sábado, 8 de fevereiro de 2014

JESUS: O NOSSO EMANUEL E A NOSSA VITÓRIA.

JESUS: O NOSSO EMANUEL E A NOSSA VITÓRIA.
JOÃO 16.33

Em um mundo como o nosso, onde muitas vezes somos estimulados ao fracasso, à derrota, é estimulante lermos e confiarmos neste pequeno trecho ensinado por Jesus.
Andar com Jesus é porque temos a certeza que Ele sempre está conosco: é Emanuel.
Andar com Ele e desfrutarmos da Sua presença constante, nos faz saber que sempre somos vitoriosos, embora, a vitória nem sempre segue os nossos termos e as nossas pré-condições.
Jesus conversa com os Seus discípulos a respeito de coisas que apenas eles podiam entender e acreditar naquele momento (v.27); Jesus fala com eles sobre idas e vindas, chegadas e partidas, coisas que são sempre dolorosas (v.28).
Para curarmos idas e vindas, é sempre bom recebermos palavras de estímulo e de muita confiança. A palavra boa em meio à doença; a palavra que sara em meio aos conflitos emocionais e de amores; o encorajamento e a solicitação do nosso currículo quando perdemos o emprego,... Podemos ver que são muitas as formas de ajudarmos e sermos ajudados.
Vamos dividir o pequeno texto de Jesus em quatro pequenas partes.

I - EM JESUS A NOSSA PAZ
A.     Não precisamos discordar daqueles que entendem o texto de Jesus como escatológico, em relação às aflições às quais os discípulos seriam expostos (MacArthur).
B.      Podemos transferir para o nosso cotidiano as preocupações de Jesus para aqueles dias para os nossos dias. Medo, aflição, falta de paz não era coisa que apenas os discípulos poderiam passar; podemos passar pelas mesmas coisas com outras dimensões.
C.      Divido a sugestão da “paz em mim”, em Jesus, nas coisas que mais nos afetam nestes dias tão difíceis.
1.      Paz espiritual. Entendo ser a primeira de todas as buscas de paz; sem essa tranquilidade espiritual, esse encontro com o Deus de paz (Rm 16.20) e com o Príncipe da paz (Is 9.6), não conseguimos caminhar, avançar, galgar ou ansiar vitórias. Paz espiritual é a razão de tudo.
2.      Paz emocional. Quantas pessoas estão perdidas em suas emoções; muitas deixam de realizar coisas importantes por estarem emocionalmente fragilizadas. No curso de Aconselhamento, o que mais estudamos e tratamos, foi a necessidade de levarmos as pessoas à paz emocional (muitas vezes pela via espiritual). Vemos em Paulo uma grande preocupação com as emoções, quando nos ensina a respeito do fruto do Espírito.
3.      Paz sentimental. O sentimento trata das nossas afeições, das nossas preferências, que geralmente são canalizadas para o nosso aparentamento, ou seja, a nossa união com alguém. É bom que nos aparentemos com muita paz sentimental, senão todo o nosso investimento no outro poder dar em nada. Vivemos tempos de muita crise conjugal.
4.      Paz financeira. Os financistas, educadores financeiros, chamam de saúde financeira. Só se alcança saúde e paz financeira trabalhando muito racionalmente as nossas possibilidades; isto é: não dar o passo além do que as pernas podem suportar. Parece que a saúde financeira parte do princípio da doação (Lc 6.38 e Ml 3.10).
5.      Paz social. Vivemos dias de convulsão social, conflitos nas ruas, violência e morte. Não é só um problema no Brasil, mas no mundo inteiro. Por isso Jesus disse que a Sua paz era diferente da paz do mundo (Jo 14.27).
6.      Paz com paz. Significa que não precisamos fazer acordos. Jesus ensinou os discípulos dizendo que ‘em mim tende paz’. Fora de Jesus não há paz em nenhum sentido.


II - COM JESUS NAS AFLIÇÕES
1.      Nas aflições nas doenças. As doenças têm tomado o nosso tempo, levado os nossos recursos, e sem dúvida, exterminado a nossa saúde. Mas em meio às aflições com as doenças, precisamos saber que contamos com Jesus, o nosso Emanuel.
2.      Nas aflições no desemprego. Mesmo que os índices de desemprego sejam baixos no Brasil, vez por outra, precisamos ajudar pessoas que entram em crise por conta da aflição do desemprego.
3.      Nas aflições das incompreensões. As incompreensões afetam as nossas emoções, nos afligem e nos fazem sofrer. Sofremos quando fazemos as coisas com a melhor das intenções e somos desrespeitados e pagos com ingratidão.
4.      Nas aflições pelos desmandos sociais. Não precisamos falar muito a respeito do que vemos todos os dias em nosso país.
5.      Nas aflições por causa de Jesus. São aflições pelo nome de Jesus, por defendermos a causa do evangelho. Jesus quis deixar isso muito claro na mente dos discípulos; eles não seriam compreendidos pelo mundo.
6.      O salmista define tudo assim: “Muitas são as aflições dos justos, mas de todas Deus o livra” (Sl 34.19).

III – ATENDENDO SÓ UM PEDIDO DE JESUS
1.      “Tende bom ânimo”. Foi o pedido de Jesus para os seus discípulos a nós também.
2.      Quando nos bate o desânimo, parece que nada mais dará certo, que não adianta continuar; o negócio é cair no ócio voluntário e improdutivo.
3.      A palavra ânimo, no latim animus, significa: alma, coragem, desejo, mente. No grego: ser ousado e confiante. Tudo isso foi cobrado de Josué para que se entrasse na terra prometida.
4.      Quantas vezes nós levantamos da cama (ou, quase nem levantamos) muito desanimados; sem alma, sem coragem, sem mente, sem ousadia, sem confiança.
5.      Jesus sabia que os discípulos deveriam ter muito ânimo para conquistar as almas para a terra prometida.
III - EM JESUS A CERTEZA DE VENCERMOS
1.      Primeiro, a vitória é Dele mesmo; Ele é o incentivador da vitória; Ele é o que nos impulsiona para a vitória pela Sua vitória.
2.      Jesus vence o mundo antes de vencer pela morte e ressurreição; Jesus fala de coisas escatológicas; Jesus cantou vitória.
3.      Ele não nos convida para a vitória com desconhecimento do que seja a vitória; Jesus mesmo disse: “Eu venci o mundo”.
4.      A vitória de Jesus é o nosso triunfo. Quando alguém acrescenta ao verso’ e vos vencereis também’, está dizendo que vencemos Nele ou que o mundo não pode nos tomar a vitória que Jesus venceu para nós.
5.      Paulo escreveu aos crentes de Corinto e os enche de esperança e firmeza de fé: “saibam que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. Ou seja, todo o esforço dos crentes teriam como resultado a vitória.
6.      Eu venci. Como soa bem aos nossos ouvidos a expressão ‘eu venci’. Existem aqueles que vencem quando todos estavam querendo a sua vitória. Mas existem os vencedores que tiveram que nadar contra a maré, contra as oposições, contra os tapetes puxados. Não sei onde nos encaixamos aí, só sei que em Cristo somos mais que vencedores.

CONCLUSÃO
A nossa conclusão é a conclusão de Jesus:
“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; tende bom ânimo; eu venci o mundo”. E popularmente: “Vos vencereis também”.

Pr. Eli da Rocha Silva
09/02/2014 – Igreja Batista em Jd. Helena – José Bonifácio – S. Paulo - SP


quarta-feira, 13 de março de 2013

Salmo 71


SÚPLICAS DE UM ANCIÃO

 

SALMOS 71 (DIVISÃO BÍBLIA DE ESTUDO MACARTHUR)

 

 

I – A CONFIANÇA EM DEUS É DECLARADA (71.1-8)

 

v.1 Em ti, Senhor, me refugio; nunca seja eu confundido.

 

  1. O Salmista busca refúgio em quem pode lhe dar segurança; o seu refúgio é Yahweh.
  2. Não deixa sofrer a vergonha da derrota (BLH).

                                                                                                         

v.2 Na tua justiça socorre-me e livra-me; inclina os teus ouvidos para mim, e salva-me.

 

  1. É preciso recorrer ao que é justo,
  2. É bom ressaltar o seguinte: se formos injustos, também sofreremos a aplicação da justiça. O crente que tiver um comportamento ímpio será tratado como tal.
  3. A oração deve ser Ao que ouve as petições e salva.

 

v.3 Sê tu para mim uma rocha de refúgio a que sempre me acolha; deste ordem para que eu seja salvo, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.

 

  1. Temos no Senhor a proteção que precisamos; Ele é o nosso refúgio e fortaleza.
  2. “Sempre me acolha”. O Senhor nos trata como o pai tratou o seu filho que voltou para casa; há sempre no Senhor a disposição de nos acolher quando a Ele recorremos. É sempre bom sabermos que podemos voltar para casa.

 

v.4 Livra-me, Deus meu, da mão do ímpio, do poder do homem injusto e cruel,

 

  1. Nas caminhadas do salmista ele precisava de proteção livramento do homem cruel.
  2. Assim, o salmista recorre a Elohim, ao Todo-poderoso. Afinal, “quem pode livrar como o Senhor?”.

 

v.5 Pois tu és a minha esperança, Senhor Deus; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.

 

  1. O salmista ancião diz que de há muito confiava e esperava em Adonai Yahweh, no Senhor Deus.
  2. Duas coisas para a juventude: esperança e confiança no Senhor.

 

 

v.6 Em ti me tenho apoiado desde que nasci; tu és aquele que me tiraste das entranhas de minha mãe. O meu louvor será teu constantemente.

 

  1. O salmista confiava no Senhor desde muito moço; (v.5), mas aqui ele amplia a sua busca pelo favor de Deus: “desde que eu nasci”.
  2. O envolvimento do salmista com a providência divina era desde o útero ("entranhas da minha mãe") (v.6). O divino parteiro.
  3. Ele assumiu um compromisso de adoração com o Senhor ("O meu louvor será teu constantemente"). Ele assumiu um compromisso de gratidão.

 

 

v.7 Sou para muitos um assombro, mas tu és o meu refúgio forte.

 

  1. “Um assombro (portento)”. Havia algo na pessoa do salmista que causava espanto, admiração, assombro.
  2. Podemos pensar que o cuidado, a ação de Deus em favor do salmista causava medo aos seus inimigos.
  3. Em relação a nós, podemos também dizer que os homens ficam espantados, pasmados, admirados quando vêem as bênçãos sobre os fiéis.   NTLH: “A minha vida tem sido um exemplo para muitos porque tu tens sido o meu forte defensor”.

 

 

v.8 A minha boca se enche do teu louvor e da tua glória continuamente.

 

  1. O salmista tinha muitos motivos para louvar a Deus; da sua boca saia cânticos de adoração.
  2. O salmista parece que brilhava em adoração. Há um brilho especial no verdadeiro adorador.

 

 

II – A CONFIANÇA EM DEUS PRATICADA NA ORAÇÃO (71.9-13)

 

v.9 Não me enjeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se forem acabando as minhas forças.

 

  1. Mas, o salmista sabe que haverá um tempo de poucas forças; com os cabelos brancos a marca da responsabilidade da experiência, mas também de pouco vigor. O servo quer continuar sob o amparo do Senhor em sua idade avançada.
  2. Quando as forças se vão, já não podemos adorar no templo, mas o Senhor está em todo lugar; fazemos do nosso coração e da nossa casa o templo para adorá-lo.

 

v.10 Porque os meus inimigos falam de mim, e os que espreitam a minha vida consultam juntos,

 

  1. Os inimigos do salmista não davam um tempo, pensavam continuamente em fazer-lhe mal.
  2. “Consultam juntos”. O conselho dos ímpios é contra o justo.

 

 

v.11 dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre.

 

  1. Os adversários espreitam e dizem que há desamparo e fragilidade; já não tinham o mesmo assombro dos tempos antigos. Os inimigos concluíram que o ancião estava só, que  Elohim - Deus não era mais por ele.
  2. Para eles, o salmista era apenas um ancião, alguém que não podia mais sair em batalhas, alguém que sofria o peso da idade. Eles subestimaram o salmista e o seu Deus.

 

 

v.12 Ó Deus, não te alongues de mim; meu Deus, apressa-te em socorrer-me.

 

  1. Novamente podemos dizer: Quem pode livrar como o Senhor? O salmista mais uma vez recorre ao Senhor, a Elohim.
  2. O perigo era iminente, os inimigos estavam às portas; era necessário um apressamento no socorro.

v.13 Sejam envergonhados e consumidos os meus adversários; cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal.

 

  1. Esta é uma oração retributiva; os adversários devem receber o mal que sempre procuraram para o servo do Senhor.
  2. Para nós que não conhecemos e não vivemos o tipo de cultura da época, estranhos muito a aplicação deste tipo de oração. Estranhamos quando um irmão ora pedindo a justiça de Deus contra alguém.

 

 

 

III – A CONFIANÇA EM DEUS JUSTIFICADA (71.14-24)

 

v.14 Mas eu esperarei continuamente, e te louvarei cada vez mais.

 

  1. Para o salmista velho não seria nenhuma dificuldade continuar esperando pelo Senhor. Diz outro salmo: “Esperei confiadamente pelo Senhor”.
  2. Enquanto se espera louva. É bem verdade que somos mais adoradores quando as graças vêm.

 

v.15 A minha boca falará da tua justiça e da tua salvação todo o dia, posto que não conheça a sua grandeza.

 

  1. O salmista se propõe ser um arauto do Senhor, anunciador dos atos poderosos e de justiça do seu Deus.
  2. O salmista se mostra ignorante quanto a quantidade de fatos e dos feitos maravilhosos do Senhor. Gosto da versão ARA que diz: “Ainda que eu não saiba o seu número”.

 

v.16 Virei na força do Senhor Deus; farei menção da tua justiça, da tua tão somente.

 

  1. O idoso e cansado salmista não se apoiava na sua própria força; o seu vigor era agora coisa do passado, apenas uma lembrança. Assim ele diz: “Sinto-me na força do Senhor Deus” (Is 40.30,31).
  2. O tempo que lhe restasse de vida seria para exaltar Adonay Yahweh. Caso não pudesse estar no templo, a sua casa seria o local de rememorar a justiça do Senhor às gerações mais novas.

 

v.17 Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.

 

  1. O velho salmista teve Elohim como seu instrutor o seu mestre desde muito jovem (Salmo 119 trata do jovem que teme ao Senhor).
  2. Passado o tempo, o salmista agora velho, continuava fiel a Elohim que o instruiu (Davi começou cedo a servir a Deus).

 

v.18 Agora, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros.

 

  1. O salmista não estava acabado, sentia que podia realizar muito na causa do Senhor; ele não queria ser esquecido por Elohim.
  2. O velho salmista era um exemplo para as gerações mais novas. Não podemos desprezar os nossos velhos; com eles está a experiência e a indicação de um bom caminho.

 

v.19 A tua justiça, ó Deus, atinge os altos céus; tu tens feito grandes coisas; ó Deus, quem é semelhante a ti?

 

  1. Não existe um lugar que Elohim não tenha acesso: “A tua justiça, ó Deus, atinge os altos céus”.
  2. O salmista louva a Deus e exalta os seus grandes feitos.
  3. O salmista declara a singularidade de Deus: “Quem é semelhante a Ti?”.

 

v.20 Tu, que me fizeste ver muitas e penosas tribulações, de novo me restituirás a vida, e de novo me tirarás dos abismos da terra.

 

 

  1. O fato de servir a Deus não isentou o salmista de muitos males e tribulações. É um erro pregarmos que os que aceitam o evangelho não sofrem mais (Jo 16.33). “Tu” – o salmista entendia que todas as coisas são permitidas por Deus.
  2. Podemos perceber uma visão antecipada da doutrina da ressurreição? Não seria demais pensarmos que havia esperança da vida depois da morte pelos fiéis do Senhor. Ainda no AT, o próprio Deus fala a Daniel a respeito do tema (Cap.12).
  3. O foco imediato no pensamento do salmista seria a libertação dos males, da dor e da angústia.

 

v.21 Aumentarás a minha grandeza, e de novo me consolarás.

 

  1. Os adversários novamente reconheceriam a boa mão do Senhor sobre aquele que quiseram fazer mal. O idoso salmista continuaria em situação de honra.
  2. O Senhor que permitiu as tribulações ao salmista (v.20), seria o mesmo que traria o consolo.

 

v.22 Também eu te louvarei ao som do saltério, pela tua fidelidade, ó meu Deus; cantar-te-ei ao som da harpa, ó Santo de Israel.

 

  1. A velhice não deve nos tirar o gosto pela adoração. É verdade que o salmista busca uma adoração mais tranquila, mais intimista.
  2. Na ARA aparece para ‘fidelidade’: “Celebro a tua verdade”. As letras das canções entoadas pelo salmista exaltam, engrandecem do nome do Senhor.

 

v.23 Os meus lábios exultarão quando eu cantar os teus louvores, assim como a minha alma, que tu remiste.

 

  1. O salmista adoraria a Deus por inteiro, isto é, não só de lábios, mas com a sua própria alma.
  2. À medida que Deus ia alargando os dias do salmista velho, parecia mesmo, um resgate da alma, um livramento da morte.

 

v.24 Também a minha língua falará da tua justiça o dia todo; pois estão envergonhados e confundidos aqueles que procuram o meu mal.

 

1.    Novamente o salmista diz que não se calaria e que continuaria enaltecendo o seu Benfeitor, o seu Juiz, o seu Ajudador.

2.    O salmista termina a sua composição fazendo lembrança dos seus inimigos, pois eles ‘estão envergonhados’.

 

 

 

Pr. Eli da Rocha Silva

Março de 2013 – Igreja Batista em Jardim Helena – S. Paulo – SP

Consulta: Comentário AT – Champlin

Bíblia Eletrônica TheWord

sábado, 22 de setembro de 2012


A IMPORTÂNCIA DA IGREJA NO CONTEXTO DO REINO
MATEUS 16.18; 18.15-20

INTRODUÇÃO
Nestes dias, que muitos estão dando à igreja menos valor que ela tem, é bom pararmos para refletir o que Cristo e os apóstolos pensaram dela.

I – PARA JESUS, A IGREJA NÃO ERA COISA SEM IMPORTÂNCIA.

1.   Se a igreja não fosse importante no contexto do Reino, Jesus não perderia o seu tempo edificando a Sua. Em Mateus Jesus explicita aos discípulos o Seu desejo; para a maioria dos teólogos, em Atos temos o surgimento factual da igreja.
2.   Se a igreja não fosse importante no contexto do Reino, Jesus não diria a Pedro que as chaves estariam à sua disposição e muito menos o poder de ligar e desligar (Mt 18.18).
3.   Não é fácil entendermos o que Jesus quis dizer a Pedro com “dar-te-ei as chaves do Reino”. Parece-nos que Jesus se referia a Pedro mesmo, como aquele que abriria a oportunidade do Reino tanto aos judeus (At 2) como aos gentios (At 10).
4.   No presente texto, Jesus falava com Pedro na segunda pessoa do singular; se se referisse à igreja, falaria na terceira pessoa do singular (dar-lhe). Mas, não é um absurdo pensarmos que o poder foi estendido à igreja em Mt 18.18. A igreja tem a missão de testemunhar do Reino, agregar ao Reino, e excluir do Reino.
5.   Ladd traz em sua Teologia do NT o que disse alguns teólogos sobre o poder que é dado à igreja: “A igreja será mais forte que a morte, e resgatará a todos os homens do domínio do hades para o reino da vida (...) diante do poder do Reino de Deus operando por intermédio da igreja, a morte perdeu seu poder sobre os homens e é incapaz de reivindicar uma vitória final”.
6.   Se para Jesus a igreja não era coisa sem importância, significa dizer que o trato que Ele terá conosco no fim de todas as coisas, será na mesma base da importância que a ela dermos.

II – A VISÃO SOBRE A IGREJA NO CONTEXTO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

1.   Igreja idealizada por Jesus torna-se fato nos atos, nas ações dos apóstolos sob o domínio do Espírito Santo. Nada do que foi feito sem o poder do Espírito se faria (At 1.8).
2.   A igreja sem o Mestre ficou contemplativa (olhar perdido no céu); foi preciso fazê-la descer à terra e tomar o seu caminho (voltaram para Jerusalém) (At 1.11,12).
3.   O grupo já não tinha a presença do Mestre, mas levou a sério os seus ensinos a respeito da oração (“vigiai e orai”) e ‘perseveram unânimes em oração’.
4.   Em uma igreja muito parecida com a nossa (120 irmãos), que vivia em constante oração, Pedro se levanta como um dos líderes; ele recobra o que Jesus dissera a seu respeito algum tempo antes (Mt 16.18,19).]
5.   Para que vive pensando que a igreja é coisa sem muita importância, saiba que o Espírito Santo visitou a igreja em perspectiva (120 irmãos), inaugurou-a e a consolidou através dos dias (At 2.47). Cumpriu-se o que Jesus disse a Pedro e aos demais discípulos.
6.   A igreja mostra a todos a sua importância como agência do Reino à medida que vai crescendo, vai se espalhando por todos os lugares: Em Jerusalém (At 6.7), em Samaria (At 8.4-8), em Damasco (Síria) (Atos 9.22); outros lugares (At 11.19-21), Grécia (At 18.1), Turquia (Éfeso) (At 19.1).
7.   A igreja, que para muitos hoje em dia é de pouca importância, sempre foi e será a agência proclamadora do evangelho do Reino.

III- A IGREJA E O QUE NÓS DEVEMOS SABER A RESPEITO DELA.

1.   Ela foi comprada com o seu próprio sangue (At 20.28).
2.   Ela é a reunião dos ‘santificados em Cristo Jesus’ (1 Co 1.2).
3.   Na igreja e a través da igreja é manifesta a ação do Espírito (1 Co 12.28).
4.   Cristo é o presente de Deus à igreja: “o deu à igreja” (Ef 1.22,23). Este verso deixa bem claro que Cristo não está à parte da igreja, e nem a igreja, à parte de Cristo. A Bíblia Anotada traz o seguinte comentário: “As igrejas locais deveriam ser miniaturas do corpo de Cristo, embora seja possível haver membros de igrejas locais não genuinamente salvos e que, portanto, não são membros do corpo de Cristo”. Richard J. Sturz em sua Teologia Sistemática tem um capítulo com o seguinte título: A Igreja é Cristo. E neste capítulo diz: “As igrejas são amplamente reconhecidas como o único meio pelo qual os incrédulos podem ver Cristo. Seus membros são suas mãos e pés; sua voz chamando as pessoas ao arrependimento. A salvação vem pelo contato com seu corpo, a Igreja”.  
5.   O ministério excelente atribuído por Deus à igreja (Ef. 3.10).
6.   A igreja vivendo a complexidade de estar e não ser (Jo 17.14-16). Muitas crentes estão caindo nos braços do Diabo porque não conseguem viver a diferença.
7.   Para quem é adepto do ‘Cristãos sem igreja?’ Sturz escreveu: “...o cristão desenvolve a espiritualidade na comunhão dos crentes; e não na prática de oração e meditação individual”.
8.   O grande momento que aguarda a igreja e a igreja o aguarda (1 Ts 4.1-17). A igreja dos crentes mortos e a igreja dos crentes vivos, pela ressurreição e transformação, formam uma única igreja de vivos glorificados.

CONCLUSÃO

Refletimos sobre a importância da igreja de ontem, de hoje e de amanhã.
Ontem, organizada; hoje, militante; amanhã, glorificada.
Amém.

Pr. Eli da Rocha Silva
Igreja Batista em Jd. Helena – José Bonifácio – S. Paulo - SP