quinta-feira, 26 de maio de 2011

A IGREJA E AS SUAS RELAÇÕES COM AS PESSOAS E COM O ESTADO
(Igreja, Cidadania e Estado Brasileiro)



A igreja, embora seja de caráter espiritual, e esta é a proposta de Jesus ao edificá-la, é também um ente social com relações com o Estado de direito. Como tal, a igreja deve obrigações para com o Estado, e este, de acordo com a Constituição, conferir a ela os direitos e também as obrigações na Carta Magna exarados.
A Constituição Brasileira oferece aos seus entes religiosos a liberdade de cultuar, e a igreja usufrui o direito de cultuar com ampla liberdade; ela também tem o benefício da Imunidade Fiscal, isto é, sobre ela não pode o Estado atribuir obrigações tributárias, exceto contribuições e taxas.
Em relação à religião o Estado Brasileiro é laico, ele não impõe sobre ninguém qualquer tipo de religião, e dá o direito também de as pessoas não terem religião alguma, e até mesmo, divulgar, em ampla liberdade de expressão, que não acreditam em Deus, se assim achar que devem. O que não se admite é a violação do direito do outro de manifestar sua crença ou deixar de manifestar. Assim em o Estado de Brasileiro, e assim deve continuar sendo.
Como evangélicos, fica notório entre nós, um certo desejo de termos um Brasil cristão evangélico. Buscamos isso na expressão bíblica ‘Feliz é a Nação cujo Deus é o Senhor’; mas com tristeza vemos que a própria Nação que era do Senhor não o tinha como próprio Senhor.
Precisamos também, dentro da percepção de estado laico, que a igreja não pode impor sobre o Estado aquilo que ela entende como correto, moral e aceitável, já que apenas ela deixa-se reger com base em preceitos cristãos; o Estado não tem a Bíblia como regra de fé e prática. Também é fato, que nós evangélicos nem sempre escolhemos outros evangélicos para nos representarem nas Câmaras e no Senado Federal; e, quando os escolhemos, eles são conhecidos como minorias.
A igreja tem também responsabilidade social; ela não vive apenas com o pensamento no céu, como nos diria Paulo, pois o céu é uma realidade futura, embora possamos gozá-lo dentro do aspecto do ‘já e ainda não’. Assim sendo, a igreja tem que dar a sua contribuição à sociedade para minorar os problemas das pessoas, sejam elas evangélicas ou não, pois a necessidade e as carências são iguais para todos.
Temos visto nos últimos dias no Brasil, especialmente nas leis que tramitam no Congresso Nacional, as dificuldades que os crentes evangélicos têm em se posicionar por este ou aquele assunto polêmico. As discussões giram em torno de temas como aborto, homofobia, direitos de pessoas do mesmo sexo em união estável, entre muitos outros assuntos.
Quando digo ‘dificuldade em se posicionar’, lembro-me bem das muitas críticas recebidas pelo Pr. Ricardo Gondim, quando se disse favorável aos direitos dos homoafetivos em união estável. É isto ou não é uma dificuldade de posicionamento dos evangélicos? (Falo em relação às críticas dos evangélicos ao pastor). Pensemos o seguinte: quando estudamos Paulo, não o lemos tecendo criticas severas aos incrédulos, mas sim, aos crentes que quisessem viver como tais.
Quando dizemos que a igreja é uma entidade livre em seus pensamentos e práticas, e que o Estado é laico, não estamos com isso estabelecendo um conflito, mas dizendo que não somos favoráveis a todas as leis que nos são impostas. Devemos ter preservado, pela Constituição Federal, o direito de dizer não às leis que conflitem com o que cremos e praticamos.
A igreja deverá sempre respeitar as autoridades constituídas, é um preceito bíblico, mas ela não poderá dizer sim, quando a sua liberdade de viver segundo a Bíblia estiver em risco.



Pr. Eli da Rocha Silva
26/05/2011

sábado, 21 de maio de 2011

EM NOVIDADE DE VIDA OU COM O VELHO JEITO DE SER?
ROMANOS 6.4 “ANDEMOS EM NOVIDADE DE VIDA”.

I – A VIDA SEM NOVIDADE ALGUMA

É a vida do homem comum; o homem comum é o homem sem Deus; é o homem pós-desobediência. O homem comum é aquele que não entende as coisas de Deus, pois elas se discernem espiritualmente.
O homem em estado de obediência é aquele que vivia em permanente comunhão com Deus (Deus conversava com o casal no jardim). Infelizmente, o estado de inocência não durou muito tempo; é possível que o estado de inocência tenha sido menos que cem anos, visto que Adão gerou Sete com 130 anos (Gn 5.3).
Adão e sua família passaram a viver uma vida sem novidade alguma; a vida natural, a vida de todos os pecadores. A vida natural tem como base algumas características:
1. Em estado de espera de morte (Rm 6.23).
2. Em estado de provocar morte (Gn 4.5,8,9): Ira, Inveja, homicídio mentira e dissimulação.
3. Em estado de separação permanente de Deus (Gn 4.16). Caim afastou-se definitivamente da presença de Deus (Ver Gn 4.11-15).
4. O estado de separação prevaleceu para todos os homens. Canta Feliciano Amaral: ‘O homem sem Deus é alma em tormento é alma sem paz; é como a folha murcha que não pode voltar’.
5. A vida sem novidade é o que o autor aos Hebreus diz em 10.25 e o que Paulo diz a respeito de Demas (2Tm 4.10). A respeito de Demas, é preciso notar que ele voltou para a vida que tinha antes, para uma cidade que rejeitou o evangelho (Atos 17.1-14).
6. A vida sem novidade é a vida ausente de Deus, seja na igreja, seja no lar.

II – A VIDA IMPACTADA PARA SER DIFERENTE

Mas a vida pode ser diferente, e para sentirmos a diferença, ela deve ser impactada por algo. Todo impacto deixa marcas, e a vida impactada pela palavra de Deus tem marcas indeléveis (marcas que não podem ser apagadas).
A vida sem novidade pode ser resultado de uma vida sem marca indelével; o encontro não foi marcante, não fez diferença, não fez sair da rotina. O outro dia foi igual ao anteontem; entre eles, o dia que poderia ter feito a diferença.
A vida impactada pela Palavra de Deus, pela aceitação de Cristo, é o encontro que faz de alguém o que nunca tinha sido. Vamos ver algumas pessoas que foram impactadas pelo encontro com Cristo.

1. Quatro pescadores na Galiléia (Mt 4.18-22): “Eles deixaram tudo e o seguiram” (v.22).
2. O centurião que teve o seu servo curado (Mt 8.5-13): “Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado” (v.13).
3. O paralítico em Cafarnaum (Mt 9.1-8): “(Jesus) disse, então, ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para a tua casa” (v.6).
4. Os judeus com a pregação de Pedro (At 2.14-41): “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (v.41).
5. A pregação de Filipe em Samaria (At. 8.1-8): “E houve grande alegria naquela cidade” (v.8).
6. Saulo (Paulo) na estrada para Damasco (At. 9.1-19). O verso 20 nos diz a respeito de Saulo (Paulo): “E logo pregava, nas sinagogas, a Jesus afirmando que este é o Filho de Deus”. A diferença do Saulo (v.2) para o Saulo (v.22).
7. Quando alguém tem o encontro com Cristo, a sua vida não pode ser mais a que foi até ali; há de verdade, um divisor de águas (de vida): a.C e d.C.

III – RESULTADOS DA VIDA EM NOVIDADE

Paulo escreve aos Romanos e diz que devemos andar em novidade de vida. Aos coríntios diz que em Cristo tudo se fez novo. Com Cristo na vida é impossível continuar sendo o que fomos antes. Podemos então inferir, que quem continua igual não teve o encontro com Cristo.
Paulo escreve aos efésios e diz: “Quem furtava não furte mais” (4.28). O ‘mais’ de Paulo não significa que quem furtava deve continuar furtando o mesmo que furtava (atitude do velho homem); mas que deixasse definitivamente tal prática, que nunca mais furtasse.
Aos crentes em Roma, Paulo diz que o encontro com Cristo causa uma diferença radical: “Não ofereçam os membros do seu corpo ao pecado (...) mas a Deus” (Rm 6.13).
Aos crentes em Corinto, Paulo lembra a conduta antiga de alguns deles, para contrastar com a nova conduta em Cristo (1 Co 6.9-11): “lavados, santificados e justificados”.
Uma pequena lista das atitudes daqueles que foram salvos e receberam a novidade de vida:
1. Pensar nas coisas de cima (Col 3.1-3)
2. Pensar com a mente de Cristo (1 Co 2.16): “Nós porém temos a mente de Cristo”.
3. Viver a vida de Cristo (Gl 2.20): “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.
4. Viver a vida para Cristo (Fp 1.21): “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”.
A lista pode ser acrescentada com muitas outras coisas que marcaram e marcam a nossa vida de convertidos, de salvos em Cristo. Cada um pode fazer a sua lista particular, e perceber o quanto Cristo mudou a sua vida. Mas é possível, também, fazermos uma lista, do quanto não deixamos Cristo mudar a nossa vida.

CONCLUSÃO

A vida sem novidade alguma é a vida do homem natural, que vive em função de si mesmo; vive na base do seu egoísmo. A pessoa egoísta pensa e age assim: ‘Se não for para mim não será para mais ninguém’.
A vida impactada para ser diferente foi o que aconteceu conosco, mas ainda não aconteceu com muitos outros. A vida impactada nos ensina que agora somos o que não fomos antes: deixamos a vida velha e fomos feitos novos.
Os resultados da vida em novidade são perceptíveis; alguém é capaz de dizer que não somos mais a mesma pessoa.
Antes de alguém perceber que você mudou, perceba-se outra pessoa. Note que os seus anseios não são mais os mesmos.
Quando vivemos em novidade de vida damos um basta ao velho jeito de ser. Mas o velho jeito de ser que tivemos no passado continuará tentando nos fazer retroceder; mas, para que isso não ocorra Paulo diz: “Andem no Espírito e jamais satisfareis a cobiça da carne” (Gl 5.16).

Que Deus nos abençoe.

Pr. Eli da Rocha Silva
22/05/2011 – Igreja Batista em Jd. Helena – Itaquera – S.Paulo - SP

quinta-feira, 5 de maio de 2011

DE BOAS PALAVRAS TRANSBORDA O MEU CORAÇÃO
SALMO 45. 1 a

O salmo é conhecido como o relacionamento entre Cristo e a sua igreja.
Talvez se tratasse de uma canção nupcial.

Mas do salmo, vamos falar da intenção do salmista conforme nos diz na parte a do verso 1: “De boas palavras transborda o meu coração”.
Imediatamente nos lembramos de um hineto antigo: “Meu coração transborda de amor”.

I – GRATIDÃO PELO LAR – BOAS PALAVRAS QUE TRANSBORDAM DO CORAÇÃO

1. Ao nos reunirmos neste lar, o nosso coração também transborda de alegria e de boas palavras de gratidão para o Senhor;
2. A alegria não é de um só, mas de toda a comunidade dos crentes (Rm 12.15 a). A comunidade de crentes caminha com as dificuldades do outro, seja na oração ou na ação direta.
3. O lar é mais que a casa; existem casas que não são lares. Hoje não só estamos na casa, mas também em um lar.
4. Um dicionário define lar assim: Lugar em que se acende fogo na cozinha; (fig.) pátria; família; casa de habitação.
5. O dicionário de símbolos traz:

Lareira, Lar. Símbolo da vida em comum, da casa, da união do homem com a mulher, do amor, da conjunção do fogo com o seu receptáculo. Enquanto centro solar, que aproxima os seres, por seu calor e sua luz - além de ser também o local onde se cozinha a comida - a lareira é centro de vida, de vida dada, conservada e propagada. Por isso foi sempre honrada em todas as sociedades. Tornou-se, mesmo, um santuário no qual se pede a proteção de Deus, celebra-se o seu culto e guardam-se as imagens sagradas. (1) CHEVALIER, J., GHEERBRANT, A. Dicionário de Símbolos (mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números). 12. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1998.

6. A casa só tem razão de ser e de alegria quando é um lar. A casa vazia não é um lar.
7. Uma Casa Não É Um Lar (A House is Not a Home)
-Glee

Uma cadeira ainda é uma cadeira
Mesmo quando não há ninguém sentado lá
Mas uma cadeira não é uma casa
E uma casa não é um lar
Quando não há ninguém lá para te abraçar,
E ninguém lá para você dar um beijo de boa noite.

A sala ainda é uma sala
Mesmo quando não há nada além de melancolia;
Mas uma sala não é uma casa,
E uma casa não é um lar
Quando nós dois estamos separados
E um de nós tem um coração quebrado.

De vez em quando eu chamo seu nome
E de repente, seu rosto aparece
Mas é apenas um jogo louco
Quando ele termina, ele termina em lágrimas.

Querida, tenha um coração,
Não deixe que um erro nos mantenha separados.
Eu não estou destinado a viver sozinho.
Transforme esta casa em um lar.
Quando eu subir as escadas e virar a chave,
Oh, por favor esteja lá ainda apaixonada por mim.


8. O filho pródigo também entendeu que o lar é o melhor lugar para se estar; a princípio ele queria ser apenas um servo da casa, mas o seu pai o restaurou como membro do lar, da família (Lc 15.19).
9. A gratidão a Deus pelo lar deve fazer parte da nossa vida.


II – GRATIDÃO PELA VIDA – BOAS PALAVRAS QUE TRANSBORDAM DO CORAÇÃO

1. A vida é um presente de Deus (Assim diria o Gabriel, que chama a Dani de Vida).
2. Mais uma vez a comunidade de crentes se faz presente no momento de agradecer pela vida.
3. O lar é um lugar de felicidade quando nele celebramos a vida. A vida pode ser celebrada nas pequenas coisas, nos pequenos acontecimentos.
4. A vida pode ser celebrada na busca de um coração sábio (Sl 90.12). Ou seja, usarmos sabiamente o tempo de que dispomos (Anotada).
5. Para o crente os anos de vida não são a sucessão de dias sem razão de ser; há um propósito da parte de Deus para os seus filhos. Assim pensava o salmista Moisés.
6. Viver os dias com sabedoria é apegar-se a Deus e à sua Palavra; é sábio dedicar a Deus os melhores anos da vida.
7. Os melhores anos são os anos produtivos. Mas nos rendemos também ao salmista que diz: “Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor” (Sl 92.14). Quem? Os justos (v.12).
8. Hoje é dia de ação de graças, é dia de festa, é dia de comunhão e celebração; é dia de deixar transbordar o coração de boas palavras.

Amém.

Pr. Eli da Rocha Silva
05/05/2011 - Culto Residência Gabriel e Daniela

sábado, 30 de abril de 2011

A CEIA DO SENHOR E AS SUAS LEMBRANÇAS

1 CORÍNTIOS 11.23-28

I - A CEIA LEMBRA O CRISTO ENCARNADO

1. Quando Jesus diz: “Isto é o meu corpo” (Mt 26.26), está lembrando aos seus discípulos que Deus encarnou; deixou sua glória para habitar entre nós.
2. Paulo escreve aos Filipenses na inspiração do Espírito Santo: “Cristo Jesus (...) a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana” (Fp 2.5-7).
3. Jesus é o cumprimento da promessa falada pelos profetas Miquéias (Mq 5.2) e Isaías (Is 7.14).

II - A CEIA LEMBRA O CRISTO CRUCIFICADO

1. O próprio Jesus previa (profetizava) a sua morte: quando da sua unção em Betânia (Mt 26.12; Lc 18.31-34).
2. Na Ceia, Jesus fala da sua morte: “Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós” (1Co 11.23,24; Mt 26.26).
3. Na carta aos Filipenses, Jesus fala da postura do servo sofredor: “A Si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8).
4. Na cruz, Jesus derramaria o seu sangue para a nossa remissão (Mt 26.28); Ele apresenta aos seus discípulos o cálice que os faria lembrar o sangue derramado por todos (Lc 22.20).
5. Pedro mais tarde, chama todos os crentes à reflexão do valor da expiação no sangue de Cristo (1 Pd 1.18,19).

III - A CEIA LEMBRA O CRISTO RESSUSCITADO (“Até que Ele venha”)

1. “Até que Ele venha”, assim escreveu Paulo; a sua vinda é possível devido à sua ressurreição.
2. A ressurreição prevista pelo próprio Jesus (Lc 18.33, 34); também pregada por Pedro (1 Pd 1.21); reforçada por Paulo como tema da nossa anunciação (1 Co 11.26).
3. O Cristo ressuscitado é o tema da nossa pregação ‘até que Ele venha’. “O evangelho é apresentado por meio do culto da comunhão” (MacArthur).
4. A Ceia é também a confirmação do nosso compromisso com o Cristo ressuscitado: “de aceitarmos o Seu senhorio, de permanecermos leais a Ele, de resistirmos ao pecado e de nos identificarmos com a Sua missão” (BEP).

IV - A CEIA LEMBRA O CRISTO QUE VOLTA TRIUNFANTE (“Até que Ele venha”)

1. Ao tomarmos da Ceia do Senhor, estamos vivendo a expectativa da ceia que haverá no reino. A ceia no Reino será para os que participam dela aqui.
2. A Ceia no Reino do Pai é a promessa feita aos discípulos e estendida aos discípulos de hoje e de amanhã (Mt 26.29).
3. À medida que vamos participando da ceia vamos rememorando a promessa e aguardando com ansiedade esse novo tempo na vida igreja.
4. Na ceia de hoje, neste memorial, pode até acontecer de um ou outro irmão que não queira participar; não participa porque não refletiu, não examinou a si mesmo. Acredito, porém, que cada irmão que está aqui hoje não gostaria de ser deixado fora da grande ceia no Reino do Pai (Mt 8.11,12; 22.1-14).

CONCLUSÃO

A Ceia do Senhor é um momento todo especial na igreja. Não vamos dizer que ficaremos mais santos após a participação, pois a ceia já é a participação dos santos.
A Ceia do Senhor é o momento de apagarmos dos nossos corações as mágoas de uns com os outros; é o momento exato para lembrarmos Jesus, que orou pelos pecadores que o matavam, e os perdoou.
A Ceia do Senhor é o momento de lembrarmos que, quaisquer que sejam as nossas diferenças, elas não são maiores que as ofensas que fizemos ao Senhor, mas mesmo assim, ele também nos perdoou.
Graças a Deus por tão grandioso perdão.
Amém

Pr. Eli da Rocha Silva
01/05/2011 – Igreja Batista em Jd. Helena – Itaquera – S.Paulo - SP
FAMÍLIA: COMO TUDO COMEÇOU

I – A FORMAÇÃO DO HOMEM

1. A sentença que dá constituição ao homem: “Façamos o homem”. O verbo no plural indica que mais de uma pessoa decidiram pela criação do homem. Os teólogos gostam de chamar de plural majestático: é a Trindade em ação (Gn 1.26a).
2. O homem é Adam da Adamah (2.7). Foi criado do pó da terra.
3. À criação do homem está escrito: à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. O homem recebeu os atributos de comunicação: espírito, razão, intelecto, vontade e sentimento; exerceria governo e tinha relativo poder. Ainda sobre a imagem: “Em certo sentido, a constituição física do homem e da mulher retrata a imagem de Deus, o que não ocorre no reino animal. Deus pôs nos seres humanos a imagem pela qual Ele apareceria visivelmente a eles (18.1,2,22) e a forma que seu Filho um dia viria a ter (Lc 1.35) (BEP).
4. “Macho e fêmea os criou” (v.27). O cumprimento do que está no v. 28 dependia da diferença física entre homem e mulher.

II – A UNIÃO EM FORMA DE CASAMENTO (IDEALIZAÇÃO DA FAMÍLIA)

1. Com pormenores, o cap. 2 discorre sobre a formação da família, a partir do casal: “O Senhor Deus disse: não é bom que o homem viva sozinho (Gn 2.18).
2. O homem, como primeiro humano criado precisava de companhia. Pois não era bom que o homem estivesse sozinho (Gn 2.18).
3. A solidão compreendia o homem como um ser incompleto; ser incompleto não é bom, disse Deus.
4. Para completar o homem, Deus decidiu dar do homem à mulher: “E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher, e lha trouxe” (Gn 2.22).
5. O estabeleceu o tipo de mulher que Deus que completaria o homem: “Uma auxiliadora que lhe fosse idônea” (Gn 2.18). Não passou pela mente de Deus criar uma competidora, mas uma auxiliadora.
6. Criada a mulher Deus a trouxe a Adão. Ali no Éden estavam as três pessoas importantes na união conjugal: Deus, o homem e a mulher. Então, diante de muitas testemunhas, Deus os uniu.
7. Podemos citar também duas questões importantes nesse ato criativo de Deus: a monogamia e a heterogamia. A união é monogâmica, pois Deus criou apenas Eva, e não um harém; é heterogâmica, pois Deus uniu um homem e uma mulher.
8. Por melhores que duas pessoas sejam, respeitáveis em suas ações e compromissos, muitas até admiradas por nós em seu caráter e cidadania, nada disso elimina o ideal divino da relação matrimonial homem-mulher, conforme Gn 1.27, 28.

III – DEIXANDO TUDO PARA PODER COMEÇAR

1. O pastor Jaime Kemp, na Bíblia da Família diz que ‘É difícil, mas necessário’. Não dá para começar a vida a dois, sem deixar de lado a vida ‘de muitos’: é preciso sair de casa (2.24).
2. A interferência dos pais nem sempre é vista de modo construtivo; há casos que o casamento começa já terminado, devido a imaturidade dos cônjuges ou de um deles. A relação conjugal tempo por base o ‘filhinho da mamãe’ ou a ‘filhinha do papai’ mina a estabilidade do casamento.
3. Deixar pai e mãe significa viver exclusivamente para o outro; o início da instituição familiar começa com a saída da casa da família genitora ou de afinidade.
4. A parte que decide não deixar pai e mãe não está apta para o casamento. Há casos, que um dos genitores precisa acompanhar o novo casal por não ter com quem ficar. Isso pode ser bom a princípio, mas pode transformar-se em prejuízo no futuro.
5. Famílias que vivem muito próximas umas das outras, sempre têm o que reclamar: é o conselho na hora errada, é a ‘passadinha’ demorada para ver os pais, é a interferência na criação dos filhos, etc
6. Muitas vezes usamos a proximidade com nossos pais para resolvermos parte dos nossos problemas: avós que buscam filhos na escola, cuidam dos netos em períodos de trabalho dos filhos; o que parece ser bom, se não for bem administrado, com cada um sabendo até onde vai o seu limite de influência, pode tornar-se um grande prejuízo para uma das partes, e no final, para a família.


CONCLUSÃO

Que Deus abençoe as nossas famílias.

Pr. Eli da Rocha Silva
01/05/2011 – Igreja Batista em Jd. Helena – Itaquera – S.Paulo - SP


sábado, 23 de abril de 2011

A EXPERIÊNCIA COM DEUS MUDA O INDIVÍDUO

I – A EXPERIÊNCIA QUE MUDOU JACÓ (GENÊSIS 28. 13-22).

1. Despertado do sono, Jacó declara a sua ignorância: “Na verdade, o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia” (v.16).
2. Jacó temendo (v.17) agiu reverentemente, com honra e respeito. Foi assim que se portou Jacó, exclamando: “Quão temível é este lugar!” Para Jacó, ali era um lugar de reverência. A NTLH usa uma variante hebraica e traduz assim: “Este lugar dá medo na gente”.
3. Jacó conclui: “É a Casa de Deus, a porta dos céus”. Portanto, lugar de adorar e fazer votos (v.18-22).
4. Jacó sentiu que a partir daquele dia não seria mais a mesma pessoa: ele teve uma experiência com Deus.
5. Jacó sentiu que devia selar a sua experiência fazendo votos a Deus: “Se Deus for comigo (...) certamente eu te darei o dízimo” (v.20-22). O voto de Jacó era baseado na promessa vs.13-15. Em razão da promessa alguns comentaristas dizem que é preferível pensarmos em Jacó dizendo: “Visto que Deus está comigo”.
6. A experiência com Deus o levou a comprometer-se com Deus: “O Senhor será o meu Deus” (v.21); “E a pedra, que erigi por coluna, será a Casa de Deus (...) eu te darei o dízimo” (v.22).
7. A nossa experiência de salvação, que é única, que é pessoal e intransferível, deve levar-nos a fazer votos e assumir compromissos de fidelidade com o Senhor.

II- A EXPERIÊNCIA QUE MUDOU ISAÍAS (ISAÍAS 6. 1-8).

1. A experiência de Isaías, em nada diferente nos resultados da de Jacó, vai transformá-lo em um homem capaz e operoso na obra de Deus.
2. Ele nos informa: “Eu vi o Senhor”. Isaías usa Adonay. Expressão que sendo falada em lugar de Yaveh, exprime reverência. Isaías estava vendo a Majestade.
3. Como se apresentava o Senhor: “Assentado sobre um alto e sublime trono”. Postura soberana.
4. Como Jacó, Isaías vê seres celestiais, que clamavam uns para os outros (v.2,3): “Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos”.
5. Aquele encontro, aquela experiência marcante com Deus, faria com que Isaías saísse da mesmice da vida sem rumo, sem alvo, sem propósito. Isaías saiu daquela experiência dizendo para si mesmo: “Nunca mais serei o mesmo outra vez”.
6. Isaías mostrou que não era mais o mesmo homem, quando se dirige a Deus e diz: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (v.8).
7. Nós também temos dado provas que não somos mais os mesmos outra vez?

III – A EXPERIÊNCIA QUE MUDA É CADA UM TOMAR A SUA CRUZ E SEGUIR JESUS

1. É muito bonito falar das experiências de Jacó, de Isaías, de Paulo e outros. Como vai a minha experiência com Deus? As experiências por serem pessoais, não se repetem na mesma proporção.
2. TOMAR A CRUZ É POSSIBILIDADE DE NUNCA MAIS SERMOS O QUE FOMOS; tomar a cruz é o chamado a autorrenúncia, tomar a cruz é a certeza de Cristo em nós.
3. A autorrenúncia, pela cruz, é o mesmo que dizer que Jesus Cristo é a suficiência que eu preciso.
4. Quando tomo a cruz, isto é, quando deixo que Jesus Cristo seja o meu Salvador e Senhor, estou dando a mim mesmo oportunidade de nunca mais ser o que fui.
5. Trata-se de uma decisão firme e pessoal: “Nunca mais serei o mesmo outra vez, eu não volto atrás, já decidi”.
6. A decisão por Jesus Cristo nos faz dignos Dele: “Quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim” (Mt 10.38). Jesus veio à terra para não sermos mais o que fomos, mas sermos o que Ele deseja que sejamos.
7. Vale para nós o que Ele disse aos discípulos: “Voltarei e vos levarei para mim mesmo”. Estar para sempre com Jesus é o resultado da NOSSA EXPERIÊNCIA COM DEUS.

Pr. Eli da Rocha Silva
24/04/2011 Igreja Batista em Jd Helena – Itaquera -SP