MOSTRANDO A VERDADE DA NOSSA FÉ
Tiago 1.2-5
“Mas eu sei em quem tenho crido”. É possível que nós todos possamos dizer o que Paulo disse sem medo de errar. É preciso que saibamos mesmo em quem temos crido, pois as coisas que têm acontecido nos últimos dias podem ou não fortalecer a fé a alguém.
De um lado temos os problemas naturais da vida; de outro, aqueles que nós mesmos procuramos ou nos deixamos levar.
Nós vivemos em mundo avesso ao ensino bíblico; digo tão somente a respeito do mundo evangélico, chamado cristão.
Tiago deve ser tido, por muitos, como um escritor antiquado. Para os crentes de hoje, o que importa mesmo é se dar bem em todas as situações; não estou falando de se levar vantagem, mas de não admitir que algo possa dar errado na vida do crente.
Se Tiago pregasse o evangelho hoje, morreria de vergonha com tanta coisa que tem acontecido no meio chamado evangélico.
Se Tiago pregasse hoje, talvez nem público teria, pois o que ele nos ensina nos versículos desse texto foge totalmente ao que muitas pessoas buscam.
I – PARA MUITOS, TIAGO SERIA O APÓSTOLO DO MASOQUISMO (v.2)
1. “Tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” (v.2). Para muitos, o ‘passardes por várias provações’ é conseqüência de pecados. Hoje, Paulo seria considerado um pecador (embora fosse, como todos nós somos), pois sofreu em muitas circunstâncias.
2. Mas para Tiago, acontecendo de alguém passar por várias provações, seria motivo “de toda alegria”. É interessante que não se trata de uma alegria simples, comum, mas de uma alegria em toda a sua plenitude.
3. Sendo ele completo na ‘alegria’, é também nas provações, pois diz ‘por várias provações’. Confesso que não é fácil passar por tais situações na vida. Mas o ensino é que algum fruto há de vir por conta das dificuldades.
4. As aflições que Jesus disse que teríamos (João 16.33) podem nos acontecer naturalmente porque vivemos, ou porque professamos a nossa fé; mas, qualquer que seja a causa da aflição, não deve ser motivo de nosso desânimo e desistência, mas de alegria (Atos 5.41).
II – NÃO É SEM RAZÃO QUE TIAGO FALA DA ‘TODA ALEGRIA NAS PROVAÇÕES’(v.3).
1. Tiago quer falar a respeito de fé. Ele alia provação e fé. É possível pensarmos em como ter uma fé nunca provada? Há como sabermos sobre a fé sem a vermos sendo provada? Na verdade queremos apenas a boa parte: a fé.
2. Tiago está falando aqui de uma fé resistente, que não se deixa vencer pela própria dificuldade. Fala da fé, que vencida as provações, chega a um determinado lugar, que ele chama de ‘uma vez confirmada’(v.3).
3. A fé que fez chegar, independente dos traumas do trajeto, agora confirmada, estabelecida, enraizada, coloca o crente em um patamar chamado ‘perseverança’.
4. A perseverança é coisa própria dos que chegam lá, pois pela fé, venceram as provações. Ninguém mais fala em provações, mas só em facilidades que a fé deve proporcionar (O carro, o apartamento, as ações em empresas, o pastorado bem sucedido, os filhos nas melhores universidades).
5. Os heróis da fé são uns fracassados. Hebreus 11 para muitos deve ser motivo de piada. Ao invés de ‘heróis da fé’, o capítulo deveria ser chamado de ‘os fracassados na fé’.
6. Para Tiago não, a fé, as provações, a perseverança, eram coisas que lapidavam o caráter cristão.
III – PARA TIAGO, OS MOMENTOS DIFÍCEIS SÃO O CAMINHO DA PERFEIÇÃO (V.4).
1. Quem não gosta de perfeição! Nós nos admiramos quando fazemos algo bonito. Quando possível, mostramos a todos o que nós mesmos realizamos. É assim que entende Tiago o que escreve.
2. Na trilha que somos encaminhados pela fé até a perseverança, parece-nos ser apenas uma parte do percurso, pois ‘a perseverança deve ter ação completa’. Quem perseverou metade do caminho, não perseverou.
3. Quando por alguma razão passarmos por provações, e perseverarmos até o fim (ação completa), teremos como resultado na vida cristã a perfeição. Tiago não quis ensinar que apenas com as provações nos tornamos perfeitos, mas que, se formos provados, todas as coisas podem trabalhar em favor da nossa maturidade cristã.
4. Há muita gente imatura no meio cristão. Conversando sobre ‘discussões’ pentecostais, eu disse que o que vejo em muitos crentes é um ‘retorno à infantilidade’ (1 Co 3). Existem muitos cristãos que nunca buscarão ser melhores; e pior, conseguirão continuar na mesmice.
5. Tiago tinha o desejo que os cristãos das doze tribos espalhas pelo mundo (v.1), fossem todos íntegros, completos, sem falta alguma. Assim como Jó, que não tinha nada do que pudessem acusá-lo, nem mesmo o Diabo.
6. Tiago diz que a ação completa da perseverança nos faz perfeitos e íntegros, em nada deficientes. No trato com a vida cristã, em que temos mostrado deficiência? Se é que somos maduros a ponto de vermos em nós alguma deficiência.
7. Se nós temos falta de alguma coisa é porque não pedimos a Deus. Se não temos sido sábios quando devíamos ser é porque não pedimos a Deus, ‘que a todos dá liberalmente e nada lhes lança em rosto’ (v.5).
PR. Eli da Rocha Silva OPBB/SP 2036
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo – SP 16/03/2010
terça-feira, 16 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
O EVANGELHO E O EVANGELIZADOR
1 CORÍNTIOS 9.16, 23, 26, 27
Uma reflexão baseada na compreensão que o apóstolo Paulo tinha da sua chamada e da sua obrigação na obra de evangelização.
I – A EVANGELIZAÇÃO COMO UM DEVER (V. 16)
1. O apóstolo compreendia a evangelização como uma obrigação baseada no seu chamado e na sua vocação; ele foi chamado para evangelizar. Não tinha tempo ruim, o negócio era evangelizar ‘a tempo e fora de tempo’ (2 Tm 4.2).
2. Raymond Bryan Brown (Com. Broadman pg 401) escreve: “Um chamado imperioso havia se apoderado dele, e uma compulsão interior o impulsionava a pregar”.
3. Como pregador do evangelho ele diz em relação a si mesmo: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar”. Pregar não é matéria de jactância (Morris); pregar é matéria de temor, pois falamos de coisas excelentes, que fogem muitas vezes da nossa compreensão e acuidade (capacidade de chegar a uma conclusão).
4. Quando Paulo diz ‘sobre mim pesa essa obrigação’, não está havendo da parte dele nenhuma reclamação e nenhuma atitude de desaprovação com as lides ministeriais, mas, apenas fazendo uma constatação que fora chamado para isso mesmo. Como embaixador de Cristo ele poderia dizer: “Se assim não for, para que nasci?”.
5. Não é que Paulo não servia para mais nada, pelo contrário, Deus chamou alguém que podia muito, para ser um evangelizador. O ministério não é o lugar dos que acham que não servem para mais nada.
6. “Ai de mim se não pregar o evangelho!”. A Chave Lingüística do NT Grego traz que: “oùaí – ai! Uma interjeição denotando dor ou desprazer”. Sendo a evangelização a sua obrigação, havia no apóstolo uma consciência de que estaria sujeito a algo perigoso, caso não levasse a cabo o seu cumprimento.
7. O chamado tem obrigação diante de Deus. O chamado não trata as coisas de Deus como coisa de menor importância. Já o outro, aquele que não é chamado, está pouco ligando sobre o que Deus pensa ou não; não há nele uma expectação de juízo; ele quer mesmo é se dar bem (Qualquer crente normal sente vontade de vomitar quando se lembra da oração da propina!).
II – A EVANGELIZAÇÃO COMO UM PRIVILÉGIO (V. 23)
1. Paulo tinha verdadeira fixação pelo evangelho, a ponto de dizer: “Tudo faço por causa do evangelho”. ‘Tudo’ é o tudo dos versos anteriores: “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos” (v.19); “Procedi, para com os judeus, como judeu” (v.20); “Aos sem lei (gentios?), como se eu mesmo o fosse” (v.21); “Fiz-me fraco para com os fracos” (v.22a); “Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns” (v.22b).
2. O que disse Paulo não deixa nenhuma margem para pensarmos que ele era condescendente, que ele se amoldava a qualquer situação, que ele abria mão dos preceitos da Palavra, para de algum modo ter trânsito entre as pessoas. Brown (já citado) interpreta Paulo assim: “Quero deixar bem claro que não me tornei culpado de usar de expedientes tortuosos. A minha adaptação nunca abalou ou pôs em cheque a minha dedicação; o meu objetivo é entender a dedicação dos outros. Um crente que ama os outros tem a liberdade de empregar o seu amor de formas que mostrem que ele realmente se preocupa com os outros o suficiente para se esforçar no sentido de entendê-los e apreciá-los. Exercito o meu amor em liberdade e a minha liberdade em amor apenas por uma razão: por causa do evangelho” (pgs 402-403).
3. Se a pregação é uma imposição (por conta do chamado), ela é também um privilégio; o privilégio da participação (synkoinonós) no evangelho com os demais. Como nos alegramos com o crescimento do nosso irmão! Quando ele começa a se desenvolver na participação da igreja local, dando de si nas diversas atividades que a igreja requer dele. Isso é parte dos privilégios da participação das coisas comuns a todos os crentes; coisas essas alcançadas somente através do evangelho de Cristo.
4. Paulo sabia da responsabilidade que tinha com o evangelho, mas também sabia o que queria em relação ao evangelho. O apóstolo não corria atrás das vantagens materiais que podem ser conferidas pelo evangelho (v.14); também não corria atrás do status pastoral ou missionário (foi-se o tempo desse status!) (v.16).
III – A EVANGELIZAÇÃO COMO NORTEADORA DE ATITUDES (V. 26, 27)
1. Paulo busca na disposição e na fixação de um atleta pelo prêmio, o ânimo que precisa dar aos seus leitores: “Correi de tal maneira que o alcanceis” (v.24).
2. Tal exortação era também para si mesmo: “Assim corro também eu, não sem meta” (v.26 a). Paulo não batalhava pelo evangelho sem uma razão, sem saber por que estava nessa luta; ele estabeleceu para si uma meta, um alvo.
3. Paulo não era um atleta atabalhoado, sem coordenação motora; não era uma espécie de zagueiro que chuta para o lado que indica o nariz. Não! Diz ele: “Assim luto, não como desferindo golpes no ar”. (Ele não era um boxer depois do 10º round).
4. Por saber o que queria e para onde ia, o apóstolo busca a autodisciplina vista nos atletas: “Mas esmurro o meu corpo” (v.27). Não era autoflagelação que fazia o apóstolo. Assim como sofre o atleta nos treinamentos, que precisa de disposição física e mental, Paulo buscava a mesma disposição para trabalhar bem na causa do evangelho.
5. O apóstolo reduzia o seu corpo ‘à escravidão’. Ele conduzia com pulso firme as suas próprias inclinações para alcançar o fim almejado. Quais são as nossas inclinações naturais? Talvez sejam: sossego, preguiça, sombra e água fresca, e etc.
6. Rienecker e Rogers (Chave Lingüística já citada) escrevem o seguinte sobre hupopiazo (esmurrar) e doulagogo (guiar à escravidão): “Os dois verbos dão um quadro do atleta que faz de tudo para disciplinar a si mesmo e manter seu corpo sob rigoroso controle, a fim de que possa servir, e não atrapalhar, na conquista de seus objetivos”.
7. Paulo não queria ser como o atleta que, depois de fazer todas as coisas é desqualificado, reprovado. Não queria ser um pregador que ganha muitos para o Senhor, mas na hora da premiação ficar à margem, olhando cabisbaixo, ressentido, para os que recebem o prêmio.
CONCLUSÃO
Que possamos fazer todo o nosso possível pela causa do evangelho.
Que sejamos participantes no dever, nos privilégios e que o evangelho seja o norteador das nossas atitudes.
PR. Eli da Rocha Silva Igreja Batista em Jd. Helena - 28/02/2010
1 CORÍNTIOS 9.16, 23, 26, 27
Uma reflexão baseada na compreensão que o apóstolo Paulo tinha da sua chamada e da sua obrigação na obra de evangelização.
I – A EVANGELIZAÇÃO COMO UM DEVER (V. 16)
1. O apóstolo compreendia a evangelização como uma obrigação baseada no seu chamado e na sua vocação; ele foi chamado para evangelizar. Não tinha tempo ruim, o negócio era evangelizar ‘a tempo e fora de tempo’ (2 Tm 4.2).
2. Raymond Bryan Brown (Com. Broadman pg 401) escreve: “Um chamado imperioso havia se apoderado dele, e uma compulsão interior o impulsionava a pregar”.
3. Como pregador do evangelho ele diz em relação a si mesmo: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar”. Pregar não é matéria de jactância (Morris); pregar é matéria de temor, pois falamos de coisas excelentes, que fogem muitas vezes da nossa compreensão e acuidade (capacidade de chegar a uma conclusão).
4. Quando Paulo diz ‘sobre mim pesa essa obrigação’, não está havendo da parte dele nenhuma reclamação e nenhuma atitude de desaprovação com as lides ministeriais, mas, apenas fazendo uma constatação que fora chamado para isso mesmo. Como embaixador de Cristo ele poderia dizer: “Se assim não for, para que nasci?”.
5. Não é que Paulo não servia para mais nada, pelo contrário, Deus chamou alguém que podia muito, para ser um evangelizador. O ministério não é o lugar dos que acham que não servem para mais nada.
6. “Ai de mim se não pregar o evangelho!”. A Chave Lingüística do NT Grego traz que: “oùaí – ai! Uma interjeição denotando dor ou desprazer”. Sendo a evangelização a sua obrigação, havia no apóstolo uma consciência de que estaria sujeito a algo perigoso, caso não levasse a cabo o seu cumprimento.
7. O chamado tem obrigação diante de Deus. O chamado não trata as coisas de Deus como coisa de menor importância. Já o outro, aquele que não é chamado, está pouco ligando sobre o que Deus pensa ou não; não há nele uma expectação de juízo; ele quer mesmo é se dar bem (Qualquer crente normal sente vontade de vomitar quando se lembra da oração da propina!).
II – A EVANGELIZAÇÃO COMO UM PRIVILÉGIO (V. 23)
1. Paulo tinha verdadeira fixação pelo evangelho, a ponto de dizer: “Tudo faço por causa do evangelho”. ‘Tudo’ é o tudo dos versos anteriores: “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos” (v.19); “Procedi, para com os judeus, como judeu” (v.20); “Aos sem lei (gentios?), como se eu mesmo o fosse” (v.21); “Fiz-me fraco para com os fracos” (v.22a); “Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns” (v.22b).
2. O que disse Paulo não deixa nenhuma margem para pensarmos que ele era condescendente, que ele se amoldava a qualquer situação, que ele abria mão dos preceitos da Palavra, para de algum modo ter trânsito entre as pessoas. Brown (já citado) interpreta Paulo assim: “Quero deixar bem claro que não me tornei culpado de usar de expedientes tortuosos. A minha adaptação nunca abalou ou pôs em cheque a minha dedicação; o meu objetivo é entender a dedicação dos outros. Um crente que ama os outros tem a liberdade de empregar o seu amor de formas que mostrem que ele realmente se preocupa com os outros o suficiente para se esforçar no sentido de entendê-los e apreciá-los. Exercito o meu amor em liberdade e a minha liberdade em amor apenas por uma razão: por causa do evangelho” (pgs 402-403).
3. Se a pregação é uma imposição (por conta do chamado), ela é também um privilégio; o privilégio da participação (synkoinonós) no evangelho com os demais. Como nos alegramos com o crescimento do nosso irmão! Quando ele começa a se desenvolver na participação da igreja local, dando de si nas diversas atividades que a igreja requer dele. Isso é parte dos privilégios da participação das coisas comuns a todos os crentes; coisas essas alcançadas somente através do evangelho de Cristo.
4. Paulo sabia da responsabilidade que tinha com o evangelho, mas também sabia o que queria em relação ao evangelho. O apóstolo não corria atrás das vantagens materiais que podem ser conferidas pelo evangelho (v.14); também não corria atrás do status pastoral ou missionário (foi-se o tempo desse status!) (v.16).
III – A EVANGELIZAÇÃO COMO NORTEADORA DE ATITUDES (V. 26, 27)
1. Paulo busca na disposição e na fixação de um atleta pelo prêmio, o ânimo que precisa dar aos seus leitores: “Correi de tal maneira que o alcanceis” (v.24).
2. Tal exortação era também para si mesmo: “Assim corro também eu, não sem meta” (v.26 a). Paulo não batalhava pelo evangelho sem uma razão, sem saber por que estava nessa luta; ele estabeleceu para si uma meta, um alvo.
3. Paulo não era um atleta atabalhoado, sem coordenação motora; não era uma espécie de zagueiro que chuta para o lado que indica o nariz. Não! Diz ele: “Assim luto, não como desferindo golpes no ar”. (Ele não era um boxer depois do 10º round).
4. Por saber o que queria e para onde ia, o apóstolo busca a autodisciplina vista nos atletas: “Mas esmurro o meu corpo” (v.27). Não era autoflagelação que fazia o apóstolo. Assim como sofre o atleta nos treinamentos, que precisa de disposição física e mental, Paulo buscava a mesma disposição para trabalhar bem na causa do evangelho.
5. O apóstolo reduzia o seu corpo ‘à escravidão’. Ele conduzia com pulso firme as suas próprias inclinações para alcançar o fim almejado. Quais são as nossas inclinações naturais? Talvez sejam: sossego, preguiça, sombra e água fresca, e etc.
6. Rienecker e Rogers (Chave Lingüística já citada) escrevem o seguinte sobre hupopiazo (esmurrar) e doulagogo (guiar à escravidão): “Os dois verbos dão um quadro do atleta que faz de tudo para disciplinar a si mesmo e manter seu corpo sob rigoroso controle, a fim de que possa servir, e não atrapalhar, na conquista de seus objetivos”.
7. Paulo não queria ser como o atleta que, depois de fazer todas as coisas é desqualificado, reprovado. Não queria ser um pregador que ganha muitos para o Senhor, mas na hora da premiação ficar à margem, olhando cabisbaixo, ressentido, para os que recebem o prêmio.
CONCLUSÃO
Que possamos fazer todo o nosso possível pela causa do evangelho.
Que sejamos participantes no dever, nos privilégios e que o evangelho seja o norteador das nossas atitudes.
PR. Eli da Rocha Silva Igreja Batista em Jd. Helena - 28/02/2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O QUE FAZER QUANDO AS NOTÍCIAS NÃO SÃO NADA BOAS
Algumas pessoas do cenário bíblico se viram diante de notícias nada boas, e tiveram como alternativa, tomar uma decisão que mudasse o seu destino, fosse ele com perspectiva temporal ou não.
Quando recebemos as más notícias, depois de respirarmos fundo, refletimos sobre o assunto e tomamos uma decisão. A vida é assim mesmo, não se vive apenas de boas notícias. Qual você quer primeiro, a boa ou a má notícia?
Veremos apenas três exemplos de pessoas que se viram a um passo da morte, e foram salvos porque tomaram uma decisão.
I – EZEQUIAS - UMA NOTÍCIA DE FAZER DOER A ALMA (ISAÍAS 38.1-22)
1. Para Ezequias, primeiro a má notícia (ou, más notícias) 1) Adoeceu de uma enfermidade mortal: um tumor, uma úlcera, uma inflamação (v.21). O que informaram a Ezequias é que a sua doença era extremamente grave; 2) Como agravante à má notícia da doença, Isaias lhe diz que ele morreria (v.1 c).
2. Mesmo estando quase à morte, Ezequias ainda tinha algo a fazer: “Põe em ordem a tua casa” (v.1). O que significa pôr em ordem a casa? No caso de Ezequias, em 2 Reis 18.13-16) temos a informação de que ele deixou-se intimidar pela Assíria e entregou os bens da casa do Senhor.
3. Contextualizando, se recebermos hoje a má notícia de Ezequias, o que devemos pôr em ordem? Dívidas esquecidas? Perdão não oferecido?
4. Não sei se Ezequias tinha muita coisa a pôr em ordem, só sei que ele tomou uma decisão diante da morte iminente: “Então virou Ezequias para a parede, e orou ao Senhor...e chorou muitíssimo” (v.2,3b). Ezequias era um garoto, possivelmente tivesse apenas 40 anos de idade.
5. Ele recorre à fidelidade e misericórdia do Senhor, lembrando em sua oração o seu comportamento até ali (v.3a). Deus ouviu a sua oração e lhe acrescentou mais alguns anos (v.5). Por ter tomado uma atitude Deus o ouviu.
6. Mas, precisamos analisar que Deus não trabalha com regra geral, mas com propósitos. Não se encontra nos relatos bíblicos que o que aconteceu com Ezequias passou a ser algo normal, rotineiro.
7. O que é normal e rotineiro, é que todos nós precisamos pôr em boa ordem a nossa casa, para podermos ter o encontro com o Senhor. A sua casa é você mesmo.
II – DANIEL - A MORTE E A PROMESSA ANUNCIADAS (DANIEL 12.13)
1. A respeito de Daniel, todos nós os crentes em Jesus, e também alguns não-crentes conhecem a história da sua fidelidade; de como Daniel e seus amigos, mesmo tendo sido levados cativos, não deixaram de servir a Deus.
2. Daniel serviu ao Senhor durante os reinados de Nabucodonozor, Belsazar, Dario e Ciro. Isso não significa que Daniel tinha excelente trânsito político, para estar sempre apegado aos governos; o fato é que os governantes viam em Daniel um homem fiel a Deus (Dn 4.18; 5.11,12; 6.28).
3. Daniel foi muito jovem (17 anos) para a Babilônia (605 a.C), serviu ao Senhor durante o cativeiro até o terceiro ano de Ciro (536 a.C); arredondados, Daniel viveu 87 anos; ele soube equilibrar a sua vida com os interesses do Reino com os interesses dos reinos.
4. Assim como aconteceu com Ezequias, Daniel também recebeu a notícia da sua morte: “Tu, porém, segue o teu caminho até o fim; pois descansarás” (Dn 12.13a). A morte seria um fato para Daniel; para ele só restava aguardar, pois a decisão ele já tomara 70 anos atrás. Daniel conhecesse Paulo diria como ele: É acabei a carreira e guardei a fé!
5. A boa notícia para Daniel tem dois aspectos distintos: 1. Ele entraria no descanso; e 2. Ele se levantaria no fim dos dias para receber a sua herança.
6. Que cada um de nós possa viver a mesma expectativa de Daniel, que morrendo, ressuscitando receberá a herança.
III – UM DOS LADRÕES – ENTRAR NO PARAÍSO, APENAS UMA QUESTÃO DE TEMPO.
1. Tirei da Internet: “A igreja fala pouco de Dimas ou São Dimas, considerado o Bom Ladrão do estado. Pela tradição cristã, São Dimas é o protetor dos pobres agonizantes, sobretudo daqueles cuja conversão na última hora parece mais difícil. Entregam a São Dimas a proteção das casas e propriedades contra os ladrões. Invocam-no nas causas difíceis, sobretudo nos negócios financeiros, para a conversão e emenda dos bêbados, dos jogadores e ladrões. É protetor dos presos e das penitenciárias, dos carroceiros e condutores de veículos. A Igreja Católica celebra dia 25 de março como dia de São Dimas”
2. O perfil do ‘bom’ ladrão (internet): “O Evangelho fala pouco do Bom Ladrão do Calvário, bem como de muitos outros personagens. Todavia, a Tradição nos guardou seu nome, e, embora os críticos o tenham posto em dúvida, a ponto da Sagrada Congregação dos Ritos, em 1724, ordenar que o Ofício e Missa do Grande Santo fossem sob o nome de BOM LADRÃO apenas, sem contestar todavia, o nome que a tradição plurisecular nos guardou de SÃO DIMAS. É uma sábia reserva da Igreja que não veio absolutamente prejudicar a tradição. Continuamos pois com os Santos Padres e as tradições que vêm do segundo século, a chamar ao Bom Ladrão, DIMAS, SÃO DIMAS. Quem era este Santo original, único, privilegiado que mereceu a honra de ser canonizado pelo Próprio Divino Salvador na hora solene de nossa Redenção? Foi antes da cruz, um bandido perigoso da Palestina. De uma família de ladrões. Seu pai era chefe de bandidos – PRINCEPS LATRONUM. Diversos Santos Padres e Autores, afirmam ter sido Dimas um dos mais perigosos bandidos da Judéia. Pelo suplício da cruz que mereceu, bem se vê que grande criminoso deveria ter sido, porque este horrível suplício estava reservado somente aos grandes criminosos e aos escravos”.
3. O que o ladrão sabia é que seria executado (Lc 23.32). Ele confessa que não era gente boa, do tipo que qualquer pai de juízo quer como genro (v.41). Mas ele também sabia que, por estar a um passo da morte, era apenas questão de horas, precisa ser rápido em sua tomada de decisão; não havia tempo para discussões de caráter jurídico, de habeas corpus, de liminares ou de perdão do imperador.
4. De modo simples, prático e direto, ele diz: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino” (v.42). Se ele pedisse isso para nós, fico imaginando que lembraríamos mesmo. Teria sido um grande risco pedir isso a Jesus? Você teria coragem de pedir a Jesus a mesma coisa? Deve ter! (“Mas Deus prova o seu amor para conosco... sendo nós ainda pecadores” Rm 5.8).
5. O ladrão não se justificou diante de Jesus; ele não procurou explicar por que era ladrão. Ele apenas sabia que estava mal na ‘fita’, e aquela seria a oportunidade única de mudar a sua história (e mudou!).
6. O ladrão não falou e Jesus também não perguntou sobre o passado. Jesus se reservou à questão levantada pelo ladrão; Jesus foi direto ao ponto de interesse do ladrão-confessante: “Em verdade te digo que hoje mesmo estarás comigo no paraíso” (v.43).
7. Para Dimas (ou qualquer outro nome que ele teve!), a morte e o paraíso passaram a ser apenas questão de horas.
CONCLUSÃO
Não gosto de ser catastrófico e nem mesmo apelativo. Não faço apelos melodramáticos e nem faço com que as pessoas saiam do templo apavoradas.
Mas, por força do ofício da pregação, temos que dizer que há um tempo para ser observado; dizer que a morte é coisa certa e inescapável (exceção dos que serão transformados (1 Ts 4.17).
Daniel e Dimas (?) morreram sob a promessa de um tempo melhor. Para Daniel foi dito que ele ‘entraria no descanso’; para Dimas (?), que ele estava a poucas horas do paraíso. Eles só ouviram tais palavras porque tomaram uma decisão.
Que Deus dê a todos os nossos ouvintes (e leitores) a oportunidade de decidir.
14/02/2010 - PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jd Helena – Iatquera – S. Paulo SP
Algumas pessoas do cenário bíblico se viram diante de notícias nada boas, e tiveram como alternativa, tomar uma decisão que mudasse o seu destino, fosse ele com perspectiva temporal ou não.
Quando recebemos as más notícias, depois de respirarmos fundo, refletimos sobre o assunto e tomamos uma decisão. A vida é assim mesmo, não se vive apenas de boas notícias. Qual você quer primeiro, a boa ou a má notícia?
Veremos apenas três exemplos de pessoas que se viram a um passo da morte, e foram salvos porque tomaram uma decisão.
I – EZEQUIAS - UMA NOTÍCIA DE FAZER DOER A ALMA (ISAÍAS 38.1-22)
1. Para Ezequias, primeiro a má notícia (ou, más notícias) 1) Adoeceu de uma enfermidade mortal: um tumor, uma úlcera, uma inflamação (v.21). O que informaram a Ezequias é que a sua doença era extremamente grave; 2) Como agravante à má notícia da doença, Isaias lhe diz que ele morreria (v.1 c).
2. Mesmo estando quase à morte, Ezequias ainda tinha algo a fazer: “Põe em ordem a tua casa” (v.1). O que significa pôr em ordem a casa? No caso de Ezequias, em 2 Reis 18.13-16) temos a informação de que ele deixou-se intimidar pela Assíria e entregou os bens da casa do Senhor.
3. Contextualizando, se recebermos hoje a má notícia de Ezequias, o que devemos pôr em ordem? Dívidas esquecidas? Perdão não oferecido?
4. Não sei se Ezequias tinha muita coisa a pôr em ordem, só sei que ele tomou uma decisão diante da morte iminente: “Então virou Ezequias para a parede, e orou ao Senhor...e chorou muitíssimo” (v.2,3b). Ezequias era um garoto, possivelmente tivesse apenas 40 anos de idade.
5. Ele recorre à fidelidade e misericórdia do Senhor, lembrando em sua oração o seu comportamento até ali (v.3a). Deus ouviu a sua oração e lhe acrescentou mais alguns anos (v.5). Por ter tomado uma atitude Deus o ouviu.
6. Mas, precisamos analisar que Deus não trabalha com regra geral, mas com propósitos. Não se encontra nos relatos bíblicos que o que aconteceu com Ezequias passou a ser algo normal, rotineiro.
7. O que é normal e rotineiro, é que todos nós precisamos pôr em boa ordem a nossa casa, para podermos ter o encontro com o Senhor. A sua casa é você mesmo.
II – DANIEL - A MORTE E A PROMESSA ANUNCIADAS (DANIEL 12.13)
1. A respeito de Daniel, todos nós os crentes em Jesus, e também alguns não-crentes conhecem a história da sua fidelidade; de como Daniel e seus amigos, mesmo tendo sido levados cativos, não deixaram de servir a Deus.
2. Daniel serviu ao Senhor durante os reinados de Nabucodonozor, Belsazar, Dario e Ciro. Isso não significa que Daniel tinha excelente trânsito político, para estar sempre apegado aos governos; o fato é que os governantes viam em Daniel um homem fiel a Deus (Dn 4.18; 5.11,12; 6.28).
3. Daniel foi muito jovem (17 anos) para a Babilônia (605 a.C), serviu ao Senhor durante o cativeiro até o terceiro ano de Ciro (536 a.C); arredondados, Daniel viveu 87 anos; ele soube equilibrar a sua vida com os interesses do Reino com os interesses dos reinos.
4. Assim como aconteceu com Ezequias, Daniel também recebeu a notícia da sua morte: “Tu, porém, segue o teu caminho até o fim; pois descansarás” (Dn 12.13a). A morte seria um fato para Daniel; para ele só restava aguardar, pois a decisão ele já tomara 70 anos atrás. Daniel conhecesse Paulo diria como ele: É acabei a carreira e guardei a fé!
5. A boa notícia para Daniel tem dois aspectos distintos: 1. Ele entraria no descanso; e 2. Ele se levantaria no fim dos dias para receber a sua herança.
6. Que cada um de nós possa viver a mesma expectativa de Daniel, que morrendo, ressuscitando receberá a herança.
III – UM DOS LADRÕES – ENTRAR NO PARAÍSO, APENAS UMA QUESTÃO DE TEMPO.
1. Tirei da Internet: “A igreja fala pouco de Dimas ou São Dimas, considerado o Bom Ladrão do estado. Pela tradição cristã, São Dimas é o protetor dos pobres agonizantes, sobretudo daqueles cuja conversão na última hora parece mais difícil. Entregam a São Dimas a proteção das casas e propriedades contra os ladrões. Invocam-no nas causas difíceis, sobretudo nos negócios financeiros, para a conversão e emenda dos bêbados, dos jogadores e ladrões. É protetor dos presos e das penitenciárias, dos carroceiros e condutores de veículos. A Igreja Católica celebra dia 25 de março como dia de São Dimas”
2. O perfil do ‘bom’ ladrão (internet): “O Evangelho fala pouco do Bom Ladrão do Calvário, bem como de muitos outros personagens. Todavia, a Tradição nos guardou seu nome, e, embora os críticos o tenham posto em dúvida, a ponto da Sagrada Congregação dos Ritos, em 1724, ordenar que o Ofício e Missa do Grande Santo fossem sob o nome de BOM LADRÃO apenas, sem contestar todavia, o nome que a tradição plurisecular nos guardou de SÃO DIMAS. É uma sábia reserva da Igreja que não veio absolutamente prejudicar a tradição. Continuamos pois com os Santos Padres e as tradições que vêm do segundo século, a chamar ao Bom Ladrão, DIMAS, SÃO DIMAS. Quem era este Santo original, único, privilegiado que mereceu a honra de ser canonizado pelo Próprio Divino Salvador na hora solene de nossa Redenção? Foi antes da cruz, um bandido perigoso da Palestina. De uma família de ladrões. Seu pai era chefe de bandidos – PRINCEPS LATRONUM. Diversos Santos Padres e Autores, afirmam ter sido Dimas um dos mais perigosos bandidos da Judéia. Pelo suplício da cruz que mereceu, bem se vê que grande criminoso deveria ter sido, porque este horrível suplício estava reservado somente aos grandes criminosos e aos escravos”.
3. O que o ladrão sabia é que seria executado (Lc 23.32). Ele confessa que não era gente boa, do tipo que qualquer pai de juízo quer como genro (v.41). Mas ele também sabia que, por estar a um passo da morte, era apenas questão de horas, precisa ser rápido em sua tomada de decisão; não havia tempo para discussões de caráter jurídico, de habeas corpus, de liminares ou de perdão do imperador.
4. De modo simples, prático e direto, ele diz: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino” (v.42). Se ele pedisse isso para nós, fico imaginando que lembraríamos mesmo. Teria sido um grande risco pedir isso a Jesus? Você teria coragem de pedir a Jesus a mesma coisa? Deve ter! (“Mas Deus prova o seu amor para conosco... sendo nós ainda pecadores” Rm 5.8).
5. O ladrão não se justificou diante de Jesus; ele não procurou explicar por que era ladrão. Ele apenas sabia que estava mal na ‘fita’, e aquela seria a oportunidade única de mudar a sua história (e mudou!).
6. O ladrão não falou e Jesus também não perguntou sobre o passado. Jesus se reservou à questão levantada pelo ladrão; Jesus foi direto ao ponto de interesse do ladrão-confessante: “Em verdade te digo que hoje mesmo estarás comigo no paraíso” (v.43).
7. Para Dimas (ou qualquer outro nome que ele teve!), a morte e o paraíso passaram a ser apenas questão de horas.
CONCLUSÃO
Não gosto de ser catastrófico e nem mesmo apelativo. Não faço apelos melodramáticos e nem faço com que as pessoas saiam do templo apavoradas.
Mas, por força do ofício da pregação, temos que dizer que há um tempo para ser observado; dizer que a morte é coisa certa e inescapável (exceção dos que serão transformados (1 Ts 4.17).
Daniel e Dimas (?) morreram sob a promessa de um tempo melhor. Para Daniel foi dito que ele ‘entraria no descanso’; para Dimas (?), que ele estava a poucas horas do paraíso. Eles só ouviram tais palavras porque tomaram uma decisão.
Que Deus dê a todos os nossos ouvintes (e leitores) a oportunidade de decidir.
14/02/2010 - PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jd Helena – Iatquera – S. Paulo SP
sábado, 19 de dezembro de 2009
ELES NÃO ENTENDERAM O ESPÍRITO DO NATAL
ELES NÃO ENTENDERAM O ESPÍRITO DO NATAL
LUCAS 24.21A
Assim como os dois discípulos no caminho de Emaús, muita gente ainda não entendeu o espírito do Natal.
Os dois discípulos disseram das suas expectativas em relação a Jesus: “Nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel”.
A respeito da redenção eles estavam corretos. Mas, estavam incorretos, na questão 'tempo' e 'consumação', pois não perceberam que, verdadeiramente Jesus proveu a redenção. Vamos dizer que, eles não entenderam o ‘tempo’ e a ‘consumação’ da redenção.
Tem muita gente que ainda não entendeu o ‘tempo’ e a ‘consumação’ da redenção.
O tempo da redenção, diz respeito a Jesus nascer na plenitude dos tempos, ou seja, na hora fixada por Deus.
Quanto ao tempo, para muitos o tempo do Natal é de apenas poucos dias; ele dura menos que a ressaca das festas e das comilanças.
Mas o Natal deve ser duradouro, pois o objeto da sua própria existência é eterno.
Devemos dizer Não ao Natal do endividamento, e sim, ao Natal que nos solta de tudo que é vaidade, passageiro e sem significação. Jesus é o Natal que nos liberta. Ele mesmo disse: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.
Os discípulos de Emaús não se aperceberam que o Redentor veio; também não perceberam que o bebê nascido em Belém, anunciado pelos profetas, morto pelo seu povo, ressuscitado ao terceiro dia, andava lado a lado com eles, ouvindo suas lamúrias e suas decepções.
Pobres discípulos de Emaús; pobres homens desses nossos dias, que não entenderam ainda que o Natal é ‘consumação’.
Não consumação com efeito consumista, mas consumação com efeito de redenção, de resgate, de pagamento que liberta. Jesus disse: “Tudo está consumado”.
O empresário poderá dizer ao fechar o balanço, tudo está consumado, pois tudo foi consumido. O crente fecha o balanço que é a sua própria vida e diz: Glória a Deus! Tudo está consumado, a salvação se efetivou, a salvação aconteceu, o Redentor veio aqui, viveu entre nós e para si nos resgatou.
Que este Natal seja libertário para todos.
Que este Natal seja a consumação individual, que nos transporta dos pés da manjedoura para os pés da cruz.
Amém.
PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jd. Helena – Itaquera S.Paulo
LUCAS 24.21A
Assim como os dois discípulos no caminho de Emaús, muita gente ainda não entendeu o espírito do Natal.
Os dois discípulos disseram das suas expectativas em relação a Jesus: “Nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel”.
A respeito da redenção eles estavam corretos. Mas, estavam incorretos, na questão 'tempo' e 'consumação', pois não perceberam que, verdadeiramente Jesus proveu a redenção. Vamos dizer que, eles não entenderam o ‘tempo’ e a ‘consumação’ da redenção.
Tem muita gente que ainda não entendeu o ‘tempo’ e a ‘consumação’ da redenção.
O tempo da redenção, diz respeito a Jesus nascer na plenitude dos tempos, ou seja, na hora fixada por Deus.
Quanto ao tempo, para muitos o tempo do Natal é de apenas poucos dias; ele dura menos que a ressaca das festas e das comilanças.
Mas o Natal deve ser duradouro, pois o objeto da sua própria existência é eterno.
Devemos dizer Não ao Natal do endividamento, e sim, ao Natal que nos solta de tudo que é vaidade, passageiro e sem significação. Jesus é o Natal que nos liberta. Ele mesmo disse: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.
Os discípulos de Emaús não se aperceberam que o Redentor veio; também não perceberam que o bebê nascido em Belém, anunciado pelos profetas, morto pelo seu povo, ressuscitado ao terceiro dia, andava lado a lado com eles, ouvindo suas lamúrias e suas decepções.
Pobres discípulos de Emaús; pobres homens desses nossos dias, que não entenderam ainda que o Natal é ‘consumação’.
Não consumação com efeito consumista, mas consumação com efeito de redenção, de resgate, de pagamento que liberta. Jesus disse: “Tudo está consumado”.
O empresário poderá dizer ao fechar o balanço, tudo está consumado, pois tudo foi consumido. O crente fecha o balanço que é a sua própria vida e diz: Glória a Deus! Tudo está consumado, a salvação se efetivou, a salvação aconteceu, o Redentor veio aqui, viveu entre nós e para si nos resgatou.
Que este Natal seja libertário para todos.
Que este Natal seja a consumação individual, que nos transporta dos pés da manjedoura para os pés da cruz.
Amém.
PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jd. Helena – Itaquera S.Paulo
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Como Preparar Sermões Expositivos
LIDERANÇA
Como Preparar Sermões Expositivos
Estratégia para aprimorar as Sagradas Escrituras
Por: John Stott
DESENVOLVENDO O TEMA
Havia um pastor episcopal que era muito preguiçoso e há muito tempo já havia desistido de preparar os seus sermões. Sua congregação era de pessoas de pouco cultura, Ele tinha o dom da oratória, de modo que era muito fácil para ele pregar sem qualquer preparação. Além de preguiçoso, ele também era muito piedoso, de modo que racionalizava sua preguiça como muitas vezes os piedosos fazem. Ele fez um voto muito solene: jamais voltaria a preparar os seus sermões, falaria de improviso e confiaria que o Espírito Santo lhe daria o que falar. Por alguns meses, tudo correu muito bem.
Certo dia, faltando 10 minutos para as 11 horas, na manhã de domingo, um pouco antes de o culto começar, quem entra pela porta da igreja? O bispo. Era uma visita de surpresa. Ele sentou-se num dos bancos. O pastor ficou imaginando o que deveria fazer. Não havia preparado o seu sermão. Pensou que podia enganar a congregação, mas sabia que não conseguiria enganar o visitante. Ele foi até ao bispo, cumprimentou-o e lhe disse: "Acho que devo explicar-lhe uma coisa. Alguns anos atrás eu fiz um voto de que nunca iria preparar os meus sermões, mas confiaria no Espírito Santo". "Está tudo bem", disse o bispo, compreendendo muito bem a situação. O culto começou, mas, no meio do sermão, o bispo levantou-se e saiu. Quando o culto terminou, o pastor foi para o vestíbulo da igreja. Encontrou sobre a mesa um bilhete com a letra do bispo e nele estava escrito o seguinte: "Eu te absolvo do teu voto".
Agora quero contar-lhes outra história, desta vez, de um pastor presbiteriano arrogante. Este pastor morava ao lado da igreja. Ele costumava vangloriar-se de que todo tempo que precisava para se preparar era o tempo que gastava para ir de casa à igreja. Você pode imaginar o que os presbíteros fizeram. Mudaram a casa para 8 km de distância. Assim, ele tinha mais tempo para preparar os sermões.
Agora, para os batistas eu queria citar o caso de Spurgeon ter como hábito vir ao púlpito despreparado. Dizer isso de Spurgeon seria um erro imperdoável!
Espero que concordem comigo que temos que preparar nossos sermões. Como fazer isto? É uma questão muito subjetiva. Não há maneira única de preparar sermões. Cada pastor tem que fabricar o seu próprio método. Seria um erro simplesmente copiar um do outro. No entanto, penso que a maioria passa por 5 estágios na preparação depois de ter escolhido o texto. É sobre esses que quero falar-lhes. Vamos partir do princípio de que você já tenha escolhido o texto.
1. estágio - Meditar sobre o texto
É necessário ler e reler o texto bíblico. Depois tem que lê-lo e relê-lo mais uma vez. É preciso fazê-lo girar em sua mente, vez após vez. É necessário ruminá-lo como o animal bovino rumina o capim. Sugá-lo como o beija-flor suga a flor. Chupá-lo como uma criança chupa uma laranja, até que não haja mais nada para tirar dela. É preciso preocupar-se com o texto como um cachorro preocupa-se com o seu osso. Essas são algumas metáforas que mostram como você pode envolver-se com o texto.
Talvez você esteja se perguntando: o que significa a palavra "meditar"? Acho que é uma combinação de estudo e oração. Gosto de passar o tempo de meditação ajoelhado, com a Bíblia aberta à minha frente, não porque eu adore a Bíblia, mas porque adoro o Deus da Bíblia. A posição de estar de joelhos é uma posição de humilde expectativa. À medida que eu estudo aquele texto, usando a mente que Deus me deu, estou clamando ao Espírito Santo por iluminação. Meditação é estudo regado com oração.
Conheço pastores que são grandes estudantes. Precisavam ver as suas bibliotecas. As paredes estão cobertas de livros. E sobre suas mesas há pilhas e pilhas de comentários, de dicionários e de chaves bíblicas. Parecem estar sempre afogados em livros. Eu admiro seu estudo, mas eles não oram muito.
Eu conheço pastores que cometem o erro oposto. São grandes homens de oração, mas não estudam muito. Vamos manter juntos estudo e oração. 2Timóteo 2.7 é um grande texto. Nele, Paulo escreve: "Considera o que digo, porque Deus te dará compreensão em todas as coisas". Nós fazemos a nossa parte, que é estudar ou considerar, e Deus dá o entendimento. Não devemos separar aquilo que Deus uniu.
Enquanto você medita, é bom fazer perguntas a si mesmo. Pergunte-se: "O que o texto quer dizer?", "O que o texto diz?". Primeiro, você estará tratando do significado do texto e, em segundo lugar, você estará tratando da mensagem do texto para o dia de hoje.
Precisamos perguntar-nos as duas coisas. Precisamos perguntá-las na hora certa. Muitos pastores estão tão ansiosos em conseguir uma mensagem para hoje, que não se disciplinam em descobrir o significado do texto, e não chegam a descobrir a sua mensagem para os dias de hoje. Precisamos manter os dois juntos, em equilíbrio.
Não posso falar agora sobre interpretação bíblica, mas quero dar-lhes um princípio básico. Foi enunciado por um homem chamado E.D. Hirsh. Seu livro é chamado "Validade na Interpretação". Nesse livro ele não trata apenas de intepretação bíblica.
Os princípios são os mesmos quando você interpreta qualquer documento. Pode ser um documento literário, um documento legal ou um documento bíblico. O grande princípio é o seguinte: O texto quer dizer aquilo que seu autor quis dizer. Portanto, a pergunta é: "O que o autor quis comunicar quando ele escreveu?".
Devemos pensar sobre as palavras e o que elas significaram quando ele as usou. Não podemos interpretar até ouvirmos o que o autor quis dizer com suas palavras. Eu lhes imploro que não omitam esse estágio da sua preparação. É uma disciplina essencial para cada um de nós. Mas também não podemos parar aí.
Uma vez entendido o significado do texto, vamos descobrir o que ele diz para nós hoje. Podemos pensar sobre as pessoas em nossa congregação e nos perguntar: "o que o texto tem a dizer para eles?". Nesses dois estágios não há qualquer substituto para o tempo.
Dê a si mesmo tempo para meditar. Não corra para pegar os comentários cedo demais. Faça a sua meditação própria, com a Bíblia aberta, de joelhos, usando
a iluminação do Espírito, usando a sua mente. Durante todo esse tempo vá escrevendo seus pensamentos. Não precisa haver uma ordem particular para isso. Qualquer pensamento que venha à sua mente é digno de ser escrito. Aqui chegamos, então, ao segundo estágio.
2. estágio - Isole o pensamento dominante
Todo texto tem um tema principal. Devemos meditar sobre ele até que esse princípio central surja. Qual é a ênfase principal da Palavra de Deus nesta passagem? O que Deus está dizendo neste texto? Nosso dever é meditar e orar para penetrarmos neste texto; até que nos submerjamos nele; até que ele passe a controlar a nossa mente e a colocar em fogo nosso coração; e até que nos tornemos servos do texto.
Alguns pregadores não são servos, mas senhores do texto. Eles torcem e manipulam o texto de modo a fazê-lo dizer o que eles querem. Temos que nos arrepender quando fazemos isso com a Palavra de Deus. Devemos permitir que a Palavra de Deus nos controle e não controlar a Palavra de Deus.
3.° estágio - Prepare o material para ajudar o pensamento dominante
Há duas coisas que vão ajudar nisto. A primeira é negativa e a segunda positiva. Em primeiro lugar, seja impiedoso em rejeitar o que é irrelevante. O que temos diante de nós até agora é uma porção de idéias que, sem pensar, nós escrevemos e aqueles pensamentos dominantes que já deixamos bem claros. Temos agora que colocar em ordem todo esse material de modo que ele se subordine e siga o pensamento dominante.
Muitos de nós achamos essa tarefa muito difícil. Talvez tenhamos idéias cintilantes, talvez tivemos pensamentos abençoados que anotamos no papel e queremos arrastá-los para o sermão de qualquer maneira. Não o faça! Tenha a coragem de deixá-los de lado. Eles se tornarão úteis em alguma outra ocasião. Mas se eles agora não servem ao pensamento dominante, deixe-os fora. Isso exige grande determinação mental. Em segundo lugar, devemos subordinar o material de modo que ele sirva ao tema.Isso me leva a dizer algo sobre estrutura, palavras e ilustrações.
Todo sermão tem que ter uma estrutura. Muitos pregadores, é claro, têm três pontos. É possível ter apenas dois, ou quatro, ou até mesmo 5, como acontece comigo agora. Mas é impressionante a frequência com que nós voltamos aos três pontos. Há uma condição que é essencial para uma boa estrutura: Ela deve ser natural e não artificial.
Alguns de vocês já devem ter ouvido falar de Alexander Maclaren. Foi um grande pastor batista na lnglaterra, no século passado. Algumas de suas exposições da Bíblia ainda são impressas hoje. Ele era especialista nesta estrutura natural. Os amigos costumavam dizer que ele guardava algo em seu bolso. Era um pequeno martelo dourado. Com esse martelo dourado ele batia sobre o texto. À medida que ele batia sobre o texto, esse se abria nas suas divisões naturais. É disto que todos nós precisamos: de um martelinho dourado.
Mudando a metáfora, as divisões do texto têm que se abrir como as pétalas de uma rosa abrindo-se ao sol. É importante que dividamos a Palavra de Deus naturalmente, não impondo uma estrutura artificial sobre o texto.
As palavras também são extremamente importantes. Todos percebemos isso quando temos que mandar um telegrama. Temos apenas 12 ou 15 palavras e passamos muito tempo preparando a nossa mensagem de modo que nossas palavras não sejam mal entendidas.
Cremos que Deus Se deu ao mesmo trabalho. Creio na inspiração verbal da Bíblia, ou seja, que a inspiração se estendeu às mesmas palavras que Deus escreveu. Se as palavras foram tão importantes para Deus, tem que ser importantes para nós.
Não estou sugerindo aqui que leiamos os nossos sermões. Creio, porém, que é uma boa disciplina na nossa preparação, que escolhamos bem as palavras que vamos usar para expressar os nossos pensamentos. Além de exatas, as palavras têm que ser simples. Não tem sentido falar como se tivéssemos engolido um dicionário.
Sejamos simples no nosso palavreado e também vívidos, de modo que as palavras transmitam uma imagem mental às pessoas que estão ouvindo. Quero particularmente exortar os pregadores mais jovens a levarem bastante tempo escrevendo e preparando o sermão. Só depois de termos feito isso durante 5 ou 10 anos é que vamos aprender a colocar os nossos pensamentos em palavras claras.
Agora, as ilustrações. Eu sei que uma das minhas fraquezas na área da pregação é que não uso ilustrações suficientes. A mesma coisa acontece com meus livros. Depois que um dos meus livros havia sido publicado, um amigo me escreveu profundamente crítico quanto àquela obra contendo tão poucas ilustrações: "Seu livro é como uma casa sem janelas; é como um bolo sem frutas".
Achei que as observações do meu amigo foram muito rudes, mas, infelizmente, elas eram bem exatas. Por isso todos nós precisamos de ilustrações. Qual o propósito de uma ilustração? É tornar concreto o que é abstrato.
Alguns minutos atrás eu escrevia sobre meditação. "Meditação" é uma palavra abstrata. Muitas pessoas nem sabem o que é meditação, de modo que eu tentei torná-la uma palavra concreta. Eu lhes dei quatro imagens sob forma de palavras. Devemos ruminar o texto, como uma vaca rumina o capim. Penetrá-lo, como um beija-flor penetra a flor. Preocuparmo-nos com ele como o cachorro se preocupa com seu osso.
Passamos da vaca para o beija-flor, do beija-flor para a criança, da criança para o cachorro. Cada uma dessas coisas era uma imagem em sua mente. Eu usei essas ilustrações deliberadamente, a fim de transformar o que era abstrato em algo concreto.
Há um provérbio oriental que explica isso: "eloqüente é aquele que consegue transformar o ouvido em olho, de modo que os seus ouvidos possam ver aquilo que ele fala". Portanto, temos que usar a nossa imaginação, para que as pessoas vejam o nosso pensamento.
Data: 14/12/2009 10:17:51
Fonte: www.creio.com.br
Como Preparar Sermões Expositivos
Estratégia para aprimorar as Sagradas Escrituras
Por: John Stott
DESENVOLVENDO O TEMA
Havia um pastor episcopal que era muito preguiçoso e há muito tempo já havia desistido de preparar os seus sermões. Sua congregação era de pessoas de pouco cultura, Ele tinha o dom da oratória, de modo que era muito fácil para ele pregar sem qualquer preparação. Além de preguiçoso, ele também era muito piedoso, de modo que racionalizava sua preguiça como muitas vezes os piedosos fazem. Ele fez um voto muito solene: jamais voltaria a preparar os seus sermões, falaria de improviso e confiaria que o Espírito Santo lhe daria o que falar. Por alguns meses, tudo correu muito bem.
Certo dia, faltando 10 minutos para as 11 horas, na manhã de domingo, um pouco antes de o culto começar, quem entra pela porta da igreja? O bispo. Era uma visita de surpresa. Ele sentou-se num dos bancos. O pastor ficou imaginando o que deveria fazer. Não havia preparado o seu sermão. Pensou que podia enganar a congregação, mas sabia que não conseguiria enganar o visitante. Ele foi até ao bispo, cumprimentou-o e lhe disse: "Acho que devo explicar-lhe uma coisa. Alguns anos atrás eu fiz um voto de que nunca iria preparar os meus sermões, mas confiaria no Espírito Santo". "Está tudo bem", disse o bispo, compreendendo muito bem a situação. O culto começou, mas, no meio do sermão, o bispo levantou-se e saiu. Quando o culto terminou, o pastor foi para o vestíbulo da igreja. Encontrou sobre a mesa um bilhete com a letra do bispo e nele estava escrito o seguinte: "Eu te absolvo do teu voto".
Agora quero contar-lhes outra história, desta vez, de um pastor presbiteriano arrogante. Este pastor morava ao lado da igreja. Ele costumava vangloriar-se de que todo tempo que precisava para se preparar era o tempo que gastava para ir de casa à igreja. Você pode imaginar o que os presbíteros fizeram. Mudaram a casa para 8 km de distância. Assim, ele tinha mais tempo para preparar os sermões.
Agora, para os batistas eu queria citar o caso de Spurgeon ter como hábito vir ao púlpito despreparado. Dizer isso de Spurgeon seria um erro imperdoável!
Espero que concordem comigo que temos que preparar nossos sermões. Como fazer isto? É uma questão muito subjetiva. Não há maneira única de preparar sermões. Cada pastor tem que fabricar o seu próprio método. Seria um erro simplesmente copiar um do outro. No entanto, penso que a maioria passa por 5 estágios na preparação depois de ter escolhido o texto. É sobre esses que quero falar-lhes. Vamos partir do princípio de que você já tenha escolhido o texto.
1. estágio - Meditar sobre o texto
É necessário ler e reler o texto bíblico. Depois tem que lê-lo e relê-lo mais uma vez. É preciso fazê-lo girar em sua mente, vez após vez. É necessário ruminá-lo como o animal bovino rumina o capim. Sugá-lo como o beija-flor suga a flor. Chupá-lo como uma criança chupa uma laranja, até que não haja mais nada para tirar dela. É preciso preocupar-se com o texto como um cachorro preocupa-se com o seu osso. Essas são algumas metáforas que mostram como você pode envolver-se com o texto.
Talvez você esteja se perguntando: o que significa a palavra "meditar"? Acho que é uma combinação de estudo e oração. Gosto de passar o tempo de meditação ajoelhado, com a Bíblia aberta à minha frente, não porque eu adore a Bíblia, mas porque adoro o Deus da Bíblia. A posição de estar de joelhos é uma posição de humilde expectativa. À medida que eu estudo aquele texto, usando a mente que Deus me deu, estou clamando ao Espírito Santo por iluminação. Meditação é estudo regado com oração.
Conheço pastores que são grandes estudantes. Precisavam ver as suas bibliotecas. As paredes estão cobertas de livros. E sobre suas mesas há pilhas e pilhas de comentários, de dicionários e de chaves bíblicas. Parecem estar sempre afogados em livros. Eu admiro seu estudo, mas eles não oram muito.
Eu conheço pastores que cometem o erro oposto. São grandes homens de oração, mas não estudam muito. Vamos manter juntos estudo e oração. 2Timóteo 2.7 é um grande texto. Nele, Paulo escreve: "Considera o que digo, porque Deus te dará compreensão em todas as coisas". Nós fazemos a nossa parte, que é estudar ou considerar, e Deus dá o entendimento. Não devemos separar aquilo que Deus uniu.
Enquanto você medita, é bom fazer perguntas a si mesmo. Pergunte-se: "O que o texto quer dizer?", "O que o texto diz?". Primeiro, você estará tratando do significado do texto e, em segundo lugar, você estará tratando da mensagem do texto para o dia de hoje.
Precisamos perguntar-nos as duas coisas. Precisamos perguntá-las na hora certa. Muitos pastores estão tão ansiosos em conseguir uma mensagem para hoje, que não se disciplinam em descobrir o significado do texto, e não chegam a descobrir a sua mensagem para os dias de hoje. Precisamos manter os dois juntos, em equilíbrio.
Não posso falar agora sobre interpretação bíblica, mas quero dar-lhes um princípio básico. Foi enunciado por um homem chamado E.D. Hirsh. Seu livro é chamado "Validade na Interpretação". Nesse livro ele não trata apenas de intepretação bíblica.
Os princípios são os mesmos quando você interpreta qualquer documento. Pode ser um documento literário, um documento legal ou um documento bíblico. O grande princípio é o seguinte: O texto quer dizer aquilo que seu autor quis dizer. Portanto, a pergunta é: "O que o autor quis comunicar quando ele escreveu?".
Devemos pensar sobre as palavras e o que elas significaram quando ele as usou. Não podemos interpretar até ouvirmos o que o autor quis dizer com suas palavras. Eu lhes imploro que não omitam esse estágio da sua preparação. É uma disciplina essencial para cada um de nós. Mas também não podemos parar aí.
Uma vez entendido o significado do texto, vamos descobrir o que ele diz para nós hoje. Podemos pensar sobre as pessoas em nossa congregação e nos perguntar: "o que o texto tem a dizer para eles?". Nesses dois estágios não há qualquer substituto para o tempo.
Dê a si mesmo tempo para meditar. Não corra para pegar os comentários cedo demais. Faça a sua meditação própria, com a Bíblia aberta, de joelhos, usando
a iluminação do Espírito, usando a sua mente. Durante todo esse tempo vá escrevendo seus pensamentos. Não precisa haver uma ordem particular para isso. Qualquer pensamento que venha à sua mente é digno de ser escrito. Aqui chegamos, então, ao segundo estágio.
2. estágio - Isole o pensamento dominante
Todo texto tem um tema principal. Devemos meditar sobre ele até que esse princípio central surja. Qual é a ênfase principal da Palavra de Deus nesta passagem? O que Deus está dizendo neste texto? Nosso dever é meditar e orar para penetrarmos neste texto; até que nos submerjamos nele; até que ele passe a controlar a nossa mente e a colocar em fogo nosso coração; e até que nos tornemos servos do texto.
Alguns pregadores não são servos, mas senhores do texto. Eles torcem e manipulam o texto de modo a fazê-lo dizer o que eles querem. Temos que nos arrepender quando fazemos isso com a Palavra de Deus. Devemos permitir que a Palavra de Deus nos controle e não controlar a Palavra de Deus.
3.° estágio - Prepare o material para ajudar o pensamento dominante
Há duas coisas que vão ajudar nisto. A primeira é negativa e a segunda positiva. Em primeiro lugar, seja impiedoso em rejeitar o que é irrelevante. O que temos diante de nós até agora é uma porção de idéias que, sem pensar, nós escrevemos e aqueles pensamentos dominantes que já deixamos bem claros. Temos agora que colocar em ordem todo esse material de modo que ele se subordine e siga o pensamento dominante.
Muitos de nós achamos essa tarefa muito difícil. Talvez tenhamos idéias cintilantes, talvez tivemos pensamentos abençoados que anotamos no papel e queremos arrastá-los para o sermão de qualquer maneira. Não o faça! Tenha a coragem de deixá-los de lado. Eles se tornarão úteis em alguma outra ocasião. Mas se eles agora não servem ao pensamento dominante, deixe-os fora. Isso exige grande determinação mental. Em segundo lugar, devemos subordinar o material de modo que ele sirva ao tema.Isso me leva a dizer algo sobre estrutura, palavras e ilustrações.
Todo sermão tem que ter uma estrutura. Muitos pregadores, é claro, têm três pontos. É possível ter apenas dois, ou quatro, ou até mesmo 5, como acontece comigo agora. Mas é impressionante a frequência com que nós voltamos aos três pontos. Há uma condição que é essencial para uma boa estrutura: Ela deve ser natural e não artificial.
Alguns de vocês já devem ter ouvido falar de Alexander Maclaren. Foi um grande pastor batista na lnglaterra, no século passado. Algumas de suas exposições da Bíblia ainda são impressas hoje. Ele era especialista nesta estrutura natural. Os amigos costumavam dizer que ele guardava algo em seu bolso. Era um pequeno martelo dourado. Com esse martelo dourado ele batia sobre o texto. À medida que ele batia sobre o texto, esse se abria nas suas divisões naturais. É disto que todos nós precisamos: de um martelinho dourado.
Mudando a metáfora, as divisões do texto têm que se abrir como as pétalas de uma rosa abrindo-se ao sol. É importante que dividamos a Palavra de Deus naturalmente, não impondo uma estrutura artificial sobre o texto.
As palavras também são extremamente importantes. Todos percebemos isso quando temos que mandar um telegrama. Temos apenas 12 ou 15 palavras e passamos muito tempo preparando a nossa mensagem de modo que nossas palavras não sejam mal entendidas.
Cremos que Deus Se deu ao mesmo trabalho. Creio na inspiração verbal da Bíblia, ou seja, que a inspiração se estendeu às mesmas palavras que Deus escreveu. Se as palavras foram tão importantes para Deus, tem que ser importantes para nós.
Não estou sugerindo aqui que leiamos os nossos sermões. Creio, porém, que é uma boa disciplina na nossa preparação, que escolhamos bem as palavras que vamos usar para expressar os nossos pensamentos. Além de exatas, as palavras têm que ser simples. Não tem sentido falar como se tivéssemos engolido um dicionário.
Sejamos simples no nosso palavreado e também vívidos, de modo que as palavras transmitam uma imagem mental às pessoas que estão ouvindo. Quero particularmente exortar os pregadores mais jovens a levarem bastante tempo escrevendo e preparando o sermão. Só depois de termos feito isso durante 5 ou 10 anos é que vamos aprender a colocar os nossos pensamentos em palavras claras.
Agora, as ilustrações. Eu sei que uma das minhas fraquezas na área da pregação é que não uso ilustrações suficientes. A mesma coisa acontece com meus livros. Depois que um dos meus livros havia sido publicado, um amigo me escreveu profundamente crítico quanto àquela obra contendo tão poucas ilustrações: "Seu livro é como uma casa sem janelas; é como um bolo sem frutas".
Achei que as observações do meu amigo foram muito rudes, mas, infelizmente, elas eram bem exatas. Por isso todos nós precisamos de ilustrações. Qual o propósito de uma ilustração? É tornar concreto o que é abstrato.
Alguns minutos atrás eu escrevia sobre meditação. "Meditação" é uma palavra abstrata. Muitas pessoas nem sabem o que é meditação, de modo que eu tentei torná-la uma palavra concreta. Eu lhes dei quatro imagens sob forma de palavras. Devemos ruminar o texto, como uma vaca rumina o capim. Penetrá-lo, como um beija-flor penetra a flor. Preocuparmo-nos com ele como o cachorro se preocupa com seu osso.
Passamos da vaca para o beija-flor, do beija-flor para a criança, da criança para o cachorro. Cada uma dessas coisas era uma imagem em sua mente. Eu usei essas ilustrações deliberadamente, a fim de transformar o que era abstrato em algo concreto.
Há um provérbio oriental que explica isso: "eloqüente é aquele que consegue transformar o ouvido em olho, de modo que os seus ouvidos possam ver aquilo que ele fala". Portanto, temos que usar a nossa imaginação, para que as pessoas vejam o nosso pensamento.
Data: 14/12/2009 10:17:51
Fonte: www.creio.com.br
sábado, 12 de dezembro de 2009
VAMOS CANTAR...ESTÁ CHEGANDO O NATAL!
VAMOS CANTAR...ESTÁ CHEGANDO O NATAL!
O Natal é uma das datas mais esperadas. Não só pelos presentes que recebemos (quando alguém se lembra de nós), mas também pelas coisas que podemos dar.
O Natal é o dia do nascimento de alguém. Oh! Que alegria o seu natal! é o que cantamos dominicalmente. Quando alguém nasce recebe presentes, e os pais dão lembranças aos que visitam o bebê.
O Natal nos lembra Jesus. O Natal não deve lembrar apenas presentes, mesa farta e encontro de familiares, roupa nova para estar na igreja. O Natal deve nos lembrar Jesus. Para o crente todo dia é dia de lembrar Jesus.
Jesus, Deus que se fez menino para vir habitar conosco.
O Natal de Jesus se deu em uma pequena vila chamada Belém Efrata, pequena entre as milhares de Judá (Mq 5.2).
1) LUGAR PARA CRISTO.
Não havia lugar de luxo para deixarem Jesus nascer. A hospedaria estava lotada; havia apenas um presépio que poderia ser alugado com algum desconto. Quis Deus que Jesus já começasse sem ter onde reclinar a cabeça. O lugar do seu nascimento foi em um presépio, que o dicionário diz ser ‘lugar onde se recolhe o gado; curral; estábulo’. Local naturalmente aromatizado.
Não havia lugar adequado para nascer o menino; Maria transformou o presépio, naturalmente aromatizado, no melhor lugar para por o menino. Maria, delicadamente, envolveu-o em panos, e deitou o seu bebezinho no ‘tabuleiro em que se põe comida aos animais no estábulo’ (Manjedoura). (Lc 2.1-7). (A IGREJA CANTA 31 CC (1,2))
2) CRISTO EM BELÉM
PASTORES TAMBÉM
Naquela mesma região havia pastores que estavam no campo, à noite, tomando conta do rebanho (Lc 2.8). Não sabemos quantos eram. Não sabemos sobre o que conversavam, se faziam revezamento durante a noite, se jogavam paciência ou não para passar a noite, até que chegasse o dia.
Sabemos que, alta noite, Luz celeste do Senhor, os cercou com resplendores. Os pastores ficaram apavorados. Talvez se fossem nós hoje, que vivemos apavorados diante de tanta criminalidade, faríamos uso do famoso pernas para que te quero?!.
Mas o anjo do Senhor diz a eles: Não temais (‘Acalmem-se, acalmem-se, respirem fundo...’). Estou trazendo boas notícias, notícias de alegria. É que hoje, na cidade de Davi, vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor (Lc 2.10,11). (A IGREJA CANTA 32 CC (1,2)).
3) NATAL
De repente muda o cenário, não se trata de um anjo apenas, mas uma grande multidão do exército celestial apareceu junto ao anjo, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele ama (v.13,14).
Todo o temor se dissipou, os corações voltaram à calma. A harmonia do canto angelical traduziu em novas cores aquele novo cenário. (A IGREJA CANTA 27 CC).
4) NASCEU O REDENTOR
Os anjos tendo cumprido a missão se retiraram. Os pastores reflexivos ainda, se confabulam, fazem uma rápida assembléia extraordinária e decidem: Vamos já até Belém para ver isso que aconteceu e que o Senhor nos revelou (v.15). Havia tanta pressa, e todos queriam participar daquele momento de proclamação, que fico imaginando: o que eles fizeram com o rebanho? (Se fossem todos irmãos, certamente deixariam o caçula para cuidar dos lobos!).
Quando eles chegaram ao local, viram que os anjos lhes contaram toda a verdade, todos os fatos puderam ser comprovados: Nasceu o Redentor. (A IGREJA CANTA 28 CC).
5) NOITE DE PAZ
Quando os pastores entraram, viram o bebê no seu bercinho, e de tão alegres e eufóricos que estavam, começaram a falar todos ao mesmo tempo. Maria coloca o indicador nos lábios e em gestos e sons suaves lhes diz: ‘Falem baixinho, o bebê dorme!’. É noite de paz. Em uma noite de paz nós ouvimos até os grilos que cantam suas suaves canções. A cantoria da sapaiada parecem cantigas de ninar. É Maria nos dizendo: falem baixinho, o bebê dorme! (A IGREJA CANTA SUAVEMENTE 30 CC).
6) LUGAR PARA CRISTO
Por que veio Jesus? Por que veio de modo tão simples? A sua vinda foi simples, a sua vida também. Jesus deixou o seu reino de luz, e baixou a este mundo tão vil.
A respeito de Maria, Lucas escreve que ela via tudo, ouvia a todos, mas guardava todas essas coisas, meditando sobre elas no coração (v.19, 51b); assim foi com os pastores e com os doutores. Maria estava cuidando do Salvador do mundo.
Jesus veio para revelar-nos amor (Jo 3.16). Jesus nasceu para morrer em favor de todos os crentes. Mas Jesus continua o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele convida as pessoas nos seguintes termos: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve".
Jesus ainda quer achar lugar; para todos que disserem: “Em minha alma há lugar; ó vem já!”, Jesus dirá: “Um lugar Te darei Eu nos céus”. (A IGREJA CANTA 31 CC (3,4)).
Que assim seja: que Cristo encontre nestes dias muitos corações para nascer.
PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jardim Helena – S Paulo - SP
O Natal é uma das datas mais esperadas. Não só pelos presentes que recebemos (quando alguém se lembra de nós), mas também pelas coisas que podemos dar.
O Natal é o dia do nascimento de alguém. Oh! Que alegria o seu natal! é o que cantamos dominicalmente. Quando alguém nasce recebe presentes, e os pais dão lembranças aos que visitam o bebê.
O Natal nos lembra Jesus. O Natal não deve lembrar apenas presentes, mesa farta e encontro de familiares, roupa nova para estar na igreja. O Natal deve nos lembrar Jesus. Para o crente todo dia é dia de lembrar Jesus.
Jesus, Deus que se fez menino para vir habitar conosco.
O Natal de Jesus se deu em uma pequena vila chamada Belém Efrata, pequena entre as milhares de Judá (Mq 5.2).
1) LUGAR PARA CRISTO.
Não havia lugar de luxo para deixarem Jesus nascer. A hospedaria estava lotada; havia apenas um presépio que poderia ser alugado com algum desconto. Quis Deus que Jesus já começasse sem ter onde reclinar a cabeça. O lugar do seu nascimento foi em um presépio, que o dicionário diz ser ‘lugar onde se recolhe o gado; curral; estábulo’. Local naturalmente aromatizado.
Não havia lugar adequado para nascer o menino; Maria transformou o presépio, naturalmente aromatizado, no melhor lugar para por o menino. Maria, delicadamente, envolveu-o em panos, e deitou o seu bebezinho no ‘tabuleiro em que se põe comida aos animais no estábulo’ (Manjedoura). (Lc 2.1-7). (A IGREJA CANTA 31 CC (1,2))
2) CRISTO EM BELÉM
PASTORES TAMBÉM
Naquela mesma região havia pastores que estavam no campo, à noite, tomando conta do rebanho (Lc 2.8). Não sabemos quantos eram. Não sabemos sobre o que conversavam, se faziam revezamento durante a noite, se jogavam paciência ou não para passar a noite, até que chegasse o dia.
Sabemos que, alta noite, Luz celeste do Senhor, os cercou com resplendores. Os pastores ficaram apavorados. Talvez se fossem nós hoje, que vivemos apavorados diante de tanta criminalidade, faríamos uso do famoso pernas para que te quero?!.
Mas o anjo do Senhor diz a eles: Não temais (‘Acalmem-se, acalmem-se, respirem fundo...’). Estou trazendo boas notícias, notícias de alegria. É que hoje, na cidade de Davi, vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor (Lc 2.10,11). (A IGREJA CANTA 32 CC (1,2)).
3) NATAL
De repente muda o cenário, não se trata de um anjo apenas, mas uma grande multidão do exército celestial apareceu junto ao anjo, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele ama (v.13,14).
Todo o temor se dissipou, os corações voltaram à calma. A harmonia do canto angelical traduziu em novas cores aquele novo cenário. (A IGREJA CANTA 27 CC).
4) NASCEU O REDENTOR
Os anjos tendo cumprido a missão se retiraram. Os pastores reflexivos ainda, se confabulam, fazem uma rápida assembléia extraordinária e decidem: Vamos já até Belém para ver isso que aconteceu e que o Senhor nos revelou (v.15). Havia tanta pressa, e todos queriam participar daquele momento de proclamação, que fico imaginando: o que eles fizeram com o rebanho? (Se fossem todos irmãos, certamente deixariam o caçula para cuidar dos lobos!).
Quando eles chegaram ao local, viram que os anjos lhes contaram toda a verdade, todos os fatos puderam ser comprovados: Nasceu o Redentor. (A IGREJA CANTA 28 CC).
5) NOITE DE PAZ
Quando os pastores entraram, viram o bebê no seu bercinho, e de tão alegres e eufóricos que estavam, começaram a falar todos ao mesmo tempo. Maria coloca o indicador nos lábios e em gestos e sons suaves lhes diz: ‘Falem baixinho, o bebê dorme!’. É noite de paz. Em uma noite de paz nós ouvimos até os grilos que cantam suas suaves canções. A cantoria da sapaiada parecem cantigas de ninar. É Maria nos dizendo: falem baixinho, o bebê dorme! (A IGREJA CANTA SUAVEMENTE 30 CC).
6) LUGAR PARA CRISTO
Por que veio Jesus? Por que veio de modo tão simples? A sua vinda foi simples, a sua vida também. Jesus deixou o seu reino de luz, e baixou a este mundo tão vil.
A respeito de Maria, Lucas escreve que ela via tudo, ouvia a todos, mas guardava todas essas coisas, meditando sobre elas no coração (v.19, 51b); assim foi com os pastores e com os doutores. Maria estava cuidando do Salvador do mundo.
Jesus veio para revelar-nos amor (Jo 3.16). Jesus nasceu para morrer em favor de todos os crentes. Mas Jesus continua o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele convida as pessoas nos seguintes termos: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve".
Jesus ainda quer achar lugar; para todos que disserem: “Em minha alma há lugar; ó vem já!”, Jesus dirá: “Um lugar Te darei Eu nos céus”. (A IGREJA CANTA 31 CC (3,4)).
Que assim seja: que Cristo encontre nestes dias muitos corações para nascer.
PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jardim Helena – S Paulo - SP
Assinar:
Postagens (Atom)
