sábado, 28 de novembro de 2009

AS MARCAS DA CARREIRA CRISTÃ

AS MARCAS DA CARREIRA CRISTÃ

GÁLATAS 6.11-17


Na indústria e comércio a marca é tudo. Algumas empresas, mesmo que deixem de operar, conservam a marca para futura negociação. Não se pode abandonar uma marca imediatamente, é preciso fazer uma transição. Novamente: a marca é tudo. Uma boa marca simboliza respeito; a ruim gozação.
Nós também somos levados pelas marcas; lamentamos quando, por razões financeiras e contenção de gastos, por desemprego, temos que abandonar as boas marcas. Pode ser muito grave deixar de comprar o remédio de marca trocando-o por um genérico.
Paulo quis falar de outro tipo de marca aos gálatas; ele falou das marcas que autenticavam o seu apostolado. Não de uma marca que se leva na memória, em canudo (diploma), em referências pessoais, mas no corpo.
O apóstolo parte para o confronto. Parece que ele não tinha nada a perder! Não tinha mesmo, pois ‘o morrer é lucro’ (Fp 1.21). O apóstolo tomou a cruz de Cristo como sua e não fazia questão nenhuma de ‘descer’ da cruz.
A carta aos gálatas teve momentos de acidez; Paulo ‘pegou’ pesado contra os judaizantes, contra os circuncidadores de crentes.
Paulo propõe para si mesmo alguns motivos que marcam a sua profissão de fé.


I - GLORIAR-SE NA CRUZ COMO MARCA DA CARREIRA CRISTÃ (v.14)

1. Fazer um prosélito devia ser motivo de aplausos, de ufanização (gloriar-se). Os fariseus queriam que os gentios fossem circuncidados (At 15.1-5). A circuncisão era uma cirurgia (sem anestesia!) como a cirurgia de fimose.
2. Ser judaizante era a prática de convencer alguém a aderir ao judaísmo, ou apelar à circuncisão para ser salvo.
3. No passado, quando ganhávamos alguém para Cristo, havia um grupo que perguntava ao novo crente se ele foi batizado com o Espírito Santo (com o sinal de falar em línguas estranhas). Coitados dos crentes anteriores aos pentecostalizadores, morreram todos sem o batismo no Espírito Santo!
4. Havia da parte dos proselitistas da galácia um tipo de ostentação (v.12). Possivelmente se achavam melhores que os demais; eram filhos de Abrão, eram todos do pacto.
5. Sendo a circuncisão a forma de ser salvo (At 15.1), o circuncidado deve viver sob a Lei. Mas os próprios circuncidados, que se tornaram circuncidadores não guardavam a Lei de Moisés (v.13).
6. Paulo, que foi cincuncidado ao oitavo dia (Fp 3.5) não tinha por que gloriar-se nisso. Ele mesmo diz: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.14).
7. Qualquer motivo de alegria, de jubilo e de satisfação seria apenas no caso de vivenciar a cruz de Cristo; vivenciar nele mesmo, Paulo, e através daqueles que fossem alcançados pela mensagem da cruz.
8. Hoje muito pouco se fala da cruz. O assunto principal são quantos apartamentos, carros, dinheiro o indivíduo conseguiu. Há uma pregação de prosperidade sem a cruz. Trata-se da prosperidade apenas para este mundo. Caiu no esquecimento a pergunta da parábola dita por Jesus: “Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será?” (Lc 12.20).


II - O SER NOVA CRIATURA COMO INÍCIO E MARCA DA CARREIRA CRISTÃ (v.15)

1. Paulo quer ensinar que a circuncisão cumpriu o seu tempo, teve o seu valor, foi um sinal entre Deus e o seu povo, mas, cumpriu o seu tempo (Gl 5.1-5).
2. O ensino é que em Cristo ter sido circuncidado ou não é de pouca importância (Gl 5.6). Em Cristo foi inaugurado um novo tempo.
3. A marca do novo tempo é ser nova criatura. No novo tempo não há a obrigação de se fazer isto ou aquilo. O novo tempo não é marcado com rituais estabelecidos pela Lei.
4. Quem está em Cristo é nova criatura (2 Co 5.17), assim, Nele ficam abolidos sinais do antigo pacto (circuncisão e sacrifícios).
5. Se a circuncisão fazia um judeu (judaizava); ser nova criatura faz um crente. O novo criado é incluído no corpo de Cristo. Não mais o Israel antigo, cheio de alianças, faça e não faça; agora, o Israel de Deus, composto de judeu e de gentios.
6. A sentença para o novo ser criado é: “As coisas velhas já passaram”. Ficaram para trás os rituais, os cabritos e o sangue derramado no propiciatório. A boa notícia é: “Eis que tudo se fez novo”.
7. A nova criatura não se efetiva pela troca do rosto ou do nome, mas da renovação da nossa mente e da formação de Cristo em nós (Matthew Henry). A nova criatura não muda de endereço, não quebra seus cartões (aprende a usá-los), não despreza os amigos antigos (vê neles a razão do seu trabalho), não troca de matrimônio (faz renovação de pacto).
8. A nova criatura se efetiva na prática de valores novos: bebia (não bebe mais); vivia da prostituição (não vive mais); era cambalacheiro (passa a ter credibilidade); não queriam vê-lo nem pintado de ouro, agora é aceito como barro mesmo, coisa que todos nós somos.



III - LEVAR NO CORPO AS MARCAS DE JESUS COMO MARCA DA CARREIRA CRISTÃ (v.17).

1. É melhor encerrar a carta: “Quanto ao mais, ninguém me moleste”; “De agora em diante”. Não me causem mais problemas. Paulo precisou escrever a carta para combater os judaizantes porque os crentes se deixaram enrolar, e certamente, isso lhe trouxe alguns dissabores.
2. Para os judaizantes, acostumados com marcas externas, o apóstolo poderia mostrar algumas; ele trazia no corpo as marcas de Jesus.
3. Quando Paulo diz não me moleste, ele não está pedindo clemência, não está ‘amarelando’, está apenas dizendo que as marcas que traz no corpo são mais que suficientes para autenticar o seu apostolado.
4. Trazer no corpo as marcas de Jesus não o fazia maior ou melhor que qualquer apóstolo, mas o qualificava para continuar sofrendo pelo seu Salvador.
5. Para quem quer sinais, nada melhor que os sinais da carreira cristã. Mas os sinais, as marcas que Paulo e outros apóstolos levaram sobre si é o que menos queremos.
6. O evangelho atual (pregado por muitos) não fala de marcas, e sim de facilidades. Eu mesmo já incorri em erro, ao pensar que elegendo evangélicos em todas as esferas políticas, o país melhoraria, a corrupção acabaria. Eu estava pensando em facilidades!
7. Paulo não buscava facilidades, ele buscava oportunidades; muitas vezes as oportunidades vêm carregadas de dificuldades (estou fazendo referência ao testemunho cristão).


CONCLUSÃO

A carreira cristã tem sido de tiro curto para muitos, não dura mais que a primeira dificuldade. Não significa que a semente do evangelho não nasceu, é que há muitas pedras no caminho.
Que o evangelho continue sendo a razão de ser e menos a de ter. Como disse Paulo: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1 Cor 15.19).
Que Deus nos abençoe na compreensão das realidades espirituais, num mundo que se dirige apenas pelas questões materiais.
Amém.

PR. Eli da Rocha Silva – 29/11/2009
Igreja Batista em Jardim Helena

terça-feira, 10 de novembro de 2009

QUANDO NOS RESTA APENAS ESPERAR

QUANDO NOS RESTA APENAS ESPERAR

DANIEL 6.1-28


I – DE CATIVO A UMA POSIÇÃO IMPORTANTE NO REINO PERSA

1. Daniel chegou à posição importante na condução dos negócios do reino de Dario (v.2). Daniel foi colocado como um dos três presidentes.
2. Havia em Daniel ‘um espírito excelente’, o que fez com que se destacasse dos demais (v.3).
3. Daniel era fiel e homem sem culpa ou erro (v.4). Não havia como alguém acusá-lo de qualquer deslize ou de infidelidade nas coisas que era responsável.
4. A fidelidade a Deus levou Daniel a ser fiel também com as coisas dos homens, deste mundo.

II – A FIDELIDADE DO SERVO DE DEUS QUE SE DESTACA PODE LHE TRAZER DIFICULDADES TEMPORAIS.

1. Dario intencionava colocar Daniel na posição de primeiro-ministro (v.3). A intenção do rei não foi vista com bons olhos pelos demais (v.4). É bom lembrarmos que Daniel era um estrangeiro na Babilônia (1.1-7).
2. Como os homens do mal não viam do que acusar Daniel, persuadiram o rei, a estabelecer um decreto que, apenas a ele as pessoas poderiam recorrer no espaço de trinta dias (v.7); qualquer que desobedecesse o decreto real deveria ser lançado na cova dos leões.
3. Daniel tinha compromisso de oração com Deus, o que foi usado pelos homens do mal contra ele (v.5). Mas nada mudou a rotina daquele homem de oração (v.10).
4. Como não mudou a sua rotina, Daniel quebrou o decreto real e foi acusado diante do rei Dario (v.11-13).
5. Daniel estava em dificuldades; o decreto real não podia ser revogado (v.8). O rei não teria como favorecer ou ajudar Daniel, embora tentou fazê-lo (v.14). Os homens do mal não saiam da ‘cola’ do rei (v.15).
6. O rei Dario, penalizado, manda prender Daniel, mas antes que ele fosse jogado na cova dos leões, o próprio rei lhe diz: “O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que ele te livre” (v.16). Não foi da parte do rei um lavar das mãos como fez Pilatos, mas um desejo sincero do seu coração.


III – QUANDO AS COISAS PARECEM DIFÍCEIS SÓ NOS RESTA APENAS ESPERAR

1. O destino de Daniel parecia selado, assim pensavam todos (v.17), menos para o rei, que muito estimava Daniel (v.18).
2. Dario logo de manhã busca a Daniel, na esperança que o seu Deus, o Deus vivo o tenha livrado dos leões (v.19).
3. Do fundo da cova, Daniel saúda o rei (v.21), e lhe disse o modo como Deus operou em seu favor (v.22). No caso de Daniel, por razões e propósitos divinos ele foi poupado.
4. Daniel foi poupado porque crera em Deus. Muitos outros que também creram não foram poupados, por razões e propósitos divinos (Hb 11).
5. Os acusadores de Daniel pagaram o preço da inveja e da maledicência, tomaram do próprio remédio (v.24).
6. Deus transformou uma situação má em bem, e o seu Nome foi divulgado em todo o Império (v.25-27). A fidelidade de Daniel a Deus fez com que prosperasse até o próximo reinado (v.28)


CONCLUSÃO


Daniel entendeu que nada podia fazer pó si mesmo; ele sabia que não havia nada a fazer, a não ser esperar.
Daniel esperou e Deus agiu em sua vida segundo os Seus propósitos.
Deus também quer agir em nossas vidas, mas sempre, de acordo com os Seus propósitos.
Mantenhamos a nossa fidelidade. Fidelidade foi a marca na vida de Daniel.
Amém.

PR. Eli da Rocha Silva

(Res. Irmã Dusolina – 10/11/2009)

sábado, 7 de novembro de 2009

NOVAMENTE – REFLETIR E PARTICIPAR

NOVAMENTE – REFLETIR E PARTICIPAR

1 CORÍNTIOS 11. 23-34

A noite da Ceia do Senhor sempre abrirá um espaço para a reflexão.

I – A REFLEXÃO COMO UMA HISTÓRIA A SER CONTADA (V.23-25)

1. Paulo repassa aos crentes coríntios o que ele mesmo havia aprendido com o Senhor (v.23). Mesmo tendo aprendido com o Senhor, como o apóstolo diz, na verdade os fatos que ele passará a enumerar eram sobejamente conhecidos. Já havia, pelo menos, 20 anos passados da morte e ressurreição do Senhor.
2. O ponto de referência para se falar da Ceia foi a noite da traição do Senhor. Na última Ceia estavam juntos o traidor e o traído: “Mas eis que a mão do que me trai está comigo à mesa” (Lucas 22:21) – disse Jesus.
3. A Ceia e traição (entrega do Senhor) aconteceram na Quinta-feira. Tudo deveria terminar em comunhão, congraçamento. Era Páscoa, os judeus lembravam o livramento de Deus quando ainda no Egito. Mas, Jesus e Judas sabiam: aquela noite seria noite de trairagem.
4. A história segue a sua cronologia: primeiro o pão, depois, o cálice (MT 26.26,27). Mas a participação não é feita de qualquer jeito, de qualquer maneira. Não se pode tomar dos elementos sem antes dar graças (1 Co 11.24,25 – Lc 22.17,19). Há mais que motivos para ser dar graças. É possível que alguém já não entenda a Ceia por que já não entende o que é ser cristão; esse na verdade, não passa apenas de um comensal.
5. Jesus pede aos seus amigos algo que gostamos em relação aos nossos amigos; em outras palavras seria: Não se esqueçam de mim. Para não cair no esquecimento o pedido do Senhor da Ceia, Lucas e Paulo deixam a expressão registrada.

II – A REFLEXÃO SOBRE A RAZÃO DE TOMAR DOS ELEMENTOS (V.26)

1. A Ceia do Senhor trazia pontos de reflexão. O discípulo deve pensar no que está fazendo ao participar. A reflexão não cai em coisas menores tais como, a origem do trigo que fez o pão ou há quanto tempo está armazenado o vinho. No nosso caso, se o pão é Pullman ou Panco, se o vinho (suco de uva) Salton ou Uvete.
2. A reflexão deve levar o participante até os pés da cruz, pois nela estava o pão e dela descia o vinho: o corpo e o sangue de Jesus. Qualquer pensamento fora disso mostrará que o discípulo já não consegue ter na memória a razão do sacrifício do seu Mestre.
3. Nós que não temos o dom de evangelista devemos ficar mais que felizes em podermos participar da Ceia; a Ceia é anunciação. Quando participamos evangelizamos, somos mensageiros (kataggellete) do que Cristo fez por nós.
4. Se alguns entre nós já têm esquecido o que Cristo fez, não nos custa lembrar: Ele morreu para remissão dos nossos pecados. A sua morte foi sacrificial (isto é, teve um real significado) e vicária (isto é, fez em nosso lugar).
5. Quem já havia esquecido, lembrado está; estando bem, pode participar.


III – A REFLEXÃO COMO FATOR DE IMPEDIMENTO PARA QUEM NÃO SABE O QUE FAZ

1. Jesus nos ensinou os pormenores da Ceia; Paulo nos lembra a história da Ceia. Ele nos fez entender cada elemento representativo do seu corpo. Nos pormenores, entendemos que aqueles que participam do corpo na ceia, participam porque já foram alcançados pelo pão que veio do céu; nas lembranças, a obrigação de sabermos por que lançamos mão dos elementos.
2. Jesus toma o pão e o cálice, o seu próprio corpo e sangue que são dados em favor dos discípulos (1 Co 11.24). Os discípulos foram aqueles, somos nós, e serão outros amanhã.
3. Há uma implicação grave em torno da participação. Paulo fala a respeito de se tomar dos elementos indignamente (anaxios). Indignidade sentiu o filho pródigo ao refletir a respeito de si mesmo: “Já não sou digno – oukéti eimì áxios” (Lc 15.19.
4. A implicação de se participar indignamente, sem discernir o corpo: “Será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor (v.27); come e bebe para sua própria condenação (v.29)”.
5. A igreja reunida se rende a um momento de celebração. A comunhão não se dá tão-somente por se estar junto, mas por esperar uns pelos outros (v.33).
6. Quando falamos igreja, estamos nos referindo àqueles que são do corpo, que são de Cristo, que têm o mesmo DNA espiritual. Nesse aspecto a Ceia é excludente. Mas a Ceia, por ser proclamadora, chama todos a uma inclusão no corpo de Cristo.

CONCLUSÃO
Que a igreja possa entender, e discernir cada ato da ceia do Senhor.
Que possamos participar com entendimento.

Pr. Eli da Rocha Silva
IBJH 08/11/2009

sábado, 31 de outubro de 2009

POR QUE DEVEMOS VIVER A VIDA CRISTÃ COM OBJETIVIDADE

POR QUE DEVEMOS VIVER A VIDA CRISTÃ COM OBJETIVIDADE

2ª TIMÓTEO 1.12


Será que devemos aprender como se vive a vida cristã ou já chegamos ao máximo que alguém possa chegar? Há ainda alguma coisa que devemos aprender? Será possível que alguém seja cristão, mas não saiba por que e para que entrou nessa?
É preciso que saibamos por que vamos à igreja, por que nos tornamos membros nela, por que contribuímos financeiramente com ela e o que aspiramos. Paulo nos ensina que a vida cristã não é um exercício de alienação.
Paulo ensina e encoraja Timóteo a viver a vida cristã e a exercer o ministério para o qual foi chamado. Paulo nos ensina como viver a vida cristã com objetividade.

I - VIVER A VIDA CRISTÃ COM OBJETIVIDADE NÃO NOS DEIXA ENVERGONHAR DO EVANGELHO NEM ENVERGONHÁ-LO

“Sofro, mas não me envergonho”

1. Podemos pinçar do texto esta primeira expressão de Paulo, como uma situação possível na vida de qualquer cristão. Observem que ele não diz ‘sofro e gosto’. Paulo não era masoquista; havia uma razão no seu sofrimento.
2. Ele diz a Timóteo o que Deus fez para que cristãos como ele pudessem suportar o sofrimento: “Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (1.7). Vamos dizer assim: Por termos o Espírito não temos um espírito que tem medo, pelo contrário, o Espírito capacitou o nosso espírito com o seu poder (Atos 1.8). Complementarmente à coragem, o amor e a moderação.
3. Talvez Paulo estivesse querendo dizer que quando agimos com um espírito corajoso e resoluto ele não deve perder a afeição e a benevolência que é sempre em favor de outros, mas, sobretudo, amor ao evangelho; também, cheio de autodisciplina, controle das emoções.
4. Paulo apela ao seu discípulo Timóteo que também não se envergonhe do testemunho (do martírio) do Senhor, com o qual ele precisava se empenhar (“ser-me-eis testemunhas”), e nem dele, Paulo, prisioneiro de Jesus.
5. Paulo não queria ver aquele jovem crente cabisbaixo, estigmatizado por estar associado a um preso, embora por uma causa nobilíssima, o evangelho.
6. Parece que ouço Paulo gritar: “Pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos do evangelho segundo o poder de Deus” (v.8). Continuo imaginando Paulo, agora mudando o tom da sua voz: “Ele nos salvou e nos chamou com uma santa vocação,...” (v.9-11).
7. Paulo é direto, sem meias palavras, ao dirigir-se a Timóteo e a todos que querem viver a vida cristã com objetividade: “Por essa razão sofro também essas coisas, mas não me envergonho” (v.12a).

II - VIVER A VIDA CRISTÃ COM OBJETIVIDADE NÃO NOS DEIXA INSEGUROS QUANTO À FÉ

“Eu sei em quem tenho crido”

1. Diferente de muitos, que apenas seguem a onda; que estão sem saber por que, que são sem saber se de fato são, Paulo reafirma a sua certeza, a sua firmeza de fé: “Eu sei em quem tenho crido”. Aconteça o que acontecer ‘eu sei em quem tenho crido’.
2. Em minhas palavras falo Paulo: “Timóteo e demais crentes, estou tranqüilo, não serei movido um centímetro das minhas convicções; eu não tenho dúvidas a respeito Daquele a quem direciono a minha fé; a minha convicção, a minha fé está alicerçada em bases sólidas, não pendem para qualquer coisa, mesmo que aparente piedade e visão angelical”. Muitos têm mudado tão facilmente as suas convicções.
3. Muitos têm levado a vida cristã, tão sem objetividade, que já não conseguem cantar a fidelidade do Senhor: “A Ti, ó Deus, fiel e bom Senhor” já não diz mais nada.
4. Outros estão tão distantes, que já perderam a ideia do que o Espírito Santo é capaz de fazer, por isso já não se encantam quando cantam: “A Ti, ó Deus, real Consolador, Divino fogo santificador. Que nos anima e nos acende o amor, Aleluia! Aleluia!”.
5. Aqueles que já não crêem como a princípio creram, que já se esqueceram dos atributos de Deus, tais como Onipotência, Onipresença e Providência, é impossível que se cante: “A Ti, Deus trino, poderoso Deus, Que estás presente sempre junto aos teus; A ministrar as bênçãos lá dos céus, Aleluia! Aleluia!” (Aliás, o hino 1 do CC é um compêndio teológico). Em uma época como a de hoje, onde se cantam tanta ‘droga’, seria bom voltarmos aos livros teológicos cantados (hinários).
6. Para nós todos Paulo grita a plenos pulmões: “Eu sei em quem tenho crido”.



III - VIVER A VIDA CRISTÃ COM OBJETIVIDADE NOS DEIXA SEGUROS QUANTO AO FUTURO

“Ele é poderoso para guardar o meu tesouro até aquele dia”

1. Paulo aqui está aludindo ao seu fiel depositário; Àquele que de modo algum perderá o controle sobre algo que lhe fora confiado. Ele o chama de poderoso.
2. O termo grego para poderoso é dunatós. Os hebreus quando se referiam a Deus como Todo-Poderoso, usavam El Shaddai, pois foi assim que Deus se apresentou a Abrão (Gn 17.1).
3. Estas duas palavras expressam que Deus é Todo-Suficiente e Onipotente. O conceito de Toda-suficiência e Onipotência de Deus é reforçado em João 10.29: “E ninguém pode arrancá-las da mão de meu Pai”.
4. O que Paulo tinha em confiança com Deus era o seu ‘tesouro’. O que seria o tesouro de Paulo? Era um conjunto de coisas: sua própria vida, a sua fé, o seu galardão, o seu ministério, o seu chamado e o próprio evangelho.
5. Sendo Deus o fiel depositário, o bem em custódia, será ‘devolvido’, entregue ao seu dono no dia aprazado. Qual o tempo determinado para a custódia? “Até aquele dia”.


CONCLUSÃO

Para o apóstolo Paulo a vida cristã deve ser vivida com objetividade, seja ela tranqüila ou cheia de sobressaltos.
Por saber em Quem cria, o apóstolo não pediu a Deus que mudasse um vírgula da sua história de sofrimentos por causa do evangelho.
Que Deus nos encha dessa mesma firmeza!

PR. Eli da Rocha Silva 01/11/2009
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP

domingo, 25 de outubro de 2009

OPERAÇÃO RADICAL

OPERAÇÃO RADICAL

ATOS 2.37,38

INTRODUÇÃO

Podemos chamar de operação radical, a retirada de tudo aquilo que atrapalha a saúde de alguém. A princípio, a operação radical é sugerida por quem dá o diagnóstico. Encarar ou não a operação depende somente do diagnosticado. A operação radical, no caso uma cirurgia, mudará o futuro daquele à qual submetido.
Portanto, a ideia de se tratar algo a partir da raiz visa mesmo uma alteração, uma modificação e um novo direcionamento.
Como evangélicos, precisamos falar de uma operação igualmente radical, chamada conversão. É dito sobre a palavra conversão que ‘é a transformação de uma coisa em outra’. Para os gregos a conversão era a metanoia, que significa a mudança da mente; termo usado por Lucas em Atos 2.38.
Mas, Pedro para arrependei-vos, usa em aramaico a palavra Teshuvah: é uma expressão geralmente traduzida como “arrependimento”, mas significa “retorno”, literalmente. Teshuvah para o judeu significa o retorno para casa. O filho pródigo, tendo retomado a sua consciência decidiu pela sua Teshuvah (Lc 15.17,18). Este é o conceito judaico de Teshuvah - um retorno às raízes, ao seu mais íntimo ser.
Em Joel 2.12,13, e em muitos outros textos do AT temos um chamado ao povo para que retorne (shûb em Hebraico) para Deus, mas é também o verbo clássico da conversão.
Como vimos, a expressão usada por Pedro para arrependimento, que em hebraico é "teshuvah", vem de "shub", que significa "dar meia volta e voltar". O próprio Jesus dizia ao povo: "Teshuvah (Retornem) de seus pecados para Deus, porque é chegado o reino dos céus" (Mat. 4.17). Teshuvah (arrepender-se, retornar é na verdade a restauração de relacionamento. Assim fez o filho pródigo, assim devem fazer todos os pecadores.
Como em toda operação radical, que exige o envolvimento de algumas pessoas, com estratégias e execução, no que se refere à conversão, em nada é diferente. Para que haja mudança no pecador, para que ele seja de fato uma nova criatura, é preciso que Deus substitua o seu coração, transforme a sua mente e o faça reviver.



I – A SUBSTITUIÇÃO DO CORAÇÃO

1. Essa cirurgia é de alto risco; a própria situação do indivíduo já mostra o perigo que se avizinha, é preciso um transplante imediato.
2. Para capítulo 36 de Ezequiel, como subtítulo temos dos versos 16 até 38 o seguinte: Restauração de Israel. No verso 22 o profeta escreve: “Assim diz o Senhor”. Fica muito claro o desejo de Deus em relação ao seu povo: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ezequiel 11.19-21; 36.26).
3. Deus faria uma cirurgia de grandes proporções no peito de Israel: “Tirarei de vós o coração de pedra”. O coração de pedra é sinônimo de insensibilidade, de falta de sentimentos (daí a expressão coração duro!).
4. Todo aquele que vive na prática do pecado tem o seu coração endurecido, seja ele religioso ou não (Ver Marcos 3.1-6).
5. Alguém com o coração endurecido corre o risco de não ouvir o que Deus lhe fala, que Deus o chama: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração” (Hb 4.7); e, “Irmãos, cuidado para que nunca se ache em qualquer de vós um coração perverso e incrédulo, que vos desvie do Deus vivo” (Hb 3.12).

II – A TRANSFORMAÇÃO DA MENTE

1. Nunca ouvimos dizer da troca de um cérebro por outro, de uma mente por outra, mas Pedro diz aos seus ouvintes da possibilidade da mente renovada (Atos 2.38). Para um público em paranóia (v.37), Pedro sugeriu a metanóia (v.38). (Paranóia é um termo utilizado por especialistas em saúde metal para descrever desconfiança ou suspeita altamente exagerada ou injustificada).
2. Como já sabemos, Metanóia é uma palavra de origem grega e significa arrependimento, conversão (tanto espiritual, bem como intelectual), mudança de direção e mudança de mente; mudança de atitudes, temperamentos.
3. Embora pareça que por si só o homem seja capaz de decidir mudar, na verdade não é o que ocorre, o que acontece de fato, é que Deus opera no homem que se expõe à Sua Palavra a possibilidade de chegar a crer (“A fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo” Rm 10.17).
4. A conversão, como ato imprescindível, para quem quer escapar do inferno e ir para o céu é explicado (pelo menos se tenta!) pelos teólogos da seguinte forma: “Há dois lados da compreensão da conversão, o ato livre e soberano da misericórdia divina e a decisão humana consciente de voltar-se para Deus, o que vai além da contrição e tristeza” (DITAT pag. 1533).
5. Paulo diz aos leitores de Éfeso que o homem é salvo pela graça, mediante a fé, e que nada procede dele mesmo, mas que tudo é dom de Deus (Ef 2.8).
6. Ao pecador só resta uma coisa a fazer: crer. É difícil crer? Deixe que o Espírito Santo trabalhe a crença em você. É dito que o único momento que o Espírito age no incrédulo é para convencê-lo que é pecador (João 16.8); convencido que é pecador, o próximo passo é arrepender-se e em seguida crer em Cristo para a salvação.



III – A RESTAURAÇÃO DA VIDA (EF. 2.1-7)

1. Para completar o processo, ou pelo menos a reflexão, vamos abordar o que Paulo escreve aos efésios: “1.Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, 2. nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência, 3. entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais. 4. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, 5. estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), 6. e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus, 7. para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus” (Ef 2.1-7).
2. A ação de Deus no pecador é admirável. Primeiro Ele agiu como Supremo médico cardiologista: transplantou um coração de carne no lugar do de pedra; Segundo Ele agiu como Supremo médico neurologista: fez uma intervenção na nossa mente (mudou a nossa mente); e, Terceiro: Cristo modificou o nosso estado por um processo de ressuscitação, dando-nos a vida eterna: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (v.1). (Ver Rm 6.4).
3. Em João 6.63, Jesus diz e João escreve: “O espírito é o que vivifica”. Esteja em foco o espírito do homem ou o Espírito Santo, a verdade é que sem espírito e sem o Espírito não há vida.
4. Em Ezequiel 37.1-10, temos nesse texto a ideia da vivificação, ou o retorno à vida. John Taylor (Com. Ezequiel) diz a respeito do verso 5: “Abrange não somente o fôlego vital do homem, que lhe é dado ao nascer e deixa seu corpo no seu último alento, como também o Espírito de Deus que outorga este fôlego”. Sobre os versos 9 e 10 ele diz: “A obra de reavivamento é de Deus, do começo ao fim. Se o homem pessoalmente desempenha qualquer papel, é somente em obediência à orientação de Deus”.
5. Algo importante e excelente acontece por temos recebido de novo a vida: “Nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus” (v.6); somos colocados em posição de destaque. E aqui, cabe ressaltar, que a posição de destaque está reservada apenas aos que foram vivificados.
6. Aos demais, os não vivificados, está reservada uma expectação horrível de afastamento de Deus, longe das regiões celestiais, caminhando a passos largos para as regiões infernais.


CONCLUSÃO

Deus em Cristo fez em nós a obra completa através de uma operação radical.
Assim concluímos com o que já dissemos:
A ação de Deus no pecador é admirável. Primeiro Ele agiu como Supremo médico cardiologista: transplantou um coração de carne no lugar do de pedra; Segundo Ele agiu como Supremo médico neurologista: fez uma intervenção na nossa mente (mudou a nossa mente); e, Terceiro: Cristo modificou o nosso estado por um processo de ressuscitação, dando-nos a vida eterna.
Amém

25/10/2009 - PR. Eli da Rocha Silva -
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera – São Paulo - SP

sábado, 17 de outubro de 2009

É PRECISO INTERPRETAR CORRETAMENTE OS TEMPOS

É PRECISO INTERPRETAR CORRETAMENTE OS TEMPOS

LUCAS 12.54-59


I – OS EXPERTS EM MUDANÇAS DO TEMPO (CONHECIMENTO NATURAL)

1. O lavrador de antigamente seguia, por visualização ou por tradição, os tempos para que pudesse iniciar o seu plantio. Hoje, são usados mapas meteorológicos, índices pluviométricos e de aridez, registro de temperatura, indicação de ventanias e outros (Mesmo assim, muitas vezes as previsões vão por água abaixo).
2. Jesus diz (v.54) aos seus ouvintes que eles tinham a capacidade de entender as mudanças de tempo e clima apenas observando: Uma nuvem vinda do ocidente (Mar Mediterrâneo) era sinal de chuva; talvez estivesse aí o tempo de plantar (Ec 3.2).
3. (v.55) O vento sul, trazia o calor do Neguebe (denominação de uma região desértica que fica no Sul da Palestina, abaixo da linha das cidades de Belém e Hebrom. Este lugar é amplamente árido e seco); talvez fosse o tempo de colher (Ec 3.2).
4. Não há da parte de Jesus nenhuma crítica aos conhecimentos meteorológicos dos seus ouvintes, pelo contrário, Ele acentua o quanto eles são entendidos: “E assim acontece...e assim ocorre).
5. As pessoas são dadas a quererem saber coisas do futuro através da meteorologia (questão de segurança), outros pela astrologia (curiosidade e crendices). Recentemente ouvi algumas irmãs (de outra igreja) conversando, e uma irmã grávida falou de alguém que, através da lua na data da fecundação seria possível saber o sexo do bebê. Dá para acreditar? Vai orar minha irmã!
6. Esse tipo de gente crente é bem possível que Jesus mandaria plantar batatas. Aliás, era o tipo de gente que vivia querendo aprender com o Mestre, vivia querendo aprender, vivia querendo aprender...


II – OS IGNORANTES DO NOVO TEMPO QUE CHEGOU (DESCONHECIMENTO ESPIRITUAL)


1. Jesus que não era de ferro e nem tinha sangue de barata, não aguentou e mudou o tom: “Hipócritas! Vocês sabem interpretar o aspecto da terra e do céu. Como não sabem interpretar o tempo presente?” (v.56). Com certeza Jesus não falou hipócritas como se diz: eu te amo.
2. As multidões ainda não tinham entendido o que estava acontecendo naquele tempo (kairós): ‘A presença de Jesus é o sinal dos tempos, a conclamação urgente de Deus a uma decisão...a maior parte do povo ainda não percebeu o significado de sua presença entre eles’ (Tolbert comenta Lucas, Broadman).
3. Algumas pessoas nem percebem que coisas novas estão acontecendo, que as velhas já passaram. Presas às coisas do passado, alguns crentes ainda não conseguem discernir para as suas vidas o tempo de Deus. Jesus os questiona as multidões: “Como então não sabeis discernir este tempo?”
4. Tolbert (Broadman) comentando Lucas disse: “Este tempo, ou melhor, o tempo presente, é um novo e decisivo período no tratamento de Deus para com o homem. Tempo (kairós) é uma palavra que tem importantes conotações religiosas. Significa, basicamente, o importante momento decisivo, como é determinado por Deus. É um auspicioso momento de oportunidade, porque Deus chama o povo a arrepender-se. Mas é também um momento carregado de possibilidades de perigo e tragédia. O kairós é também um momento passageiro. Hoje Deus se comunica com eles na pessoa de Jesus; amanhã ele já se terá ido, e o kairós terá passado”.
5. O grande perigo em relação ao tempo é a procrastinação. Procrastinar é a mania de deixar para amanhã. Alguém escreveu o seguinte: “Há muitas maneiras de não atingir o sucesso, mas uma das mais seguras será a procrastinação. Quem procrastina está de fato a sabotar-se a si próprio”.
6. Procrastinar, empurrar com a barriga, deixar para amanhã, é o risco que ninguém pode correr quando o assunto é o seu destino eterno.




III – DECIDIR ENQUANTO SE ESTÁ A CAMINHO, POIS AINDA HÁ TEMPO

1. Jesus convida os seus ouvintes a uma reflexão: “E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo?” (v.57).
2. Jesus usa outro termo para dizer aos ouvintes que é preciso aproveitar as oportunidades: “Quando, pois, vais com o teu adversário ao magistrado” (v.58) Temos aqui a palavra ‘adversário’, que para muitos intérpretes trata-se da figura do credor e do devedor.
3. A sugestão é que se faça as pazes ainda a caminho dos tribunais; enquanto ainda é tempo. Tolbert diz: “Um devedor inteligente devia fazer toda sorte de esforços para resolver o seu problema, com o homem a quem devia, antes que o caso fosse levado à corte”.
4. Jesus está alertando a todos quanto ao tempo de fazer acertos. O convite, ou a sugestão a todos, é que o momento é de promover a paz com Deus. Paulo disse algo a respeito disso: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1).
5. Aqueles que não aproveitarem o tempo da oportunidade para acertar as contas, se depararão com o Justo Juiz que decretará a sentença. Diz Leon Morris: “Os pecadores não deviam poupar esforço algum para ficarem de bem com Deus. Quando Ele finalmente condena um homem, a penalidade será aplicada até as últimas conseqüências”.
6. A proposta de Jesus é que todos devem livrar-se dos embaraços do pecado e procurar o perdão de Deus.

CONCLUSÃO

É importante que saibamos interpretar os tempos para podermos tomar atitudes enquanto é tempo.
Alguns, por faltar tempo, dizem que se tiver um tempinho pensarão a respeito das coisas de Deus.
É triste dizer que muitos, por não terem dado um tempo, já sem tempo estão para tomar decisão.

PR. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera –S.Paulo - SP