CRISTO VAI HOJE PASSAR
Foram muitas as vezes que Jesus se deparou com alguém que sabia que não iria mais vê-lo; basta apenas que façamos um tour pelos quatro evangelhos para nos certificarmos disso. Para essas pessoas tratava-se de uma oportunidade única.
Podemos dizer que nada mudou em vinte séculos; as pessoas precisam ser informadas que Cristo vai hoje passar.
O hino 245 do Cantor Cristão levanta três questões que devem fazer parte da nossa reflexão diária: 1. Há hoje alguém esperando para Jesus encontrar? 2. Há inda alguém duvidando do seu poder de salvar? Há inda alguém demorando para Jesus aceitar? Para as três questões podemos responder Sim! A nossa proposta é discorrermos sobre alguns casos de pessoas que não deixaram para amanhã.
Primeiro Caso – A cura de um leproso (Lucas 5.12,13).
Para Lucas era apenas um homem anônimo. O que o diferenciava das demais era o fato de ser um leproso (“tomado pela lepra”).
Ao ver Jesus aquele homem compreendeu que estava ali, diante dele, quem poderia torná-lo limpo. Ele humildemente apela à vontade de Jesus (“Se quiseres”). Jesus quis, e o homem ficou limpo.
Segundo Caso – O centurião de Cafarnaum (Lc 7.1-10)
“Tendo ouvido falar de Jesus” (v.3). Quantos não têm ouvido falar de Jesus, mas não fazem disso a diferença!
Não foi assim com aquele centurião (chefe de cem soldados); ao ouvir falar Jesus ele mandou uma comitiva, solicitando que Ele viesse até sua casa para curar o seu servo ‘a quem muito estimava’.
Jesus ficou admirado com a fé do centurião, e concede aquilo que ele pediu (v.9,10).
Terceiro Caso – A filha de Jairo (Lc 8.40-42,49-56)
Jairo estava com a sua única filha, de doze anos, enferma à beira da morte (v.42). Jairo prostrado aos pés de Jesus implora em favor da sua filha, pedindo que Jesus fosse até sua casa (v.41).
Quando Jesus chega à casa de Jairo a menina já estava morta, mas o Senhor pegando-a pela restaurou-lhe a vida (v.54,55).
Quarto Caso – A cura de uma mulher com hemorragia (Lc 8.43-48)
No trajeto até a casa de Jairo (v.42b), uma mulher que há doze anos sofria de uma hemorragia, tocou a borda do manto de Jesus; e a sua hemorragia estancou imediatamente (v.44). A mulher não conseguiu ficar todo o tempo no anonimato; Jesus lhe diz: “Filha, a tua fé te salvou; vai em paz” (v.48).
São usadas em relação à mulher três palavras que refletem tudo o que aconteceu com ela. 1) Ela recorreu a muitas pessoas que não puderam curar (Therapeutênai); 2) Ela depois de tocar em Jesus, declara-lhe que fora curada (iáthe – teve a saúde restaurada); 3) Jesus diz à mulher: “A tua fé te salvou”. Jesus não usa nenhuma palavra relacionada à cura física (Therapeuo, iaomai ou hugies), mas sésokén (salvo) (Certo comentarista disse que a palavra sesoken (da raíz sozo=salvar) tem uma alegre ambigüidade. Pode significar sarado, restaurado e salvo). Ao encontra-se com Jesus a mulher recebeu a cura física e a cura espiritual. Ela não deixou para amanhã.
Quinto Caso – A cura de dez leprosos (Lc 17.11-19)
Caso entendamos que há cura sem salvação e salvação sem cura, isso pode ser visto claramente neste texto. Jesus disse que dez foram os purificados (v.17). Mas apenas a um deles Jesus diz: “A tua fé te salvou (sesoken)” (v.19).
Sexto Caso – O cego de Jericó (Lc 18.35-43)
O cego de Jericó não deixou para amanhã a possibilidade de ser curado. Quando Jesus se aproxima da cidade, o cego, após clamar é trazido até o Senhor. Jesus lhe pergunta o que ele quer que seja feito. O cego quer tornar a ver (v.41). Jesus cura o homem, e este salvo (sesoken), passa a ser um seguidor de Jesus (v.42).
Sétimo Caso – Zaqueu, o publicano (Lc 19.1-10)
Zaqueu, diferente das personagens anteriores, era rico; podia ter um dos melhores planos de saúde em Jericó; mas algo lhe faltava: precisava conhecer Jesus. Ele soube que Jesus estava na cidade; seria hoje ou nunca; amanhã podia ser muito tarde.
Por ser de pequena estatura, Zaqueu corre à frente da multidão e sobe em uma figueira para ver o Mestre passar (v.4). Jesus manda que ele desça da árvore porque que pousar em sua casa (v.5).
Os invejosos de plantão murmuraram, dizendo que Jesus foi ser hóspede de um homem pecador (v.7).
Zaqueu tocado pela presença do seu hóspede, o próprio Jesus, declara diante de todos que a partir daquele encontro estava mudado (v.8).
Jesus, diante de todos, e para tristeza dos invejosos disse: “Hoje, houve salvação (sotería) nesta casa” (v.9). Jesus declara também a missão do Filho do Homem: “Buscar e salvar (sôsai) o perdido” (v.10).
Para terminar:
O leproso, o centurião, Jairo, a mulher com hemorragia, os dez leprosos, o cego de Jericó e Zaqueu não deixaram para amanhã. Essas personagens sabiam que não podiam esperar outra oportunidade. E você vai deixar a sua decisão para quando?
Lembre-se: o Mestre vai hoje passar.
PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jardim Helena – 20/09/2009
domingo, 20 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
AS BEM-AVENTURANÇAS NA VIDA DAQUELE QUE SERVE A DEUS
AS BEM-AVENTURANÇAS NA VIDA DAQUELE QUE SERVE A DEUS
O crente é diferente do incrédulo. Não é um absurdo acreditarmos nesta verdade. Não é diferente por que tenha feito algo para sê-lo; é diferente por que Deus fez nele a diferença.
As bem-aventuranças retratam o perfil daquele que serve a Deus e sabe que deve esperar Nele.
(Mateus 5:3) - Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Na sua humildade o crente reconhece a soberania de Deus.
Promessa: “Deles é o reino dos céus”.
(v.4) - Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
O crente não se conforma com a miséria do mundo, sendo assim, é consolado pelo Senhor. Mas, é muito mais abençoado quando ele aprende a chorar a sua própria miséria.
Promessa: “Serão consolados”.
(v.5) - Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
A pátria que o crente almeja é bem diferente desta que está tão acostumado. Trata-se de uma pátria que serão cidadãos dela apenas aqueles que conseguem viver a mansidão ainda nesta.
Promessa: “Herdarão a terra”.
(v.6) - Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Todos os dias somos sobressaltados por injustiças praticadas, sendo que algumas delas contra nós mesmos. Mas o crente não toma nada a força e nem se iguala aos injustos na busca do direito. Deus satisfará plenamente de justiça aqueles que esperam Nele.
Promessa: “Serão fartos”.
(v.7) - Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
O crente não deve se fechar diante das necessidades do seu próximo. Ele deve mover o seu coração em favor daqueles que vivem em situação difícil, e alguns, até completa miséria. A maior miséria do homem é o seu próprio pecado.
Promessa: “Alcançarão misericórdia”.
(v.8) - Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
A vida cristã deve ser o exercício da pureza. Com o crente passa até ser regra principal. Há até um imperativo em relação à vida de pureza: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pd 1.16).
Promessa: “Verão a Deus”.
(v.9) - Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
O crente é pacificador por natureza, porque em Cristo obteve a paz com Deus (Rm 5.1). É inconcebível um crente que ama a guerra. Caso haja um crente assim, é duvidoso que ele mesmo tenha alcançado a paz com Deus.
Promessa: “Serão chamados filhos de Deus”.
(v.10) - Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
O crente é feliz quando for perseguido por fazer a vontade de Deus.
Promessa: “Deles é o Reino dos céus”
(v.11) - Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Ser crente pode representar um “alto custo”. Jesus disse aos discípulos que eles não estariam isentos de sofrerem perseguição por causa Dele. Em recente artigo na revista Ultimato, Ricardo Barbosa escreve: “O chamado de Cristo para sermos seus discípulos, com seu ‘alto custo’, é o único caminho possível para a liberdade. A única opção para a verdadeira humanidade. A única esperança para a nossa sociedade enferma. Se seguir a Cristo exige muito, lembre que não segui-lo vai lhe custar muito mais”.
PR. Eli da Rocha Silva,
Igreja Batista em Jardim Helena 18/09/2009
O crente é diferente do incrédulo. Não é um absurdo acreditarmos nesta verdade. Não é diferente por que tenha feito algo para sê-lo; é diferente por que Deus fez nele a diferença.
As bem-aventuranças retratam o perfil daquele que serve a Deus e sabe que deve esperar Nele.
(Mateus 5:3) - Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
Na sua humildade o crente reconhece a soberania de Deus.
Promessa: “Deles é o reino dos céus”.
(v.4) - Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
O crente não se conforma com a miséria do mundo, sendo assim, é consolado pelo Senhor. Mas, é muito mais abençoado quando ele aprende a chorar a sua própria miséria.
Promessa: “Serão consolados”.
(v.5) - Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
A pátria que o crente almeja é bem diferente desta que está tão acostumado. Trata-se de uma pátria que serão cidadãos dela apenas aqueles que conseguem viver a mansidão ainda nesta.
Promessa: “Herdarão a terra”.
(v.6) - Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Todos os dias somos sobressaltados por injustiças praticadas, sendo que algumas delas contra nós mesmos. Mas o crente não toma nada a força e nem se iguala aos injustos na busca do direito. Deus satisfará plenamente de justiça aqueles que esperam Nele.
Promessa: “Serão fartos”.
(v.7) - Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
O crente não deve se fechar diante das necessidades do seu próximo. Ele deve mover o seu coração em favor daqueles que vivem em situação difícil, e alguns, até completa miséria. A maior miséria do homem é o seu próprio pecado.
Promessa: “Alcançarão misericórdia”.
(v.8) - Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
A vida cristã deve ser o exercício da pureza. Com o crente passa até ser regra principal. Há até um imperativo em relação à vida de pureza: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pd 1.16).
Promessa: “Verão a Deus”.
(v.9) - Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
O crente é pacificador por natureza, porque em Cristo obteve a paz com Deus (Rm 5.1). É inconcebível um crente que ama a guerra. Caso haja um crente assim, é duvidoso que ele mesmo tenha alcançado a paz com Deus.
Promessa: “Serão chamados filhos de Deus”.
(v.10) - Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
O crente é feliz quando for perseguido por fazer a vontade de Deus.
Promessa: “Deles é o Reino dos céus”
(v.11) - Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Ser crente pode representar um “alto custo”. Jesus disse aos discípulos que eles não estariam isentos de sofrerem perseguição por causa Dele. Em recente artigo na revista Ultimato, Ricardo Barbosa escreve: “O chamado de Cristo para sermos seus discípulos, com seu ‘alto custo’, é o único caminho possível para a liberdade. A única opção para a verdadeira humanidade. A única esperança para a nossa sociedade enferma. Se seguir a Cristo exige muito, lembre que não segui-lo vai lhe custar muito mais”.
PR. Eli da Rocha Silva,
Igreja Batista em Jardim Helena 18/09/2009
sábado, 1 de agosto de 2009
O JOVEM É A SENTINELA DO SEU PRÓPRIO CAMINHO
O JOVEM É A SENTINELA DO SEU PRÓPRIO CAMINHO
SALMO 119.9
Quando afirmamos que o jovem é a sentinela do seu próprio caminho, queremos dizer que ele o guardará do modo como bem lhe convier.
Mas, ser jovem (adolescente) significa também, viver a plenitude das incertezas, das incompreensões de si mesmo. Acrescente-se a isso tudo a administração das outras incompreensões.
Aqui, deixo transparecer um pouco do que nós mesmos vivemos em nossa juventude. A nossa juventude passada na igreja na década de 1970 (Parece que foi ontem!). Nós adultos, fomos jovens um dia.
Como jovem que viveu a igreja, e isso desde o rol de berços (No interior do Paraná nem existia isso), aprendi desde cedo que eu deveria ser a sentinela do meu próprio caminho.
Embora a maioria das traduções use a expressão ‘purificará o seu caminho’, estou usando uma versão alternativa que traduz ‘guardará’ para a palavra hebraica zakah (ser claro, puro, limpo) (NIBB). Assim sendo, uso o texto da seguinte forma: “Como o jovem guardará puro o seu caminho?”.
I – O DRAMA JÁ COMEÇA NO ESTABELECER DO PRÓPRIO CAMINHO
1. A juventude é o tempo das definições e indefinições. Foi assim com todos os que passaram por essa fase. Alguns decidiram com mais firmeza o seu próprio caminho; outros viveram incertezas diante das muitas possibilidades e dos diversos conselhos. (Nós adultos gostamos de aconselhar (geralmente para que sejam como nós mesmos)).
2. Desde muito pequenos somos induzidos à escolha dos melhores caminhos. Não raro os pais dizem para os seus pequenos: “Não passe por aí; passe por ali”. São as primeiras escolhas, e elas, por indução.
3. Mas nós crescemos, e os nossos pais já não nos induzem como faziam. Começamos assim, a decidir pelo que julgamos ser o melhor para nós mesmos.
4. Para alegria de todos os jovens, quero dizer que, os pais nunca deixarão de dar um palpite em sua vida. Peça você ou não; queira você ou não. Os pais têm o divino direito de opinar, reclamar, e de indicar um melhor caminho sempre. O filho crescido não perde a qualidade de filho.
5. Digo então para qualquer jovem: deixe os seus pais o seu drama quando for estabelecer o seu próprio caminho. Não faça dos seus pais o inimigo da hora.
II – ESTABELECIDO O CAMINHO, QUEM SE JUNTA A MIM NESSA TRILHA?
1. Caminho ou trilha. O caminho dá maior ideia de amplitude, de largueza, de espaço. Mas, muitas vezes, parece mesmo que estamos na trilha, ou seja, apertados em um trajeto que parece nos levar sozinhos. Engano, nunca se anda sozinho neste mundo. E ainda bem que isso nunca acontecerá.
2. Deixe a sua trilha e corra livre por um caminho amplo, preenchido por aqueles que ajudam a escrever sua história. São eles: Deus, a família, a igreja, a sociedade e o Estado.
3. Na família você chega para fazer a diferença. Antes de você a família era menos alegre. Na família somos dependentes sendo disciplinados para a independência. Quando a Bíblia diz que é preciso ensinar à criança o caminho em que deve andar, está sugerindo que haverá um dia de plena independência. Na verdade somos todos interdependentes.
4. Na igreja aprendemos a ser melhores. A igreja tem a característica de fazer pessoas melhores. Alguém me disse esta semana: ‘Depois que ele passou a frequentar a igreja, melhorou muito’. O jovem crente tem parcela do seu conhecimento, das suas atitudes, das coisas que faz e deixa de fazer moldadas pela sua convivência na igreja. A igreja é formadora de bons cidadãos; e a sociedade agradece.
5. Na sociedade vemos o fruto da família e da igreja. O que o jovem representa na sociedade é o resultado das suas próprias decisões, mas que por não andar sozinho na trilha do caminho, deixou-se moldar por valores da família e da igreja. Embora não o faça, é bom pensarmos: ‘O Estado agradece’
6. O Estado agradece, porque o jovem formado em família, com reforço da igreja, saberá respeitar as suas normas, regras e leis.
III – GUARDANDO PURO O CAMINHO DA JUVENTUDE.
1. Diante de um mundo que oferece tantas opções, não tinha como o salmista não ficar preocupado; o salmista anônimo estava preocupado com a juventude. A família, a igreja e o Estado deixarão de existir com o fim da juventude.
2. Vamos pensar na preocupação do salmista: “Como o jovem guardará puro o seu caminho?”. A preocupação antiga é a mesma de hoje; nós temos a mesma preocupação do salmista. Qual dos pais de hoje não têm preocupação com os seus filhos?
3. A preocupação do salmista era tanto social como religiosa. Mas sabemos que a religiosa falava mais alto nas suas perturbações. O jovem que recebe e pratica a instrução bíblica tem muito mais chance de sobreviver em um mundo perverso e corrompido. Veja o seguinte dado: “A “onda jovem”, fenômeno de crescimento populacional na faixa etária entre 15 e 24 anos detectado pelos demógrafos, tem aspectos preocupantes. Pesquisas indicam o crescimento da violência provocada por jovens que tem como principais vítimas a própria juventude com uma média de 42 mortes por dia. Nunca fomos tão jovens, tão violentos, tão sem emprego e tão sem educação. Nunca, numericamente, o Brasil teve tantos habitantes na faixa etária entre 15 e 24 anos. Nunca tantos jovens ficaram sem acesso a escola e, em conseqüência, a empregos dignos. Com isso, agrava-se uma atmosfera propícia ao aumento da violência, violência esta de que os jovens não apenas são os principais atores, mas as primeiras vítimas”. (Fonte: www.sinpro-rs.org.br).
4. Ainda outro dado: “A ONU estima que 7.400 pessoas sejam infectadas diariamente pela Aids no mundo, 45% delas têm entre 15 e 24 anos.
Um total estimado em 2,7 milhões de pessoas contrai o HIV a cada ano em todo o mundo. São 500.000 jovens infectados diariamente por DSTs (excluindo o HIV). Mais da metade das novas infecções por HIV ocorrem entre jovens dos 15 aos 24 anos” (Fonte:www.abcdaids.com.br).
5. A preocupação do salmista, que são as nossas também, devem continuamente fazer eco em nossas mentes. Mas o próprio salmista oferece a solução para as incertezas do tempo de juventude: “Vivendo de acordo com a tua palavra”. A palavra de Deus jamais deverá cair em desuso na vida de qualquer jovem crente.
6. É menos importante se você usa a Bíblia impressa ou arquivos microprocessados. O que importa mesmo é que o jovem deixe Deus falar ao seu coração.
7. A igreja de hoje, não espera nem mais nem menos, do que esperaram o salmista e Paulo dos jovens dos seus dias. Disse Paulo a Timóteo: “Ninguém te menospreze por seres jovem, mas procura ser exemplo para os fieis, na palavra, no comportamento, no amor, na fé e na pureza” (1 Tm 4.12).
CONCLUSÃO
Os jovens têm tudo para realizar a obra do Senhor: têm vigor, força, dons e talentos. Mas para que sejam úteis à obra na casa de Deus e no Seu reino, precisam ser as sentinelas do seu próprio caminho.
Estabelecido o caminho, os jovens devem buscar ajuda na família, na igreja e entre amigos sinceros, para que não caminhem sós a trilha da vida.
Que Deus abençoe a nossa juventude.
Amém.
PR. Eli da Rocha Silva 02/08/2009
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP
SALMO 119.9
Quando afirmamos que o jovem é a sentinela do seu próprio caminho, queremos dizer que ele o guardará do modo como bem lhe convier.
Mas, ser jovem (adolescente) significa também, viver a plenitude das incertezas, das incompreensões de si mesmo. Acrescente-se a isso tudo a administração das outras incompreensões.
Aqui, deixo transparecer um pouco do que nós mesmos vivemos em nossa juventude. A nossa juventude passada na igreja na década de 1970 (Parece que foi ontem!). Nós adultos, fomos jovens um dia.
Como jovem que viveu a igreja, e isso desde o rol de berços (No interior do Paraná nem existia isso), aprendi desde cedo que eu deveria ser a sentinela do meu próprio caminho.
Embora a maioria das traduções use a expressão ‘purificará o seu caminho’, estou usando uma versão alternativa que traduz ‘guardará’ para a palavra hebraica zakah (ser claro, puro, limpo) (NIBB). Assim sendo, uso o texto da seguinte forma: “Como o jovem guardará puro o seu caminho?”.
I – O DRAMA JÁ COMEÇA NO ESTABELECER DO PRÓPRIO CAMINHO
1. A juventude é o tempo das definições e indefinições. Foi assim com todos os que passaram por essa fase. Alguns decidiram com mais firmeza o seu próprio caminho; outros viveram incertezas diante das muitas possibilidades e dos diversos conselhos. (Nós adultos gostamos de aconselhar (geralmente para que sejam como nós mesmos)).
2. Desde muito pequenos somos induzidos à escolha dos melhores caminhos. Não raro os pais dizem para os seus pequenos: “Não passe por aí; passe por ali”. São as primeiras escolhas, e elas, por indução.
3. Mas nós crescemos, e os nossos pais já não nos induzem como faziam. Começamos assim, a decidir pelo que julgamos ser o melhor para nós mesmos.
4. Para alegria de todos os jovens, quero dizer que, os pais nunca deixarão de dar um palpite em sua vida. Peça você ou não; queira você ou não. Os pais têm o divino direito de opinar, reclamar, e de indicar um melhor caminho sempre. O filho crescido não perde a qualidade de filho.
5. Digo então para qualquer jovem: deixe os seus pais o seu drama quando for estabelecer o seu próprio caminho. Não faça dos seus pais o inimigo da hora.
II – ESTABELECIDO O CAMINHO, QUEM SE JUNTA A MIM NESSA TRILHA?
1. Caminho ou trilha. O caminho dá maior ideia de amplitude, de largueza, de espaço. Mas, muitas vezes, parece mesmo que estamos na trilha, ou seja, apertados em um trajeto que parece nos levar sozinhos. Engano, nunca se anda sozinho neste mundo. E ainda bem que isso nunca acontecerá.
2. Deixe a sua trilha e corra livre por um caminho amplo, preenchido por aqueles que ajudam a escrever sua história. São eles: Deus, a família, a igreja, a sociedade e o Estado.
3. Na família você chega para fazer a diferença. Antes de você a família era menos alegre. Na família somos dependentes sendo disciplinados para a independência. Quando a Bíblia diz que é preciso ensinar à criança o caminho em que deve andar, está sugerindo que haverá um dia de plena independência. Na verdade somos todos interdependentes.
4. Na igreja aprendemos a ser melhores. A igreja tem a característica de fazer pessoas melhores. Alguém me disse esta semana: ‘Depois que ele passou a frequentar a igreja, melhorou muito’. O jovem crente tem parcela do seu conhecimento, das suas atitudes, das coisas que faz e deixa de fazer moldadas pela sua convivência na igreja. A igreja é formadora de bons cidadãos; e a sociedade agradece.
5. Na sociedade vemos o fruto da família e da igreja. O que o jovem representa na sociedade é o resultado das suas próprias decisões, mas que por não andar sozinho na trilha do caminho, deixou-se moldar por valores da família e da igreja. Embora não o faça, é bom pensarmos: ‘O Estado agradece’
6. O Estado agradece, porque o jovem formado em família, com reforço da igreja, saberá respeitar as suas normas, regras e leis.
III – GUARDANDO PURO O CAMINHO DA JUVENTUDE.
1. Diante de um mundo que oferece tantas opções, não tinha como o salmista não ficar preocupado; o salmista anônimo estava preocupado com a juventude. A família, a igreja e o Estado deixarão de existir com o fim da juventude.
2. Vamos pensar na preocupação do salmista: “Como o jovem guardará puro o seu caminho?”. A preocupação antiga é a mesma de hoje; nós temos a mesma preocupação do salmista. Qual dos pais de hoje não têm preocupação com os seus filhos?
3. A preocupação do salmista era tanto social como religiosa. Mas sabemos que a religiosa falava mais alto nas suas perturbações. O jovem que recebe e pratica a instrução bíblica tem muito mais chance de sobreviver em um mundo perverso e corrompido. Veja o seguinte dado: “A “onda jovem”, fenômeno de crescimento populacional na faixa etária entre 15 e 24 anos detectado pelos demógrafos, tem aspectos preocupantes. Pesquisas indicam o crescimento da violência provocada por jovens que tem como principais vítimas a própria juventude com uma média de 42 mortes por dia. Nunca fomos tão jovens, tão violentos, tão sem emprego e tão sem educação. Nunca, numericamente, o Brasil teve tantos habitantes na faixa etária entre 15 e 24 anos. Nunca tantos jovens ficaram sem acesso a escola e, em conseqüência, a empregos dignos. Com isso, agrava-se uma atmosfera propícia ao aumento da violência, violência esta de que os jovens não apenas são os principais atores, mas as primeiras vítimas”. (Fonte: www.sinpro-rs.org.br).
4. Ainda outro dado: “A ONU estima que 7.400 pessoas sejam infectadas diariamente pela Aids no mundo, 45% delas têm entre 15 e 24 anos.
Um total estimado em 2,7 milhões de pessoas contrai o HIV a cada ano em todo o mundo. São 500.000 jovens infectados diariamente por DSTs (excluindo o HIV). Mais da metade das novas infecções por HIV ocorrem entre jovens dos 15 aos 24 anos” (Fonte:www.abcdaids.com.br).
5. A preocupação do salmista, que são as nossas também, devem continuamente fazer eco em nossas mentes. Mas o próprio salmista oferece a solução para as incertezas do tempo de juventude: “Vivendo de acordo com a tua palavra”. A palavra de Deus jamais deverá cair em desuso na vida de qualquer jovem crente.
6. É menos importante se você usa a Bíblia impressa ou arquivos microprocessados. O que importa mesmo é que o jovem deixe Deus falar ao seu coração.
7. A igreja de hoje, não espera nem mais nem menos, do que esperaram o salmista e Paulo dos jovens dos seus dias. Disse Paulo a Timóteo: “Ninguém te menospreze por seres jovem, mas procura ser exemplo para os fieis, na palavra, no comportamento, no amor, na fé e na pureza” (1 Tm 4.12).
CONCLUSÃO
Os jovens têm tudo para realizar a obra do Senhor: têm vigor, força, dons e talentos. Mas para que sejam úteis à obra na casa de Deus e no Seu reino, precisam ser as sentinelas do seu próprio caminho.
Estabelecido o caminho, os jovens devem buscar ajuda na família, na igreja e entre amigos sinceros, para que não caminhem sós a trilha da vida.
Que Deus abençoe a nossa juventude.
Amém.
PR. Eli da Rocha Silva 02/08/2009
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP
domingo, 19 de julho de 2009
IGREJA - DEIXE-SE CONHECER
IGREJA - DEIXE-SE CONHECER
FILIPENSES 4.1-7
I – ATRAVÉS DE SUA ALEGRIA
1. Antes de Paulo falar da alegria, da moderação e da dependência divina, ele falou de comunhão; falou da sua própria comunhão com os irmãos, através do amor que sentia por eles.
2. Aprendi nas palestras durante a Convenção, que o pastor deve ser amável, afetuoso, compreensivo, etc. Assim foi Paulo em relação aos crentes filipenses (v.1); gosto da tradução (NKJ): “Meus irmãos, a quem amo e de quem tenho saudades, minha alegria e coroa, permanecei assim firmes no Senhor, amados”.
3. Havia em Filipos duas irmãs na fé, Evódia e Síntique, que estavam em pé de guerra. Paulo que amava os irmãos escreve: “Suplico a Evódia e a Síntique que restabeleçam a boa convivência no Senhor” (v.2). As divergências que venhamos a ter em muitas questões não devem atrapalhar a nossa boa convivência no Senhor. O apóstolo ressalta a importância das duas irmãs, na cooperação do Evangelho (v.3).
4. “Regozijai-vos”. A Chave Lingüística Grega diz que Chaírete, está no Presente do Indicativo Ativo, demandando uma ação habitual e contínua. O texto paulino é reforçado por pántote, que significa sempre.
5. O crente deve deixar-se conhecer pela alegria cristã. Muitas são as dificuldades e as perseguições, mas nada disso deveria roubar dos crentes a alegria. A alegria é fruto das coisas que alcançamos tão-somente em Cristo; não há outro lugar onde podemos buscar a alegria que só se alcança Nele.
II – ATRAVÉS DA SUA MODERAÇÃO (v.5).
O que é moderação? s. f. 1. Ato! ou efeito de moderar; 2. Atenuação; 3. Afrouxamento; 4. Comedimento, prudência; 5. Mediania; meio-termo; 6. Diminuição.
1. Aprendemos com Ralph P. Martin que tal moderação acontece quando o crente apresenta o espírito pronto para abrir mão da retaliação, quando são ameaçados, ou provocados, por causa de sua Fe (Com. Filipenses Mundo Cristão).
2. A NKJ traduz: “Seja a vossa amabilidade conhecida por todas as pessoas”. As pessoas dirão do crente: ele enfrentou toda a provocação sem perder a moderação (ARA), a amabilidade (NKJ) e a bondade (NIBB); é também gentileza e paciência.
3. A Chave Lingüística Grega diz o seguinte a respeito da palavra que Paulo aplica à vida dos crentes em Filipos: “Denota uma firmeza paciente e humilde, capaz de submeter-se a injustiças, desgraças e maus tratos, sem ódio ou maldade, confiando em Deus a despeito de tudo”.
4. É possível que em algum momento o mundo mexa conosco, para saber até onde vai a nossa moderação e a nossa amabilidade.
5. O crente não deve cair em desespero, perder a alegria ou a paciência: “Perto está o Senhor”. Seja a vinda para toda a igreja, ou para algum membro em particular, o Senhor está nos ajudando em nossa paciência.
II – ATRAVÉS DA DEPENDÊNCIA DE DEUS (v.6, 7).
1. “Não andeis ansiosos de coisa alguma” (v.6). Paulo nos faz lembra Jesus e Pedro. Na verdade, a ansiedade é uma grande perda de tempo e saúde; quem pode mudar o curso das coisas por estar ansioso?
2. O conselho é que não andemos ansiosos por coisa alguma, porque todas as coisas podem ser colocadas diante de Deus pela nossa oração e súplica e por fim, com gratidão em nossos corações.
3. Paulo escrevia em um contexto diferente do nosso, ele escrevia da prisão. O apóstolo não fora preso como um malfeitor, mas como alguém que soube sofrer por causa do evangelho, e sem retaliar.
4. O apóstolo fala de algo que ele estava experimentando na prisão. Não que ele precisou ser preso para experimentá-la, mas naquele lugar, ele aprendeu que de fato é possível: “E a paz de Deus, que excede a todo entendimento” (v.7). A paz que excede todo entendimento é possível na vida do crente, porque ela não depende de coisas fora dele.
5. Paulo estava preso, e com ele, presa a paz; os cristãos poderiam ser perseguidos, mas com eles, perseguida a paz; onde estiver o crente, a paz que não é limitada por explicações racionais está presente: é a paz de Deus.
6. Mas a paz, além de nos deixar serenos, é ativa, é funcional: “guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. A paz se coloca com um vigilante ativo, como um guarda, a proteger coração e mente do cristão. A paz guarda o centro das nossas vontades (kardia) e das nossas ações (nóema).
7. A paz nos guarda Nele; nós estamos ligados a Ele; o crente recebe os benefícios da paz, pois está em Cristo Jesus.
CONCLUSÃO
Paulo queria ver em Filipos, uma igreja que:
Deixasse transparecer a sua comunhão
Que a sua alegria não fosse coisa circunstancial
e que vivesse em amabilidade diante das incertezas da vida
e mesmo diante de tais incertezas e se percebesse dependente de Deus.
Amém.
PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP
FILIPENSES 4.1-7
I – ATRAVÉS DE SUA ALEGRIA
1. Antes de Paulo falar da alegria, da moderação e da dependência divina, ele falou de comunhão; falou da sua própria comunhão com os irmãos, através do amor que sentia por eles.
2. Aprendi nas palestras durante a Convenção, que o pastor deve ser amável, afetuoso, compreensivo, etc. Assim foi Paulo em relação aos crentes filipenses (v.1); gosto da tradução (NKJ): “Meus irmãos, a quem amo e de quem tenho saudades, minha alegria e coroa, permanecei assim firmes no Senhor, amados”.
3. Havia em Filipos duas irmãs na fé, Evódia e Síntique, que estavam em pé de guerra. Paulo que amava os irmãos escreve: “Suplico a Evódia e a Síntique que restabeleçam a boa convivência no Senhor” (v.2). As divergências que venhamos a ter em muitas questões não devem atrapalhar a nossa boa convivência no Senhor. O apóstolo ressalta a importância das duas irmãs, na cooperação do Evangelho (v.3).
4. “Regozijai-vos”. A Chave Lingüística Grega diz que Chaírete, está no Presente do Indicativo Ativo, demandando uma ação habitual e contínua. O texto paulino é reforçado por pántote, que significa sempre.
5. O crente deve deixar-se conhecer pela alegria cristã. Muitas são as dificuldades e as perseguições, mas nada disso deveria roubar dos crentes a alegria. A alegria é fruto das coisas que alcançamos tão-somente em Cristo; não há outro lugar onde podemos buscar a alegria que só se alcança Nele.
II – ATRAVÉS DA SUA MODERAÇÃO (v.5).
O que é moderação? s. f. 1. Ato! ou efeito de moderar; 2. Atenuação; 3. Afrouxamento; 4. Comedimento, prudência; 5. Mediania; meio-termo; 6. Diminuição.
1. Aprendemos com Ralph P. Martin que tal moderação acontece quando o crente apresenta o espírito pronto para abrir mão da retaliação, quando são ameaçados, ou provocados, por causa de sua Fe (Com. Filipenses Mundo Cristão).
2. A NKJ traduz: “Seja a vossa amabilidade conhecida por todas as pessoas”. As pessoas dirão do crente: ele enfrentou toda a provocação sem perder a moderação (ARA), a amabilidade (NKJ) e a bondade (NIBB); é também gentileza e paciência.
3. A Chave Lingüística Grega diz o seguinte a respeito da palavra que Paulo aplica à vida dos crentes em Filipos: “Denota uma firmeza paciente e humilde, capaz de submeter-se a injustiças, desgraças e maus tratos, sem ódio ou maldade, confiando em Deus a despeito de tudo”.
4. É possível que em algum momento o mundo mexa conosco, para saber até onde vai a nossa moderação e a nossa amabilidade.
5. O crente não deve cair em desespero, perder a alegria ou a paciência: “Perto está o Senhor”. Seja a vinda para toda a igreja, ou para algum membro em particular, o Senhor está nos ajudando em nossa paciência.
II – ATRAVÉS DA DEPENDÊNCIA DE DEUS (v.6, 7).
1. “Não andeis ansiosos de coisa alguma” (v.6). Paulo nos faz lembra Jesus e Pedro. Na verdade, a ansiedade é uma grande perda de tempo e saúde; quem pode mudar o curso das coisas por estar ansioso?
2. O conselho é que não andemos ansiosos por coisa alguma, porque todas as coisas podem ser colocadas diante de Deus pela nossa oração e súplica e por fim, com gratidão em nossos corações.
3. Paulo escrevia em um contexto diferente do nosso, ele escrevia da prisão. O apóstolo não fora preso como um malfeitor, mas como alguém que soube sofrer por causa do evangelho, e sem retaliar.
4. O apóstolo fala de algo que ele estava experimentando na prisão. Não que ele precisou ser preso para experimentá-la, mas naquele lugar, ele aprendeu que de fato é possível: “E a paz de Deus, que excede a todo entendimento” (v.7). A paz que excede todo entendimento é possível na vida do crente, porque ela não depende de coisas fora dele.
5. Paulo estava preso, e com ele, presa a paz; os cristãos poderiam ser perseguidos, mas com eles, perseguida a paz; onde estiver o crente, a paz que não é limitada por explicações racionais está presente: é a paz de Deus.
6. Mas a paz, além de nos deixar serenos, é ativa, é funcional: “guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. A paz se coloca com um vigilante ativo, como um guarda, a proteger coração e mente do cristão. A paz guarda o centro das nossas vontades (kardia) e das nossas ações (nóema).
7. A paz nos guarda Nele; nós estamos ligados a Ele; o crente recebe os benefícios da paz, pois está em Cristo Jesus.
CONCLUSÃO
Paulo queria ver em Filipos, uma igreja que:
Deixasse transparecer a sua comunhão
Que a sua alegria não fosse coisa circunstancial
e que vivesse em amabilidade diante das incertezas da vida
e mesmo diante de tais incertezas e se percebesse dependente de Deus.
Amém.
PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP
sábado, 11 de julho de 2009
O CUIDADO DE DEUS CONOSCO (OU O DEUS CONOSCO CUIDA DE NÓS)
O CUIDADO DE DEUS CONOSCO (OU O DEUS CONOSCO CUIDA DE NÓS)
1 PEDRO 5.6-11
Qualquer que seja a ordem da sentença não vai alterar a confiança que temos em Deus.
Pedro, que até fraquejou (talvez tenha se esquecido do Deus conosco), nos incentiva a acreditarmos no que ele sentiu e provou.
(v.6) Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte;
1. Pedro diz que devemos nos humilhar diante de Deus (v.6); como amadureceu o nosso querido irmão apóstolo. Quando Jesus quis lavar-lhe os pés, ele não consentiu. Logo depois, queria tomar banho (João 13).
2. Mas a nossa humilhação, segundo Pedro, deve ser sob um maravilhoso lugar: à sombra da poderosa mão de Deus (lembrei-me do Salmo 91). Que gostoso lugar para a nossa humilhação. Bendita humilhação que nos encaminha para a exaltação.
3. Exaltação que é no tempo próprio; no tempo de Deus. Trata-se de coisa theokairótica.
4. Tem que ser no tempo oportuno, pois trata-se de um tempo exato, que não acontece nem antes nem depois, em nenhuma menor medida de tempo que possamos imaginar.
(v.7) lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.
Pedro agora é salmódico: “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará”. (37.5).
1. A palavra entregar traduz gâlal, que é rolar. Então poderíamos ler: Role o teu caminho sobre o Senhor. Muitas vezes os problemas são tão enormes que não podemos carregá-los, administrá-los ou qualquer coisa que o valha.
2. Pedro diz que devemos lançar; o salmista diz que devemos entregar. Prefiro entender que no final dará no mesmo. O importante é que o problema não fique conosco.
3. Se você jogar tudo sobre Deus, não queira atalhar. Ah, também não diga como Ele deve ou não deve fazer. Não seria sensato de sua parte (de nossa parte).
4. “Porque Ele tem cuidado de vós”. Como é bom sabermos disso. Que o digam os distraídos e aqueles que pensam que atingiram a maioridade, aqueles que se dizem donos dos próprios narizes. Saibam todos: “Deus ‘se importa com aquilo que se passa na vida de vocês’ (Mueller)”.
(v.8) Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar;
1. Pedro aqui falou do que ele mesmo sentiu na pele. Quando devia apoiar o Mestre no cumprimento da missão, deixou-se influencia por Satanás (Mat 16.23);
2. No momento de orar, caiu em pesado sono, deixando o Mestre orando só.
3. A NIBB traduz assim a primeira parte do verso: “Tende bom senso e estai atentos”. Os crentes devem viver em alerta máximo, pois o inimigo não manda e-mail dizendo o dia e hora.
(v.9) ao qual resisti firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos estão-se cumprindo entre os vossos irmãos no mundo.
1. Saber que Deus cuida de nós não deve ser estímulo à negligência, ao desleixo e a manutenção da guarda baixa: sobriedade e vigilância, prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
2. Pedro não manda que a gente chame o diabo para a briga, assim como Tiago (4.7), só manda que o resistamos; ao que Pedro acrescenta: “firmes na fé”.
3. Pedro não nos manda praticar outro exercício, que não seja a firmeza na fé. A fé não permite que abandonemos a fé (fé que tivemos quando cremos, e a fé que conservamos porque um dia cremos).
4. Existem crentes sofrendo em todos os lugares do mundo. Não eram apenas os leitores de Pedro que sofriam; os não leitores também passavam pelas mesmas aflições por conta do Evangelho que professavam.
(v.10) E o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, confirmar e fortalecer.
1. O Deus de toda graça não abandona os seus chamados para a vida eterna e, mesmo que haja sofrimento, será por um pouquinho de tempo.
2. O sofrimento cristão não é motivo de desistência, mas de resistência. Deus mesmo se encarrega de nos aperfeiçoar (nos completa); de nos confirmar (nos estabelece, somos ‘concretados’, fixados); e, de nos fortalecer (pela força do seu poder nos anima e capacita).
(v.11) A ele seja o domínio para todo o sempre. Amém.
1. A Deus, que toma para si as nossas ansiedades,
2. Que nos faz, por seu próprio poder, capazes de pela fé, vencermos o maligno;
3. “Domínio para todo o sempre”.
Amém.
PR. Eli da Rocha Silva 12/07/2009
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – S.Paulo - SP
1 PEDRO 5.6-11
Qualquer que seja a ordem da sentença não vai alterar a confiança que temos em Deus.
Pedro, que até fraquejou (talvez tenha se esquecido do Deus conosco), nos incentiva a acreditarmos no que ele sentiu e provou.
(v.6) Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte;
1. Pedro diz que devemos nos humilhar diante de Deus (v.6); como amadureceu o nosso querido irmão apóstolo. Quando Jesus quis lavar-lhe os pés, ele não consentiu. Logo depois, queria tomar banho (João 13).
2. Mas a nossa humilhação, segundo Pedro, deve ser sob um maravilhoso lugar: à sombra da poderosa mão de Deus (lembrei-me do Salmo 91). Que gostoso lugar para a nossa humilhação. Bendita humilhação que nos encaminha para a exaltação.
3. Exaltação que é no tempo próprio; no tempo de Deus. Trata-se de coisa theokairótica.
4. Tem que ser no tempo oportuno, pois trata-se de um tempo exato, que não acontece nem antes nem depois, em nenhuma menor medida de tempo que possamos imaginar.
(v.7) lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.
Pedro agora é salmódico: “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará”. (37.5).
1. A palavra entregar traduz gâlal, que é rolar. Então poderíamos ler: Role o teu caminho sobre o Senhor. Muitas vezes os problemas são tão enormes que não podemos carregá-los, administrá-los ou qualquer coisa que o valha.
2. Pedro diz que devemos lançar; o salmista diz que devemos entregar. Prefiro entender que no final dará no mesmo. O importante é que o problema não fique conosco.
3. Se você jogar tudo sobre Deus, não queira atalhar. Ah, também não diga como Ele deve ou não deve fazer. Não seria sensato de sua parte (de nossa parte).
4. “Porque Ele tem cuidado de vós”. Como é bom sabermos disso. Que o digam os distraídos e aqueles que pensam que atingiram a maioridade, aqueles que se dizem donos dos próprios narizes. Saibam todos: “Deus ‘se importa com aquilo que se passa na vida de vocês’ (Mueller)”.
(v.8) Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar;
1. Pedro aqui falou do que ele mesmo sentiu na pele. Quando devia apoiar o Mestre no cumprimento da missão, deixou-se influencia por Satanás (Mat 16.23);
2. No momento de orar, caiu em pesado sono, deixando o Mestre orando só.
3. A NIBB traduz assim a primeira parte do verso: “Tende bom senso e estai atentos”. Os crentes devem viver em alerta máximo, pois o inimigo não manda e-mail dizendo o dia e hora.
(v.9) ao qual resisti firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos estão-se cumprindo entre os vossos irmãos no mundo.
1. Saber que Deus cuida de nós não deve ser estímulo à negligência, ao desleixo e a manutenção da guarda baixa: sobriedade e vigilância, prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
2. Pedro não manda que a gente chame o diabo para a briga, assim como Tiago (4.7), só manda que o resistamos; ao que Pedro acrescenta: “firmes na fé”.
3. Pedro não nos manda praticar outro exercício, que não seja a firmeza na fé. A fé não permite que abandonemos a fé (fé que tivemos quando cremos, e a fé que conservamos porque um dia cremos).
4. Existem crentes sofrendo em todos os lugares do mundo. Não eram apenas os leitores de Pedro que sofriam; os não leitores também passavam pelas mesmas aflições por conta do Evangelho que professavam.
(v.10) E o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, confirmar e fortalecer.
1. O Deus de toda graça não abandona os seus chamados para a vida eterna e, mesmo que haja sofrimento, será por um pouquinho de tempo.
2. O sofrimento cristão não é motivo de desistência, mas de resistência. Deus mesmo se encarrega de nos aperfeiçoar (nos completa); de nos confirmar (nos estabelece, somos ‘concretados’, fixados); e, de nos fortalecer (pela força do seu poder nos anima e capacita).
(v.11) A ele seja o domínio para todo o sempre. Amém.
1. A Deus, que toma para si as nossas ansiedades,
2. Que nos faz, por seu próprio poder, capazes de pela fé, vencermos o maligno;
3. “Domínio para todo o sempre”.
Amém.
PR. Eli da Rocha Silva 12/07/2009
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – S.Paulo - SP
VIVENDO SOB O PRISMA DA ESPERANÇA
VIVENDO SOB O PRISMA DA ESPERANÇA
FILIPENSES 3.15-21
Viver sob o ponto de vista da esperança consiste em caminharmos contra qualquer coisa que se possa medir com a régua do previsível.
Quando Abrão deixou Harã, ele fugia do previsível
Quando Moisés deixou o Egito, deixou o previsível (ser filho da filha de Faraó), para cuidar do rebanho que não era seu.
Quando os primeiros discípulos abandonaram as redes, deixaram o previsível (negociantes de peixes), para aprenderem sob uma nova proposta.
Quando Jesus deixou os céus, deixou o previsível (continuar com a glória que tinha), para acreditar na proposta do Pai: que eu e você aceitaríamos o seu sacrifício (João 3.16).
Quando Paulo deixou um futuro, humanamente brilhante (ser um medalhão no Sinédrio), para correr riscos através dos mares.
Quando eu e você, deixarmos de acreditar apenas no que vemos, e passarmos viver sob o prisma da esperança.
I – VIVEMOS SOB O PRISMA DA ESPERANÇA, QUANDO NÃO PERDEMOS O FOCO
1. Parece muito comum dizer o que a esperança faz conosco, mas não é comum dizer o que a falta de esperança faz com os demais. Mas, a princípio é bom dizer o que ela faz conosco.
2. A esperança nos encaminha para o alvo, que a princípio, pode não ser visto e nem conhecido (Abrão): “Vai para a terra que eu te mostrarei”. Abrão saiu e foi.
3. Paulo disse: “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão” (v.13). O apóstolo reafirma com outras palavras, que de fato, para ele, as coisas velhas já passaram. Pena que a mulher de Ló não teve a mesma percepção e decisão.
4. Crio aqui (ou relembro um neologismo): ‘Mulherdelósismo’. É uma pena que muitos se deixam levar pela fraqueza de amar o que se deixou para trás. Imaginem Abrão, a cada parada, olhando o seu álbum de fotografias para lembrar Harã; ou Moisés, para lembrar o Egito! Lamentavelmente, como a mulher de Ló, o povo de Israel não esquecia os pepinos e os melões do Egito.
5. Paulo diz, o que serviu para ele, e serve para nós também: que nós fomos conquistados para nos conformarmos com Cristo (na morte, na ressurreição e na glorificação) (v.10-12).
II – VIVEMOS SOB O PRISMA DA ESPERANÇA, QUANDO SABEMOS A QUEM SEGUIR
1. Quem já não se viu perdido na cidade grande; ou, quem devia falar e não sabia o que dizer; ou, quem não já se viu em apuros? Quando vivemos sob o prisma da esperança, sabemos quais os exemplos que devem ser seguidos.
2. Paulo está propondo uma conformação em cadeia (série, sucessão): Paulo com todos os outros se conformando a Cristo (v.17).
3. Cristo é o exemplo a ser imitado e perseguido pelos crentes, mas Paulo tem a coragem de se apresentar também como modelo de imitação: “Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (1Co 11:1).
4. Havia o perigo dos crentes se deixarem levar por péssimos modelos: “Muitos andam entre nós...que são inimigos da cruz de Cristo” (v.18). Qualquer indivíduo, que ensine que é possível ir para o céu sem Cristo, torna-se inimigo da sua cruz.
5. “A glória deles está na sua infâmia” (v.19). É provável que Paulo estive falando a respeito dos gnósticos que ensinavam: “que qualquer coisa feita no corpo, até mesmo o pior dos pecados, não tem valor algum porque vida verdadeira existe no reino espiritual apenas (Internet)”. Diziam que: “o conhecimento e superior à virtude” (Bíblia Anotada).
6. “O fim deles é a perdição” ( v.19). Paulo observa que esses doutrinadores, que estão no meio da igreja, mas que não são do grupo dos salvos, terão como destino a perdição. Não será diferente com aqueles que se deixarem levar pelos seus ensinos.
III - VIVEMOS SOB O PRISMA DA ESPERANÇA, QUANDO CREMOS NO EVANGELHO.
1. Crer no evangelho é crer em Cristo e nos ensinos dos apóstolos. Os apóstolos não inventaram um evangelho, mas ensinaram como recebido do Senhor. Os primeiros apóstolos in loco; e Paulo, ele mesmo diz: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei” (1 Co 11.23 a).
2. As palavras de Jesus, ditas aos discípulos quando da sua despedida (João 14.2,3), são agora relembradas por Paulo:
• Assim disse Jesus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas, vou preparar-vos lugar”
Assim disse Paulo: “Pois a nossa pátria está nos céus” (v.20);
• Jesus: “Voltarei e vos receberei para mim mesmo”;
Paulo: “de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”.
• Jesus: “Para que onde eu estou estejais vós também”.
Paulo nos ensina que, para podermos estar com Jesus, que é o nosso Salvador, Ele: “transformará o corpo da nossa humilhação, para ser semelhante ao corpo da sua glória” (v.21).
3. Paulo ensina uma esperança que só há no crente: a vida na pátria que está no céu. Muitos estão lutando pela pátria daqui mesmo. Que dó! (Alguns certamente dirão), deixar aqui tudo que conseguimos com tanto esforço?
4. Mas para o verdadeiro crente, o céu é inegociável. O evangelho, que nos ensina viver sob o ponto de vista da esperança, não nos deixa cair nessa horrenda troca.
CONCLUSÃO
Como começamos terminamos: a esperança nos ensina a viver fora das realidades aparentes.
Nós aprendemos pela esperança, a tirar o foco do que se pode ver, para as coisas que não vemos, mas sabemos que estão lá (Hb 11.1).
A esperança também nos ensina seguir o modelo por excelência: Jesus
A esperança nos alivia do fardo que deixaremos aqui, porque o que nos faz feliz, e a pátria que está lá.
Amém.
PR. Eli da Rocha Silva 12/07/2009
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP
FILIPENSES 3.15-21
Viver sob o ponto de vista da esperança consiste em caminharmos contra qualquer coisa que se possa medir com a régua do previsível.
Quando Abrão deixou Harã, ele fugia do previsível
Quando Moisés deixou o Egito, deixou o previsível (ser filho da filha de Faraó), para cuidar do rebanho que não era seu.
Quando os primeiros discípulos abandonaram as redes, deixaram o previsível (negociantes de peixes), para aprenderem sob uma nova proposta.
Quando Jesus deixou os céus, deixou o previsível (continuar com a glória que tinha), para acreditar na proposta do Pai: que eu e você aceitaríamos o seu sacrifício (João 3.16).
Quando Paulo deixou um futuro, humanamente brilhante (ser um medalhão no Sinédrio), para correr riscos através dos mares.
Quando eu e você, deixarmos de acreditar apenas no que vemos, e passarmos viver sob o prisma da esperança.
I – VIVEMOS SOB O PRISMA DA ESPERANÇA, QUANDO NÃO PERDEMOS O FOCO
1. Parece muito comum dizer o que a esperança faz conosco, mas não é comum dizer o que a falta de esperança faz com os demais. Mas, a princípio é bom dizer o que ela faz conosco.
2. A esperança nos encaminha para o alvo, que a princípio, pode não ser visto e nem conhecido (Abrão): “Vai para a terra que eu te mostrarei”. Abrão saiu e foi.
3. Paulo disse: “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão” (v.13). O apóstolo reafirma com outras palavras, que de fato, para ele, as coisas velhas já passaram. Pena que a mulher de Ló não teve a mesma percepção e decisão.
4. Crio aqui (ou relembro um neologismo): ‘Mulherdelósismo’. É uma pena que muitos se deixam levar pela fraqueza de amar o que se deixou para trás. Imaginem Abrão, a cada parada, olhando o seu álbum de fotografias para lembrar Harã; ou Moisés, para lembrar o Egito! Lamentavelmente, como a mulher de Ló, o povo de Israel não esquecia os pepinos e os melões do Egito.
5. Paulo diz, o que serviu para ele, e serve para nós também: que nós fomos conquistados para nos conformarmos com Cristo (na morte, na ressurreição e na glorificação) (v.10-12).
II – VIVEMOS SOB O PRISMA DA ESPERANÇA, QUANDO SABEMOS A QUEM SEGUIR
1. Quem já não se viu perdido na cidade grande; ou, quem devia falar e não sabia o que dizer; ou, quem não já se viu em apuros? Quando vivemos sob o prisma da esperança, sabemos quais os exemplos que devem ser seguidos.
2. Paulo está propondo uma conformação em cadeia (série, sucessão): Paulo com todos os outros se conformando a Cristo (v.17).
3. Cristo é o exemplo a ser imitado e perseguido pelos crentes, mas Paulo tem a coragem de se apresentar também como modelo de imitação: “Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (1Co 11:1).
4. Havia o perigo dos crentes se deixarem levar por péssimos modelos: “Muitos andam entre nós...que são inimigos da cruz de Cristo” (v.18). Qualquer indivíduo, que ensine que é possível ir para o céu sem Cristo, torna-se inimigo da sua cruz.
5. “A glória deles está na sua infâmia” (v.19). É provável que Paulo estive falando a respeito dos gnósticos que ensinavam: “que qualquer coisa feita no corpo, até mesmo o pior dos pecados, não tem valor algum porque vida verdadeira existe no reino espiritual apenas (Internet)”. Diziam que: “o conhecimento e superior à virtude” (Bíblia Anotada).
6. “O fim deles é a perdição” ( v.19). Paulo observa que esses doutrinadores, que estão no meio da igreja, mas que não são do grupo dos salvos, terão como destino a perdição. Não será diferente com aqueles que se deixarem levar pelos seus ensinos.
III - VIVEMOS SOB O PRISMA DA ESPERANÇA, QUANDO CREMOS NO EVANGELHO.
1. Crer no evangelho é crer em Cristo e nos ensinos dos apóstolos. Os apóstolos não inventaram um evangelho, mas ensinaram como recebido do Senhor. Os primeiros apóstolos in loco; e Paulo, ele mesmo diz: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei” (1 Co 11.23 a).
2. As palavras de Jesus, ditas aos discípulos quando da sua despedida (João 14.2,3), são agora relembradas por Paulo:
• Assim disse Jesus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas, vou preparar-vos lugar”
Assim disse Paulo: “Pois a nossa pátria está nos céus” (v.20);
• Jesus: “Voltarei e vos receberei para mim mesmo”;
Paulo: “de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”.
• Jesus: “Para que onde eu estou estejais vós também”.
Paulo nos ensina que, para podermos estar com Jesus, que é o nosso Salvador, Ele: “transformará o corpo da nossa humilhação, para ser semelhante ao corpo da sua glória” (v.21).
3. Paulo ensina uma esperança que só há no crente: a vida na pátria que está no céu. Muitos estão lutando pela pátria daqui mesmo. Que dó! (Alguns certamente dirão), deixar aqui tudo que conseguimos com tanto esforço?
4. Mas para o verdadeiro crente, o céu é inegociável. O evangelho, que nos ensina viver sob o ponto de vista da esperança, não nos deixa cair nessa horrenda troca.
CONCLUSÃO
Como começamos terminamos: a esperança nos ensina a viver fora das realidades aparentes.
Nós aprendemos pela esperança, a tirar o foco do que se pode ver, para as coisas que não vemos, mas sabemos que estão lá (Hb 11.1).
A esperança também nos ensina seguir o modelo por excelência: Jesus
A esperança nos alivia do fardo que deixaremos aqui, porque o que nos faz feliz, e a pátria que está lá.
Amém.
PR. Eli da Rocha Silva 12/07/2009
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP
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