quarta-feira, 16 de março de 2011
TÁ NO LIVRO...
"O sofrimento muitas vezes indica que Deus está nos libertando de algo para que possamos segui-Lo e integrá-Lo mais profundamente em nossa vida. Caminhar com Deus sempre significa ir contra a maré. Não espere que sua situação se adapte facilmente a essa jornada. Ela vai resistir a cada momento. Deus quer ensiná-lo a caminhar com Ele através de todas as coisas, para que você possa conhecer a alegria e a paz que transcendem as circunstâncias" (Livro: Por que você não quer ir mais à igreja? Editora Sextante)
terça-feira, 8 de março de 2011
ELES TAMBÉM PRECISAM DA GRAÇA DO PAI
Tito 2.11
Não sei se as outras nações colocam a nossa ‘carinha’ nos seus folders para dizer que também precisamos da graça do Pai.
Que a humanidade precisa da graça do Pai foi uma descoberta do próprio Deus. A humanidade até acha que não precisa da graça do Pai; mas a necessidade se vê quando estamos em apuros. Não vemos necessidades quando todas as coisas vão bem.
A humanidade pensa que tudo vai bem. O país celebra o ‘pibão’, o crescimento econômico, e isso leva as pessoas a pensarem que conseguem fazer tudo sozinhas.
Deus vê lá do céu e se enche de dó, ou melhor, de compaixão pela humanidade.
A graça manifesta foi sentida por Noé e sua família (Gn 6.8). A humanidade recebeu a sua sentença (“Farei desaparecer da face da terra o homem que criei”). A humanidade não mudou muito de Noé e seus contemporâneos para os dias de hoje.
Mesmo que a humanidade esteja tão corrompida quanto em tempos antigos, a arca não será reeditada. A arca fica valendo apenas como um tipo, isto é, uma analogia ‘à experiência do cristão na salvação ao estar em Cristo, que é a arca da salvação pessoal’ (MacArthur 1 Pd 3.21).
I – A GRAÇA VEIO COMO DISPOSIÇÃO DA VONTADE DO PAI
1. Não houve e não há quem possa dizer a Deus o que Ele pode ou não pode fazer. Ele podia inclusive, fazer perecer Noé e seus familiares. Mas a graça não estava em Noé, mas em Deus, e este por sua decisão pessoal decidiu salvá-lo.
2. Os homens continuam maus; os homens vivem sob contínua conspiração, enganando e sendo enganados (2 Tm 3.13).
3. Deus não está mais feliz hoje do que esteve antes do dilúvio. Ou podemos pensar assim: Será que Deus está mais ou menos arrependido de ter permitido a humanidade continuar? Confesso que não sei.
4. Mas sei que Deus não desistiu daqueles que quer para si (como pregamos domingo passado). Deus não desiste nunca. Mesmo não sendo brasileiro, pois é Senhor de tudo, do Universo, Ele decidiu que a graça se manifestaria por graça.
5. Nós homens não conseguimos entender a graça. Até pregamos, ensinamos, mas não conseguimos entender a graça. Não entendemos porque quase sempre não conseguimos ministrar graça.
6. Na maioria das vezes nós somos da espada e não da graça. Por outro lado vivemos em risco, pois com a medida que medirmos seremos medidos. Quem não ministra graça não pode esperar que lhe ministrem graça.
7. Aí, só Deus mesmo! A graça veio como disposição da vontade do Pai. O que Ele não fez foi olhar se eu merecia ou não (Rm 5.8). Ai de mim se Ele olhasse o quanto eu mereço!
II – A GRAÇA VINDA É PARA TODOS
1. É briga corrente e recorrente entre calvinistas e arminianos a questão da graça manifesta, em razão de um advérbio neste texto e em 1 Tm 2.4, o advérbio todos. Nos referidos textos uma Locução Adverbial de Intensidade.
2. Em Timóteo está escrito: “de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos”. E aqui em Tito:“A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (2.11). Tanto o desejo de Deus, como a manifestação da graça, foram estendidos a toda a humanidade. Não significa dizer que todos se apropriarão da graça e do desejo de Deus. John MacArthur escreveu: “Por fim, as escolhas de Deus são determinadas pelo seu propósito soberano e eterno, e não pelos seus desejos”. Nós poderíamos brincar de filosofar e dizer, que existe em nós, não sei dizer se há em Deus, algo que chamaríamos de desejo absoluto e desejo relativo.
3. A discussão é: o que se manifestou a todos os homens foi a graça comum, e aos eleitos, a graça especial, a graça salvadora. Por outro lado sabemos, sem precisar discussão alguma, que a graça salvadora só terá efeito na vida dos que crêem.
4. Deixando de lado as brigas e as discussões teológicas, sabemos também, que nós os crentes, nós que já fomos alcançados pela graça de Deus, temos a responsabilidade com os demais, com aqueles que ainda não sabem qual caminho tomar.
5. Paulo nos diz qual deve ser o nosso comportamento no mundo, pois fomos salvos e ensinados como agir nele, e para alcançarmos outros pela palavra do evangelho.
6. O apóstolo usa uma palavra que nos mostra o que ‘a graça de Deus que se manifestou salvadora’ fez conosco: ela nos educou (paideuo). Ela nos ensinou como se ensina uma criança; ela nos carregou pela mão. Ela nos tratou como pré-escolares; ela nos ensinou o ‘be-a-bá’ da vida cristã (v.12).
7. Aqueles que foram educados por essa graça não podem viver no mundo sem mostrar a ele que foram devidamente instruídos, para que outros vejam e creiam também.
III – ELES TAMBÉM PRECISAM DA GRAÇA DO PAI
1. Eles quem? Todos. Deus amou o mundo. Qualquer lugar que tenha gente, ali está a necessidade da graça.
2. Quando abrimos a janela pela manhã, e damos aquela espreguiçada gostosa, bem à nossa frente, tem um montão de gente carente da graça do Pai.
3. Jesus mandou que seus discípulos levantassem olhos para que vissem quanta gente necessitada da graça do Pai.
4. Nós levantamos ofertas, oramos, enviamos pessoas aos campos, porque Deus nos fez saber que há muita gente necessitada da graça do Pai.
5. O homem natural quer que o mundo ‘se exploda’, mas Deus nos fez homens e mulheres espirituais. A visão espiritual difere da natural. Enquanto o mundo pede bombas e extermínio, nós crentes pedimos graça e misericórdia. Se assim não for, para que professarmos fé?
6. Vamos então para de brincar de fazer missões. Qual foi a última vez que ofertamos? Não vou perguntar ‘oramos’ porque é mais fácil dizer orei que contribuí.
7. Missionários não vivem só de boas intenções e de bons discursos; eles vivem do resultado do tilintar das nossas moedas no gazofilácio. Só para saber! Há quanto tempo o seu sapato não marca o caminho até o gazofilácio?
8. Alguns são honestos e dizem: ‘Se eles dependerem da minha contribuição, vão continuar precisando mesmo da graça do Pai’. Só não sei dizer para onde tal honestidade levará o meu amado irmão.
PARA ENCERRAR
Que Deus nos abençoe e nos faça perceber que Eles também precisam da graça do Pai.
Amém.
Pr. Eli Rocha Silva
06/03/2011 Culto de Abertura Missões Mundiais – Igreja Batista em Jd Helena - Itaquera
Tito 2.11
Não sei se as outras nações colocam a nossa ‘carinha’ nos seus folders para dizer que também precisamos da graça do Pai.
Que a humanidade precisa da graça do Pai foi uma descoberta do próprio Deus. A humanidade até acha que não precisa da graça do Pai; mas a necessidade se vê quando estamos em apuros. Não vemos necessidades quando todas as coisas vão bem.
A humanidade pensa que tudo vai bem. O país celebra o ‘pibão’, o crescimento econômico, e isso leva as pessoas a pensarem que conseguem fazer tudo sozinhas.
Deus vê lá do céu e se enche de dó, ou melhor, de compaixão pela humanidade.
A graça manifesta foi sentida por Noé e sua família (Gn 6.8). A humanidade recebeu a sua sentença (“Farei desaparecer da face da terra o homem que criei”). A humanidade não mudou muito de Noé e seus contemporâneos para os dias de hoje.
Mesmo que a humanidade esteja tão corrompida quanto em tempos antigos, a arca não será reeditada. A arca fica valendo apenas como um tipo, isto é, uma analogia ‘à experiência do cristão na salvação ao estar em Cristo, que é a arca da salvação pessoal’ (MacArthur 1 Pd 3.21).
I – A GRAÇA VEIO COMO DISPOSIÇÃO DA VONTADE DO PAI
1. Não houve e não há quem possa dizer a Deus o que Ele pode ou não pode fazer. Ele podia inclusive, fazer perecer Noé e seus familiares. Mas a graça não estava em Noé, mas em Deus, e este por sua decisão pessoal decidiu salvá-lo.
2. Os homens continuam maus; os homens vivem sob contínua conspiração, enganando e sendo enganados (2 Tm 3.13).
3. Deus não está mais feliz hoje do que esteve antes do dilúvio. Ou podemos pensar assim: Será que Deus está mais ou menos arrependido de ter permitido a humanidade continuar? Confesso que não sei.
4. Mas sei que Deus não desistiu daqueles que quer para si (como pregamos domingo passado). Deus não desiste nunca. Mesmo não sendo brasileiro, pois é Senhor de tudo, do Universo, Ele decidiu que a graça se manifestaria por graça.
5. Nós homens não conseguimos entender a graça. Até pregamos, ensinamos, mas não conseguimos entender a graça. Não entendemos porque quase sempre não conseguimos ministrar graça.
6. Na maioria das vezes nós somos da espada e não da graça. Por outro lado vivemos em risco, pois com a medida que medirmos seremos medidos. Quem não ministra graça não pode esperar que lhe ministrem graça.
7. Aí, só Deus mesmo! A graça veio como disposição da vontade do Pai. O que Ele não fez foi olhar se eu merecia ou não (Rm 5.8). Ai de mim se Ele olhasse o quanto eu mereço!
II – A GRAÇA VINDA É PARA TODOS
1. É briga corrente e recorrente entre calvinistas e arminianos a questão da graça manifesta, em razão de um advérbio neste texto e em 1 Tm 2.4, o advérbio todos. Nos referidos textos uma Locução Adverbial de Intensidade.
2. Em Timóteo está escrito: “de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos”. E aqui em Tito:“A graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (2.11). Tanto o desejo de Deus, como a manifestação da graça, foram estendidos a toda a humanidade. Não significa dizer que todos se apropriarão da graça e do desejo de Deus. John MacArthur escreveu: “Por fim, as escolhas de Deus são determinadas pelo seu propósito soberano e eterno, e não pelos seus desejos”. Nós poderíamos brincar de filosofar e dizer, que existe em nós, não sei dizer se há em Deus, algo que chamaríamos de desejo absoluto e desejo relativo.
3. A discussão é: o que se manifestou a todos os homens foi a graça comum, e aos eleitos, a graça especial, a graça salvadora. Por outro lado sabemos, sem precisar discussão alguma, que a graça salvadora só terá efeito na vida dos que crêem.
4. Deixando de lado as brigas e as discussões teológicas, sabemos também, que nós os crentes, nós que já fomos alcançados pela graça de Deus, temos a responsabilidade com os demais, com aqueles que ainda não sabem qual caminho tomar.
5. Paulo nos diz qual deve ser o nosso comportamento no mundo, pois fomos salvos e ensinados como agir nele, e para alcançarmos outros pela palavra do evangelho.
6. O apóstolo usa uma palavra que nos mostra o que ‘a graça de Deus que se manifestou salvadora’ fez conosco: ela nos educou (paideuo). Ela nos ensinou como se ensina uma criança; ela nos carregou pela mão. Ela nos tratou como pré-escolares; ela nos ensinou o ‘be-a-bá’ da vida cristã (v.12).
7. Aqueles que foram educados por essa graça não podem viver no mundo sem mostrar a ele que foram devidamente instruídos, para que outros vejam e creiam também.
III – ELES TAMBÉM PRECISAM DA GRAÇA DO PAI
1. Eles quem? Todos. Deus amou o mundo. Qualquer lugar que tenha gente, ali está a necessidade da graça.
2. Quando abrimos a janela pela manhã, e damos aquela espreguiçada gostosa, bem à nossa frente, tem um montão de gente carente da graça do Pai.
3. Jesus mandou que seus discípulos levantassem olhos para que vissem quanta gente necessitada da graça do Pai.
4. Nós levantamos ofertas, oramos, enviamos pessoas aos campos, porque Deus nos fez saber que há muita gente necessitada da graça do Pai.
5. O homem natural quer que o mundo ‘se exploda’, mas Deus nos fez homens e mulheres espirituais. A visão espiritual difere da natural. Enquanto o mundo pede bombas e extermínio, nós crentes pedimos graça e misericórdia. Se assim não for, para que professarmos fé?
6. Vamos então para de brincar de fazer missões. Qual foi a última vez que ofertamos? Não vou perguntar ‘oramos’ porque é mais fácil dizer orei que contribuí.
7. Missionários não vivem só de boas intenções e de bons discursos; eles vivem do resultado do tilintar das nossas moedas no gazofilácio. Só para saber! Há quanto tempo o seu sapato não marca o caminho até o gazofilácio?
8. Alguns são honestos e dizem: ‘Se eles dependerem da minha contribuição, vão continuar precisando mesmo da graça do Pai’. Só não sei dizer para onde tal honestidade levará o meu amado irmão.
PARA ENCERRAR
Que Deus nos abençoe e nos faça perceber que Eles também precisam da graça do Pai.
Amém.
Pr. Eli Rocha Silva
06/03/2011 Culto de Abertura Missões Mundiais – Igreja Batista em Jd Helena - Itaquera
A MORTE PARA O PECADO E A PUREZA DE VIDA (ARA)
VIVENDO PARA DEUS (NVI)
1 PEDRO 4.1-6
1Pe 4:1 Ora pois, já que Cristo padeceu na carne, armai-vos também vós deste mesmo pensamento; porque aquele que padeceu na carne já cessou do pecado;
1. Tendo Cristo como nosso exemplo de vida, não é absurda a possibilidade de sofrermos também; esse sofrimento pode fazer parte do plano de Deus estabelecido para nós (3.17).
2. Mesmo que esse sofrimento seja a ponto de nos levar à morte, na verdade, o crente estará sendo conduzido à presença de Deus em triunfo.
3. O que para o mundo é parece derrota, o crente estará mesmo caminhando em vitória. O mundo não vê as coisas pela ótica de Deus.
4. “Cessou do pecado”. A morte é o fim da dinâmica do pecado; na morte, o pecado não terá mais a possibilidade de nos assediar (Hb 12.1) e nos fazer presa dele.
5. Também acreditamos que em Cristo vencemos o poder do pecado; isto é uma vitória em vida, é algo que devemos vivenciar todos os dias. Em Cristo, o salário que era a morte por causa do pecado, passa a ser vida eterna (Rm 6.23).
1Pe 4:2 para que, no tempo que ainda vos resta na carne não continueis a viver para as concupiscências dos homens, mas para a vontade de Deus.
1. Pedro está mesmo falando de viver a vida sem a influência do pecado; o pecado não deve dirigir a nossa vida e nem os nossos pensamentos (Ver Rm 6.1-14).
2. Pelo menos para o apóstolo já não havia a expectativa de ainda viver muitos anos (É possível que ele estive entre os 60 e 70 anos de idade. A carta foi escrita entre 64 e 68 d.C).
3. Mas ele se dirige aos seus leitores: “tempo que ainda vos resta na carne”. É bem possível que Pedro já estivesse trabalhando as sua escatologia (v.7). A sua escatologia seria a dos seus leitores também.
4. Se nos resta tão pouco tempo, por que vivermos para a concupiscência dos homens? Por que vivermos em função do homem do pecado que quer lutar contra tudo que é bom, que vem de Deus?
5. Rompidos com o homem que quer nos encaminhar para o pecado, vivamos para Deus e para a sua vontade que é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). Por outro lado, devemos saber que se decidirmos agir ao sabor da nossa própria vontade, nada modificará o que Deus é.
1Pe 4:3 Porque é bastante que no tempo passado tenhais cumprido a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias.
1. Quando não conhecíamos Cristo a nossa vida era cumprir a vontade dos pagãos, dos incrédulos, daqueles que vivem de acordo com os apelos do mundanismo.
2. Assim como muitos crentes fieis lamentam o passado, por terem vivido atolados no pecado, Pedro não quer os crentes nas práticas que tinham antes de ser de Cristo (1.14).
3. A lista das práticas ímpias é de corar qualquer pessoa que tenha vergonha. Vejamos:
1. “Dissoluções” - Eles caminharam em dissolução, (εν ασελγειαις) de cada espécie de impureza, lascívia e luxúria. – Vida dissoluta e desregrada, sem limites ou restrições.
2. “Concupiscência” - Na cobiça, apetites irregulares (επιθυμιαις) e desejos de todos os tipos.
3. “Borracheiras” - Em excesso de vinho (οινοφλυγιαις e φλυω); ser inflamada com vinho.
4. “Orgias” – (κωμοις) KJV – revellings – de revel = deleitar-se. Banquetes com canções e bebedeiras (Bacanal). Posteriormente passou a designar também orgias sexuais.
5. “Bebedices” - Festa para bebedeira (ποτοις). Esta três palavras designam festas onde os seus participantes se dão aos excessos. (Happy hour).
6. “Abomináveis idolatrias” - (αθεμιτοις ειδωλολατρειαις), As abominações praticadas em suas festas de ídolo, onde eles não apenas adoraram o ídolo, mas fizeram isso com ritos mais impuros, obscenos e abomináveis. Este foi o estado geral do mundo gentílico.
7. Estas foram as práticas dos crentes antes de conhecerem a Cristo, mas que agora salvos, tinham que viver em novidade de vida
1Pe 4:4 E acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós;
1. Os amigos de antes não se conformam em não vivermos mais a vida de antes; acham estranho não participarmos mais. Passam a dizer de forma jocosa: “Ele virou crente”. Eles nos acham loucos, mas a Bíblia nos diz que somos bem-aventurados (Sl 1.1).
2. A BV traz: “Tratarão vocês com desdém e escárnio”. Começam a dizer que queremos ser os tais, queremos ser melhores que eles, só nós vamos para o céu, parece que temos o rei na barriga, e assim por diante.
3. Mas nós os crentes não devemos achar estranho que digam tudo isto de nós; quando estávamos lá dizíamos as mesmas coisas dos crentes.
1Pe 4:5 os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos.
1. Pedro aqui é definitivo, é c’est fini, põe fim à conversa. É o ‘e tenho dito’ de Pedro: “Os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar”.
2. O julgamento é para todos que transitaram ou transitam por aqui; para todos, sem exceção (Ap 20.11-15).
1Pe 4:6 Pois é por isto que foi pregado o evangelho até aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito.
1. “Por isto que foi pregado o evangelho até aos mortos”. Este versículo tem sido alvo de muitas interpretações e especulações. Ele é geralmente estudado em conjunto com 3.19,20.
2. Dentre as especulações temos a do chamado Evangelho da Segunda Oportunidade, que diz que Jesus evangelizou no Hades, para que os ímpios mortos tivessem outra oportunidade de salvação.
3. Outra diz que Jesus pregou o evangelho para que todos fossem indesculpáveis diante Dele.
4. Alguns acreditam que o inferno é apenas “um processo de pedagógico de purificação” (Emil Brunner citado no livro Imortalidade – Vida Nova), e que no final, os homens poderão sair dele por ser apenas temporário (Universalismo).
5. Outro conceito, até mais aceito entre os teólogos evangélicos, que podemos ver nas Bíblias de Estudo Anotada e MacArhtur, é que se trata dos crentes já mortos, mas que em vida receberam o evangelho.
6. Pedro estaria falando de pessoas que ouviram do evangelho enquanto estavam vivas; não há da parte do apóstolo nenhuma intenção de especular o destino dos mortos anteriores ao evangelho (Ver comentário da NVI).
7. “Fossem julgados segundo a carne, mas vivessem segundo Deus em espírito”. Os crentes que morreram por Cristo, que foram martirizados, receberam o julgamento segundo os homens (Atos 7 - Estevão), mas que viveram segundo Deus em espírito (At 7.59).
Pr. Eli da Rocha Silva
06/03/2011 – Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera - SP
VIVENDO PARA DEUS (NVI)
1 PEDRO 4.1-6
1Pe 4:1 Ora pois, já que Cristo padeceu na carne, armai-vos também vós deste mesmo pensamento; porque aquele que padeceu na carne já cessou do pecado;
1. Tendo Cristo como nosso exemplo de vida, não é absurda a possibilidade de sofrermos também; esse sofrimento pode fazer parte do plano de Deus estabelecido para nós (3.17).
2. Mesmo que esse sofrimento seja a ponto de nos levar à morte, na verdade, o crente estará sendo conduzido à presença de Deus em triunfo.
3. O que para o mundo é parece derrota, o crente estará mesmo caminhando em vitória. O mundo não vê as coisas pela ótica de Deus.
4. “Cessou do pecado”. A morte é o fim da dinâmica do pecado; na morte, o pecado não terá mais a possibilidade de nos assediar (Hb 12.1) e nos fazer presa dele.
5. Também acreditamos que em Cristo vencemos o poder do pecado; isto é uma vitória em vida, é algo que devemos vivenciar todos os dias. Em Cristo, o salário que era a morte por causa do pecado, passa a ser vida eterna (Rm 6.23).
1Pe 4:2 para que, no tempo que ainda vos resta na carne não continueis a viver para as concupiscências dos homens, mas para a vontade de Deus.
1. Pedro está mesmo falando de viver a vida sem a influência do pecado; o pecado não deve dirigir a nossa vida e nem os nossos pensamentos (Ver Rm 6.1-14).
2. Pelo menos para o apóstolo já não havia a expectativa de ainda viver muitos anos (É possível que ele estive entre os 60 e 70 anos de idade. A carta foi escrita entre 64 e 68 d.C).
3. Mas ele se dirige aos seus leitores: “tempo que ainda vos resta na carne”. É bem possível que Pedro já estivesse trabalhando as sua escatologia (v.7). A sua escatologia seria a dos seus leitores também.
4. Se nos resta tão pouco tempo, por que vivermos para a concupiscência dos homens? Por que vivermos em função do homem do pecado que quer lutar contra tudo que é bom, que vem de Deus?
5. Rompidos com o homem que quer nos encaminhar para o pecado, vivamos para Deus e para a sua vontade que é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). Por outro lado, devemos saber que se decidirmos agir ao sabor da nossa própria vontade, nada modificará o que Deus é.
1Pe 4:3 Porque é bastante que no tempo passado tenhais cumprido a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias.
1. Quando não conhecíamos Cristo a nossa vida era cumprir a vontade dos pagãos, dos incrédulos, daqueles que vivem de acordo com os apelos do mundanismo.
2. Assim como muitos crentes fieis lamentam o passado, por terem vivido atolados no pecado, Pedro não quer os crentes nas práticas que tinham antes de ser de Cristo (1.14).
3. A lista das práticas ímpias é de corar qualquer pessoa que tenha vergonha. Vejamos:
1. “Dissoluções” - Eles caminharam em dissolução, (εν ασελγειαις) de cada espécie de impureza, lascívia e luxúria. – Vida dissoluta e desregrada, sem limites ou restrições.
2. “Concupiscência” - Na cobiça, apetites irregulares (επιθυμιαις) e desejos de todos os tipos.
3. “Borracheiras” - Em excesso de vinho (οινοφλυγιαις e φλυω); ser inflamada com vinho.
4. “Orgias” – (κωμοις) KJV – revellings – de revel = deleitar-se. Banquetes com canções e bebedeiras (Bacanal). Posteriormente passou a designar também orgias sexuais.
5. “Bebedices” - Festa para bebedeira (ποτοις). Esta três palavras designam festas onde os seus participantes se dão aos excessos. (Happy hour).
6. “Abomináveis idolatrias” - (αθεμιτοις ειδωλολατρειαις), As abominações praticadas em suas festas de ídolo, onde eles não apenas adoraram o ídolo, mas fizeram isso com ritos mais impuros, obscenos e abomináveis. Este foi o estado geral do mundo gentílico.
7. Estas foram as práticas dos crentes antes de conhecerem a Cristo, mas que agora salvos, tinham que viver em novidade de vida
1Pe 4:4 E acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós;
1. Os amigos de antes não se conformam em não vivermos mais a vida de antes; acham estranho não participarmos mais. Passam a dizer de forma jocosa: “Ele virou crente”. Eles nos acham loucos, mas a Bíblia nos diz que somos bem-aventurados (Sl 1.1).
2. A BV traz: “Tratarão vocês com desdém e escárnio”. Começam a dizer que queremos ser os tais, queremos ser melhores que eles, só nós vamos para o céu, parece que temos o rei na barriga, e assim por diante.
3. Mas nós os crentes não devemos achar estranho que digam tudo isto de nós; quando estávamos lá dizíamos as mesmas coisas dos crentes.
1Pe 4:5 os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos.
1. Pedro aqui é definitivo, é c’est fini, põe fim à conversa. É o ‘e tenho dito’ de Pedro: “Os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar”.
2. O julgamento é para todos que transitaram ou transitam por aqui; para todos, sem exceção (Ap 20.11-15).
1Pe 4:6 Pois é por isto que foi pregado o evangelho até aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito.
1. “Por isto que foi pregado o evangelho até aos mortos”. Este versículo tem sido alvo de muitas interpretações e especulações. Ele é geralmente estudado em conjunto com 3.19,20.
2. Dentre as especulações temos a do chamado Evangelho da Segunda Oportunidade, que diz que Jesus evangelizou no Hades, para que os ímpios mortos tivessem outra oportunidade de salvação.
3. Outra diz que Jesus pregou o evangelho para que todos fossem indesculpáveis diante Dele.
4. Alguns acreditam que o inferno é apenas “um processo de pedagógico de purificação” (Emil Brunner citado no livro Imortalidade – Vida Nova), e que no final, os homens poderão sair dele por ser apenas temporário (Universalismo).
5. Outro conceito, até mais aceito entre os teólogos evangélicos, que podemos ver nas Bíblias de Estudo Anotada e MacArhtur, é que se trata dos crentes já mortos, mas que em vida receberam o evangelho.
6. Pedro estaria falando de pessoas que ouviram do evangelho enquanto estavam vivas; não há da parte do apóstolo nenhuma intenção de especular o destino dos mortos anteriores ao evangelho (Ver comentário da NVI).
7. “Fossem julgados segundo a carne, mas vivessem segundo Deus em espírito”. Os crentes que morreram por Cristo, que foram martirizados, receberam o julgamento segundo os homens (Atos 7 - Estevão), mas que viveram segundo Deus em espírito (At 7.59).
Pr. Eli da Rocha Silva
06/03/2011 – Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera - SP
domingo, 27 de fevereiro de 2011
RATIFICAR O CHAMADO É PRECISO
I – O CHAMADO PARA FAZER PARTE DA SUA COMISSÃO (MT 4.18-20)
1. O chamado de Jesus foi para homens rudes e sem experiência; talvez a única coisa que puderam oferecer a Jesus foi a disposição de deixar tudo e segui-lo. Podemos dizer que eles ofereceram o melhor: disposição.
2. Jesus chama pessoas para receberem Dele uma nova maneira de viver; mas também Ele chama alguns para que ensinem a outros, essa nova maneira de viver.
3. Para os discípulos Jesus prometeu algo inusitado “Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens”. Ele chama para virem ‘após’ Ele. Vindo após Ele os discípulos aprenderiam o que é s tornar pescadores de homens.
4. Jesus usou a linguagem deles, dizendo que o produto da pesca seria outro. Eles não discutiram, e também não quiseram saber como seria isso. Apenas “deixaram imediatamente as redes e o seguiram”.
5. Durante três anos, ou pouco menos, os discípulos cumpriram à risca a grade do curso estabelecida por Jesus: Sairam para evangelizar, passaram pelo vexame de não expulsarem um demônio, estiveram com Jesus no Getsêmani, e alguns, até ao pé da cruz.
6. Os discípulos ainda tiveram o privilégio de ver o sepulcro.
II – E QUANDO O CHAMADO PARECE NÃO TER MAIS RAZÃO DE SER (JO 21.1-14)
1. O que teria acontecido com os discípulos, que tão rapidamente decidiram fazer o que faziam antes? Diz F. F. Bruce: “Simão Pedro, às vezes, tem sido criticado com aspereza por ter proposto uma pescaria, como se tivesse tido a ideia de abandonar a missão e retomar sua carreira de pescador”.
2. Muitas são as suposições para uma volta tão rápida à pescaria. Talvez eles estivessem tomados de tristeza por não ter o Mestre diuturnamente presente como antes; talvez as muitas horas de ócio, então era preciso ocupar o tempo com alguma coisa útil.
3. Eram sete os discípulos (v.2); sendo sete o número da perfeição, podemos dizer que eles estavam ‘perfeitamente’ desorientados em relação ao que fazer.
4. Hoskyns vê a cena como uma “apostasia completa”, que faz cumprir 16.32, interpretando, assim, as palavras Vou pescar (v.3) como desânimo e volta à antiga vocação (Com. Broadman Vol. 9). Quero dizer que não são poucos os pastores que voltam às suas antigas profissões. As razões de cada um que deixou o chamado, serão avaliadas e julgadas pelo próprio Deus.
5. É interessante notarmos como os discípulos estavam longe do lugar dos principais fatos. Em Lucas 24.33, os discípulos de Emaús voltam para Jerusalém onde estão os doze; em João 21.1, que eles estavam junto ao mar de Tiberíades, na Galiléia; estavam os discípulos a 155 Km de Jerusalém.
6. A distância era geográfica e de missão? Eles tinham de fato resolvido deixar o chamado para serem ‘pescadores de homens’? É possível que não, estavam apenas reordenando as idéias; e para reordenar as idéias nada como pescar. Como aparece em alguns carros: “Tá estressado? Vai pescar”. Os discípulos foram desestressar os últimos dias pescando em Tiberíades.
7. Quantos crentes andam estressados de igreja e querem sair para pescar; mas infelizmente, alguns saem para pescar e não têm mais forças para voltar. A pesca foi mais estressante que a vida de igreja.
8. Alguns irmãos nossos estão saindo para pescar e, percebem que o mar não está para peixe e voltam; outros estão saindo para pescar e são pescados pelo diabo.
9. Para muitos, o chamado para ser crente não tem mais razão de ser, pois não acreditam em mais nada; não acreditam na igreja, não acreditam nas pessoas da igreja, não acreditam no pastor da igreja. Alguns saem, pois desacreditam do próprio Senhor da igreja.
III – JESUS NÃO ABRE MÃO DAQUELES QUE CHAMOU PARA SI
1. Podemos acreditar, sem um mínimo de sobra de dúvida, o que foi escrito acima. É verdade, Jesus não abre mão daqueles que são seus (Jo 6.37b). Outra coisa, Jesus também espera que outros que não são Seus venham a ser (Jo 17.20).
2. Jesus não abriu mão dos discípulos que chamou para estarem próximos Dele. Acreditamos que os discípulos não pensaram em fugir de Jesus, a distância de 155 Km não tinha essa intenção.
3. Por não abrir mãos deles Jesus os esperou na praia de Tiberíades (Jo 21.4) para ver como as coisas se sucediam (v.5). A noite não tinha sido boa para os pescadores; os peixes não estavam onde estavam os pescadores e vice e versa (v.3c).
4. Muitos são os que saem à deriva no mar da vida para tentar a sorte. Deixar Jesus é tentar a sorte mesmo. Diz um hino: “Quem tem Jesus tem tudo, quem não tem não tem nada”. Com Jesus na vida não tentamos nem a sorte e nem o azar; o que fazemos é pedir que o Senhor nos direcione.
5. Jesus dirige-se aos pescadores profissionais e diz: “Lançai a rede à direita do barco, e achareis” (v.6a). Não podia ser à frente, atrás ou à esquerda; Jesus foi imperativo: “Lançai a rede à direita do barco”.
6. Quantas vezes nos preparamos para alguma coisa, fazemos planos e achamos que é só colocar em execução. Mas aí Deus chega é nos diz: “Lançai a rede à direita do barco e não à esquerda”. Em outras palavras seria: “Não é isso que quero para você”. Vamos nos rebelar contra Deus? De modo nenhum (se é que temos juízo!).
7. Os discípulos obedeceram, e para surpresa deles ou não, a obediência deu resultados: “Assim fizeram, e já não podiam puxar a rede, tão grande é a quantidade de peixes” (v.6b). Até ali não sabiam que era o Senhor, mas o discípulo amado percebeu que se tratava Dele (v.7).
8. Ao descerem à praia os discípulos foram recebidos por Jesus, e juntos fizeram uma refeição; o fogo estava aceso, havia pão e peixe (v.9). E ali, à beira do mar de Tiberíades Jesus reunido com os sete discípulos ratificou o chamado para missão.
9. O chamado é confirmado através de Pedro: “Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros” (v.15).
10. Por três vezes Jesus interroga Pedro em relação ao seu amor por Ele. Jesus quis chamar Pedro à responsabilidade do chamado para que ele e seus companheiros fossem pescadores de homens. E agora, com a proximidade da ida do Senhor para o Pai, o colégio apostólico não podia sofrer descontinuidade.
CONCLUSÃO
O que esperamos que Deus faça conosco quando nós mesmos já nem sabemos o que fazer? O que fazer quando a igreja já parece não ter sentido para nós?
Como proceder quando a tristeza supera a alegria, e tudo que é dito do púlpito ou entre os irmãos já não nos toca o coração?
Eu diria que é preciso olhar quem está nos esperando na praia. Os discípulos tiveram a felicidade de Jesus esperá-los com a brasa, o peixe e o pão.
Jesus estava lá porque não desiste daqueles que são seus. Jesus não desiste de você meu irmão.
Pr. Eli da Rocha Silva
27/02/2011 – Igreja Batista em Jardim Helena
I – O CHAMADO PARA FAZER PARTE DA SUA COMISSÃO (MT 4.18-20)
1. O chamado de Jesus foi para homens rudes e sem experiência; talvez a única coisa que puderam oferecer a Jesus foi a disposição de deixar tudo e segui-lo. Podemos dizer que eles ofereceram o melhor: disposição.
2. Jesus chama pessoas para receberem Dele uma nova maneira de viver; mas também Ele chama alguns para que ensinem a outros, essa nova maneira de viver.
3. Para os discípulos Jesus prometeu algo inusitado “Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens”. Ele chama para virem ‘após’ Ele. Vindo após Ele os discípulos aprenderiam o que é s tornar pescadores de homens.
4. Jesus usou a linguagem deles, dizendo que o produto da pesca seria outro. Eles não discutiram, e também não quiseram saber como seria isso. Apenas “deixaram imediatamente as redes e o seguiram”.
5. Durante três anos, ou pouco menos, os discípulos cumpriram à risca a grade do curso estabelecida por Jesus: Sairam para evangelizar, passaram pelo vexame de não expulsarem um demônio, estiveram com Jesus no Getsêmani, e alguns, até ao pé da cruz.
6. Os discípulos ainda tiveram o privilégio de ver o sepulcro.
II – E QUANDO O CHAMADO PARECE NÃO TER MAIS RAZÃO DE SER (JO 21.1-14)
1. O que teria acontecido com os discípulos, que tão rapidamente decidiram fazer o que faziam antes? Diz F. F. Bruce: “Simão Pedro, às vezes, tem sido criticado com aspereza por ter proposto uma pescaria, como se tivesse tido a ideia de abandonar a missão e retomar sua carreira de pescador”.
2. Muitas são as suposições para uma volta tão rápida à pescaria. Talvez eles estivessem tomados de tristeza por não ter o Mestre diuturnamente presente como antes; talvez as muitas horas de ócio, então era preciso ocupar o tempo com alguma coisa útil.
3. Eram sete os discípulos (v.2); sendo sete o número da perfeição, podemos dizer que eles estavam ‘perfeitamente’ desorientados em relação ao que fazer.
4. Hoskyns vê a cena como uma “apostasia completa”, que faz cumprir 16.32, interpretando, assim, as palavras Vou pescar (v.3) como desânimo e volta à antiga vocação (Com. Broadman Vol. 9). Quero dizer que não são poucos os pastores que voltam às suas antigas profissões. As razões de cada um que deixou o chamado, serão avaliadas e julgadas pelo próprio Deus.
5. É interessante notarmos como os discípulos estavam longe do lugar dos principais fatos. Em Lucas 24.33, os discípulos de Emaús voltam para Jerusalém onde estão os doze; em João 21.1, que eles estavam junto ao mar de Tiberíades, na Galiléia; estavam os discípulos a 155 Km de Jerusalém.
6. A distância era geográfica e de missão? Eles tinham de fato resolvido deixar o chamado para serem ‘pescadores de homens’? É possível que não, estavam apenas reordenando as idéias; e para reordenar as idéias nada como pescar. Como aparece em alguns carros: “Tá estressado? Vai pescar”. Os discípulos foram desestressar os últimos dias pescando em Tiberíades.
7. Quantos crentes andam estressados de igreja e querem sair para pescar; mas infelizmente, alguns saem para pescar e não têm mais forças para voltar. A pesca foi mais estressante que a vida de igreja.
8. Alguns irmãos nossos estão saindo para pescar e, percebem que o mar não está para peixe e voltam; outros estão saindo para pescar e são pescados pelo diabo.
9. Para muitos, o chamado para ser crente não tem mais razão de ser, pois não acreditam em mais nada; não acreditam na igreja, não acreditam nas pessoas da igreja, não acreditam no pastor da igreja. Alguns saem, pois desacreditam do próprio Senhor da igreja.
III – JESUS NÃO ABRE MÃO DAQUELES QUE CHAMOU PARA SI
1. Podemos acreditar, sem um mínimo de sobra de dúvida, o que foi escrito acima. É verdade, Jesus não abre mão daqueles que são seus (Jo 6.37b). Outra coisa, Jesus também espera que outros que não são Seus venham a ser (Jo 17.20).
2. Jesus não abriu mão dos discípulos que chamou para estarem próximos Dele. Acreditamos que os discípulos não pensaram em fugir de Jesus, a distância de 155 Km não tinha essa intenção.
3. Por não abrir mãos deles Jesus os esperou na praia de Tiberíades (Jo 21.4) para ver como as coisas se sucediam (v.5). A noite não tinha sido boa para os pescadores; os peixes não estavam onde estavam os pescadores e vice e versa (v.3c).
4. Muitos são os que saem à deriva no mar da vida para tentar a sorte. Deixar Jesus é tentar a sorte mesmo. Diz um hino: “Quem tem Jesus tem tudo, quem não tem não tem nada”. Com Jesus na vida não tentamos nem a sorte e nem o azar; o que fazemos é pedir que o Senhor nos direcione.
5. Jesus dirige-se aos pescadores profissionais e diz: “Lançai a rede à direita do barco, e achareis” (v.6a). Não podia ser à frente, atrás ou à esquerda; Jesus foi imperativo: “Lançai a rede à direita do barco”.
6. Quantas vezes nos preparamos para alguma coisa, fazemos planos e achamos que é só colocar em execução. Mas aí Deus chega é nos diz: “Lançai a rede à direita do barco e não à esquerda”. Em outras palavras seria: “Não é isso que quero para você”. Vamos nos rebelar contra Deus? De modo nenhum (se é que temos juízo!).
7. Os discípulos obedeceram, e para surpresa deles ou não, a obediência deu resultados: “Assim fizeram, e já não podiam puxar a rede, tão grande é a quantidade de peixes” (v.6b). Até ali não sabiam que era o Senhor, mas o discípulo amado percebeu que se tratava Dele (v.7).
8. Ao descerem à praia os discípulos foram recebidos por Jesus, e juntos fizeram uma refeição; o fogo estava aceso, havia pão e peixe (v.9). E ali, à beira do mar de Tiberíades Jesus reunido com os sete discípulos ratificou o chamado para missão.
9. O chamado é confirmado através de Pedro: “Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros” (v.15).
10. Por três vezes Jesus interroga Pedro em relação ao seu amor por Ele. Jesus quis chamar Pedro à responsabilidade do chamado para que ele e seus companheiros fossem pescadores de homens. E agora, com a proximidade da ida do Senhor para o Pai, o colégio apostólico não podia sofrer descontinuidade.
CONCLUSÃO
O que esperamos que Deus faça conosco quando nós mesmos já nem sabemos o que fazer? O que fazer quando a igreja já parece não ter sentido para nós?
Como proceder quando a tristeza supera a alegria, e tudo que é dito do púlpito ou entre os irmãos já não nos toca o coração?
Eu diria que é preciso olhar quem está nos esperando na praia. Os discípulos tiveram a felicidade de Jesus esperá-los com a brasa, o peixe e o pão.
Jesus estava lá porque não desiste daqueles que são seus. Jesus não desiste de você meu irmão.
Pr. Eli da Rocha Silva
27/02/2011 – Igreja Batista em Jardim Helena
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
JÓ 42.1-6 – HOJE OS MEUS OLHOS TE VEEM
“Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (v.5).
I – TODO HOMEM APRESENTA CARACTERÍSTICAS DE UM RELIGIOSO
1. Todo homem é religioso; mesmo que a sua religião seja dizer que não tem religião.
2. Jó era um religioso; em seu cuidado, ele mesmo fazia os sacrifícios necessários para (segundo ele) manter seus filhos bem com Deus (1.5).
3. Cornélio era religioso; fazia orações e esmolas (Atos 10.1,2). Tinha tudo para pensarmos que ele estava bem com Deus.
4. O fariseu era muito religioso: dava o dízimo de tudo, cumpria as obrigações no templo e não era um pecador como o publicano (Lc 18.9-14).
5. A mulher samaritana, à sua moda, era uma religiosa; ela sabia que era no monte Gerizim o local de adoração, que ela aprendeu na tradição com os seus pais (João 4.19-24). Mais ou menos o que acontece com os filhos dos evangélicos, até que creiam e sejam salvos.
6. Quem conhece a Deus só de ouvir, não consegue sentir a alegria daqueles que o conhecem na proximidade. A alegria do crente que tem proximidade com Deus é recebida sempre com ar de desconfiança ou de ‘coitado’.
II – COMO TODO HOMEM, PODEMOS LEVAR A VIDA OUVINDO, MAS NÃO VI-VENDO
1. Talvez alguém diga que ouvir já é bom negócio. Mas Jó entendeu que não bastava ser um bom ouvinte.
2. Talvez, como muitos hoje, Jó estivesse preso ao fato de ser um homem íntegro, reto e que se desviava do mal. Na verdade, ele era apenas um bom religioso, um bom cidadão.
3. Mas houve um momento em sua vida, em que ele mesmo percebeu que não era quem deveria ter sido, pois se contentava em ser apenas um ouvinte: “Eu te conhecia só de ouvir falar”.
4. Os nossos pais nos contaram de Deus, nos levaram à igreja, à EBD e davam dízimos e ofertas em nossos nomes; muitos guardam na memória o que aprenderam com seus pais, e se tornam apenas respeitadores de questões religiosas.
5. Parece que isso já nos basta, já nos garante alguma coisa; ficamos satisfeitos em receber as orações dos nossos progenitores crentes, mas não fazemos nada para mudar isso. Como Jó, podemos estar vivendo uma vida cristã só de ouvir falar.
6. Tiago também vai nos dizer que não basta ouvir (1.22-25).
III – TODO HOMEM PRECISA CONHECER DEUS DE COM ELE ESTAR
1. Jó nos enche de inveja (santa, claro!). Se antes ele só conhecia a Deus de ouvir, depois das experiências vívidas e vividas, ele diz que os seus olhos vêem o Senhor.
2. Para que não morramos de inveja, Jesus nos diz: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14.9), e mais, “nós fazemos nele morada” (v.23).
3. Mas Jó precisou fazer confissão, antes de perceber que Deus lhe era próximo, íntimo. Primeiro ato da confissão: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (42.2). Nem sempre nos colocamos diante de Deus com a visão do que Ele é; muitas vezes queremos tratá-Lo como um nosso igual.
4. Segundo ato da confissão: “Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia” (v.3b). Deus coloca algumas situações diante de Jó para que ele as responda (cap. 40,41). Mas Jó, humildemente, coloca diante de Deus o tamanho da sua ignorância.
5. Não somos muito diferentes de Jó. Com a nossa teologia tentamos explicar o que não entendemos, tentamos trazer à luz os mistérios de Deus; enfim, vivemos tentando descobrir com quem Caim se casou, ou o dia do retorno de Cristo.
6. Jó se rendeu à sua ignorância; só assim ele pode desfrutar da proximidade e intimidade com o Senhor: “Agora os meus olhos te vêem” (v.5b). João nos ensina que a proximidade se dá com a confissão do pecado (1 Jo 1.9). O salmista também nos ensina que precisamos confessar os nossos pecados, e ele nos ensina em cores fortes (Sl 32.1-5). Jó não foi passivo e nem calou o seu pecado, ele mesmo disse: “Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (v.6).
CONCLUSÃO
“Agora os meus olhos te vêem”. Jó via a Deus através dos acontecimentos que lhe sobrevieram; Jó via a Deus, nas devidas proporções, através das palavras dos seus três amigos e de Eliú; Jó viu Deus nas coisas que Ele se permitiu revelar.
O que Jó tão bem nos ensina é que precisamos nos arrepender e confessar. Sem confissão não há perdão de pecados; sem confissão e perdão não há proximidade com Deus.
Sem confissão e perdão não há comunhão; sem comunhão não pode haver participação no corpo e no sangue de Cristo.
O pão é o vinho não são meras representações; eles são símbolos do sacrifício eficaz de Jesus na cruz por nós.
“Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (v.5).
I – TODO HOMEM APRESENTA CARACTERÍSTICAS DE UM RELIGIOSO
1. Todo homem é religioso; mesmo que a sua religião seja dizer que não tem religião.
2. Jó era um religioso; em seu cuidado, ele mesmo fazia os sacrifícios necessários para (segundo ele) manter seus filhos bem com Deus (1.5).
3. Cornélio era religioso; fazia orações e esmolas (Atos 10.1,2). Tinha tudo para pensarmos que ele estava bem com Deus.
4. O fariseu era muito religioso: dava o dízimo de tudo, cumpria as obrigações no templo e não era um pecador como o publicano (Lc 18.9-14).
5. A mulher samaritana, à sua moda, era uma religiosa; ela sabia que era no monte Gerizim o local de adoração, que ela aprendeu na tradição com os seus pais (João 4.19-24). Mais ou menos o que acontece com os filhos dos evangélicos, até que creiam e sejam salvos.
6. Quem conhece a Deus só de ouvir, não consegue sentir a alegria daqueles que o conhecem na proximidade. A alegria do crente que tem proximidade com Deus é recebida sempre com ar de desconfiança ou de ‘coitado’.
II – COMO TODO HOMEM, PODEMOS LEVAR A VIDA OUVINDO, MAS NÃO VI-VENDO
1. Talvez alguém diga que ouvir já é bom negócio. Mas Jó entendeu que não bastava ser um bom ouvinte.
2. Talvez, como muitos hoje, Jó estivesse preso ao fato de ser um homem íntegro, reto e que se desviava do mal. Na verdade, ele era apenas um bom religioso, um bom cidadão.
3. Mas houve um momento em sua vida, em que ele mesmo percebeu que não era quem deveria ter sido, pois se contentava em ser apenas um ouvinte: “Eu te conhecia só de ouvir falar”.
4. Os nossos pais nos contaram de Deus, nos levaram à igreja, à EBD e davam dízimos e ofertas em nossos nomes; muitos guardam na memória o que aprenderam com seus pais, e se tornam apenas respeitadores de questões religiosas.
5. Parece que isso já nos basta, já nos garante alguma coisa; ficamos satisfeitos em receber as orações dos nossos progenitores crentes, mas não fazemos nada para mudar isso. Como Jó, podemos estar vivendo uma vida cristã só de ouvir falar.
6. Tiago também vai nos dizer que não basta ouvir (1.22-25).
III – TODO HOMEM PRECISA CONHECER DEUS DE COM ELE ESTAR
1. Jó nos enche de inveja (santa, claro!). Se antes ele só conhecia a Deus de ouvir, depois das experiências vívidas e vividas, ele diz que os seus olhos vêem o Senhor.
2. Para que não morramos de inveja, Jesus nos diz: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14.9), e mais, “nós fazemos nele morada” (v.23).
3. Mas Jó precisou fazer confissão, antes de perceber que Deus lhe era próximo, íntimo. Primeiro ato da confissão: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (42.2). Nem sempre nos colocamos diante de Deus com a visão do que Ele é; muitas vezes queremos tratá-Lo como um nosso igual.
4. Segundo ato da confissão: “Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia” (v.3b). Deus coloca algumas situações diante de Jó para que ele as responda (cap. 40,41). Mas Jó, humildemente, coloca diante de Deus o tamanho da sua ignorância.
5. Não somos muito diferentes de Jó. Com a nossa teologia tentamos explicar o que não entendemos, tentamos trazer à luz os mistérios de Deus; enfim, vivemos tentando descobrir com quem Caim se casou, ou o dia do retorno de Cristo.
6. Jó se rendeu à sua ignorância; só assim ele pode desfrutar da proximidade e intimidade com o Senhor: “Agora os meus olhos te vêem” (v.5b). João nos ensina que a proximidade se dá com a confissão do pecado (1 Jo 1.9). O salmista também nos ensina que precisamos confessar os nossos pecados, e ele nos ensina em cores fortes (Sl 32.1-5). Jó não foi passivo e nem calou o seu pecado, ele mesmo disse: “Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (v.6).
CONCLUSÃO
“Agora os meus olhos te vêem”. Jó via a Deus através dos acontecimentos que lhe sobrevieram; Jó via a Deus, nas devidas proporções, através das palavras dos seus três amigos e de Eliú; Jó viu Deus nas coisas que Ele se permitiu revelar.
O que Jó tão bem nos ensina é que precisamos nos arrepender e confessar. Sem confissão não há perdão de pecados; sem confissão e perdão não há proximidade com Deus.
Sem confissão e perdão não há comunhão; sem comunhão não pode haver participação no corpo e no sangue de Cristo.
O pão é o vinho não são meras representações; eles são símbolos do sacrifício eficaz de Jesus na cruz por nós.
JESUS MOSTROU SER DIFERENTE EM TUDO
João 13.1-32
I – SABENDO QUE JUDAS O TRAIRIA, AINDA ASSIM LAVOU OS SEUS PÉS
1. A posição que Jesus se colocou diante dos seus discípulos foi de extrema humildade. Qual de nós podendo ser rei se coloca na posição de vassalo?
2. Um comentarista falando a respeito de Jesus neste texto, diz que o Senhor de todos se coloca na posição de escravo, pois em lugar de cetro e coroa, usou jarro e bacia (Broadman vol.9). Uma analogia sobre Jesus: tirou a vestimenta de cima (vestes reais) e passou a usar uma toalha (v.4,5).
3. Jesus bem sabia que os discípulos ainda precisavam aprender alguma coisa, e no caso do texto, aprender sobre humildade e reciprocidade. Humildade, porque fariam o serviço reservado aos escravos e domésticos da casa; Reciprocidade, porque todos, igualmente, deveriam lavar os pés uns aos outros.
4. Mas não se está falando da cerimônia do lava-pés como uma nova doutrina a ser incluída nas práticas eclesiásticas, mas sim da humildade que deve caracterizar o discípulo.
5. Também podemos dizer que além da humildade, o tipo de reciprocidade cobrada por Jesus (vv. 12-16), ensinava que todos são iguais. Parece ser difícil de engolir para alguns, mas na verdade somos todos iguais.
6. A respeito de Judas, João nos diz em seu texto, e esse melhor que todos, dada a proximidade maior que tinha com Jesus (v.23), que ele haveria de trair o Mestre (v.10,11).
7. Mas Jesus, diferente de nós, que já sairíamos no braço, o Mestre não foi indiferente com Judas; Ele também lavou os seus pés. Jesus lavou os pés do inimigo, Jesus lavou os pés do traidor.
8. O quanto precisamos aprender com Jesus! Judas certamente não faria parte da nossa turma caso pudéssemos saber quem ele era de fato. Mas nós somos melhores que Judas, jamais trairíamos o Mestre (apenas para pensar se não o temos traído de outras maneiras!).
II – SABENDO QUE JUDAS O TRAIRIA, AINDA ASSIM PERMITIU-LHE PARTICIPAR DA CEIA
1. Era uma noite especial: Jesus e os discípulos estavam à mesa para a ceia. A última ceia de Jesus; o momento de pensar nas últimas instruções, de ‘curtir’ os grandes amigos.
2. Acredito que os discípulos não imaginavam que o fim para Jesus se aproximava; assim ‘curtiam’ a presença do Mestre. O texto é claro em dizer: “Jesus sabendo que...”. Esse era um saber Daquele que sabia de tudo; inclusive que se aproximava a hora de sair do mundo para o Pai (v.1).
3. Mas entre os amigos havia um inimigo; entre o trigo havia um joio: e este era Judas. Tem mais, Judas era alguém que já estava sendo conduzido pelo diabo. Na mesa com o Mestre e os discípulos havia alguém que já tinha um coração diabólico (v.2).
4. Mas Jesus, diferente de nós, que já sairíamos no braço, o Mestre não foi indiferente com Judas; Ele também deixou que Judas participasse da ceia. Jesus estendeu a destra da comunhão ao inimigo.
5. Hoje não é noite de celebração da ceia, mas a participação de Judas me faz lembrar o que disse Paulo ao instruir os crentes de Corinto: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si” (1 Co 11.28,29). Estar no grupo, comer e beber é a liberdade que é dada a todo cristão, mas ele deve antes de tudo, entender se deve ou não participar.
6. Jesus não só lavou os pés a Judas, mas também permitiu que continuasse todo o tempo da celebração da comunhão.
III – SABENDO QUE JUDAS O TRAIRIA, NÃO O EXPÔS DIANTE DOS SEUS DISCÍPULOS
1. Jesus não era de ferro; Ele era homem. Jesus tinha sentimentos, sentia dores, cheiro, gostava de frutas e de refrigerante (Não é heresia; apenas humanização).
2. Por ser tão igual a todos os homens, pois Jesus deixou a glória para ser igual a nós (Fp 2.5-8), Jesus angustiou-se em espírito (v.21). Jesus foi acometido de profunda tristeza, também em saber que um dos seus o trairia.
3. Jesus falou a todos: “Um dentre vós me trairá” (v.21). Os discípulos se entreolham com certa desconfiança: será você? (v.22). Quem, quem? Precisamos saber. E Pedro toma a iniciativa: “João, pergunta quem é” (v.24). João incontinenti pergunta a Jesus: “Senhor, quem é” (v.25). Mas João não perguntou em alto e bom som; Matthew Henry disse que João teve a ‘conveniência de sussurrar para Ele’. Podemos inferir que a resposta de Jesus foi no mesmo tom: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado (v.26a).
4. Jesus, por ser diferente de nós, não expôs Judas; apenas João ficou sabendo de antemão, à primeira mão, quem seria o traidor (v.26b). Como daríamos a resposta caso estivéssemos na mesma situação? Em Broadman é feito o seguinte comentário: ‘Jesus preferiu esconder a identidade do réu, desse modo protegendo-o da fúria de seus companheiros’.
5. Tendo recebido o bocado molhado, o diabo que já havia trabalhado o coração de Judas, entra nele de vez (v.27a). Jesus conhecedor de todas as coisas, e das artimanhas do diabo (Mat 4.1-11), disse a Judas que fosse fazer o que já tinha assentado em seu coração (v.27b).
6. João escreve que os outros dez discípulos não perceberam a finalidade das palavras de Jesus a Judas (v.28).
7. Quando Judas saiu era noite (v.30). Já escreveram que a noite, as trevas, em próprias para os maléficos desígnios do coração de Judas. Em contraste o que estava acontecendo com Judas, o local onde ficaram os dez e Jesus, foi tomado de um sentimento de glorificação ao Pai (v.31, 32).
CONCLUSÃO
Jesus era mesmo diferente de nós; não é sem razão que ele é o nosso Mestre; queremos aprender com Ele.
Jesus era mesmo paciente; suportou a cara de pau de Judas sem retaliar. Permitiu que ele permanecesse no colégio apostólico até a última hora (de Judas).
Precisamos aprender com Jesus; Ele mesmo disse que precisamos aprender dEle: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29).
Que Deus nos abençoe.
Pr. Eli da Rocha Silva
13/02/2011 – Igreja Batista em Jardim Helena
João 13.1-32
I – SABENDO QUE JUDAS O TRAIRIA, AINDA ASSIM LAVOU OS SEUS PÉS
1. A posição que Jesus se colocou diante dos seus discípulos foi de extrema humildade. Qual de nós podendo ser rei se coloca na posição de vassalo?
2. Um comentarista falando a respeito de Jesus neste texto, diz que o Senhor de todos se coloca na posição de escravo, pois em lugar de cetro e coroa, usou jarro e bacia (Broadman vol.9). Uma analogia sobre Jesus: tirou a vestimenta de cima (vestes reais) e passou a usar uma toalha (v.4,5).
3. Jesus bem sabia que os discípulos ainda precisavam aprender alguma coisa, e no caso do texto, aprender sobre humildade e reciprocidade. Humildade, porque fariam o serviço reservado aos escravos e domésticos da casa; Reciprocidade, porque todos, igualmente, deveriam lavar os pés uns aos outros.
4. Mas não se está falando da cerimônia do lava-pés como uma nova doutrina a ser incluída nas práticas eclesiásticas, mas sim da humildade que deve caracterizar o discípulo.
5. Também podemos dizer que além da humildade, o tipo de reciprocidade cobrada por Jesus (vv. 12-16), ensinava que todos são iguais. Parece ser difícil de engolir para alguns, mas na verdade somos todos iguais.
6. A respeito de Judas, João nos diz em seu texto, e esse melhor que todos, dada a proximidade maior que tinha com Jesus (v.23), que ele haveria de trair o Mestre (v.10,11).
7. Mas Jesus, diferente de nós, que já sairíamos no braço, o Mestre não foi indiferente com Judas; Ele também lavou os seus pés. Jesus lavou os pés do inimigo, Jesus lavou os pés do traidor.
8. O quanto precisamos aprender com Jesus! Judas certamente não faria parte da nossa turma caso pudéssemos saber quem ele era de fato. Mas nós somos melhores que Judas, jamais trairíamos o Mestre (apenas para pensar se não o temos traído de outras maneiras!).
II – SABENDO QUE JUDAS O TRAIRIA, AINDA ASSIM PERMITIU-LHE PARTICIPAR DA CEIA
1. Era uma noite especial: Jesus e os discípulos estavam à mesa para a ceia. A última ceia de Jesus; o momento de pensar nas últimas instruções, de ‘curtir’ os grandes amigos.
2. Acredito que os discípulos não imaginavam que o fim para Jesus se aproximava; assim ‘curtiam’ a presença do Mestre. O texto é claro em dizer: “Jesus sabendo que...”. Esse era um saber Daquele que sabia de tudo; inclusive que se aproximava a hora de sair do mundo para o Pai (v.1).
3. Mas entre os amigos havia um inimigo; entre o trigo havia um joio: e este era Judas. Tem mais, Judas era alguém que já estava sendo conduzido pelo diabo. Na mesa com o Mestre e os discípulos havia alguém que já tinha um coração diabólico (v.2).
4. Mas Jesus, diferente de nós, que já sairíamos no braço, o Mestre não foi indiferente com Judas; Ele também deixou que Judas participasse da ceia. Jesus estendeu a destra da comunhão ao inimigo.
5. Hoje não é noite de celebração da ceia, mas a participação de Judas me faz lembrar o que disse Paulo ao instruir os crentes de Corinto: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si” (1 Co 11.28,29). Estar no grupo, comer e beber é a liberdade que é dada a todo cristão, mas ele deve antes de tudo, entender se deve ou não participar.
6. Jesus não só lavou os pés a Judas, mas também permitiu que continuasse todo o tempo da celebração da comunhão.
III – SABENDO QUE JUDAS O TRAIRIA, NÃO O EXPÔS DIANTE DOS SEUS DISCÍPULOS
1. Jesus não era de ferro; Ele era homem. Jesus tinha sentimentos, sentia dores, cheiro, gostava de frutas e de refrigerante (Não é heresia; apenas humanização).
2. Por ser tão igual a todos os homens, pois Jesus deixou a glória para ser igual a nós (Fp 2.5-8), Jesus angustiou-se em espírito (v.21). Jesus foi acometido de profunda tristeza, também em saber que um dos seus o trairia.
3. Jesus falou a todos: “Um dentre vós me trairá” (v.21). Os discípulos se entreolham com certa desconfiança: será você? (v.22). Quem, quem? Precisamos saber. E Pedro toma a iniciativa: “João, pergunta quem é” (v.24). João incontinenti pergunta a Jesus: “Senhor, quem é” (v.25). Mas João não perguntou em alto e bom som; Matthew Henry disse que João teve a ‘conveniência de sussurrar para Ele’. Podemos inferir que a resposta de Jesus foi no mesmo tom: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado (v.26a).
4. Jesus, por ser diferente de nós, não expôs Judas; apenas João ficou sabendo de antemão, à primeira mão, quem seria o traidor (v.26b). Como daríamos a resposta caso estivéssemos na mesma situação? Em Broadman é feito o seguinte comentário: ‘Jesus preferiu esconder a identidade do réu, desse modo protegendo-o da fúria de seus companheiros’.
5. Tendo recebido o bocado molhado, o diabo que já havia trabalhado o coração de Judas, entra nele de vez (v.27a). Jesus conhecedor de todas as coisas, e das artimanhas do diabo (Mat 4.1-11), disse a Judas que fosse fazer o que já tinha assentado em seu coração (v.27b).
6. João escreve que os outros dez discípulos não perceberam a finalidade das palavras de Jesus a Judas (v.28).
7. Quando Judas saiu era noite (v.30). Já escreveram que a noite, as trevas, em próprias para os maléficos desígnios do coração de Judas. Em contraste o que estava acontecendo com Judas, o local onde ficaram os dez e Jesus, foi tomado de um sentimento de glorificação ao Pai (v.31, 32).
CONCLUSÃO
Jesus era mesmo diferente de nós; não é sem razão que ele é o nosso Mestre; queremos aprender com Ele.
Jesus era mesmo paciente; suportou a cara de pau de Judas sem retaliar. Permitiu que ele permanecesse no colégio apostólico até a última hora (de Judas).
Precisamos aprender com Jesus; Ele mesmo disse que precisamos aprender dEle: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29).
Que Deus nos abençoe.
Pr. Eli da Rocha Silva
13/02/2011 – Igreja Batista em Jardim Helena
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