quarta-feira, 13 de março de 2013

Salmo 71


SÚPLICAS DE UM ANCIÃO

 

SALMOS 71 (DIVISÃO BÍBLIA DE ESTUDO MACARTHUR)

 

 

I – A CONFIANÇA EM DEUS É DECLARADA (71.1-8)

 

v.1 Em ti, Senhor, me refugio; nunca seja eu confundido.

 

  1. O Salmista busca refúgio em quem pode lhe dar segurança; o seu refúgio é Yahweh.
  2. Não deixa sofrer a vergonha da derrota (BLH).

                                                                                                         

v.2 Na tua justiça socorre-me e livra-me; inclina os teus ouvidos para mim, e salva-me.

 

  1. É preciso recorrer ao que é justo,
  2. É bom ressaltar o seguinte: se formos injustos, também sofreremos a aplicação da justiça. O crente que tiver um comportamento ímpio será tratado como tal.
  3. A oração deve ser Ao que ouve as petições e salva.

 

v.3 Sê tu para mim uma rocha de refúgio a que sempre me acolha; deste ordem para que eu seja salvo, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.

 

  1. Temos no Senhor a proteção que precisamos; Ele é o nosso refúgio e fortaleza.
  2. “Sempre me acolha”. O Senhor nos trata como o pai tratou o seu filho que voltou para casa; há sempre no Senhor a disposição de nos acolher quando a Ele recorremos. É sempre bom sabermos que podemos voltar para casa.

 

v.4 Livra-me, Deus meu, da mão do ímpio, do poder do homem injusto e cruel,

 

  1. Nas caminhadas do salmista ele precisava de proteção livramento do homem cruel.
  2. Assim, o salmista recorre a Elohim, ao Todo-poderoso. Afinal, “quem pode livrar como o Senhor?”.

 

v.5 Pois tu és a minha esperança, Senhor Deus; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.

 

  1. O salmista ancião diz que de há muito confiava e esperava em Adonai Yahweh, no Senhor Deus.
  2. Duas coisas para a juventude: esperança e confiança no Senhor.

 

 

v.6 Em ti me tenho apoiado desde que nasci; tu és aquele que me tiraste das entranhas de minha mãe. O meu louvor será teu constantemente.

 

  1. O salmista confiava no Senhor desde muito moço; (v.5), mas aqui ele amplia a sua busca pelo favor de Deus: “desde que eu nasci”.
  2. O envolvimento do salmista com a providência divina era desde o útero ("entranhas da minha mãe") (v.6). O divino parteiro.
  3. Ele assumiu um compromisso de adoração com o Senhor ("O meu louvor será teu constantemente"). Ele assumiu um compromisso de gratidão.

 

 

v.7 Sou para muitos um assombro, mas tu és o meu refúgio forte.

 

  1. “Um assombro (portento)”. Havia algo na pessoa do salmista que causava espanto, admiração, assombro.
  2. Podemos pensar que o cuidado, a ação de Deus em favor do salmista causava medo aos seus inimigos.
  3. Em relação a nós, podemos também dizer que os homens ficam espantados, pasmados, admirados quando vêem as bênçãos sobre os fiéis.   NTLH: “A minha vida tem sido um exemplo para muitos porque tu tens sido o meu forte defensor”.

 

 

v.8 A minha boca se enche do teu louvor e da tua glória continuamente.

 

  1. O salmista tinha muitos motivos para louvar a Deus; da sua boca saia cânticos de adoração.
  2. O salmista parece que brilhava em adoração. Há um brilho especial no verdadeiro adorador.

 

 

II – A CONFIANÇA EM DEUS PRATICADA NA ORAÇÃO (71.9-13)

 

v.9 Não me enjeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se forem acabando as minhas forças.

 

  1. Mas, o salmista sabe que haverá um tempo de poucas forças; com os cabelos brancos a marca da responsabilidade da experiência, mas também de pouco vigor. O servo quer continuar sob o amparo do Senhor em sua idade avançada.
  2. Quando as forças se vão, já não podemos adorar no templo, mas o Senhor está em todo lugar; fazemos do nosso coração e da nossa casa o templo para adorá-lo.

 

v.10 Porque os meus inimigos falam de mim, e os que espreitam a minha vida consultam juntos,

 

  1. Os inimigos do salmista não davam um tempo, pensavam continuamente em fazer-lhe mal.
  2. “Consultam juntos”. O conselho dos ímpios é contra o justo.

 

 

v.11 dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre.

 

  1. Os adversários espreitam e dizem que há desamparo e fragilidade; já não tinham o mesmo assombro dos tempos antigos. Os inimigos concluíram que o ancião estava só, que  Elohim - Deus não era mais por ele.
  2. Para eles, o salmista era apenas um ancião, alguém que não podia mais sair em batalhas, alguém que sofria o peso da idade. Eles subestimaram o salmista e o seu Deus.

 

 

v.12 Ó Deus, não te alongues de mim; meu Deus, apressa-te em socorrer-me.

 

  1. Novamente podemos dizer: Quem pode livrar como o Senhor? O salmista mais uma vez recorre ao Senhor, a Elohim.
  2. O perigo era iminente, os inimigos estavam às portas; era necessário um apressamento no socorro.

v.13 Sejam envergonhados e consumidos os meus adversários; cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal.

 

  1. Esta é uma oração retributiva; os adversários devem receber o mal que sempre procuraram para o servo do Senhor.
  2. Para nós que não conhecemos e não vivemos o tipo de cultura da época, estranhos muito a aplicação deste tipo de oração. Estranhamos quando um irmão ora pedindo a justiça de Deus contra alguém.

 

 

 

III – A CONFIANÇA EM DEUS JUSTIFICADA (71.14-24)

 

v.14 Mas eu esperarei continuamente, e te louvarei cada vez mais.

 

  1. Para o salmista velho não seria nenhuma dificuldade continuar esperando pelo Senhor. Diz outro salmo: “Esperei confiadamente pelo Senhor”.
  2. Enquanto se espera louva. É bem verdade que somos mais adoradores quando as graças vêm.

 

v.15 A minha boca falará da tua justiça e da tua salvação todo o dia, posto que não conheça a sua grandeza.

 

  1. O salmista se propõe ser um arauto do Senhor, anunciador dos atos poderosos e de justiça do seu Deus.
  2. O salmista se mostra ignorante quanto a quantidade de fatos e dos feitos maravilhosos do Senhor. Gosto da versão ARA que diz: “Ainda que eu não saiba o seu número”.

 

v.16 Virei na força do Senhor Deus; farei menção da tua justiça, da tua tão somente.

 

  1. O idoso e cansado salmista não se apoiava na sua própria força; o seu vigor era agora coisa do passado, apenas uma lembrança. Assim ele diz: “Sinto-me na força do Senhor Deus” (Is 40.30,31).
  2. O tempo que lhe restasse de vida seria para exaltar Adonay Yahweh. Caso não pudesse estar no templo, a sua casa seria o local de rememorar a justiça do Senhor às gerações mais novas.

 

v.17 Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.

 

  1. O velho salmista teve Elohim como seu instrutor o seu mestre desde muito jovem (Salmo 119 trata do jovem que teme ao Senhor).
  2. Passado o tempo, o salmista agora velho, continuava fiel a Elohim que o instruiu (Davi começou cedo a servir a Deus).

 

v.18 Agora, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros.

 

  1. O salmista não estava acabado, sentia que podia realizar muito na causa do Senhor; ele não queria ser esquecido por Elohim.
  2. O velho salmista era um exemplo para as gerações mais novas. Não podemos desprezar os nossos velhos; com eles está a experiência e a indicação de um bom caminho.

 

v.19 A tua justiça, ó Deus, atinge os altos céus; tu tens feito grandes coisas; ó Deus, quem é semelhante a ti?

 

  1. Não existe um lugar que Elohim não tenha acesso: “A tua justiça, ó Deus, atinge os altos céus”.
  2. O salmista louva a Deus e exalta os seus grandes feitos.
  3. O salmista declara a singularidade de Deus: “Quem é semelhante a Ti?”.

 

v.20 Tu, que me fizeste ver muitas e penosas tribulações, de novo me restituirás a vida, e de novo me tirarás dos abismos da terra.

 

 

  1. O fato de servir a Deus não isentou o salmista de muitos males e tribulações. É um erro pregarmos que os que aceitam o evangelho não sofrem mais (Jo 16.33). “Tu” – o salmista entendia que todas as coisas são permitidas por Deus.
  2. Podemos perceber uma visão antecipada da doutrina da ressurreição? Não seria demais pensarmos que havia esperança da vida depois da morte pelos fiéis do Senhor. Ainda no AT, o próprio Deus fala a Daniel a respeito do tema (Cap.12).
  3. O foco imediato no pensamento do salmista seria a libertação dos males, da dor e da angústia.

 

v.21 Aumentarás a minha grandeza, e de novo me consolarás.

 

  1. Os adversários novamente reconheceriam a boa mão do Senhor sobre aquele que quiseram fazer mal. O idoso salmista continuaria em situação de honra.
  2. O Senhor que permitiu as tribulações ao salmista (v.20), seria o mesmo que traria o consolo.

 

v.22 Também eu te louvarei ao som do saltério, pela tua fidelidade, ó meu Deus; cantar-te-ei ao som da harpa, ó Santo de Israel.

 

  1. A velhice não deve nos tirar o gosto pela adoração. É verdade que o salmista busca uma adoração mais tranquila, mais intimista.
  2. Na ARA aparece para ‘fidelidade’: “Celebro a tua verdade”. As letras das canções entoadas pelo salmista exaltam, engrandecem do nome do Senhor.

 

v.23 Os meus lábios exultarão quando eu cantar os teus louvores, assim como a minha alma, que tu remiste.

 

  1. O salmista adoraria a Deus por inteiro, isto é, não só de lábios, mas com a sua própria alma.
  2. À medida que Deus ia alargando os dias do salmista velho, parecia mesmo, um resgate da alma, um livramento da morte.

 

v.24 Também a minha língua falará da tua justiça o dia todo; pois estão envergonhados e confundidos aqueles que procuram o meu mal.

 

1.    Novamente o salmista diz que não se calaria e que continuaria enaltecendo o seu Benfeitor, o seu Juiz, o seu Ajudador.

2.    O salmista termina a sua composição fazendo lembrança dos seus inimigos, pois eles ‘estão envergonhados’.

 

 

 

Pr. Eli da Rocha Silva

Março de 2013 – Igreja Batista em Jardim Helena – S. Paulo – SP

Consulta: Comentário AT – Champlin

Bíblia Eletrônica TheWord

sábado, 22 de setembro de 2012


A IMPORTÂNCIA DA IGREJA NO CONTEXTO DO REINO
MATEUS 16.18; 18.15-20

INTRODUÇÃO
Nestes dias, que muitos estão dando à igreja menos valor que ela tem, é bom pararmos para refletir o que Cristo e os apóstolos pensaram dela.

I – PARA JESUS, A IGREJA NÃO ERA COISA SEM IMPORTÂNCIA.

1.   Se a igreja não fosse importante no contexto do Reino, Jesus não perderia o seu tempo edificando a Sua. Em Mateus Jesus explicita aos discípulos o Seu desejo; para a maioria dos teólogos, em Atos temos o surgimento factual da igreja.
2.   Se a igreja não fosse importante no contexto do Reino, Jesus não diria a Pedro que as chaves estariam à sua disposição e muito menos o poder de ligar e desligar (Mt 18.18).
3.   Não é fácil entendermos o que Jesus quis dizer a Pedro com “dar-te-ei as chaves do Reino”. Parece-nos que Jesus se referia a Pedro mesmo, como aquele que abriria a oportunidade do Reino tanto aos judeus (At 2) como aos gentios (At 10).
4.   No presente texto, Jesus falava com Pedro na segunda pessoa do singular; se se referisse à igreja, falaria na terceira pessoa do singular (dar-lhe). Mas, não é um absurdo pensarmos que o poder foi estendido à igreja em Mt 18.18. A igreja tem a missão de testemunhar do Reino, agregar ao Reino, e excluir do Reino.
5.   Ladd traz em sua Teologia do NT o que disse alguns teólogos sobre o poder que é dado à igreja: “A igreja será mais forte que a morte, e resgatará a todos os homens do domínio do hades para o reino da vida (...) diante do poder do Reino de Deus operando por intermédio da igreja, a morte perdeu seu poder sobre os homens e é incapaz de reivindicar uma vitória final”.
6.   Se para Jesus a igreja não era coisa sem importância, significa dizer que o trato que Ele terá conosco no fim de todas as coisas, será na mesma base da importância que a ela dermos.

II – A VISÃO SOBRE A IGREJA NO CONTEXTO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

1.   Igreja idealizada por Jesus torna-se fato nos atos, nas ações dos apóstolos sob o domínio do Espírito Santo. Nada do que foi feito sem o poder do Espírito se faria (At 1.8).
2.   A igreja sem o Mestre ficou contemplativa (olhar perdido no céu); foi preciso fazê-la descer à terra e tomar o seu caminho (voltaram para Jerusalém) (At 1.11,12).
3.   O grupo já não tinha a presença do Mestre, mas levou a sério os seus ensinos a respeito da oração (“vigiai e orai”) e ‘perseveram unânimes em oração’.
4.   Em uma igreja muito parecida com a nossa (120 irmãos), que vivia em constante oração, Pedro se levanta como um dos líderes; ele recobra o que Jesus dissera a seu respeito algum tempo antes (Mt 16.18,19).]
5.   Para que vive pensando que a igreja é coisa sem muita importância, saiba que o Espírito Santo visitou a igreja em perspectiva (120 irmãos), inaugurou-a e a consolidou através dos dias (At 2.47). Cumpriu-se o que Jesus disse a Pedro e aos demais discípulos.
6.   A igreja mostra a todos a sua importância como agência do Reino à medida que vai crescendo, vai se espalhando por todos os lugares: Em Jerusalém (At 6.7), em Samaria (At 8.4-8), em Damasco (Síria) (Atos 9.22); outros lugares (At 11.19-21), Grécia (At 18.1), Turquia (Éfeso) (At 19.1).
7.   A igreja, que para muitos hoje em dia é de pouca importância, sempre foi e será a agência proclamadora do evangelho do Reino.

III- A IGREJA E O QUE NÓS DEVEMOS SABER A RESPEITO DELA.

1.   Ela foi comprada com o seu próprio sangue (At 20.28).
2.   Ela é a reunião dos ‘santificados em Cristo Jesus’ (1 Co 1.2).
3.   Na igreja e a través da igreja é manifesta a ação do Espírito (1 Co 12.28).
4.   Cristo é o presente de Deus à igreja: “o deu à igreja” (Ef 1.22,23). Este verso deixa bem claro que Cristo não está à parte da igreja, e nem a igreja, à parte de Cristo. A Bíblia Anotada traz o seguinte comentário: “As igrejas locais deveriam ser miniaturas do corpo de Cristo, embora seja possível haver membros de igrejas locais não genuinamente salvos e que, portanto, não são membros do corpo de Cristo”. Richard J. Sturz em sua Teologia Sistemática tem um capítulo com o seguinte título: A Igreja é Cristo. E neste capítulo diz: “As igrejas são amplamente reconhecidas como o único meio pelo qual os incrédulos podem ver Cristo. Seus membros são suas mãos e pés; sua voz chamando as pessoas ao arrependimento. A salvação vem pelo contato com seu corpo, a Igreja”.  
5.   O ministério excelente atribuído por Deus à igreja (Ef. 3.10).
6.   A igreja vivendo a complexidade de estar e não ser (Jo 17.14-16). Muitas crentes estão caindo nos braços do Diabo porque não conseguem viver a diferença.
7.   Para quem é adepto do ‘Cristãos sem igreja?’ Sturz escreveu: “...o cristão desenvolve a espiritualidade na comunhão dos crentes; e não na prática de oração e meditação individual”.
8.   O grande momento que aguarda a igreja e a igreja o aguarda (1 Ts 4.1-17). A igreja dos crentes mortos e a igreja dos crentes vivos, pela ressurreição e transformação, formam uma única igreja de vivos glorificados.

CONCLUSÃO

Refletimos sobre a importância da igreja de ontem, de hoje e de amanhã.
Ontem, organizada; hoje, militante; amanhã, glorificada.
Amém.

Pr. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jd. Helena – José Bonifácio – S. Paulo - SP

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Clínica Médica Vitoriosos: Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) – Critérios ...

Clínica Médica Vitoriosos: Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) – Critérios ...: Publicado originalmente no internacaoinvoluntaria http://internacaoinvoluntaria.wordpress.com/2012/01/22/transtorno- obsessivo-compulsivo-to...

terça-feira, 24 de julho de 2012


JOVENS, SOIS FORTES!

João e Paulo tiveram muitos cuidados com a juventude. João escreve e diz que eles são fortes.           
Precisamos entender que os jovens são fortes sim; entender que eles podem realizar muito, pois têm potencial. Para João, eles não só eram fortes, como também ‘já venceram o maligno’. Mas infelizmente, nos últimos dias, temos visto muitos jovens sendo vencidos pelo maligno; muitos jovens estão caindo nas ciladas do diabo, que ‘ruge como leão para tragar’.
Se o diabo é o leão pronto para tragar, como pequeno Davi, cada jovem deve estar pronto para vencer o maligno leão. Para João, a vitória estava no fato de ‘a palavra de Deus permanece em vós’. Nenhum jovem cristão pode vencer o diabo sem o poder que vem de Deus. Mas tal poder não aparece como um passe de mágica, ou quando falamos palavras chaves: “Shazam, Pelos poderes de Grayskull!, etc”. O pode vem pela obediência; para os discípulos a palavra foi: “Fiquem em Jerusalém”. Termino a participação de João com o que ele mesmo escreveu: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”. Querido jovem; ame o mundo apenas como campo de testemunho e evangelização.
                Paulo tinha também muito interesse pelo trabalho da juventude; não é sem razão que ele tinha no quadro de auxiliares dois jovens: Timóteo e Tito. Para Timóteo, que foi pastor em Éfeso, Paulo pediu que ele tivesse um comportamento de jovem exemplar; que ele deveria cuidar de si mesmo e da doutrina, que ele tinha que ordenar coisas e também ensinar. Se todos nós temos Paulo como um padrão de imitação, o apóstolo disse a Timóteo, que ele era o padrão de outros crentes (1 Tm 4.12). Tito, que também era um jovem auxiliar de Paulo, a tarefa também não foi de pequena importância; ele foi deixado em Creta por Paulo, ‘para que pusesse em boa ordem as coisas restantes’. Mesmo sendo jovem, o caráter espiritual de Tito era de tal maturidade, que Paulo disse que ele deveria exortar e repreender com autoridade. E que mesmo sendo jovem, é dito a ele o seguinte: “Ninguém te despreze”. A mocidade de Tito não seria desprezada por conta da sua autoridade espiritual.
                Que neste mês da juventude, Deus levante entre nós jovens de autoridade espiritual, jovens que sejam exemplos para muitos adultos, jovens que não se deixam vencer pelo diabo. A nossa oração deve ser a seguinte: “Deus, salve a nossa juventude (Brasil) e a proteja do males deste mundo” (João 17.15).
Amém.
Pr. Eli da Rocha Silva

sábado, 7 de julho de 2012


QUE TEMPOS SÃO ESTES?
 1ª CARTA A TIMÓTEO 4.1-16
É um tempo da ação do Espírito e da ação dos espíritos.


I – NUNCA DEVE SER TEMPO DE ABANDONO DA FÉ
1.      Paulo escreveu inspirado pelo Espírito as afirmações do Espírito: “Nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé” (v.1).  A igreja sente que está vivendo tais tempos. Não podemos deixar que se cumpra em nós a terrível marca destes tempos; temos que lutar contra a possibilidade do abandono da fé.  
2.       O próprio Jesus em seus ensinos falou a respeito do abandono da fé (Lc 18.8) e do amor (Mt 24.12). Em Mateus, a palavra iniquidade é a tradução de anomia. O seu significado é: viver sem lei, desregradamente. (Estado de uma sociedade caracterizada pela desintegração das normas que regem a conduta dos homens e asseguram a ordem social; anarquia. Ilegalidade).
3.       Sobre o amor esfriado cito Norbert Lieth: “As pessoas têm tempo para diversões, festas e cinema, mas não para ir aos cultos da igreja. Cristãos organizam suas férias até nos mínimos detalhes, mas quando viajam não são poucos os que esquecem suas Bíblias em casa. As pessoas têm tempo para tudo, menos para fazer seu devocional e ter comunhão com Deus”.
4.       O que Jesus disse e Lucas escreveu é muito grave, e podemos observar em dois aspectos: O primeiro e no contexto, diz respeito à fé perseverante, que busca o que quer de fato e permanece em fidelidade; o Segundo, que já estamos observando é a falta de fé nos ensinos da Bíblia; como disse recentemente, parece que alguns crentes estão duvidando do céu e da vida eterna.
5.     Continuar na fé não se trata apenas de uma disposição mental, uma decisão racional; continuar na fé faz parte de convicções bíblicas, cristãs, que não necessitam da materialidade das coisas.
6.     Falamos que é preciso ter convicções, porque a apostasia estará ligada aos novos ensinos de espíritos enganadores e de demônios. Não são demônios que ensinam, são homens usados pelos demônios; são os falsos mestres.

II – NUNCA DEVE SER TEMPO DE OUVIRMOS ESPÍRITOS ENGANADORES

1.      Os espíritos enganadores e demônios, falarão, ou já estão falando através da hipocrisia dos que falam mentiras (v.2). Tais ensinadores conseguem atrair a atenção dos que são da igreja. J.N.D Kelly diz que: “Paulo está insinuando que o ar de devoção e rigor ético (deles) é apenas uma máscara ilusória”.
2.      A apostasia será o resultado de se seguir aqueles que falam mentiras; não mentira com cara de mentira, mas mentira com cara de verdade. A mentira convincente vira verdade para que a aceita. Eva deixou-se convencer pela mentira do diabo. Não será diferente nos últimos dias.
3.      Os falsos mestres, ou os homens que falam mentiras, têm cauterizadas as próprias consciências (v.3). A Palavra da verdade já não faz diferença para eles. E por estarem longe da Verdade, tais homens vão criando as suas próprias verdades, ou melhor, mentiras que parecem verdades.
4.      Nem precisamos voltar muito no tempo para citarmos algumas aberrações evangélicas, basta que você ligue a televisão. (Mas, imediatamente, desligue!).  
5.      Paulo cita apenas dois ensinos dos falsos mestres: “Proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos” (v.3).1) No sistema monástico foi proibido o casamento; ainda hoje os padres católicos estão impedidos de casar; 2) No Judaísmo havia a exigência de abstinência de alguns alimentos, e modernamente, os Adventistas do Sétimo Dia também têm algumas restrições.
6.      Paulo então estabelece que, em relação aos alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fieis e por quantos conhecem plenamente a verdade (v.3b). O apóstolo também diz que tudo que Deus criou é bom. Concluímos como coisas boas para a humanidade, no contexto da carta, o casamento e os alimentos.
7.      Mesmo que apareçam coisas das mais estranhas no meio evangélico, para os que conhecem plenamente a verdade, nunca deve ser tempo de ouvir espíritos enganadores e ensinos de demônios.

III – SEMPRE DEVE SER TEMPO DE NOS CONSERVARMOS FIEIS

1.      Se no v.3 Paulo fala dos alimentos físicos, no v.6 ele fala do nosso alimento espiritual: “alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido”. Quando somos alimentados com a boa doutrina não somos jogados de um lado para outro por todo vento de doutrina (Ef 4.14).
2.      A vida piedosa, que costumamos chamar de vida cristã, para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser (v.8). A vida que agora é porque temos a obrigação de sermos bons cidadãos; e, como bons cidadãos, fazemos tudo para termos uma vida tranquila e sossegada. E também, vivemos a felicidade de sermos filhos de Deus e coerdeiros com Cristo. Na vida que agora é vivemos os frutos da salvação, da justificação e da santificação.
3.      A vida piedosa tem também a promessa da vida que há de ser. Temos em outro lugar da Bíblia as seguintes palavras: “Este corpo mortal (que agora é), vai revestir-se de imortalidade (que há de ser)”.  Na vida que há de ser teremos corpos transformados, glorificados, adaptados a essa nova vida.
4.      Para os crentes que querem permanecer fieis é preciso continuar nestes deveres (v.16). Foi este o conselho para Timóteo. Quais deveres?
5.      Os deveres cobrados, ou incentivados a serem praticados por Timóteo são também nossos deveres: Crença na Palavra que é digna de toda aceitação (v.9).
6.      Colocar a esperança nos Deus vivo (v.10); cada crente um exemplo pra o outro fiel, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza (v.12);
7.      Crentes que se conservam fieis são aplicados na leitura da palavra, à exortação e consolo uns dos outros, e o ensino mútuos (v.13).
8.      Crentes que cumprem os deveres da vida cristã contribuem para a salvação daqueles que lhes são caros e daqueles que não conhecem (v.16).

CONCLUSÃO

Que Deus nos guarde nestes dias tão difíceis;
Que defendamos a nossa fé contra os falsos ensinadores e doutrinadores de demônios;
Que vivamos bem a vida que agora é, almejando com fervor, a vida que há de ser.

Pr. Eli da Rocha Silva
08/07/2012 – Igreja Batista em Jd. Helena – José Bonifácio – S. Paulo - SP