domingo, 27 de fevereiro de 2011

RATIFICAR O CHAMADO É PRECISO

I – O CHAMADO PARA FAZER PARTE DA SUA COMISSÃO (MT 4.18-20)

1. O chamado de Jesus foi para homens rudes e sem experiência; talvez a única coisa que puderam oferecer a Jesus foi a disposição de deixar tudo e segui-lo. Podemos dizer que eles ofereceram o melhor: disposição.
2. Jesus chama pessoas para receberem Dele uma nova maneira de viver; mas também Ele chama alguns para que ensinem a outros, essa nova maneira de viver.
3. Para os discípulos Jesus prometeu algo inusitado “Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens”. Ele chama para virem ‘após’ Ele. Vindo após Ele os discípulos aprenderiam o que é s tornar pescadores de homens.
4. Jesus usou a linguagem deles, dizendo que o produto da pesca seria outro. Eles não discutiram, e também não quiseram saber como seria isso. Apenas “deixaram imediatamente as redes e o seguiram”.
5. Durante três anos, ou pouco menos, os discípulos cumpriram à risca a grade do curso estabelecida por Jesus: Sairam para evangelizar, passaram pelo vexame de não expulsarem um demônio, estiveram com Jesus no Getsêmani, e alguns, até ao pé da cruz.
6. Os discípulos ainda tiveram o privilégio de ver o sepulcro.

II – E QUANDO O CHAMADO PARECE NÃO TER MAIS RAZÃO DE SER (JO 21.1-14)

1. O que teria acontecido com os discípulos, que tão rapidamente decidiram fazer o que faziam antes? Diz F. F. Bruce: “Simão Pedro, às vezes, tem sido criticado com aspereza por ter proposto uma pescaria, como se tivesse tido a ideia de abandonar a missão e retomar sua carreira de pescador”.
2. Muitas são as suposições para uma volta tão rápida à pescaria. Talvez eles estivessem tomados de tristeza por não ter o Mestre diuturnamente presente como antes; talvez as muitas horas de ócio, então era preciso ocupar o tempo com alguma coisa útil.
3. Eram sete os discípulos (v.2); sendo sete o número da perfeição, podemos dizer que eles estavam ‘perfeitamente’ desorientados em relação ao que fazer.
4. Hoskyns vê a cena como uma “apostasia completa”, que faz cumprir 16.32, interpretando, assim, as palavras Vou pescar (v.3) como desânimo e volta à antiga vocação (Com. Broadman Vol. 9). Quero dizer que não são poucos os pastores que voltam às suas antigas profissões. As razões de cada um que deixou o chamado, serão avaliadas e julgadas pelo próprio Deus.
5. É interessante notarmos como os discípulos estavam longe do lugar dos principais fatos. Em Lucas 24.33, os discípulos de Emaús voltam para Jerusalém onde estão os doze; em João 21.1, que eles estavam junto ao mar de Tiberíades, na Galiléia; estavam os discípulos a 155 Km de Jerusalém.
6. A distância era geográfica e de missão? Eles tinham de fato resolvido deixar o chamado para serem ‘pescadores de homens’? É possível que não, estavam apenas reordenando as idéias; e para reordenar as idéias nada como pescar. Como aparece em alguns carros: “Tá estressado? Vai pescar”. Os discípulos foram desestressar os últimos dias pescando em Tiberíades.
7. Quantos crentes andam estressados de igreja e querem sair para pescar; mas infelizmente, alguns saem para pescar e não têm mais forças para voltar. A pesca foi mais estressante que a vida de igreja.
8. Alguns irmãos nossos estão saindo para pescar e, percebem que o mar não está para peixe e voltam; outros estão saindo para pescar e são pescados pelo diabo.
9. Para muitos, o chamado para ser crente não tem mais razão de ser, pois não acreditam em mais nada; não acreditam na igreja, não acreditam nas pessoas da igreja, não acreditam no pastor da igreja. Alguns saem, pois desacreditam do próprio Senhor da igreja.

III – JESUS NÃO ABRE MÃO DAQUELES QUE CHAMOU PARA SI

1. Podemos acreditar, sem um mínimo de sobra de dúvida, o que foi escrito acima. É verdade, Jesus não abre mão daqueles que são seus (Jo 6.37b). Outra coisa, Jesus também espera que outros que não são Seus venham a ser (Jo 17.20).
2. Jesus não abriu mão dos discípulos que chamou para estarem próximos Dele. Acreditamos que os discípulos não pensaram em fugir de Jesus, a distância de 155 Km não tinha essa intenção.
3. Por não abrir mãos deles Jesus os esperou na praia de Tiberíades (Jo 21.4) para ver como as coisas se sucediam (v.5). A noite não tinha sido boa para os pescadores; os peixes não estavam onde estavam os pescadores e vice e versa (v.3c).
4. Muitos são os que saem à deriva no mar da vida para tentar a sorte. Deixar Jesus é tentar a sorte mesmo. Diz um hino: “Quem tem Jesus tem tudo, quem não tem não tem nada”. Com Jesus na vida não tentamos nem a sorte e nem o azar; o que fazemos é pedir que o Senhor nos direcione.
5. Jesus dirige-se aos pescadores profissionais e diz: “Lançai a rede à direita do barco, e achareis” (v.6a). Não podia ser à frente, atrás ou à esquerda; Jesus foi imperativo: “Lançai a rede à direita do barco”.
6. Quantas vezes nos preparamos para alguma coisa, fazemos planos e achamos que é só colocar em execução. Mas aí Deus chega é nos diz: “Lançai a rede à direita do barco e não à esquerda”. Em outras palavras seria: “Não é isso que quero para você”. Vamos nos rebelar contra Deus? De modo nenhum (se é que temos juízo!).
7. Os discípulos obedeceram, e para surpresa deles ou não, a obediência deu resultados: “Assim fizeram, e já não podiam puxar a rede, tão grande é a quantidade de peixes” (v.6b). Até ali não sabiam que era o Senhor, mas o discípulo amado percebeu que se tratava Dele (v.7).
8. Ao descerem à praia os discípulos foram recebidos por Jesus, e juntos fizeram uma refeição; o fogo estava aceso, havia pão e peixe (v.9). E ali, à beira do mar de Tiberíades Jesus reunido com os sete discípulos ratificou o chamado para missão.
9. O chamado é confirmado através de Pedro: “Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros” (v.15).
10. Por três vezes Jesus interroga Pedro em relação ao seu amor por Ele. Jesus quis chamar Pedro à responsabilidade do chamado para que ele e seus companheiros fossem pescadores de homens. E agora, com a proximidade da ida do Senhor para o Pai, o colégio apostólico não podia sofrer descontinuidade.

CONCLUSÃO
O que esperamos que Deus faça conosco quando nós mesmos já nem sabemos o que fazer? O que fazer quando a igreja já parece não ter sentido para nós?
Como proceder quando a tristeza supera a alegria, e tudo que é dito do púlpito ou entre os irmãos já não nos toca o coração?
Eu diria que é preciso olhar quem está nos esperando na praia. Os discípulos tiveram a felicidade de Jesus esperá-los com a brasa, o peixe e o pão.
Jesus estava lá porque não desiste daqueles que são seus. Jesus não desiste de você meu irmão.

Pr. Eli da Rocha Silva
27/02/2011 – Igreja Batista em Jardim Helena

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

JÓ 42.1-6 – HOJE OS MEUS OLHOS TE VEEM
“Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (v.5).

I – TODO HOMEM APRESENTA CARACTERÍSTICAS DE UM RELIGIOSO

1. Todo homem é religioso; mesmo que a sua religião seja dizer que não tem religião.
2. Jó era um religioso; em seu cuidado, ele mesmo fazia os sacrifícios necessários para (segundo ele) manter seus filhos bem com Deus (1.5).
3. Cornélio era religioso; fazia orações e esmolas (Atos 10.1,2). Tinha tudo para pensarmos que ele estava bem com Deus.
4. O fariseu era muito religioso: dava o dízimo de tudo, cumpria as obrigações no templo e não era um pecador como o publicano (Lc 18.9-14).
5. A mulher samaritana, à sua moda, era uma religiosa; ela sabia que era no monte Gerizim o local de adoração, que ela aprendeu na tradição com os seus pais (João 4.19-24). Mais ou menos o que acontece com os filhos dos evangélicos, até que creiam e sejam salvos.
6. Quem conhece a Deus só de ouvir, não consegue sentir a alegria daqueles que o conhecem na proximidade. A alegria do crente que tem proximidade com Deus é recebida sempre com ar de desconfiança ou de ‘coitado’.

II – COMO TODO HOMEM, PODEMOS LEVAR A VIDA OUVINDO, MAS NÃO VI-VENDO

1. Talvez alguém diga que ouvir já é bom negócio. Mas Jó entendeu que não bastava ser um bom ouvinte.
2. Talvez, como muitos hoje, Jó estivesse preso ao fato de ser um homem íntegro, reto e que se desviava do mal. Na verdade, ele era apenas um bom religioso, um bom cidadão.
3. Mas houve um momento em sua vida, em que ele mesmo percebeu que não era quem deveria ter sido, pois se contentava em ser apenas um ouvinte: “Eu te conhecia só de ouvir falar”.
4. Os nossos pais nos contaram de Deus, nos levaram à igreja, à EBD e davam dízimos e ofertas em nossos nomes; muitos guardam na memória o que aprenderam com seus pais, e se tornam apenas respeitadores de questões religiosas.
5. Parece que isso já nos basta, já nos garante alguma coisa; ficamos satisfeitos em receber as orações dos nossos progenitores crentes, mas não fazemos nada para mudar isso. Como Jó, podemos estar vivendo uma vida cristã só de ouvir falar.
6. Tiago também vai nos dizer que não basta ouvir (1.22-25).

III – TODO HOMEM PRECISA CONHECER DEUS DE COM ELE ESTAR

1. Jó nos enche de inveja (santa, claro!). Se antes ele só conhecia a Deus de ouvir, depois das experiências vívidas e vividas, ele diz que os seus olhos vêem o Senhor.
2. Para que não morramos de inveja, Jesus nos diz: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14.9), e mais, “nós fazemos nele morada” (v.23).
3. Mas Jó precisou fazer confissão, antes de perceber que Deus lhe era próximo, íntimo. Primeiro ato da confissão: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (42.2). Nem sempre nos colocamos diante de Deus com a visão do que Ele é; muitas vezes queremos tratá-Lo como um nosso igual.
4. Segundo ato da confissão: “Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia” (v.3b). Deus coloca algumas situações diante de Jó para que ele as responda (cap. 40,41). Mas Jó, humildemente, coloca diante de Deus o tamanho da sua ignorância.
5. Não somos muito diferentes de Jó. Com a nossa teologia tentamos explicar o que não entendemos, tentamos trazer à luz os mistérios de Deus; enfim, vivemos tentando descobrir com quem Caim se casou, ou o dia do retorno de Cristo.
6. Jó se rendeu à sua ignorância; só assim ele pode desfrutar da proximidade e intimidade com o Senhor: “Agora os meus olhos te vêem” (v.5b). João nos ensina que a proximidade se dá com a confissão do pecado (1 Jo 1.9). O salmista também nos ensina que precisamos confessar os nossos pecados, e ele nos ensina em cores fortes (Sl 32.1-5). Jó não foi passivo e nem calou o seu pecado, ele mesmo disse: “Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (v.6).

CONCLUSÃO

“Agora os meus olhos te vêem”. Jó via a Deus através dos acontecimentos que lhe sobrevieram; Jó via a Deus, nas devidas proporções, através das palavras dos seus três amigos e de Eliú; Jó viu Deus nas coisas que Ele se permitiu revelar.
O que Jó tão bem nos ensina é que precisamos nos arrepender e confessar. Sem confissão não há perdão de pecados; sem confissão e perdão não há proximidade com Deus.
Sem confissão e perdão não há comunhão; sem comunhão não pode haver participação no corpo e no sangue de Cristo.
O pão é o vinho não são meras representações; eles são símbolos do sacrifício eficaz de Jesus na cruz por nós.
JESUS MOSTROU SER DIFERENTE EM TUDO
João 13.1-32

I – SABENDO QUE JUDAS O TRAIRIA, AINDA ASSIM LAVOU OS SEUS PÉS

1. A posição que Jesus se colocou diante dos seus discípulos foi de extrema humildade. Qual de nós podendo ser rei se coloca na posição de vassalo?
2. Um comentarista falando a respeito de Jesus neste texto, diz que o Senhor de todos se coloca na posição de escravo, pois em lugar de cetro e coroa, usou jarro e bacia (Broadman vol.9). Uma analogia sobre Jesus: tirou a vestimenta de cima (vestes reais) e passou a usar uma toalha (v.4,5).
3. Jesus bem sabia que os discípulos ainda precisavam aprender alguma coisa, e no caso do texto, aprender sobre humildade e reciprocidade. Humildade, porque fariam o serviço reservado aos escravos e domésticos da casa; Reciprocidade, porque todos, igualmente, deveriam lavar os pés uns aos outros.
4. Mas não se está falando da cerimônia do lava-pés como uma nova doutrina a ser incluída nas práticas eclesiásticas, mas sim da humildade que deve caracterizar o discípulo.
5. Também podemos dizer que além da humildade, o tipo de reciprocidade cobrada por Jesus (vv. 12-16), ensinava que todos são iguais. Parece ser difícil de engolir para alguns, mas na verdade somos todos iguais.
6. A respeito de Judas, João nos diz em seu texto, e esse melhor que todos, dada a proximidade maior que tinha com Jesus (v.23), que ele haveria de trair o Mestre (v.10,11).
7. Mas Jesus, diferente de nós, que já sairíamos no braço, o Mestre não foi indiferente com Judas; Ele também lavou os seus pés. Jesus lavou os pés do inimigo, Jesus lavou os pés do traidor.
8. O quanto precisamos aprender com Jesus! Judas certamente não faria parte da nossa turma caso pudéssemos saber quem ele era de fato. Mas nós somos melhores que Judas, jamais trairíamos o Mestre (apenas para pensar se não o temos traído de outras maneiras!).

II – SABENDO QUE JUDAS O TRAIRIA, AINDA ASSIM PERMITIU-LHE PARTICIPAR DA CEIA

1. Era uma noite especial: Jesus e os discípulos estavam à mesa para a ceia. A última ceia de Jesus; o momento de pensar nas últimas instruções, de ‘curtir’ os grandes amigos.
2. Acredito que os discípulos não imaginavam que o fim para Jesus se aproximava; assim ‘curtiam’ a presença do Mestre. O texto é claro em dizer: “Jesus sabendo que...”. Esse era um saber Daquele que sabia de tudo; inclusive que se aproximava a hora de sair do mundo para o Pai (v.1).
3. Mas entre os amigos havia um inimigo; entre o trigo havia um joio: e este era Judas. Tem mais, Judas era alguém que já estava sendo conduzido pelo diabo. Na mesa com o Mestre e os discípulos havia alguém que já tinha um coração diabólico (v.2).
4. Mas Jesus, diferente de nós, que já sairíamos no braço, o Mestre não foi indiferente com Judas; Ele também deixou que Judas participasse da ceia. Jesus estendeu a destra da comunhão ao inimigo.
5. Hoje não é noite de celebração da ceia, mas a participação de Judas me faz lembrar o que disse Paulo ao instruir os crentes de Corinto: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim, coma do pão, e beba do cálice; pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si” (1 Co 11.28,29). Estar no grupo, comer e beber é a liberdade que é dada a todo cristão, mas ele deve antes de tudo, entender se deve ou não participar.
6. Jesus não só lavou os pés a Judas, mas também permitiu que continuasse todo o tempo da celebração da comunhão.

III – SABENDO QUE JUDAS O TRAIRIA, NÃO O EXPÔS DIANTE DOS SEUS DISCÍPULOS

1. Jesus não era de ferro; Ele era homem. Jesus tinha sentimentos, sentia dores, cheiro, gostava de frutas e de refrigerante (Não é heresia; apenas humanização).
2. Por ser tão igual a todos os homens, pois Jesus deixou a glória para ser igual a nós (Fp 2.5-8), Jesus angustiou-se em espírito (v.21). Jesus foi acometido de profunda tristeza, também em saber que um dos seus o trairia.
3. Jesus falou a todos: “Um dentre vós me trairá” (v.21). Os discípulos se entreolham com certa desconfiança: será você? (v.22). Quem, quem? Precisamos saber. E Pedro toma a iniciativa: “João, pergunta quem é” (v.24). João incontinenti pergunta a Jesus: “Senhor, quem é” (v.25). Mas João não perguntou em alto e bom som; Matthew Henry disse que João teve a ‘conveniência de sussurrar para Ele’. Podemos inferir que a resposta de Jesus foi no mesmo tom: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado (v.26a).
4. Jesus, por ser diferente de nós, não expôs Judas; apenas João ficou sabendo de antemão, à primeira mão, quem seria o traidor (v.26b). Como daríamos a resposta caso estivéssemos na mesma situação? Em Broadman é feito o seguinte comentário: ‘Jesus preferiu esconder a identidade do réu, desse modo protegendo-o da fúria de seus companheiros’.
5. Tendo recebido o bocado molhado, o diabo que já havia trabalhado o coração de Judas, entra nele de vez (v.27a). Jesus conhecedor de todas as coisas, e das artimanhas do diabo (Mat 4.1-11), disse a Judas que fosse fazer o que já tinha assentado em seu coração (v.27b).
6. João escreve que os outros dez discípulos não perceberam a finalidade das palavras de Jesus a Judas (v.28).
7. Quando Judas saiu era noite (v.30). Já escreveram que a noite, as trevas, em próprias para os maléficos desígnios do coração de Judas. Em contraste o que estava acontecendo com Judas, o local onde ficaram os dez e Jesus, foi tomado de um sentimento de glorificação ao Pai (v.31, 32).

CONCLUSÃO

Jesus era mesmo diferente de nós; não é sem razão que ele é o nosso Mestre; queremos aprender com Ele.
Jesus era mesmo paciente; suportou a cara de pau de Judas sem retaliar. Permitiu que ele permanecesse no colégio apostólico até a última hora (de Judas).
Precisamos aprender com Jesus; Ele mesmo disse que precisamos aprender dEle: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29).
Que Deus nos abençoe.

Pr. Eli da Rocha Silva
13/02/2011 – Igreja Batista em Jardim Helena

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A IGREJA E A PRÁTICA DAS (MESMAS) OBRAS
Apocalipse 2.2, 5 e Efésios

À igreja em Éfeso Jesus falou que conhecia as suas obras (v.2); e também falou: “Volta à prática das primeiras obras”.
O Pr. Shedd em seu livro ‘Avivamento e Renovação’ diz: “Embora Jesus não tenha feito uma lista dessas obras, podemos imaginar uma lista com base na carta de Paulo aos efésios”.
Vamos terminar 2010 pensando na carta de Paulo aos efésios e na sua possível lista:

1. Uma consciência viva de que todas as reuniões, cultos e atividades da igreja estariam enraizados em um desejo intenso de louvar a gloriosa graça de Deus, demonstrada na redenção proporcionada em Cristo (Ef 1.6): “Nos concedeu gratuitamente no Amado”. Seria um drama humano termos que pagar o que recebemos de Deus gratuitamente.
2. Uma consciência da incomparável grandeza do poder de Deus para com os irmãos (1.19) e de que esse poder estaria disponível para os que estão em condições de pedir, uma vez que crêem que Cristo está entronizado muito acima de todo governo, autoridade, poder e domínio (1.21).
3. Uma consciência do privilégio de o cristão ter ressuscitado dentre os mortos em transgressões e pecados para assentar com Cristo nos lugares celestiais (2.6).
• Os reflexos da percepção da graça: 1) merecíamos castigo, mostrou-nos misericórdia; 2) merecíamos permanecer mortos, nos fez viver juntamente (sinezoopoíesen) com Cristo. O fato de Jesus voltar à vida nos garantiu o privilégio de termos vida com Ele. Não se trata da vida que passa (bios), mas daquela que é eterna (zoe).
• Ao nos tirar do poder da morte à qual estávamos presos pela transgressão e o pecado, Deus nos deu mais privilégios: “Nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus” (v.6). Por meio de Cristo fomos tirados de uma situação e colocados em uma condição: da desonra para a honra. Assim disse Calvino a respeito do que afirmou Paulo: “É como se ele quisesse dizer que fomos transferidos do mais profundo inferno ao próprio céu”.
4. Uma convicção de que a razão por que Deus comprou a Igreja foi para fazer boas obras que Ele preparou antes, para que as pratiquem. E essas ações amorosas deveriam ser realizadas com alegria (2.10).
5. Uma consciência real da habitação de Cristo nos corações dos membros, por meio do Espírito (3.16,17).
6. Uma dedicação indomável à unidade da igreja, mantida pelas atitudes de humildade, mansidão, paciência e aceitação um dos outros (4.2-3).
• Com humildade reconhecemos que dependemos de outras pessoas. A vida cristã não é algo que possa ser vivida no isolamento. Somos dependentes uns dos outros, como diz o hineto: “Eu preciso de você, você precisa de mim”.
• Mansidão é outro aspecto da conduta cristã que devemos deixar transparecer. A mansidão nos encaminhará para um bom testemunho para com os de fora, e não escandalizaremos os de dentro (da igreja).
• (Paciência) Longanimidade, isto é, perseverança. Muitos são os desafios e as aflições no mundo. Se a mansidão nos ensina a não perdermos a cabeça, a longanimidade nos ensina a não perdermos a esperança.
• Suportando-vos em amor. Sabendo que suportar não é fácil, o apelo é que isso seja feito em amor. O amor nos aperfeiçoará naquilo em que falhamos.
7. Um compromisso diante de Deus de aceitar o dom gracioso que Ele deu a cada membro e de aplicar o uso desse dom para um empenho máximo na edificação mútua dos membros, bem como no crescimento da igreja (4.7-16).
8. Um compromisso com a renovação do modo de pensar segundo o padrão do “novo homem”, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade (4.23,24).
9. Um compromisso com o perdão mútuo, imitando o trato de pecadores, “assim como Deus os perdoou em Cristo” (4.32).
10. Um compromisso com a transparência e a colocação de tudo na luz (5.13).
11. Um compromisso com o aproveitamento de todas as oportunidades para a glória de Deus (5.16).
12. Um compromisso com o enchimento pelo Espírito (5.18). Na mesma sentença Paulo trata de um aspecto muito importante na vida do crente mas, que se divide em duas questões: o encher-se. O encher-se negativamente: de vinho; o que deve ser rejeitado pelo crente. O encher-se positivamente: do Espírito; o que deve ser a busca diária do crente.
13. Um compromisso com a música que louva, de coração, ao Senhor (5.19).
14. Um compromisso diante de Deus para manter o coração sempre grato, “dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo (5.20).
15. Um compromisso de amor dos maridos por suas esposas, como Cristo amou a igreja, e das esposas se sujeitarem aos seus maridos (5.22-33).
16. Um compromisso com os filhos para criá-los na instrução bíblica e no conselho do Senhor (6.4). Hoje nós temos vivido a cultura do ‘melhor na igreja do que no mundo’, mas muitas vezes os filhos estão mesmo é no mundo; nós nos enganamos e eles também. Na volta de Jesus não será aplicado o critério ‘melhor na igreja do que no mundo’.
17. Um compromisso de diariamente vestir a armadura completa de Deus (6.10-18). Sem a armadura de Deus nos tornamos vulneráveis; já entramos na guerra para perder. A vida cristã é uma guerra fora e dentro; brigamos com os de lá e com os de cá; morrem de lá e morrem de cá.

FINALIZANDO
Os comentários de Paulo, listados pelo Pr. Russel Shedd, contemplam tudo o que precisamos como indivíduos e Igreja, ou devemos acrescentar algo mais?
Acredito que não precisamos acrescentar mais nada. Basta apenas vivermos a visão de Paulo para a Igreja, que continuaremos praticando as obras que enaltecem o nome de Deus, e nos ensinam a viver cada dia o que de fato somos: apenas servos.
Que Deus nos abençoe na busca desse alvo de sermos apenas o que devemos ser.

Pr. Eli da Rocha Silva
31/12/2010 – Igreja Batista em Jardim Helena - Itaquera

sábado, 25 de dezembro de 2010

A VIDA CRISTÃ EXEMPLAR: O AMOR FRATERNAL

1 PEDRO 3.8-12



v.8 Finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, cheios de amor fraternal, misericordiosos, humildes,

1. “Finalmente”. Pedro vai encerrar o período designado pelos ‘arranjadores’ do texto em nossas Bíblias chamado: ‘Vida Cristã Exemplar’. A vida exemplar requerida a nós não se refere apenas às relações internas da igreja local, mas como vimos, em toda a esfera humana: visão integral do homem em suas relações sociais.
2. O verso 8 é suficiente para falarmos horas e horas; há 4 temas excelentes para serem discutidos e colocados em prática: 1) “Sede todos de igual ânimo”. Homophron – homo=mesmo, phroneo= pensar: disposição de ser encaminhados juntos em um mesmo propósito visando um fim único. Todos puxam a corda para o mesmo lado. “Aquela unidade interior de atitude nas coisas espirituais, que torna a divisão algo impensável” (Rienecker & Rogers).
3. 2) “Compassivos, compadecidos”. (Sympathes) Pedro manda que sejamos crentes simpáticos. Pedro exagerou? Há crentes antipáticos? A palavra significa unir-se ao sentimento do outro, seja de tristeza ou de alegria (Rm 12.15). Simpático em nosso uso diário nos leva a pensar em uma pessoa agradável.
4. 3) “Cheios de amor fraternal, fraternalmente amigos”. Filadelfoi = amor ao irmão. Amor de filhos de Deus (Jo 1.12). Acredito em uma categoria especial de amor que só pode ser vivido na igreja, que difere do amor que vivemos em nossas famílias. O amor vivido na igreja supera as dificuldades e conseguimos continuar; nos lares, algumas questões são resolvidas no braço (Gn 4.8; 1 Jo 3.7-12).
5. 4) “Misericordiosos” Pitiful (εὔσπλαγχνοι) (entranhas nobres). Pitibul ou Pitiful (apenas um jogo de palavras). Houve um momento que Pedro foi um verdadeiro pitibul (Jo 18.10,11); amadurecido, já velho, Pedro aprendeu e ensinou que o crente deve ser pitiful (KJV), isto é, cheio de misericórdia. A Darby Translation usa tender hearted (Dotado de grande sensibilidade, suscetíveis de impressões ou influência; afetuoso; piedade; sensíveis). Textos: Roboão ainda jovem e de bom coração, e não podia resistir-lhes. - 2 Cro. 13.7; Sede um tipo para outro, de bom coração. Ef. 4. 32.
6. 5) “Humildes”. Pedro também aprendeu que a humildade é coisa boa. Horton escreveu: “Sem a pretensão de exaltar-se sobre os demais”. Podemos ver isso em João Batista (Mt 3.11; Jo 3.30) e em Jesus (Jo 13.12-20; Fp 2.1-11). A palavra grega no TR é Filophrones, i.e, um pensar com disposição amável; no Nestle-Aland a palavra é tapeinophrones, i.e, pensar com disposição humilde. A KJV traduz tudo isto como cortesia.

v.9 não retribuindo mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; porque para isso fostes chamados, para herdardes uma bênção.

1. Após apelar aos crentes e reafirmar o modo de convivência que deveriam ter na igreja, Pedro continua reforçando os seus conselhos.
2. “Não pagando mal por mal, ou injúria por injúria”. O Pedro amadurecido é contra o bateu-levou; embora tivesse ele mesmo feito isso quando da prisão de Jesus no Getsêmani.
3. Não sei até que ponto em nossa vida cristã estamos amadurecidos para cumprir essa instrução do apóstolo. Tal instrução apenas reflete o que Jesus mesmo disse no Sermão do Monte (Lc 6.27,28).
4. De modo particular, confesso que fico decepcionado por não conseguir ser um crente melhor, como gostaria que assim fosse. Mas como disse Paulo: Prossigo para o alvo. Não posso desanimar, e nem massagear o meu ego dizendo que, nasci assim vou morrer assim. Não podemos nos acostumar com uma vida cristã sem brilho.
5. Pedro, através do Espírito Santo nos maravilha com o que ele diz: “Antes, pelo contrário, bendizendo”. Ou seja, fale bem, abençoe, inclusive quem lhe fez mal, que lhe injuriou, difamou. (Rm 12.14). É difícil fazer isso, é difícil ser assim? É. Só o Espírito Santo, através do seu fruto pode nos capacitar para agirmos assim.
6. “Pois para isto mesmo fostes chamados”. Outra coisa: fomos chamados para abençoar. Pode ser que em algum momento gostaríamos de fazer imprecações. Não fomos chamados para imprecar, mas para abençoar. Através da nossa fala, da nossa língua podemos estar abençoando ou tirando a bênção.
7. Gosto da tradução literal feita por Waldyr Carvalho Luz: “Para que falação de bem repartais porção”. Aqui temos a ideia de sermos abençoadores com as nossas falações; repartindo da mesma herança que também já somos participantes.



v.10 Pois, quem quer amar a vida, e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano;

1. Conheço uma irmã que sonhou este versículo. Deus ainda fala por sonhos. No caso da referida irmã, não uma mensagem nova, mas uma que já estava escrita. Eu nunca sonhei este versículo, mas vou procurar segui-lo mesmo sem sonhar.
2. O sonho da irmã foi uma repreensão do Senhor; ela de fato precisava sonhar, e sonhou. Podem acreditar! Ela levou a sério o sonho e praticou o versículo.
3. Aqui Pedro recorre a Davi ao citar o Salmo 34.13-17. Parece que o problema com a língua era coisa antiga.
4. Todos nós queremos amar a vida e ver dias bons, isso é normal, é natural. Mas, quando falamos o que não devíamos ter falado pagamos um preço. Então Davi e Pedro nos manda refrear a língua. E Davi insiste com o Senhor (Veja Sl 141.3).
5. No grego, para refrear, temos pausáto, que em português temos a palavra ‘pausa’. Quando formos falar ‘asnices’, que o Espírito Santo puxe o freio da nossa língua e nos silencie e nos aquiete (Ler Tg 3.1-10).
6. Temos que cuidar para que os nossos lábios não falem dolosamente, isto é, com intenção de fazer mal. Pode ser que alguma vez falamos, e somos considerados faladores culposos, falamos sem a intenção de matar a vida do nosso irmão. Outras vezes, pode ser que falamos com intenção de matar a vida do nosso irmão, então, somos considerados faladores dolosos.
7. Na igreja não acionamos um tribunal para julgar esse tipo de procedimento, mas pode ser que, no futuro, a igreja comece a fazer isso. Se não fizer, Deus mesmo fará.

v.11 aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a.

1. “Aparta-te do mal, e faça o bem”. Podemos ver aqui Davi e Pedro nos ensinando a busca por uma vida de objetividade: apartar-se e fazer e o tema. Não basta alguém dizer ‘eu não faço o mal’, e percebermos que ele não pratica bem nenhum; não praticar o bem, em situações que isso exija, é o mesmo que praticar o mal. A omissão é uma espécie de mal.
2. “Busque a paz, e siga-a”. Gosto mais da tradução ARA que diz: “Busque a paz e empenhe-se por alcançá-la”. A paz é um bem que mesmo achado, por um deslize de nossa parte, pode ser perdido com muita facilidade. Conheci pessoas que se gostavam muito, e por causa de um ‘nadinha’ não esclarecido tornaram-se inimigos, ou simplesmente romperam a amizade.


v.12 Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atento à sua súplica; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal.

1. Vamos lembrar o Salmo 1.6. Como queremos ser tratados pelo Senhor? Qual tem sido o nosso comportamento na igreja do Senhor nas relações com os nossos irmãos?
2. Existem coisas que devem ser consertadas? Feridas não cicatrizadas, irmãos não perdoados, irmãos que ferimos e agimos como se não fôssemos culpados? Qual o estado das nossas consciências; está cauterizada, ou ainda pode receber medicação sem maiores traumas?
3. Estas questões são para todos nós. Não podemos continuar vivendo a vida da igreja achando que não vamos ter que resolver os problemas. Falo o que falou Paulo: “Miserável homem que sou”. Eu também me incluo aos que têm que resolver pendências.
4. Não quero ter o rosto do Senhor contra mim. Preciso fazer a paz com aqueles que feri. Não estou dizendo fazer uma paz apenas para trazer bons agouros para o novo ano. Falo de fazer a paz mesmo, de voltar a conviver com o irmão, de sorrir quando for para sorrir e ouvir quando for para ouvir.
5. Que Deus nos abençoe com coragem para buscar os que nós ferimos; que peçamos a ajuda do Santo Espírito para não incluirmos novos feridos em nossa lista.
6. Assim seja!


Pr. Eli da Rocha Silva
05, 26/12/2010 – Igreja Batista em Jardim Helena – Itaquera - SP

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A HISTÓRIA DO ADVENTO (UMA SEQUÊNCIA COM HINOS DO HCC)

I – A MAIS ANTIGA ANUNCIAÇÃO
GÊNESIS 3.15 “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

II – DE UM HOMEM A BÊNÇÃO PARA TODAS AS NAÇÕES
GÊNESIS 12.3B – A Abrão Deus disse: “e em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

III – DO FILHO DA PRIMEIRA (LIA) NASCERIA O LEÃO DA TRIBO DE JUDÁ
GÊNESIS 29.32-35 - “E Lia concebeu e deu à luz um filho, a quem chamou Rúben; pois disse: Porque o Senhor atendeu à minha aflição; agora me amará meu marido.
v.33 Concebeu outra vez, e deu à luz um filho; e disse: Porquanto o Senhor ouviu que eu era desprezada, deu-me também este. E lhe chamou Simeão.
v.34 Concebeu ainda outra vez e deu à luz um filho e disse: Agora esta vez se unirá meu marido a mim, porque três filhos lhe tenho dado. Portanto lhe chamou Levi.
v.35 De novo concebeu e deu à luz um filho; e disse: Esta vez louvarei ao Senhor. Por isso lhe chamou Judá. E cessou de ter filhos”.
(APOCALIPSE 5.5) –“E disse-me um dentre os anciãos: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos”.
(80 HCC)

IV – DA MARGINALIZADA SERIA A SUA DESCENDÊNCIA
JOSUÉ 6.25 – “Assim Josué poupou a vida à prostituta Raabe, à família de seu pai, e a todos quantos lhe pertenciam; e ela ficou habitando no meio de Israel até o dia de hoje, porquanto escondera os mensageiros que Josué tinha enviado a espiar a Jericó”.
(MATEUS 1.5) – “a Salmom nasceu, de Raabe, Boaz; a Boaz nasceu, de Rute, Obede; a Obede nasceu Jessé”

V – EM BOAZ, FILHO DE RAABE, TEMOS A FIGURA DO RESGATADOR
RUTE 4.7-17

VI – DE DAVI OUVIMOS SER A RAIZ; DO MESSIAS, SEU REINO SERÁ SINGULAR
ISAÍAS 11.1-16

VII – A PEQUENA CIDADE QUE GEROU REIS E O MAIOR DELES
MIQUÉIAS 5.2 – “Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”.

VIII – O CARPINTEIRO QUE DEU DESCENDÊNCIA AO SALVADOR
MATEUS 1.1-16

IX – O SALVADOR CHEGOU; A ESTREBARIA O ABRAÇOU COM POMPA E CIRCUNSTÂNCIAS
LUCAS 2.1-7 (HINO 96)RECITAÇÃO:
Quem disse que na estrebaria não havia paz!
Quem disse que na estrebaria não houve riso e festa!
A estrebaria recebeu o bebezinho com pompas e circunstâncias
A manjedoura, acolheu o bebê com carinho digno do que é Rei
A estrebaria e a manjedoura fizeram um pacto de atenção aos que ali chegaram: José, Maria e o bebezinho.
Quem disse que aquele lugar não era bom para difundir alegria!
Quem disse que naquele lugar não podia dar e receber presentes: o bebê recebeu ouro, incenso e mirra; a humanidade recebeu a salvação que Ele trouxe do céu.
Na estrebaria os bichos silenciaram com a noite; cantavam apenas os grilos e os pássaros noturnos. Cantavam porque havia por que cantar; cantavam porque era noite de adoração.
A pequena e alegre estrebaria acomodou em seu seio pastores que correram dos campos; que deixaram os rebanhos porque queriam fazer parte da boa-nova, da bela história de salvação.
Todos nós somos chamados para cantar com os anjos e pastores, com os animais e pássaros ‘Oh, vinde, adoremos’.
(90 HCC)

X – ANJOS, PASTORES E MÚSICA: O SALVADOR CHEGOU
LUCAS 2.8-20 - (104 HCC)
XI – O QUE A HISTÓRIA DO ADVENTO DIZ PARA MIM
1. Diz que precisava ser assim – o Filho nascer
2. Diz que eu não podia fazer nada por mim mesmo – só o Filho nascido
3. Diz que Deus enviou o Seu Filho para que fôssemos salvos
4. Diz que sem Ele não há alternativa
5. Diz que em nenhum outro há salvação

Quão bela é a história do advento!
Não posso fingir que não é comigo
Não posso dar uma de desentendido
As celebrações no Natal só terão sentido se entendermos a razão de Jesus ter nascido.
Só entendemos o sentido do Natal porque um dia cantamos: Vem Jesus habitar comigo, em minha alma há lugar; oh, vem já! (112 HCC)
Pr. Eli da Rocha Silva
12/12/2010