sábado, 7 de fevereiro de 2009

Lições em Romanos (3)_13.1-7

Lições em Romanos (3)_13.1-7
Texto Almeida Revista e Atualizada
(Sub-divisão NIBB- Nova Versão Impressa Bíblica Brasileira)


Submissão à autoridade (vv. 1-7)

Romanos 13:1- Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.
1. Algo que a Bíblia não nos ensina é a rebeldia contra as autoridades. Pelo contrário, ela nos faz ver que toda e qualquer autoridade vem de Deus.
2. A NIBB traduz: “Todos devem sujeitar-se às autoridades do governo”. Os governos que temos sobre nós são: Municipal, Estadual e Federal. Temos ainda as instâncias do poder judiciário.
3. Muitas vezes não paramos para atentar para as autoridades como agentes autorizados por Deus. Com isso Paulo não quis dizer que o abuso de autoridade seja sancionado por Deus. As autoridades são livres em sua atuação, saibam, porém, que ao hão de dar contas a Deus do bem e do mal que fizerem.

v.2 - De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação.
1. Repito que, muitas vezes não paramos para pensar que, sendo as autoridades agentes a serviço de Deus, ao fazermos oposição a elas, nos opomos Àquele que lhes deu delegação.
2. Há uma diversidade de exigências, já a partir do nosso nascimento. Devemos ser registrados em Cartório de Registro Civil; nossos pais devem nos matricular em escolas de alfabetização; aos dezoito anos, tiramos nosso Título de Eleitor; os meninos devem alistar-se em uma das Forças Armadas; se quisermos constituir família, devemos retornar ao Cartório de Registro Civil, e temos muitas outras obrigações a cumprir (RG, CPF e outras).
3. Aquele que se opor à autoridade constituída trará sobre si mesmo condenação. Porém, quando as leis conflitam com a nossa regra de fé e prática, julguemos tudo segundo o conselho de Pedro (Atos 5.29).

v.3 - Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela,
1. Quem não deve não teme, não é mesmo? Se andarmos corretamente, não temeremos se formos convocados às barras dos tribunais.
2. O temor é resultado da má conduta, por culpa ou por omissão. Você já saiu de casa e esqueceu os documentos do carro? Qual é a sensação que temos quando nos apercebemos da falha? Digo eu, terrível!

v.4 - visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.
1. A primeira parte do verso quatro é continuação do terceiro. Talvez não seja tão comum as pessoas serem elogiadas pelas autoridades, mas isso não é impossível de acontecer. Alguns recebem o título de cidadão pela prestação de bons serviços.
2. Este versículo nos faz lembrar Rm 12.19, onde Paulo escreve a respeito da ira de Deus. Em Lições em Romanos (2) dissemos: “Não precisamos pensar que Deus fará cair a casa sobre a cabeça dos que nos fazem males, mas que, as Leis do país estão aí para protegerem o nosso direito. As autoridades são de instituição divina”.


v.5 - É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência.

1. A sujeição às leis, às autoridades, aos governos não é apenas por alguém temer a punição, mas por dever de consciência.
2. Pedro nos manda: “Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor” (1 Pd 2.13,14). O dever de consciência é o que todo crente deve ter. O dever de consciência se dá pelo fato de sermos filhos de Deus, sendo Ele o Senhor das autoridades, pois estas lhe prestam diakonia (são ministros) (v.4).

v.6 - Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço.
1. Paulo entra em uma matéria que muitas vezes rejeitamos: o pagamento de tributo. Quando as autoridades cobram impostos, taxas e contribuições, devemos entender que fazem isto como “ministros de Deus”.
2. A palavra ‘ministros’ não é a mesma do versículo quatro (diakonos), mas leitourgos, dando a idéia de servidor público. Assim como era Zaqueu, um publicano.
3. Através dos impostos, os governos podem prestar vários serviços como educação, saúde, aposentadoria, saneamento básico e outros. É bom ou não é pagarmos impostos?

v.7 - Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.
1. Murray traz: “O ‘tributo’ corresponde ao nosso termo ‘imposto’, que recai sobre indivíduos e propriedades; e ‘imposto’ corresponde a taxas incidentes sobre mercadorias”.
2. O nosso Código Tributário Nacional especifica as nossas obrigações em Impostos, Taxas e Contribuições. As entidades civis de direito privado, sem fins lucrativos, são imunes ou isentas de impostos, mas não de taxas e contribuições. As igrejas são imunes do pagamento de impostos.
3. A palavra respeito é a tradução de phobos, que é medo, terror, temor, como reverência aos superiores, mas principalmente o temor a Deus.
4. Timen (honra),é aplicado para preço de coisas (Atos 5.2) ou pessoas (Mt. 27.6), e o pagamento de honorários (1 Tm 5.17). A mesma palavra aparece em Efésios 6.2, em relação à honra devotada a pais e mães.


Pr. Eli da Rocha Silva
IBJH 08/02/2009

Nenhum comentário: