CRENTES PRONTOS PARA TESTEMUNHAR
EFÉSIOS 5.1-12
I – TESTEMUNHAR A PARTIR DE UM MODELO (v.1).
1. O que é um modelo. Ter um modelo não significa que copiaremos, significa que seguiremos um padrão.
2. A KJ traduz mimetai (imitar) como seguidores. Mas um seguidor nem sempre assume as características, o procedimento daquele que segue. Mas, por outro lado, imitar também parece estabelecer um distanciamento do original. Nós, nem sempre gostamos de adquirir um produto que seja imitação de outro.
3. É preciso, por outro lado, observarmos outra palavra do texto grego: agapeton teknon. As nossas bíblias traduzem como filhos amados e a KJ como crianças (children) amadas. Assim como a criança aprende por imitação, vendo os que os seus pais fazem, os crentes devem aprender com Deus pelo que Ele fez e faz.
4. De Deus somos todos crianças prontas para aprender; nos tornarmos crianças de Deus quando nascemos de novo (Jo 1.12 e 2 Co 5.7). Não nascemos sabendo; somos crianças nascidas na igreja para aprender de um único pai: Deus.
5. Deus é o modelo. Sendo Deus o modelo, quais são as características do modelo que devemos imitar? Perdoar (4.32) e amar (5.2).
6. Nosso aprendizado de Deus nos coloca em uma situação sem volta: perdão e amor. Quando não perdoamos e amamos uns aos outros, corremos o risco de não termos o DNA do nosso Pai celestial. O DNA é sempre feito para estabelecer uma relação de hereditariedade, de consangüinidade.
7. A relação de parentesco por DNA é natural, não precisa de documento para estabelecer uma relação de direitos; o direito também é natural. A figura do pai é presente na relação por DNA; ficamos dia a dia parecidos com o nosso ele. Sendo assim na relação de pessoas naturais, o é também no parentesco espiritual com Deus.
8. Somos convidados a testemunhar a partir do modelo que é Deus.
II – TESTEMUNHAR EM UM NÍVEL EXTREMADO
1. Mas o aprendizado é muito mais que palavras, ele é ação pura e simples. Para compreensão desse amor extremado, sem limites, Paulo usa o próprio Cristo para ser a sua pessoa, a materialização e personalização do amor.
2. O apóstolo estabelece a nossas ações em um parâmetro que indica continuidade: andai em amor (v.2). Está se falando aqui de um padrão de vida. Deus, como o nosso modelo, em tudo demonstrou amor (Jo 3.16); também não cobrou de nós nada que não fosse possível fazer.
3. Como crianças de Deus, vamos sendo ensinados como deve ser o nosso amor pelos irmãos. É um preço caro para esse amor que somos ensinados; o limite da demonstração desse amor está Naquele que não traçou nenhum limite: Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós (v.2).
4. A grande prova do meu amor pelo irmão é fazer morrer a mim mesmo; é fazer morrer o velho homem e as suas características nefastas, que causam danos ao próximo. É demonstrar pelos meus atos que o homem velho é uma figura do passado; e como passado ruim deve ser esquecido.
5. Quando faço morrer a mim mesmo, na força do poder que é de Deus, eu mesmo sou o sacrifício agradável a Deus (Rm 12.1). Mas sem esquecermos que o exemplo de sacrifício definitivo é Cristo mesmo.
6. Mas o nosso sacrifício pessoal (Rm 12.1) corre lado a lado com o de Cristo, sendo o Dele ‘oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave’; o nosso, igualmente, sacrifício agradável a Deus.
7. Aprendemos que o nosso procedimento tem o seu início em uma atitude extremada de amor: faço morrer a mim mesmo em favor do meu irmão.
III – TESTEMUNHAR A PARTIR DO NOVO QUE SOMOS
1. O novo frutifica em coisas novas, porque as coisas velhas já passaram. Viver com os olhos no retrovisor é prejudicar o futuro, é o risco de ver o que é bom depois que passou.
2. O novo que somos rompe com o velho que fomos. O apelo do apóstolo é pelo rompimento categórico e definitivo. É possível que alguns dos temas abordados por Paulo não tenha sido um dos nossos problemas, mas vale da mesma forma o ensino.
3. Para impudicícia (porneía) (v.3), podemos usar a palavra despudoramento, que é a falta de pudor. Vivemos em uma sociedade que sacraliza o profano. A lista de palavras relacionadas às atividades sexuais ilícitas: prostituição, adultério, fornicação e a promiscuidade.
4. Em seguida Paulo é geral, abrangente: toda sorte de impurezas ou cobiça (avareza). Alguns entendem que Paulo ainda está tratando de assuntos ligados à licensiosidade, ao desregramento, à licitude de tudo que é ilícito e imoral.
5. O que Paulo pede: (Que tais coisas) ‘nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos’, ou, ‘Não pode ser nem mesmo assunto de conversa entre vocês’ (NTLH). A linguagem dos santos deve ser outra.
6. Paulo dá agora uma lista grande de coisas que não podem ocupar lugar na vida dos crentes, são inconvenientes. Vou usar aqui a tradução católica chama Edição Pastoral: “O mesmo se diga a respeito de piadas indecentes, picantes ou maliciosas” (v.4). As nossas traduções trazem: “Nem conversação torpe, nem palavras vãs (tolas=pronunciadas por um louco; parvoíce=conversação de parvo, isto é, de um demente”). Também uma expressão que pode ser corrente entre os crentes, chamada insinuação suja.
7. O crente deve se mostrar novo como de fato é. Como: “Mas antes ações de graças”. A nossa fala deve ser eucarística, isto é, cheia de ações de graças. Palavras que promovam a comunhão. Comunhão é o prazer de estarmos juntos. Pessoas cheias de gracejos vãos ou indecentes, geralmente, não têm a nossa companhia (vv.6, 7 ARC).
8. Paulo vai encerrando o seu argumento (e eu também!), contrastando o que somos com o que fomos (v.8-12).
9. Devemos testemunhar a partir do novo que somos.
CONCLUSÃO
Que Deus nos dê a coragem de testemunhar Dele em qualquer circunstância. Chegaremos aos tempos que testemunhar vai exigir de nós muita coragem. O mundo não caminha para que seja diferente disso.
Mas o nosso testemunho deve partir do novo que somos; da vida plena e abundante que recebemos de Cristo. O mundo não compreenderá o que é a novidade de vida, e não precisamos esperar isso dele.
Que Deus nos abençoe neste mundo tão carente Dele.
Amém.
Pr. Eli da Rocha Silva
26/06/2011 – Igreja Batista em Jd Helena – Itaquera – S.Paulo
sábado, 25 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
OS DEVERES DO MINISTÉRIO
1 PEDRO 5.1-4 - NVI (Entre parênteses ARA)
v.1 - Portanto, apelo (Rogo) para os presbíteros que há entre vocês, e o faço na qualidade de presbítero como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, como alguém que participará da glória a ser revelada:
1. O apelo inicial é para os anciãos da comunidade, para os líderes, que são presbíteros, que são pastores. Em nossos dias, nas igrejas batistas e outras mais tradicionais, são considerados os ‘pastores’.
2. Mesmo tendo se apresentado como apóstolo em 1.1, Pedro agora se coloca como igual entre os ministros (presbítero como eles). Fica ressaltada a importância daqueles que ministravam entre o povo de Deus.
3. Pedro teve o privilégio de estar com Cristo e ser Sua testemunha. Mas a participação não foi como testemunha, mas também como mártir, e no futuro, participará da glória que há de ser revelada.
v.2 - pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir.
1. O apelo aos líderes, é que pastoreiem (poimánate) o rebanho (poímnion=rebanhozinho) de Deus. O rebanho pertence a Deus, os líderes, são apenas apascentadores; eles têm responsabilidade em cuidar do rebanho, zelar por ele, alimentá-lo e protegê-lo. Pedro aprendeu do próprio Jesus a responsabilidade pastoral (Jo 21.15-17).
2. “Olhem por ele” (episkopountes). O pastor é o supervisor do rebanho; é aquele que vê vir o lobo e deve protegê-la, diferente do que é mercenário (assalariado) (Jo 10.12).
3. Pedro começa a discorrer sobre o modo de pastorear, de supervisionar, de cuidar das ovelhas do Senhor: não forçado, não por obrigação. Caso haja alguma obrigação ou algum constrangimento, que seja da parte de Deus.
4. “Sórdida ganância” (ARA) – lucro vergonhoso (Gr.). “Digno é o obreiro do seu salário” contrasta com a busca de vantagem em pastorear. “Desejo de servir”, isto é, com entusiasmo e zelo devotado (Chave lingüística NT grego).
v.3 - Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho.
1. Os pastores não devem ser dominadores, agir como dono do rebanho, exercer controle completo. É bem verdade que alguns gostam do domínio completo, vivem melhor se forem mandados. Aquele que nos confiou o rebanho foi para que dele cuidássemos com zelo, como quem há de dar contas (Hb 13.17).
2. Pedro, mesmo sendo apóstolo, não usou dessa credencial para dominar, machucar ou fazer sofrer aqueles que estavam aos seus cuidados. Pedro foi bem diferente dos ditos ‘apóstolos’ modernos.
3. A responsabilidade pastoral é grande. Pedro diz que os pastores devem servir como exemplos ao rebanho. Ser exemplo de alguém não é fácil; o futuro do outro pode depender do que ele vê em nós.
4. Em se falando de igreja, é muito provável que os líderes de amanhã serão como nós somos hoje. Cada um pode pensar por si mesmo se isso será bom ou será o naufrágio da comunidade.
v.4 - Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória.
1. Pedro não acha ruim que sejamos chamados de pastores; ele acredita na figura do pastor. Mas é preciso que cada pastor saiba que acima dele está o Supremo Pastor.
2. Conheço um pastor que gosta de dizer que ‘nós pastores somos reservas, o Supremo Pastor é o titular’. Podemos dizer como Paulo disse: somos apenas sinergoí (cooperadores) (1 Co 3.9).
3. Os pastores, que são presbíteros, que são anciãos, receberão o reconhecimento do seu trabalho quando Cristo vier em glória, na sua manifestação. Eles podem até não ser reconhecidos no tempo presente, podem até não ser respeitados como pastores que são.
4. O prêmio da soberana vocação? A imarcescível coroa de glória (Ver 1 Pd 1.4). A coroa de glória não se deteriora com o tempo, ela não murcha, ela não cai de moda, ela não vira peça de museu.
Pr. Eli da Rocha Silva
05/06/2011 – Igreja Batista em Jd. Helena
1 PEDRO 5.1-4 - NVI (Entre parênteses ARA)
v.1 - Portanto, apelo (Rogo) para os presbíteros que há entre vocês, e o faço na qualidade de presbítero como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, como alguém que participará da glória a ser revelada:
1. O apelo inicial é para os anciãos da comunidade, para os líderes, que são presbíteros, que são pastores. Em nossos dias, nas igrejas batistas e outras mais tradicionais, são considerados os ‘pastores’.
2. Mesmo tendo se apresentado como apóstolo em 1.1, Pedro agora se coloca como igual entre os ministros (presbítero como eles). Fica ressaltada a importância daqueles que ministravam entre o povo de Deus.
3. Pedro teve o privilégio de estar com Cristo e ser Sua testemunha. Mas a participação não foi como testemunha, mas também como mártir, e no futuro, participará da glória que há de ser revelada.
v.2 - pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir.
1. O apelo aos líderes, é que pastoreiem (poimánate) o rebanho (poímnion=rebanhozinho) de Deus. O rebanho pertence a Deus, os líderes, são apenas apascentadores; eles têm responsabilidade em cuidar do rebanho, zelar por ele, alimentá-lo e protegê-lo. Pedro aprendeu do próprio Jesus a responsabilidade pastoral (Jo 21.15-17).
2. “Olhem por ele” (episkopountes). O pastor é o supervisor do rebanho; é aquele que vê vir o lobo e deve protegê-la, diferente do que é mercenário (assalariado) (Jo 10.12).
3. Pedro começa a discorrer sobre o modo de pastorear, de supervisionar, de cuidar das ovelhas do Senhor: não forçado, não por obrigação. Caso haja alguma obrigação ou algum constrangimento, que seja da parte de Deus.
4. “Sórdida ganância” (ARA) – lucro vergonhoso (Gr.). “Digno é o obreiro do seu salário” contrasta com a busca de vantagem em pastorear. “Desejo de servir”, isto é, com entusiasmo e zelo devotado (Chave lingüística NT grego).
v.3 - Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho.
1. Os pastores não devem ser dominadores, agir como dono do rebanho, exercer controle completo. É bem verdade que alguns gostam do domínio completo, vivem melhor se forem mandados. Aquele que nos confiou o rebanho foi para que dele cuidássemos com zelo, como quem há de dar contas (Hb 13.17).
2. Pedro, mesmo sendo apóstolo, não usou dessa credencial para dominar, machucar ou fazer sofrer aqueles que estavam aos seus cuidados. Pedro foi bem diferente dos ditos ‘apóstolos’ modernos.
3. A responsabilidade pastoral é grande. Pedro diz que os pastores devem servir como exemplos ao rebanho. Ser exemplo de alguém não é fácil; o futuro do outro pode depender do que ele vê em nós.
4. Em se falando de igreja, é muito provável que os líderes de amanhã serão como nós somos hoje. Cada um pode pensar por si mesmo se isso será bom ou será o naufrágio da comunidade.
v.4 - Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória.
1. Pedro não acha ruim que sejamos chamados de pastores; ele acredita na figura do pastor. Mas é preciso que cada pastor saiba que acima dele está o Supremo Pastor.
2. Conheço um pastor que gosta de dizer que ‘nós pastores somos reservas, o Supremo Pastor é o titular’. Podemos dizer como Paulo disse: somos apenas sinergoí (cooperadores) (1 Co 3.9).
3. Os pastores, que são presbíteros, que são anciãos, receberão o reconhecimento do seu trabalho quando Cristo vier em glória, na sua manifestação. Eles podem até não ser reconhecidos no tempo presente, podem até não ser respeitados como pastores que são.
4. O prêmio da soberana vocação? A imarcescível coroa de glória (Ver 1 Pd 1.4). A coroa de glória não se deteriora com o tempo, ela não murcha, ela não cai de moda, ela não vira peça de museu.
Pr. Eli da Rocha Silva
05/06/2011 – Igreja Batista em Jd. Helena
quinta-feira, 26 de maio de 2011
A IGREJA E AS SUAS RELAÇÕES COM AS PESSOAS E COM O ESTADO
(Igreja, Cidadania e Estado Brasileiro)
A igreja, embora seja de caráter espiritual, e esta é a proposta de Jesus ao edificá-la, é também um ente social com relações com o Estado de direito. Como tal, a igreja deve obrigações para com o Estado, e este, de acordo com a Constituição, conferir a ela os direitos e também as obrigações na Carta Magna exarados.
A Constituição Brasileira oferece aos seus entes religiosos a liberdade de cultuar, e a igreja usufrui o direito de cultuar com ampla liberdade; ela também tem o benefício da Imunidade Fiscal, isto é, sobre ela não pode o Estado atribuir obrigações tributárias, exceto contribuições e taxas.
Em relação à religião o Estado Brasileiro é laico, ele não impõe sobre ninguém qualquer tipo de religião, e dá o direito também de as pessoas não terem religião alguma, e até mesmo, divulgar, em ampla liberdade de expressão, que não acreditam em Deus, se assim achar que devem. O que não se admite é a violação do direito do outro de manifestar sua crença ou deixar de manifestar. Assim em o Estado de Brasileiro, e assim deve continuar sendo.
Como evangélicos, fica notório entre nós, um certo desejo de termos um Brasil cristão evangélico. Buscamos isso na expressão bíblica ‘Feliz é a Nação cujo Deus é o Senhor’; mas com tristeza vemos que a própria Nação que era do Senhor não o tinha como próprio Senhor.
Precisamos também, dentro da percepção de estado laico, que a igreja não pode impor sobre o Estado aquilo que ela entende como correto, moral e aceitável, já que apenas ela deixa-se reger com base em preceitos cristãos; o Estado não tem a Bíblia como regra de fé e prática. Também é fato, que nós evangélicos nem sempre escolhemos outros evangélicos para nos representarem nas Câmaras e no Senado Federal; e, quando os escolhemos, eles são conhecidos como minorias.
A igreja tem também responsabilidade social; ela não vive apenas com o pensamento no céu, como nos diria Paulo, pois o céu é uma realidade futura, embora possamos gozá-lo dentro do aspecto do ‘já e ainda não’. Assim sendo, a igreja tem que dar a sua contribuição à sociedade para minorar os problemas das pessoas, sejam elas evangélicas ou não, pois a necessidade e as carências são iguais para todos.
Temos visto nos últimos dias no Brasil, especialmente nas leis que tramitam no Congresso Nacional, as dificuldades que os crentes evangélicos têm em se posicionar por este ou aquele assunto polêmico. As discussões giram em torno de temas como aborto, homofobia, direitos de pessoas do mesmo sexo em união estável, entre muitos outros assuntos.
Quando digo ‘dificuldade em se posicionar’, lembro-me bem das muitas críticas recebidas pelo Pr. Ricardo Gondim, quando se disse favorável aos direitos dos homoafetivos em união estável. É isto ou não é uma dificuldade de posicionamento dos evangélicos? (Falo em relação às críticas dos evangélicos ao pastor). Pensemos o seguinte: quando estudamos Paulo, não o lemos tecendo criticas severas aos incrédulos, mas sim, aos crentes que quisessem viver como tais.
Quando dizemos que a igreja é uma entidade livre em seus pensamentos e práticas, e que o Estado é laico, não estamos com isso estabelecendo um conflito, mas dizendo que não somos favoráveis a todas as leis que nos são impostas. Devemos ter preservado, pela Constituição Federal, o direito de dizer não às leis que conflitem com o que cremos e praticamos.
A igreja deverá sempre respeitar as autoridades constituídas, é um preceito bíblico, mas ela não poderá dizer sim, quando a sua liberdade de viver segundo a Bíblia estiver em risco.
Pr. Eli da Rocha Silva
26/05/2011
(Igreja, Cidadania e Estado Brasileiro)
A igreja, embora seja de caráter espiritual, e esta é a proposta de Jesus ao edificá-la, é também um ente social com relações com o Estado de direito. Como tal, a igreja deve obrigações para com o Estado, e este, de acordo com a Constituição, conferir a ela os direitos e também as obrigações na Carta Magna exarados.
A Constituição Brasileira oferece aos seus entes religiosos a liberdade de cultuar, e a igreja usufrui o direito de cultuar com ampla liberdade; ela também tem o benefício da Imunidade Fiscal, isto é, sobre ela não pode o Estado atribuir obrigações tributárias, exceto contribuições e taxas.
Em relação à religião o Estado Brasileiro é laico, ele não impõe sobre ninguém qualquer tipo de religião, e dá o direito também de as pessoas não terem religião alguma, e até mesmo, divulgar, em ampla liberdade de expressão, que não acreditam em Deus, se assim achar que devem. O que não se admite é a violação do direito do outro de manifestar sua crença ou deixar de manifestar. Assim em o Estado de Brasileiro, e assim deve continuar sendo.
Como evangélicos, fica notório entre nós, um certo desejo de termos um Brasil cristão evangélico. Buscamos isso na expressão bíblica ‘Feliz é a Nação cujo Deus é o Senhor’; mas com tristeza vemos que a própria Nação que era do Senhor não o tinha como próprio Senhor.
Precisamos também, dentro da percepção de estado laico, que a igreja não pode impor sobre o Estado aquilo que ela entende como correto, moral e aceitável, já que apenas ela deixa-se reger com base em preceitos cristãos; o Estado não tem a Bíblia como regra de fé e prática. Também é fato, que nós evangélicos nem sempre escolhemos outros evangélicos para nos representarem nas Câmaras e no Senado Federal; e, quando os escolhemos, eles são conhecidos como minorias.
A igreja tem também responsabilidade social; ela não vive apenas com o pensamento no céu, como nos diria Paulo, pois o céu é uma realidade futura, embora possamos gozá-lo dentro do aspecto do ‘já e ainda não’. Assim sendo, a igreja tem que dar a sua contribuição à sociedade para minorar os problemas das pessoas, sejam elas evangélicas ou não, pois a necessidade e as carências são iguais para todos.
Temos visto nos últimos dias no Brasil, especialmente nas leis que tramitam no Congresso Nacional, as dificuldades que os crentes evangélicos têm em se posicionar por este ou aquele assunto polêmico. As discussões giram em torno de temas como aborto, homofobia, direitos de pessoas do mesmo sexo em união estável, entre muitos outros assuntos.
Quando digo ‘dificuldade em se posicionar’, lembro-me bem das muitas críticas recebidas pelo Pr. Ricardo Gondim, quando se disse favorável aos direitos dos homoafetivos em união estável. É isto ou não é uma dificuldade de posicionamento dos evangélicos? (Falo em relação às críticas dos evangélicos ao pastor). Pensemos o seguinte: quando estudamos Paulo, não o lemos tecendo criticas severas aos incrédulos, mas sim, aos crentes que quisessem viver como tais.
Quando dizemos que a igreja é uma entidade livre em seus pensamentos e práticas, e que o Estado é laico, não estamos com isso estabelecendo um conflito, mas dizendo que não somos favoráveis a todas as leis que nos são impostas. Devemos ter preservado, pela Constituição Federal, o direito de dizer não às leis que conflitem com o que cremos e praticamos.
A igreja deverá sempre respeitar as autoridades constituídas, é um preceito bíblico, mas ela não poderá dizer sim, quando a sua liberdade de viver segundo a Bíblia estiver em risco.
Pr. Eli da Rocha Silva
26/05/2011
sábado, 21 de maio de 2011
EM NOVIDADE DE VIDA OU COM O VELHO JEITO DE SER?
ROMANOS 6.4 “ANDEMOS EM NOVIDADE DE VIDA”.
I – A VIDA SEM NOVIDADE ALGUMA
É a vida do homem comum; o homem comum é o homem sem Deus; é o homem pós-desobediência. O homem comum é aquele que não entende as coisas de Deus, pois elas se discernem espiritualmente.
O homem em estado de obediência é aquele que vivia em permanente comunhão com Deus (Deus conversava com o casal no jardim). Infelizmente, o estado de inocência não durou muito tempo; é possível que o estado de inocência tenha sido menos que cem anos, visto que Adão gerou Sete com 130 anos (Gn 5.3).
Adão e sua família passaram a viver uma vida sem novidade alguma; a vida natural, a vida de todos os pecadores. A vida natural tem como base algumas características:
1. Em estado de espera de morte (Rm 6.23).
2. Em estado de provocar morte (Gn 4.5,8,9): Ira, Inveja, homicídio mentira e dissimulação.
3. Em estado de separação permanente de Deus (Gn 4.16). Caim afastou-se definitivamente da presença de Deus (Ver Gn 4.11-15).
4. O estado de separação prevaleceu para todos os homens. Canta Feliciano Amaral: ‘O homem sem Deus é alma em tormento é alma sem paz; é como a folha murcha que não pode voltar’.
5. A vida sem novidade é o que o autor aos Hebreus diz em 10.25 e o que Paulo diz a respeito de Demas (2Tm 4.10). A respeito de Demas, é preciso notar que ele voltou para a vida que tinha antes, para uma cidade que rejeitou o evangelho (Atos 17.1-14).
6. A vida sem novidade é a vida ausente de Deus, seja na igreja, seja no lar.
II – A VIDA IMPACTADA PARA SER DIFERENTE
Mas a vida pode ser diferente, e para sentirmos a diferença, ela deve ser impactada por algo. Todo impacto deixa marcas, e a vida impactada pela palavra de Deus tem marcas indeléveis (marcas que não podem ser apagadas).
A vida sem novidade pode ser resultado de uma vida sem marca indelével; o encontro não foi marcante, não fez diferença, não fez sair da rotina. O outro dia foi igual ao anteontem; entre eles, o dia que poderia ter feito a diferença.
A vida impactada pela Palavra de Deus, pela aceitação de Cristo, é o encontro que faz de alguém o que nunca tinha sido. Vamos ver algumas pessoas que foram impactadas pelo encontro com Cristo.
1. Quatro pescadores na Galiléia (Mt 4.18-22): “Eles deixaram tudo e o seguiram” (v.22).
2. O centurião que teve o seu servo curado (Mt 8.5-13): “Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado” (v.13).
3. O paralítico em Cafarnaum (Mt 9.1-8): “(Jesus) disse, então, ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para a tua casa” (v.6).
4. Os judeus com a pregação de Pedro (At 2.14-41): “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (v.41).
5. A pregação de Filipe em Samaria (At. 8.1-8): “E houve grande alegria naquela cidade” (v.8).
6. Saulo (Paulo) na estrada para Damasco (At. 9.1-19). O verso 20 nos diz a respeito de Saulo (Paulo): “E logo pregava, nas sinagogas, a Jesus afirmando que este é o Filho de Deus”. A diferença do Saulo (v.2) para o Saulo (v.22).
7. Quando alguém tem o encontro com Cristo, a sua vida não pode ser mais a que foi até ali; há de verdade, um divisor de águas (de vida): a.C e d.C.
III – RESULTADOS DA VIDA EM NOVIDADE
Paulo escreve aos Romanos e diz que devemos andar em novidade de vida. Aos coríntios diz que em Cristo tudo se fez novo. Com Cristo na vida é impossível continuar sendo o que fomos antes. Podemos então inferir, que quem continua igual não teve o encontro com Cristo.
Paulo escreve aos efésios e diz: “Quem furtava não furte mais” (4.28). O ‘mais’ de Paulo não significa que quem furtava deve continuar furtando o mesmo que furtava (atitude do velho homem); mas que deixasse definitivamente tal prática, que nunca mais furtasse.
Aos crentes em Roma, Paulo diz que o encontro com Cristo causa uma diferença radical: “Não ofereçam os membros do seu corpo ao pecado (...) mas a Deus” (Rm 6.13).
Aos crentes em Corinto, Paulo lembra a conduta antiga de alguns deles, para contrastar com a nova conduta em Cristo (1 Co 6.9-11): “lavados, santificados e justificados”.
Uma pequena lista das atitudes daqueles que foram salvos e receberam a novidade de vida:
1. Pensar nas coisas de cima (Col 3.1-3)
2. Pensar com a mente de Cristo (1 Co 2.16): “Nós porém temos a mente de Cristo”.
3. Viver a vida de Cristo (Gl 2.20): “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.
4. Viver a vida para Cristo (Fp 1.21): “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”.
A lista pode ser acrescentada com muitas outras coisas que marcaram e marcam a nossa vida de convertidos, de salvos em Cristo. Cada um pode fazer a sua lista particular, e perceber o quanto Cristo mudou a sua vida. Mas é possível, também, fazermos uma lista, do quanto não deixamos Cristo mudar a nossa vida.
CONCLUSÃO
A vida sem novidade alguma é a vida do homem natural, que vive em função de si mesmo; vive na base do seu egoísmo. A pessoa egoísta pensa e age assim: ‘Se não for para mim não será para mais ninguém’.
A vida impactada para ser diferente foi o que aconteceu conosco, mas ainda não aconteceu com muitos outros. A vida impactada nos ensina que agora somos o que não fomos antes: deixamos a vida velha e fomos feitos novos.
Os resultados da vida em novidade são perceptíveis; alguém é capaz de dizer que não somos mais a mesma pessoa.
Antes de alguém perceber que você mudou, perceba-se outra pessoa. Note que os seus anseios não são mais os mesmos.
Quando vivemos em novidade de vida damos um basta ao velho jeito de ser. Mas o velho jeito de ser que tivemos no passado continuará tentando nos fazer retroceder; mas, para que isso não ocorra Paulo diz: “Andem no Espírito e jamais satisfareis a cobiça da carne” (Gl 5.16).
Que Deus nos abençoe.
Pr. Eli da Rocha Silva
22/05/2011 – Igreja Batista em Jd. Helena – Itaquera – S.Paulo - SP
ROMANOS 6.4 “ANDEMOS EM NOVIDADE DE VIDA”.
I – A VIDA SEM NOVIDADE ALGUMA
É a vida do homem comum; o homem comum é o homem sem Deus; é o homem pós-desobediência. O homem comum é aquele que não entende as coisas de Deus, pois elas se discernem espiritualmente.
O homem em estado de obediência é aquele que vivia em permanente comunhão com Deus (Deus conversava com o casal no jardim). Infelizmente, o estado de inocência não durou muito tempo; é possível que o estado de inocência tenha sido menos que cem anos, visto que Adão gerou Sete com 130 anos (Gn 5.3).
Adão e sua família passaram a viver uma vida sem novidade alguma; a vida natural, a vida de todos os pecadores. A vida natural tem como base algumas características:
1. Em estado de espera de morte (Rm 6.23).
2. Em estado de provocar morte (Gn 4.5,8,9): Ira, Inveja, homicídio mentira e dissimulação.
3. Em estado de separação permanente de Deus (Gn 4.16). Caim afastou-se definitivamente da presença de Deus (Ver Gn 4.11-15).
4. O estado de separação prevaleceu para todos os homens. Canta Feliciano Amaral: ‘O homem sem Deus é alma em tormento é alma sem paz; é como a folha murcha que não pode voltar’.
5. A vida sem novidade é o que o autor aos Hebreus diz em 10.25 e o que Paulo diz a respeito de Demas (2Tm 4.10). A respeito de Demas, é preciso notar que ele voltou para a vida que tinha antes, para uma cidade que rejeitou o evangelho (Atos 17.1-14).
6. A vida sem novidade é a vida ausente de Deus, seja na igreja, seja no lar.
II – A VIDA IMPACTADA PARA SER DIFERENTE
Mas a vida pode ser diferente, e para sentirmos a diferença, ela deve ser impactada por algo. Todo impacto deixa marcas, e a vida impactada pela palavra de Deus tem marcas indeléveis (marcas que não podem ser apagadas).
A vida sem novidade pode ser resultado de uma vida sem marca indelével; o encontro não foi marcante, não fez diferença, não fez sair da rotina. O outro dia foi igual ao anteontem; entre eles, o dia que poderia ter feito a diferença.
A vida impactada pela Palavra de Deus, pela aceitação de Cristo, é o encontro que faz de alguém o que nunca tinha sido. Vamos ver algumas pessoas que foram impactadas pelo encontro com Cristo.
1. Quatro pescadores na Galiléia (Mt 4.18-22): “Eles deixaram tudo e o seguiram” (v.22).
2. O centurião que teve o seu servo curado (Mt 8.5-13): “Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado” (v.13).
3. O paralítico em Cafarnaum (Mt 9.1-8): “(Jesus) disse, então, ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para a tua casa” (v.6).
4. Os judeus com a pregação de Pedro (At 2.14-41): “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (v.41).
5. A pregação de Filipe em Samaria (At. 8.1-8): “E houve grande alegria naquela cidade” (v.8).
6. Saulo (Paulo) na estrada para Damasco (At. 9.1-19). O verso 20 nos diz a respeito de Saulo (Paulo): “E logo pregava, nas sinagogas, a Jesus afirmando que este é o Filho de Deus”. A diferença do Saulo (v.2) para o Saulo (v.22).
7. Quando alguém tem o encontro com Cristo, a sua vida não pode ser mais a que foi até ali; há de verdade, um divisor de águas (de vida): a.C e d.C.
III – RESULTADOS DA VIDA EM NOVIDADE
Paulo escreve aos Romanos e diz que devemos andar em novidade de vida. Aos coríntios diz que em Cristo tudo se fez novo. Com Cristo na vida é impossível continuar sendo o que fomos antes. Podemos então inferir, que quem continua igual não teve o encontro com Cristo.
Paulo escreve aos efésios e diz: “Quem furtava não furte mais” (4.28). O ‘mais’ de Paulo não significa que quem furtava deve continuar furtando o mesmo que furtava (atitude do velho homem); mas que deixasse definitivamente tal prática, que nunca mais furtasse.
Aos crentes em Roma, Paulo diz que o encontro com Cristo causa uma diferença radical: “Não ofereçam os membros do seu corpo ao pecado (...) mas a Deus” (Rm 6.13).
Aos crentes em Corinto, Paulo lembra a conduta antiga de alguns deles, para contrastar com a nova conduta em Cristo (1 Co 6.9-11): “lavados, santificados e justificados”.
Uma pequena lista das atitudes daqueles que foram salvos e receberam a novidade de vida:
1. Pensar nas coisas de cima (Col 3.1-3)
2. Pensar com a mente de Cristo (1 Co 2.16): “Nós porém temos a mente de Cristo”.
3. Viver a vida de Cristo (Gl 2.20): “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.
4. Viver a vida para Cristo (Fp 1.21): “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”.
A lista pode ser acrescentada com muitas outras coisas que marcaram e marcam a nossa vida de convertidos, de salvos em Cristo. Cada um pode fazer a sua lista particular, e perceber o quanto Cristo mudou a sua vida. Mas é possível, também, fazermos uma lista, do quanto não deixamos Cristo mudar a nossa vida.
CONCLUSÃO
A vida sem novidade alguma é a vida do homem natural, que vive em função de si mesmo; vive na base do seu egoísmo. A pessoa egoísta pensa e age assim: ‘Se não for para mim não será para mais ninguém’.
A vida impactada para ser diferente foi o que aconteceu conosco, mas ainda não aconteceu com muitos outros. A vida impactada nos ensina que agora somos o que não fomos antes: deixamos a vida velha e fomos feitos novos.
Os resultados da vida em novidade são perceptíveis; alguém é capaz de dizer que não somos mais a mesma pessoa.
Antes de alguém perceber que você mudou, perceba-se outra pessoa. Note que os seus anseios não são mais os mesmos.
Quando vivemos em novidade de vida damos um basta ao velho jeito de ser. Mas o velho jeito de ser que tivemos no passado continuará tentando nos fazer retroceder; mas, para que isso não ocorra Paulo diz: “Andem no Espírito e jamais satisfareis a cobiça da carne” (Gl 5.16).
Que Deus nos abençoe.
Pr. Eli da Rocha Silva
22/05/2011 – Igreja Batista em Jd. Helena – Itaquera – S.Paulo - SP
quinta-feira, 5 de maio de 2011
DE BOAS PALAVRAS TRANSBORDA O MEU CORAÇÃO
SALMO 45. 1 a
O salmo é conhecido como o relacionamento entre Cristo e a sua igreja.
Talvez se tratasse de uma canção nupcial.
Mas do salmo, vamos falar da intenção do salmista conforme nos diz na parte a do verso 1: “De boas palavras transborda o meu coração”.
Imediatamente nos lembramos de um hineto antigo: “Meu coração transborda de amor”.
I – GRATIDÃO PELO LAR – BOAS PALAVRAS QUE TRANSBORDAM DO CORAÇÃO
1. Ao nos reunirmos neste lar, o nosso coração também transborda de alegria e de boas palavras de gratidão para o Senhor;
2. A alegria não é de um só, mas de toda a comunidade dos crentes (Rm 12.15 a). A comunidade de crentes caminha com as dificuldades do outro, seja na oração ou na ação direta.
3. O lar é mais que a casa; existem casas que não são lares. Hoje não só estamos na casa, mas também em um lar.
4. Um dicionário define lar assim: Lugar em que se acende fogo na cozinha; (fig.) pátria; família; casa de habitação.
5. O dicionário de símbolos traz:
Lareira, Lar. Símbolo da vida em comum, da casa, da união do homem com a mulher, do amor, da conjunção do fogo com o seu receptáculo. Enquanto centro solar, que aproxima os seres, por seu calor e sua luz - além de ser também o local onde se cozinha a comida - a lareira é centro de vida, de vida dada, conservada e propagada. Por isso foi sempre honrada em todas as sociedades. Tornou-se, mesmo, um santuário no qual se pede a proteção de Deus, celebra-se o seu culto e guardam-se as imagens sagradas. (1) CHEVALIER, J., GHEERBRANT, A. Dicionário de Símbolos (mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números). 12. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1998.
6. A casa só tem razão de ser e de alegria quando é um lar. A casa vazia não é um lar.
7. Uma Casa Não É Um Lar (A House is Not a Home)
-Glee
Uma cadeira ainda é uma cadeira
Mesmo quando não há ninguém sentado lá
Mas uma cadeira não é uma casa
E uma casa não é um lar
Quando não há ninguém lá para te abraçar,
E ninguém lá para você dar um beijo de boa noite.
A sala ainda é uma sala
Mesmo quando não há nada além de melancolia;
Mas uma sala não é uma casa,
E uma casa não é um lar
Quando nós dois estamos separados
E um de nós tem um coração quebrado.
De vez em quando eu chamo seu nome
E de repente, seu rosto aparece
Mas é apenas um jogo louco
Quando ele termina, ele termina em lágrimas.
Querida, tenha um coração,
Não deixe que um erro nos mantenha separados.
Eu não estou destinado a viver sozinho.
Transforme esta casa em um lar.
Quando eu subir as escadas e virar a chave,
Oh, por favor esteja lá ainda apaixonada por mim.
8. O filho pródigo também entendeu que o lar é o melhor lugar para se estar; a princípio ele queria ser apenas um servo da casa, mas o seu pai o restaurou como membro do lar, da família (Lc 15.19).
9. A gratidão a Deus pelo lar deve fazer parte da nossa vida.
II – GRATIDÃO PELA VIDA – BOAS PALAVRAS QUE TRANSBORDAM DO CORAÇÃO
1. A vida é um presente de Deus (Assim diria o Gabriel, que chama a Dani de Vida).
2. Mais uma vez a comunidade de crentes se faz presente no momento de agradecer pela vida.
3. O lar é um lugar de felicidade quando nele celebramos a vida. A vida pode ser celebrada nas pequenas coisas, nos pequenos acontecimentos.
4. A vida pode ser celebrada na busca de um coração sábio (Sl 90.12). Ou seja, usarmos sabiamente o tempo de que dispomos (Anotada).
5. Para o crente os anos de vida não são a sucessão de dias sem razão de ser; há um propósito da parte de Deus para os seus filhos. Assim pensava o salmista Moisés.
6. Viver os dias com sabedoria é apegar-se a Deus e à sua Palavra; é sábio dedicar a Deus os melhores anos da vida.
7. Os melhores anos são os anos produtivos. Mas nos rendemos também ao salmista que diz: “Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor” (Sl 92.14). Quem? Os justos (v.12).
8. Hoje é dia de ação de graças, é dia de festa, é dia de comunhão e celebração; é dia de deixar transbordar o coração de boas palavras.
Amém.
Pr. Eli da Rocha Silva
05/05/2011 - Culto Residência Gabriel e Daniela
SALMO 45. 1 a
O salmo é conhecido como o relacionamento entre Cristo e a sua igreja.
Talvez se tratasse de uma canção nupcial.
Mas do salmo, vamos falar da intenção do salmista conforme nos diz na parte a do verso 1: “De boas palavras transborda o meu coração”.
Imediatamente nos lembramos de um hineto antigo: “Meu coração transborda de amor”.
I – GRATIDÃO PELO LAR – BOAS PALAVRAS QUE TRANSBORDAM DO CORAÇÃO
1. Ao nos reunirmos neste lar, o nosso coração também transborda de alegria e de boas palavras de gratidão para o Senhor;
2. A alegria não é de um só, mas de toda a comunidade dos crentes (Rm 12.15 a). A comunidade de crentes caminha com as dificuldades do outro, seja na oração ou na ação direta.
3. O lar é mais que a casa; existem casas que não são lares. Hoje não só estamos na casa, mas também em um lar.
4. Um dicionário define lar assim: Lugar em que se acende fogo na cozinha; (fig.) pátria; família; casa de habitação.
5. O dicionário de símbolos traz:
Lareira, Lar. Símbolo da vida em comum, da casa, da união do homem com a mulher, do amor, da conjunção do fogo com o seu receptáculo. Enquanto centro solar, que aproxima os seres, por seu calor e sua luz - além de ser também o local onde se cozinha a comida - a lareira é centro de vida, de vida dada, conservada e propagada. Por isso foi sempre honrada em todas as sociedades. Tornou-se, mesmo, um santuário no qual se pede a proteção de Deus, celebra-se o seu culto e guardam-se as imagens sagradas. (1) CHEVALIER, J., GHEERBRANT, A. Dicionário de Símbolos (mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, números). 12. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1998.
6. A casa só tem razão de ser e de alegria quando é um lar. A casa vazia não é um lar.
7. Uma Casa Não É Um Lar (A House is Not a Home)
-Glee
Uma cadeira ainda é uma cadeira
Mesmo quando não há ninguém sentado lá
Mas uma cadeira não é uma casa
E uma casa não é um lar
Quando não há ninguém lá para te abraçar,
E ninguém lá para você dar um beijo de boa noite.
A sala ainda é uma sala
Mesmo quando não há nada além de melancolia;
Mas uma sala não é uma casa,
E uma casa não é um lar
Quando nós dois estamos separados
E um de nós tem um coração quebrado.
De vez em quando eu chamo seu nome
E de repente, seu rosto aparece
Mas é apenas um jogo louco
Quando ele termina, ele termina em lágrimas.
Querida, tenha um coração,
Não deixe que um erro nos mantenha separados.
Eu não estou destinado a viver sozinho.
Transforme esta casa em um lar.
Quando eu subir as escadas e virar a chave,
Oh, por favor esteja lá ainda apaixonada por mim.
8. O filho pródigo também entendeu que o lar é o melhor lugar para se estar; a princípio ele queria ser apenas um servo da casa, mas o seu pai o restaurou como membro do lar, da família (Lc 15.19).
9. A gratidão a Deus pelo lar deve fazer parte da nossa vida.
II – GRATIDÃO PELA VIDA – BOAS PALAVRAS QUE TRANSBORDAM DO CORAÇÃO
1. A vida é um presente de Deus (Assim diria o Gabriel, que chama a Dani de Vida).
2. Mais uma vez a comunidade de crentes se faz presente no momento de agradecer pela vida.
3. O lar é um lugar de felicidade quando nele celebramos a vida. A vida pode ser celebrada nas pequenas coisas, nos pequenos acontecimentos.
4. A vida pode ser celebrada na busca de um coração sábio (Sl 90.12). Ou seja, usarmos sabiamente o tempo de que dispomos (Anotada).
5. Para o crente os anos de vida não são a sucessão de dias sem razão de ser; há um propósito da parte de Deus para os seus filhos. Assim pensava o salmista Moisés.
6. Viver os dias com sabedoria é apegar-se a Deus e à sua Palavra; é sábio dedicar a Deus os melhores anos da vida.
7. Os melhores anos são os anos produtivos. Mas nos rendemos também ao salmista que diz: “Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor” (Sl 92.14). Quem? Os justos (v.12).
8. Hoje é dia de ação de graças, é dia de festa, é dia de comunhão e celebração; é dia de deixar transbordar o coração de boas palavras.
Amém.
Pr. Eli da Rocha Silva
05/05/2011 - Culto Residência Gabriel e Daniela
sábado, 30 de abril de 2011
A CEIA DO SENHOR E AS SUAS LEMBRANÇAS
1 CORÍNTIOS 11.23-28
I - A CEIA LEMBRA O CRISTO ENCARNADO
1. Quando Jesus diz: “Isto é o meu corpo” (Mt 26.26), está lembrando aos seus discípulos que Deus encarnou; deixou sua glória para habitar entre nós.
2. Paulo escreve aos Filipenses na inspiração do Espírito Santo: “Cristo Jesus (...) a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana” (Fp 2.5-7).
3. Jesus é o cumprimento da promessa falada pelos profetas Miquéias (Mq 5.2) e Isaías (Is 7.14).
II - A CEIA LEMBRA O CRISTO CRUCIFICADO
1. O próprio Jesus previa (profetizava) a sua morte: quando da sua unção em Betânia (Mt 26.12; Lc 18.31-34).
2. Na Ceia, Jesus fala da sua morte: “Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós” (1Co 11.23,24; Mt 26.26).
3. Na carta aos Filipenses, Jesus fala da postura do servo sofredor: “A Si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8).
4. Na cruz, Jesus derramaria o seu sangue para a nossa remissão (Mt 26.28); Ele apresenta aos seus discípulos o cálice que os faria lembrar o sangue derramado por todos (Lc 22.20).
5. Pedro mais tarde, chama todos os crentes à reflexão do valor da expiação no sangue de Cristo (1 Pd 1.18,19).
III - A CEIA LEMBRA O CRISTO RESSUSCITADO (“Até que Ele venha”)
1. “Até que Ele venha”, assim escreveu Paulo; a sua vinda é possível devido à sua ressurreição.
2. A ressurreição prevista pelo próprio Jesus (Lc 18.33, 34); também pregada por Pedro (1 Pd 1.21); reforçada por Paulo como tema da nossa anunciação (1 Co 11.26).
3. O Cristo ressuscitado é o tema da nossa pregação ‘até que Ele venha’. “O evangelho é apresentado por meio do culto da comunhão” (MacArthur).
4. A Ceia é também a confirmação do nosso compromisso com o Cristo ressuscitado: “de aceitarmos o Seu senhorio, de permanecermos leais a Ele, de resistirmos ao pecado e de nos identificarmos com a Sua missão” (BEP).
IV - A CEIA LEMBRA O CRISTO QUE VOLTA TRIUNFANTE (“Até que Ele venha”)
1. Ao tomarmos da Ceia do Senhor, estamos vivendo a expectativa da ceia que haverá no reino. A ceia no Reino será para os que participam dela aqui.
2. A Ceia no Reino do Pai é a promessa feita aos discípulos e estendida aos discípulos de hoje e de amanhã (Mt 26.29).
3. À medida que vamos participando da ceia vamos rememorando a promessa e aguardando com ansiedade esse novo tempo na vida igreja.
4. Na ceia de hoje, neste memorial, pode até acontecer de um ou outro irmão que não queira participar; não participa porque não refletiu, não examinou a si mesmo. Acredito, porém, que cada irmão que está aqui hoje não gostaria de ser deixado fora da grande ceia no Reino do Pai (Mt 8.11,12; 22.1-14).
CONCLUSÃO
A Ceia do Senhor é um momento todo especial na igreja. Não vamos dizer que ficaremos mais santos após a participação, pois a ceia já é a participação dos santos.
A Ceia do Senhor é o momento de apagarmos dos nossos corações as mágoas de uns com os outros; é o momento exato para lembrarmos Jesus, que orou pelos pecadores que o matavam, e os perdoou.
A Ceia do Senhor é o momento de lembrarmos que, quaisquer que sejam as nossas diferenças, elas não são maiores que as ofensas que fizemos ao Senhor, mas mesmo assim, ele também nos perdoou.
Graças a Deus por tão grandioso perdão.
Amém
Pr. Eli da Rocha Silva
01/05/2011 – Igreja Batista em Jd. Helena – Itaquera – S.Paulo - SP
1 CORÍNTIOS 11.23-28
I - A CEIA LEMBRA O CRISTO ENCARNADO
1. Quando Jesus diz: “Isto é o meu corpo” (Mt 26.26), está lembrando aos seus discípulos que Deus encarnou; deixou sua glória para habitar entre nós.
2. Paulo escreve aos Filipenses na inspiração do Espírito Santo: “Cristo Jesus (...) a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana” (Fp 2.5-7).
3. Jesus é o cumprimento da promessa falada pelos profetas Miquéias (Mq 5.2) e Isaías (Is 7.14).
II - A CEIA LEMBRA O CRISTO CRUCIFICADO
1. O próprio Jesus previa (profetizava) a sua morte: quando da sua unção em Betânia (Mt 26.12; Lc 18.31-34).
2. Na Ceia, Jesus fala da sua morte: “Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós” (1Co 11.23,24; Mt 26.26).
3. Na carta aos Filipenses, Jesus fala da postura do servo sofredor: “A Si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8).
4. Na cruz, Jesus derramaria o seu sangue para a nossa remissão (Mt 26.28); Ele apresenta aos seus discípulos o cálice que os faria lembrar o sangue derramado por todos (Lc 22.20).
5. Pedro mais tarde, chama todos os crentes à reflexão do valor da expiação no sangue de Cristo (1 Pd 1.18,19).
III - A CEIA LEMBRA O CRISTO RESSUSCITADO (“Até que Ele venha”)
1. “Até que Ele venha”, assim escreveu Paulo; a sua vinda é possível devido à sua ressurreição.
2. A ressurreição prevista pelo próprio Jesus (Lc 18.33, 34); também pregada por Pedro (1 Pd 1.21); reforçada por Paulo como tema da nossa anunciação (1 Co 11.26).
3. O Cristo ressuscitado é o tema da nossa pregação ‘até que Ele venha’. “O evangelho é apresentado por meio do culto da comunhão” (MacArthur).
4. A Ceia é também a confirmação do nosso compromisso com o Cristo ressuscitado: “de aceitarmos o Seu senhorio, de permanecermos leais a Ele, de resistirmos ao pecado e de nos identificarmos com a Sua missão” (BEP).
IV - A CEIA LEMBRA O CRISTO QUE VOLTA TRIUNFANTE (“Até que Ele venha”)
1. Ao tomarmos da Ceia do Senhor, estamos vivendo a expectativa da ceia que haverá no reino. A ceia no Reino será para os que participam dela aqui.
2. A Ceia no Reino do Pai é a promessa feita aos discípulos e estendida aos discípulos de hoje e de amanhã (Mt 26.29).
3. À medida que vamos participando da ceia vamos rememorando a promessa e aguardando com ansiedade esse novo tempo na vida igreja.
4. Na ceia de hoje, neste memorial, pode até acontecer de um ou outro irmão que não queira participar; não participa porque não refletiu, não examinou a si mesmo. Acredito, porém, que cada irmão que está aqui hoje não gostaria de ser deixado fora da grande ceia no Reino do Pai (Mt 8.11,12; 22.1-14).
CONCLUSÃO
A Ceia do Senhor é um momento todo especial na igreja. Não vamos dizer que ficaremos mais santos após a participação, pois a ceia já é a participação dos santos.
A Ceia do Senhor é o momento de apagarmos dos nossos corações as mágoas de uns com os outros; é o momento exato para lembrarmos Jesus, que orou pelos pecadores que o matavam, e os perdoou.
A Ceia do Senhor é o momento de lembrarmos que, quaisquer que sejam as nossas diferenças, elas não são maiores que as ofensas que fizemos ao Senhor, mas mesmo assim, ele também nos perdoou.
Graças a Deus por tão grandioso perdão.
Amém
Pr. Eli da Rocha Silva
01/05/2011 – Igreja Batista em Jd. Helena – Itaquera – S.Paulo - SP
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