (v.7); qualquer que desobedecesse o decreto real deveria ser lançado na cova dos leões.
3. Daniel tinha compromisso de oração com Deus, o que foi usado pelos homens do mal contra ele (v.5). Mas nada mudou a rotina daquele homem de oração (v.10).
4. Como não mudou a sua rotina, Daniel quebrou o decreto real e foi acusado diante do rei Dario (v.11-13).
5. Daniel estava em dificuldades; o decreto real não podia ser revogado (v.8). O rei não teria como favorecer ou ajudar Daniel, embora tentou fazê-lo (v.14). Os homens do mal não saiam da ‘cola’ do rei (v.15).
6. O rei Dario, penalizado, manda prender Daniel, mas antes que ele fosse jogado na cova dos leões, o próprio rei lhe diz: “O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que ele te livre” (v.16). Não foi da parte do rei um lavar das mãos como fez Pilatos, mas um desejo sincero do seu coração.


III – QUANDO AS COISAS PARECEM DIFÍCEIS SÓ NOS RESTA APENAS ESPERAR

1. O destino de Daniel parecia selado, assim pensavam todos (v.17), menos para o rei, que muito estimava Daniel (v.18).
2. Dario logo de manhã busca a Daniel, na esperança que o seu Deus, o Deus vivo o tenha livrado dos leões (v.19).
3. Do fundo da cova, Daniel saúda o rei (v.21), e lhe disse o modo como Deus operou em seu favor (v.22). No caso de Daniel, por razões e propósitos divinos ele foi poupado.
4. Daniel foi poupado porque crera em Deus. Muitos outros que também creram não foram poupados, por razões e propósitos divinos (Hb 11).
5. Os acusadores de Daniel pagaram o preço da inveja e da maledicência, tomaram do próprio remédio (v.24).
6. Deus transformou uma situação má em bem, e o seu Nome foi divulgado em todo o Império (v.25-27). A fidelidade de Daniel a Deus fez com que prosperasse até o próximo reinado (v.28)


CONCLUSÃO


Daniel entendeu que nada podia fazer pó si mesmo; ele sabia que não havia nada a fazer, a não ser esperar.
Daniel esperou e Deus agiu em sua vida segundo os Seus propósitos.
Deus também quer agir em nossas vidas, mas sempre, de acordo com os Seus propósitos.
Mantenhamos a nossa fidelidade. Fidelidade foi a marca na vida de Daniel.
Amém.

PR. Eli da Rocha Silva

(Res. Irmã Dusolina – 10/11/2009)

sábado, 7 de novembro de 2009

NOVAMENTE – REFLETIR E PARTICIPAR

NOVAMENTE – REFLETIR E PARTICIPAR

1 CORÍNTIOS 11. 23-34

A noite da Ceia do Senhor sempre abrirá um espaço para a reflexão.

I – A REFLEXÃO COMO UMA HISTÓRIA A SER CONTADA (V.23-25)

1. Paulo repassa aos crentes coríntios o que ele mesmo havia aprendido com o Senhor (v.23). Mesmo tendo aprendido com o Senhor, como o apóstolo diz, na verdade os fatos que ele passará a enumerar eram sobejamente conhecidos. Já havia, pelo menos, 20 anos passados da morte e ressurreição do Senhor.
2. O ponto de referência para se falar da Ceia foi a noite da traição do Senhor. Na última Ceia estavam juntos o traidor e o traído: “Mas eis que a mão do que me trai está comigo à mesa” (Lucas 22:21) – disse Jesus.
3. A Ceia e traição (entrega do Senhor) aconteceram na Quinta-feira. Tudo deveria terminar em comunhão, congraçamento. Era Páscoa, os judeus lembravam o livramento de Deus quando ainda no Egito. Mas, Jesus e Judas sabiam: aquela noite seria noite de trairagem.
4. A história segue a sua cronologia: primeiro o pão, depois, o cálice (MT 26.26,27). Mas a participação não é feita de qualquer jeito, de qualquer maneira. Não se pode tomar dos elementos sem antes dar graças (1 Co 11.24,25 – Lc 22.17,19). Há mais que motivos para ser dar graças. É possível que alguém já não entenda a Ceia por que já não entende o que é ser cristão; esse na verdade, não passa apenas de um comensal.
5. Jesus pede aos seus amigos algo que gostamos em relação aos nossos amigos; em outras palavras seria: Não se esqueçam de mim. Para não cair no esquecimento o pedido do Senhor da Ceia, Lucas e Paulo deixam a expressão registrada.

II – A REFLEXÃO SOBRE A RAZÃO DE TOMAR DOS ELEMENTOS (V.26)

1. A Ceia do Senhor trazia pontos de reflexão. O discípulo deve pensar no que está fazendo ao participar. A reflexão não cai em coisas menores tais como, a origem do trigo que fez o pão ou há quanto tempo está armazenado o vinho. No nosso caso, se o pão é Pullman ou Panco, se o vinho (suco de uva) Salton ou Uvete.
2. A reflexão deve levar o participante até os pés da cruz, pois nela estava o pão e dela descia o vinho: o corpo e o sangue de Jesus. Qualquer pensamento fora disso mostrará que o discípulo já não consegue ter na memória a razão do sacrifício do seu Mestre.
3. Nós que não temos o dom de evangelista devemos ficar mais que felizes em podermos participar da Ceia; a Ceia é anunciação. Quando participamos evangelizamos, somos mensageiros (kataggellete) do que Cristo fez por nós.
4. Se alguns entre nós já têm esquecido o que Cristo fez, não nos custa lembrar: Ele morreu para remissão dos nossos pecados. A sua morte foi sacrificial (isto é, teve um real significado) e vicária (isto é, fez em nosso lugar).
5. Quem já havia esquecido, lembrado está; estando bem, pode participar.


III – A REFLEXÃO COMO FATOR DE IMPEDIMENTO PARA QUEM NÃO SABE O QUE FAZ

1. Jesus nos ensinou os pormenores da Ceia; Paulo nos lembra a história da Ceia. Ele nos fez entender cada elemento representativo do seu corpo. Nos pormenores, entendemos que aqueles que participam do corpo na ceia, participam porque já foram alcançados pelo pão que veio do céu; nas lembranças, a obrigação de sabermos por que lançamos mão dos elementos.
2. Jesus toma o pão e o cálice, o seu próprio corpo e sangue que são dados em favor dos discípulos (1 Co 11.24). Os discípulos foram aqueles, somos nós, e serão outros amanhã.
3. Há uma implicação grave em torno da participação. Paulo fala a respeito de se tomar dos elementos indignamente (anaxios). Indignidade sentiu o filho pródigo ao refletir a respeito de si mesmo: “Já não sou digno – oukéti eimì áxios” (Lc 15.19.
4. A implicação de se participar indignamente, sem discernir o corpo: “Será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor (v.27); come e bebe para sua própria condenação (v.29)”.
5. A igreja reunida se rende a um momento de celebração. A comunhão não se dá tão-somente por se estar junto, mas por esperar uns pelos outros (v.33).
6. Quando falamos igreja, estamos nos referindo àqueles que são do corpo, que são de Cristo, que têm o mesmo DNA espiritual. Nesse aspecto a Ceia é excludente. Mas a Ceia, por ser proclamadora, chama todos a uma inclusão no corpo de Cristo.

CONCLUSÃO
Que a igreja possa entender, e discernir cada ato da ceia do Senhor.
Que possamos participar com entendimento.

Pr. Eli da Rocha Silva
IBJH 08/11/2009